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Ceratocone é grave? Pode deixar cego? O que se sabe

Publicado em 22 de outubro de 2026 · Atualizado em 22 de outubro de 2026 · 12 min de leitura

Revisão médica: Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida, médica oftalmologista, CRM-SP 148.173, RQE 59.216 (Oftalmologia), em 22 de outubro de 2026. Como revisamos

Ilustração de corte da córnea com ceratocone ao lado de uma régua de acuidade visual com as faixas de baixa visão e cegueira legal
Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida

Autora

Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida

CRM-SP 148.173 | RQE 59.216

Em resumo

O ceratocone deforma a córnea e não atinge a retina nem o nervo óptico, por isso raramente causa cegueira. O risco é perder nitidez num olho, sobretudo em quem começa a doença jovem, tem a córnea mais curva ou demora a ser diagnosticado. Acompanhamento com tomografia e crosslinking, quando há progressão, reduzem esse risco.

CID-10: H18.6 — Ceratocone Ver todos os artigos de Ceratocone
Neste artigo

Resposta rápida: O ceratocone raramente leva à cegueira: ele deforma a córnea e não atinge a retina nem o nervo óptico. O risco real é perder muita nitidez num olho, o que lentes especiais e, se preciso, o transplante costumam recuperar. No estudo americano CLEK, que acompanhou 1.209 pacientes, 77,9% deles enxergavam 20/40 ou melhor nos dois olhos com a melhor correção[1].

Ceratocone pode deixar cego?

Raramente, porque o ceratocone atinge a córnea e poupa a retina e o nervo óptico. Ele afina e encurva a córnea, que vai tomando a forma de um cone; a luz entra desviada e a imagem fica borrada, distorcida, às vezes duplicada. A retina e o nervo óptico, que transformam a luz em visão, seguem saudáveis, e por isso mesmo nos casos mais avançados a pessoa continua a perceber luz.

O que a doença pode causar é perda grande de nitidez, em geral mais num olho do que no outro, porque o ceratocone atinge os dois olhos de forma desigual[7]. Quando a córnea fica muito irregular ou ganha uma cicatriz no centro, os óculos já não corrigem, e a visão útil passa a depender de lente de contato especial ou de transplante. Para entender a doença desde o início, leia o guia completo do ceratocone.

A definição brasileira está no Decreto 3.298/1999, art. 4º, III, com a redação do Decreto 5.296/2004. Cegueira é acuidade visual igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica. Baixa visão é acuidade entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, também com a melhor correção[2]. Para quem tem ceratocone, dois detalhes da regra pesam muito: ela olha para o melhor olho, e mede a visão corrigida, não a visão sem óculos. No ceratocone, a melhor correção costuma ser uma lente de contato rígida ou escleral[7].

Como a visão é classificada pelo Decreto 3.298/1999 (redação do Decreto 5.296/2004)
CategoriaAcuidade no melhor olho, com a melhor correçãoEquivalente aproximado na tabela de letras
Fora das categorias de deficiência visualacima de 0,3melhor que cerca de 20/66
Baixa visãoentre 0,3 e 0,05de cerca de 20/66 a 20/400
Cegueira0,05 ou menos20/400 ou pior

O decreto também considera deficiência visual o campo de visão muito reduzido, quando a soma do campo dos dois olhos é de 60 graus ou menos[2].

Régua da acuidade visual com a melhor correçãoRégua horizontal da acuidade visual com a melhor correção, da esquerda (1,0, ou 20/20) para a direita (abaixo de 0,05, ou 20/400), espaçada como as linhas da tabela de letras. Três faixas: fora das categorias de deficiência visual, acima de 0,3; baixa visão, de 0,3 a 0,05; cegueira, de 0,05 para baixo. Um filete dourado sobre o trecho de 1,0 a 0,5 marca onde estavam 77,9% dos pacientes do estudo CLEK, nos dois olhos.1,020/200,520/400,3~20/660,0520/400
  1. 1Fora das categorias de deficiência visual pela acuidade: acima de 0,3.
  2. 2Baixa visão: de 0,3 a 0,05 (de cerca de 20/66 a 20/400).
  3. 3Cegueira: 0,05 ou menos (20/400 ou pior).
  4. 4Estudo CLEK: 77,9% dos pacientes enxergavam 20/40 (0,5) ou melhor nos dois olhos, com a melhor correção.
Figura 1. Da visão normal à cegueira legal. A medida vale para o melhor olho, com a melhor correção óptica; o campo visual muito reduzido é outro critério. A régua segue o espaçamento das linhas da tabela de letras.Fontes: Decreto 3.298/1999, art. 4º, III, com a redação do Decreto 5.296/2004 (referência 2); Zadnik e colaboradores, IOVS, 1998 (referência 1).

Os graus da doença e o que fazer em cada fase estão na página sobre ceratocone avançado.

Quais as chances de ficar cego com ceratocone?

Não há um número confiável. A pesquisa feita para este artigo não achou estudo populacional que tenha medido quantas pessoas com ceratocone chegam à cegueira legal, e por isso o texto não dá uma porcentagem. O que existe são grandes estudos de acompanhamento.

O CLEK acompanhou 1.209 pessoas com ceratocone em 16 centros americanos. Na entrada, 95% tinham curvatura de 45 dioptrias ou mais, e os autores consideraram a maior parte da amostra com doença leve a moderada; 77,9% enxergavam 20/40 ou melhor nos dois olhos com a melhor correção, e 65% usavam lente rígida[1]. Em 7 anos, a perda média foi de cerca de 2 letras na tabela de alto contraste. Uma parte piorou bem mais: 19% perderam 10 letras ou mais, o equivalente a duas linhas, em pelo menos um olho[3].

Esses números vêm de uma época em que não havia como frear a doença. As seções abaixo mostram o que aumenta o risco de perder visão num olho e o que hoje reduz esse risco.

Ceratocone é grave?

Pode ser, quando avança, e a idade em que a doença começa e o momento do diagnóstico pesam muito. No CLEK, 12% dos 1.065 pacientes que ainda não tinham sido operados fizeram transplante em pelo menos um olho em 8 anos. O transplante foi mais comum nos olhos de quem tinha 40 anos ou menos (15%), nos olhos com curvatura acima de 52 dioptrias (28%), com visão pior que 20/40 (33%) ou com cicatriz na córnea (24%)[8].

Uma metanálise de 11.529 olhos sem tratamento mostrou o mesmo padrão: quanto mais jovem a pessoa e mais curva a córnea, mais rápido o avanço. Os autores recomendam acompanhamento mais próximo e indicação mais precoce de crosslinking abaixo de 17 anos e com curvatura máxima acima de 55 dioptrias[4]. Se a sua dúvida é se existe cura, veja ceratocone tem cura?

O que acontece se não tratar o ceratocone?

Depende de cada caso. Em geral, o ceratocone aparece na adolescência ou no começo da vida adulta e avança mais até os 30 e poucos anos[7]; depois tende a desacelerar, mas pode continuar. Em parte das pessoas o avanço é lento; em outras, sobretudo quando começa cedo, a córnea continua a afinar e a encurvar. Sem acompanhamento, pode acontecer o seguinte:

  • o grau e o astigmatismo mudam com frequência, e os óculos novos deixam de dar visão boa;
  • a lente de contato rígida ou escleral passa a ser a única forma de enxergar bem;
  • surge cicatriz na córnea: no CLEK, 20% dos pacientes desenvolveram cicatriz em 8 anos[3];
  • o transplante vira a melhor saída para recuperar a visão de um olho[8];
  • em poucos casos, ocorre a hidropsia aguda, descrita a seguir.

O que é hidropsia no ceratocone e o que fazer?

Na hidropsia, uma ruptura da membrana de Descemet, uma das camadas de trás da córnea, deixa entrar o líquido do olho, e a córnea incha e fica esbranquiçada de um dia para o outro[9]. A visão daquele olho cai de repente, e pode haver desconforto, lacrimejamento e sensibilidade à luz. Se isso acontecer, procure um oftalmologista no mesmo dia e não coce o olho.

É uma complicação incomum. No Reino Unido, um levantamento nacional estimou pelo menos 1,43 caso por ano para cada 1.000 pessoas com ceratocone[10]. Uma revisão de autores da Unifesp encontrou hidropsia em 2,6% a 7,5% das pessoas com ceratocone nas séries publicadas, com risco maior em quem coça os olhos, tem alergia ocular ou síndrome de Down, é mais jovem ou tem a córnea mais curva[11].

O inchaço costuma regredir em cerca de 3 meses, mas muitas vezes deixa uma cicatriz que atrapalha a visão[9]. No estudo britânico, 6 meses depois do episódio, 20,3% dos pacientes já tinham indicação de transplante[10].

No atendimento, o médico trata o desconforto e, em alguns casos, indica procedimentos que encurtam o tempo de inchaço[9].

Córnea com ceratocone, em corte ampliadoCorte ampliado da frente do olho, com a frente voltada para a esquerda. A córnea está afinada e projetada logo abaixo do centro. Da frente para trás aparecem o epitélio, a camada de Bowman, o estroma com as lamelas de colágeno, a membrana de Descemet e o endotélio. Atrás da córnea ficam a câmara anterior, a íris e o cristalino, separado da córnea.
ACórnea com ceratocone
Hidropsia aguda, em corte ampliadoA mesma córnea durante a hidropsia. A membrana de Descemet e o endotélio se rompem na região do cone e as bordas se enrolam para dentro do olho. Setas mostram o líquido da câmara anterior entrando pela abertura. O estroma em volta fica inchado e branco, com bolsões de líquido, e a córnea ali fica mais grossa e opaca.
BHidropsia aguda
  1. 1Epitélio, a camada de células da superfície.
  2. 2Estroma, a camada mais grossa, feita de fibras de colágeno.
  3. 3Membrana de Descemet e endotélio. A Descemet é uma das camadas de trás, logo à frente do endotélio, a última camada.
  4. 4Rompimento da Descemet na região do cone; as bordas se enrolam.
  5. 5O líquido do olho entra na córnea pela abertura.
  6. 6Córnea inchada e opaca: o estroma engrossa e fica esbranquiçado.
Figura 2. O que acontece na hidropsia aguda. O inchaço costuma regredir em cerca de 3 meses, mas pode deixar cicatriz. Esquema fora de escala, com as camadas finas engrossadas para aparecer; não é o exame de nenhum paciente.Fonte: desenho da Drudi e Almeida a partir de Fan Gaskin e colaboradores, Am J Ophthalmol, 2014 (referência 9).

Dá para recuperar a nitidez perdida?

Na maioria dos casos, sim, com a correção certa. O crosslinking segura a doença onde ela está, e quem devolve a nitidez é a óptica: lente de contato especial e, quando ela não basta, o transplante. Para conhecer as opções, veja o guia das lentes para ceratocone.

A lente escleral se apoia na parte branca do olho e forma, sobre a córnea irregular, uma superfície lisa de líquido. Num estudo com 157 olhos com ceratocone, a visão média com os melhores óculos era de cerca de 20/63 e passou para perto de 20/25 com a lente. A lente, porém, não freia a doença: 14,6% dos olhos perderam visão ao longo do estudo, todos por progressão do ceratocone[12]. Numa clínica belga, de 51 olhos com curvatura de 70 dioptrias ou mais, que iriam para transplante, 40 seguiam usando a escleral depois de cerca de 30 meses[13]. Mais detalhes em lente escleral: o que é e para que serve.

Quando há cicatriz no centro da córnea, o transplante devolve visão útil a muitos pacientes. Numa série americana acompanhada em média por 13,8 anos (até 30 anos), 73% dos olhos transplantados por ceratocone enxergavam 20/40 ou melhor com óculos; o enxerto continuava funcionando em 85% aos 25 anos, e o ceratocone voltou em 11,7% dos olhos nesse prazo[14]. O artigo sobre transplante de córnea traz mais detalhes sobre a cirurgia.

Na rede, a adaptação de lente rígida, híbrida e escleral é feita nas cinco unidades, em geral pela Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida, com lentes de prova em todas elas. O transplante, quando indicado, é feito no MIRA Hospital Oftalmológico, o hospital da rede, que faz todas as modalidades de transplante de córnea, inclusive o DALK e o penetrante.

O que faz o ceratocone avançar mais depressa?

Os fatores mais bem documentados são começar a doença jovem e ter a córnea mais curva no diagnóstico: numa metanálise de 11.529 olhos sem tratamento, esses pacientes pioraram mais[4].

Ter a doença na adolescência

Em crianças e adolescentes, o ceratocone avança mais rápido. Numa coorte de 9 a 19 anos, 88% dos olhos pioraram, e os autores propuseram fazer o crosslinking logo após o diagnóstico, sem esperar a progressão ser documentada[5]. Na rede, em crianças, o crosslinking costuma ser indicado já no diagnóstico.

Coçar os olhos

Coçar os olhos está ligado ao ceratocone: numa metanálise de seis estudos, quem coçava os olhos tinha 6,46 vezes mais chance de ter a doença[15]. Esses estudos medem a chance de ter ceratocone, não a velocidade da piora, e não provam sozinhos que coçar causa a doença; mesmo assim, a orientação na prática é a mesma: não coce. Se a coceira vem de alergia, ela tem tratamento com colírio indicado pelo oftalmologista. O tema está em coçar os olhos e ceratocone.

Quais erros atrasam o diagnóstico do ceratocone?

Na experiência da rede, achar normal trocar de óculos toda hora, não passar por um médico oftalmologista e deixar o exame para depois atrasam o diagnóstico e, com ele, o tratamento.

Achar normal trocar de óculos toda hora

Grau e astigmatismo que mudam a cada consulta, e óculos novos que não deixam a visão boa, são sinais de alerta. A receita mede o grau; a topografia e a tomografia medem a forma da córnea. Quem troca de óculos com frequência deve passar por um oftalmologista que examine a córnea.

A topografia de córnea é feita nas cinco unidades da rede, pelos dois olhos: R$ 110 à vista na unidade, R$ 140 no cartão ou R$ 77 no Pix pela marcação no site (particular, 2026, valor final confirmado na avaliação). Fique 48 horas sem lente de contato, de qualquer tipo, antes do exame. Veja a página do exame de topografia.

Deixar o diagnóstico para depois

O crosslinking no protocolo padrão pede córnea com pelo menos 400 micrômetros de espessura depois da retirada do epitélio, para proteger as células da camada mais interna[16], [17]. Quem descobre o ceratocone tarde, com a córnea já muito fina, pode perder essa opção ou precisar de protocolos adaptados[17].

Por que o diagnóstico cedo muda o prognóstico?

Porque hoje existe tratamento para frear a doença, e no protocolo padrão ele depende de a córnea ainda ter espessura suficiente[16]. No ensaio KERALINK, com adolescentes de 10 a 16 anos com ceratocone em progressão, a doença avançou em 7% dos olhos tratados com crosslinking e em 43% dos olhos só acompanhados, em 18 meses[6]. Na Holanda, depois que o crosslinking se espalhou pelo país, os transplantes por ceratocone em pessoas com menos de 50 anos caíram cerca de 25%[18].

O acompanhamento também importa depois do diagnóstico. Num estudo da Nova Zelândia, 39,6% dos olhos pioraram enquanto o paciente esperava o crosslinking, num intervalo médio de 153 dias, cerca de 5 meses[19]. Por isso, na rede, quem tem ceratocone refaz a tomografia de córnea a cada 4 meses. Quando a tomografia mostra progressão, o crosslinking é indicado. A orientação do seu médico prevalece, e o intervalo pode mudar conforme a idade e o exame.

A tomografia de córnea (Pentacam, nome do aparelho) é feita no MIRA, só no particular: R$ 260 à vista, R$ 363 no cartão em até 10 vezes ou R$ 220 no Pix pela marcação no site (particular, 2026, valor final confirmado na avaliação). O preparo é o mesmo da topografia: 48 horas sem lente de contato. Você recebe as imagens no mesmo dia, e o exame fica disponível para baixar a qualquer momento na plataforma de resultados de exames. Saiba mais na página da tomografia de córnea ou no artigo tomografia de córnea (Pentacam). Sobre o tratamento, leia crosslinking: como é, recuperação e preço.

Como a rede acompanha o ceratoconeLinha do tempo com o diagnóstico no mês 0 e tomografias de controle nos meses 4, 8 e 12, seguindo adiante. De cada controle sai uma seta tracejada para baixo, até uma faixa que representa o crosslinking. Abaixo de uma linha separada, uma criança vai do diagnóstico direto para o crosslinking.04812meses
  1. 1Diagnóstico do ceratocone.
  2. 2Tomografia de controle, em geral a cada 4 meses.
  3. 3Estável: segue o controle.
  4. 4Piorou (seta tracejada): a piora documentada leva ao tratamento.
  5. 5Crosslinking no MIRA, o hospital próprio da rede.
  6. 6Em crianças, o crosslinking costuma ser indicado já no diagnóstico.
Figura 3. Como a rede acompanha o ceratocone. Roteiro da rede, em geral; a orientação do seu médico prevalece. A piora pode ser rápida: num estudo com pessoas na fila do crosslinking, 39,6% dos olhos pioraram durante a espera, que durou em média 153 dias.Fonte: prática da rede; dado de apoio: Goh e colaboradores, Cornea, 2020 (referência 19).

Quando procurar atendimento no mesmo dia

Quem tem ceratocone deve procurar um oftalmologista sem esperar a consulta de rotina se:

  • a visão de um olho cair de repente;
  • o olho ficar branco ou leitoso, como na hidropsia;
  • houver dor forte, vermelhidão ou secreção, principalmente em quem usa lente de contato;
  • a lente de contato que funcionava passar a incomodar muito ou não dar mais visão.

E se a visão de um olho ficar muito baixa?

Mesmo sem cegueira legal, a perda grande de visão num olho tem reflexo nos direitos. A Lei 14.126/2021 classifica a visão monocular como deficiência visual para todos os efeitos legais[20]. O que isso significa na prática está em visão monocular: causas, laudo e direitos e em direitos de quem tem ceratocone.

O Instituto do Ceratocone da rede reúne exames, tratamentos e valores. A consulta particular custa R$ 180 à vista ou no Pix e R$ 200 no cartão (particular, 2026, valor final confirmado na avaliação), e pode ser marcada em agendar consulta.

Referências

  1. Zadnik K, Barr JT, Edrington TB, Everett DF, Jameson M, McMahon TT, et al. Baseline findings in the Collaborative Longitudinal Evaluation of Keratoconus (CLEK) Study. Invest Ophthalmol Vis Sci. 1998;39(13):2537-46. PMID: 9856763.
  2. Brasil. Presidência da República. Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, art. 4º, inciso III (deficiência visual: cegueira e baixa visão), com a redação dada pelo Decreto nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004. Diário Oficial da União. 1999. Disponível em: planalto.gov.br.
  3. Wagner H, Barr JT, Zadnik K. Collaborative Longitudinal Evaluation of Keratoconus (CLEK) Study: methods and findings to date. Cont Lens Anterior Eye. 2007;30(4):223-32. DOI: 10.1016/j.clae.2007.03.001. PMID: 17481941.
  4. Ferdi AC, Nguyen V, Gore DM, Allan BD, Rozema JJ, Watson SL. Keratoconus natural progression: a systematic review and meta-analysis of 11 529 eyes. Ophthalmology. 2019;126(7):935-45. DOI: 10.1016/j.ophtha.2019.02.029. PMID: 30858022.
  5. Chatzis N, Hafezi F. Progression of keratoconus and efficacy of pediatric corneal collagen cross-linking in children and adolescents. J Refract Surg. 2012;28(11):753-8. DOI: 10.3928/1081597X-20121011-01. PMID: 23347367.
  6. Larkin DFP, Chowdhury K, Burr JM, Raynor M, Edwards M, Tuft SJ, et al. Effect of corneal cross-linking versus standard care on keratoconus progression in young patients: the KERALINK randomized controlled trial. Ophthalmology. 2021;128(11):1516-26. DOI: 10.1016/j.ophtha.2021.04.019. PMID: 33892046.
  7. Santodomingo-Rubido J, Carracedo G, Suzaki A, Villa-Collar C, Vincent SJ, Wolffsohn JS. Keratoconus: an updated review. Cont Lens Anterior Eye. 2022;45(3):101559. DOI: 10.1016/j.clae.2021.101559. PMID: 34991971.
  8. Gordon MO, Steger-May K, Szczotka-Flynn L, Riley C, Joslin CE, Weissman BA, et al. Baseline factors predictive of incident penetrating keratoplasty in keratoconus. Am J Ophthalmol. 2006;142(6):923-30. DOI: 10.1016/j.ajo.2006.07.026. PMID: 17157577.
  9. Fan Gaskin JC, Patel DV, McGhee CN. Acute corneal hydrops in keratoconus: new perspectives. Am J Ophthalmol. 2014;157(5):921-8. DOI: 10.1016/j.ajo.2014.01.017. PMID: 24491416.
  10. Barsam A, Petrushkin H, Brennan N, Bunce C, Xing W, Foot B, et al. Acute corneal hydrops in keratoconus: a national prospective study of incidence and management. Eye (Lond). 2015;29(4):469-74. DOI: 10.1038/eye.2014.333. PMID: 25592120.
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  20. Brasil. Presidência da República. Lei nº 14.126, de 22 de março de 2021. Classifica a visão monocular como deficiência sensorial, do tipo visual. Diário Oficial da União. 2021. Disponível em: planalto.gov.br.

Revisão médica: Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida, médica oftalmologista, CRM-SP 148.173, RQE 59.216 (Oftalmologia). Revisado em AAAA-MM-DD. Conteúdo educativo; não substitui a consulta, o exame dos olhos e a orientação individual do seu médico.

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

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