Seg–Sex: 8h–18h  |  Sáb: 8h–13h
Pintura de Paul Cézanne, Mont Sainte-Victoire: uma montanha azul-acinzentada sob um céu verde e azul, sobre um vale de campos ocre e manchas de árvores verdes, com uma casa clara de telhado vermelho no meio da paisagem.

Exame de retina para quem tem diabetes

Mesmo enxergando bem, quem tem diabetes examina a retina com a pupila dilatada. Veja quando é o seu próximo exame, quanto custa e onde fazer. Mapeamento de retina a R$ 160 e OCT a R$ 240 à vista, pelos dois olhos; consulta a R$ 180 no Pix.

Paul Cézanne, Mont Sainte-Victoire, c. 1902–06. The Metropolitan Museum of Art, Nova York. Domínio público. Cézanne nasceu e morreu em Aix-en-Provence, no sul da França, perto da montanha que pintou nesta tela.

Resposta rápida

De quanto em quanto tempo examinar a retina

Quem tem diabetes examina a retina com a pupila dilatada mesmo sem sintoma. No diabetes tipo 2, o primeiro exame é no diagnóstico; no tipo 1, em adultos, 5 anos depois do início do diabetes. Depois, o exame se repete uma vez por ano. Se exames seguidos vierem sem retinopatia e a glicose estiver na meta, o médico pode espaçar para a cada 1 ou 2 anos; com retinopatia, ele marca pelo menos uma vez por ano, e antes se ela avançar.[1]

Quando é meu próximo exame de retina?

Responda até três perguntas e veja a data sugerida pela regra da Associação Americana de Diabetes (2026). Nada do que você marca sai do seu aparelho.

A regra, em resumo

Quando fazer o exame de retina, pela Associação Americana de Diabetes (2026)
CasoPrimeiro exameDepois
Diabetes tipo 2No diagnósticoUma vez por ano
Diabetes tipo 1 (adultos)5 anos depois do início do diabetesUma vez por ano
Sem retinopatia em exames seguidos e glicose na meta—A cada 1 ou 2 anos, se o médico decidir espaçar
Com retinopatia ou edema macular—Pelo menos uma vez por ano; antes, se estiver avançando
Diabetes tipo 1 ou 2 e gravidezAntes de engravidar e no primeiro trimestrePor trimestre e até 1 ano depois do parto, conforme o grau
Diabetes gestacional (só na gravidez)A diretriz não pede o exame na gestaçãoConforme o seu médico

Fonte: Associação Americana de Diabetes, Standards of Care in Diabetes 2026, seção 12 (recomendações 12.3, 12.4, 12.5 e 12.8). É uma sugestão; quem define a data é o seu médico.

Os dois exames de retina, com preço

O médico pede um deles ou os dois, conforme o que encontrar. Os valores são os da tabela pública, para o exame particular, pelos dois olhos.

Mapeamento de retina

O médico examina a retina inteira, do centro até a periferia, com a pupila dilatada. É o exame de rotina de quem tem diabetes.

Preço
R$ 160 à vista ou R$ 200 no cartão, pelos dois olhos
Preparo
Dilata a pupila: chegue 40 minutos antes. Não dirija depois e, se puder, venha acompanhado.
Onde
Nas 5 unidades

OCT (tomografia de coerência óptica)

Um exame de imagem que mostra em cortes as camadas do centro da retina. No diabetes, ajuda a ver e a acompanhar o edema macular, o inchaço do centro da retina. O aparelho não encosta no olho.

Preço
R$ 240 à vista ou R$ 300 no cartão, pelos dois olhos
Preparo
Pode precisar de dilatação: quando for o caso, chegue 40 minutos antes e não dirija depois.
Onde
Em Santana, no Tatuapé e no MIRA Hospital Oftalmológico, hospital próprio da rede

A consulta particular custa R$ 180 no Pix ou R$ 200 no cartão e inclui o exame de fundo de olho, com dilatação quando o médico indicar. Todos os valores estão na tabela de preços.

Onde marcar: as 5 unidades

Como a retinopatia pode mudar a visão

No começo, a imagem pode continuar igual. Por isso o exame é importante mesmo enxergando bem.

Pintura de Edgar Degas, A aula de dança: bailarinas de saia branca numa sala de ensaio, com uma escada em espiral à esquerda.
Sem retinopatia, ou no começo dela. A pintura como ela é.
A mesma pintura com o centro embaçado e as cores desbotadas, para mostrar como a retinopatia diabética avançada pode afetar a visão.
Com o avanço. O centro embaça, as cores desbotam e podem surgir manchas escuras que flutuam.

Simulação ilustrativa, fora de escala, feita por código sobre a pintura de Edgar Degas, A aula de dança (c. 1873), National Gallery of Art, Washington, domínio público. Não faz diagnóstico. A explicação de cada doença da retina, com a retina em 3D, está no Instituto da Retina.

O que é urgente

Procure atendimento oftalmológico ainda hoje se a visão cair de repente, se surgirem muitas manchas ou pontos escuros de uma vez, flashes de luz ou uma sombra cobrindo parte da visão.

Se as linhas retas começarem a parecer tortas ou o centro da visão ficar embaçado, marque uma consulta sem esperar a data do exame anual.

A visão também pode ficar embaçada e oscilar quando a glicemia muda muito. Nesse caso o motivo costuma ser o grau do olho, que varia com o açúcar no sangue, e não a retinopatia; só o exame separa uma coisa da outra.

Se o exame mostrar retinopatia

O açúcar alto no sangue, por meses ou anos, danifica os vasos finos da retina. Eles passam a vazar líquido e sangue; com o tempo, a retina sem oxigênio estimula vasos novos e frágeis, que sangram com facilidade. Quando o líquido se acumula no centro da retina, a mácula, surge o edema macular, que embaça a visão central.

A retinopatia é mais comum com mais tempo de diabetes e com a glicose e a pressão mais altas. Numa análise de 35 estudos, cerca de 1 em cada 3 pessoas com diabetes tinha algum grau dela.[3]

A explicação completa, com as fontes, está no guia da retinopatia diabética: os estágios, como fica a visão e os tratamentos.

O tratamento, e onde é feito

O médico explica o grau da retinopatia e o intervalo dos próximos exames. Quando é preciso tratar, as opções são:

  • a injeção de medicamento dentro do olho (antiangiogênico, conhecido como anti-VEGF), principalmente no edema macular;
  • o laser na retina (fotocoagulação), para fechar vasos que vazam ou tratar a retina sem oxigênio;
  • a cirurgia (vitrectomia), quando há sangramento que não clareia ou a retina é puxada por cicatriz.

A injeção, o laser e a cirurgia são feitos no MIRA Hospital Oftalmológico, hospital próprio da rede. A consulta e os exames de acompanhamento ficam na unidade mais perto de você.

Valores particulares, à vista: laser a partir de R$ 360 por sessão e injeção a partir de R$ 1.904 por aplicação, na tabela do Instituto da Retina. No Instituto da Retina, o tratamento é com o Dr. Fernando Macei Drudi, médico oftalmologista, CRM-SP 139.300, RQE 50.645 (Oftalmologia).

Pelo convênio ou particular

A rede atende seis convênios, cada um em algumas unidades. Exames e tratamentos podem depender de autorização prévia da operadora, que a equipe pede com o pedido do médico.

Convênios atendidos e unidades
ConvênioUnidades
Bradesco Saúde Santana, Tatuapé e São Miguel Paulista
Amil As 5 unidades
Prevent Senior Santana, Tatuapé e Lapa
Mediservice Santana, Tatuapé, São Miguel Paulista e Guarulhos
Instituto Pró-PM As 5 unidades
Ameplan Saúde As 5 unidades (marcação pela recepção)

A Ameplan Saúde é marcada pela recepção ou pelo telefone (11) 5430-2421, com a guia da operadora. No particular, valem os preços acima. Pelo SUS, o caminho começa na Unidade Básica de Saúde, que encaminha para o exame.

Todos os convênios e as regras de cada um

Perguntas frequentes

De quanto em quanto tempo quem tem diabetes deve examinar a retina?

Em geral, uma vez por ano. O primeiro exame é no diagnóstico do diabetes tipo 2 e 5 anos depois do início do diabetes tipo 1, em adultos. Se exames seguidos vierem sem retinopatia e a glicose estiver na meta, o médico pode espaçar para a cada 1 ou 2 anos; com retinopatia, o exame é pelo menos anual e mais frequente se ela avançar (Associação Americana de Diabetes, 2026).

Enxergo bem. Preciso mesmo fazer o exame?

Sim. No começo, a retinopatia diabética não dá sintoma, e a visão pode continuar boa mesmo com alterações na retina. O exame com a pupila dilatada encontra essas alterações antes de a visão piorar.

O exame de retina dilata a pupila? Posso dirigir depois?

O mapeamento de retina é feito sempre com a pupila dilatada: chegue 40 minutos antes do horário. Não dirija depois do exame e, se puder, venha acompanhado. O OCT pode precisar de dilatação, conforme o caso.

Quanto custa o exame de retina para quem tem diabetes?

No particular, o mapeamento de retina custa R$ 160 à vista ou R$ 200 no cartão, e o OCT, R$ 240 à vista ou R$ 300 no cartão, os dois pelos dois olhos. A consulta custa R$ 180 no Pix ou R$ 200 no cartão. Pelo convênio, valem as regras do seu plano.

Qual é a diferença entre o mapeamento de retina e o OCT?

No mapeamento, o médico examina a retina inteira, do centro até a periferia, com a pupila dilatada. O OCT é um exame de imagem que mostra em cortes as camadas do centro da retina e ajuda a ver e acompanhar o edema macular. O médico diz qual dos dois, ou se os dois, você precisa.

A visão embaça quando a glicose sobe. É retinopatia?

Nem sempre. A visão também pode ficar embaçada e oscilar quando a glicemia muda muito: o grau do olho varia com o açúcar no sangue. Só o exame separa esse embaçamento da retinopatia.

Onde são feitos o laser e as injeções para a retinopatia?

No MIRA Hospital Oftalmológico, hospital próprio da rede, em São Paulo. A consulta e os exames de acompanhamento ficam na unidade mais perto de você.

Tenho diabetes e estou grávida, ou quero engravidar. Quando examino a retina?

Quem já tinha diabetes tipo 1 ou 2 faz o exame antes de engravidar e no primeiro trimestre; conforme o grau da retinopatia, o médico pode pedir um exame por trimestre e até 1 ano depois do parto. No diabetes que aparece só na gravidez (gestacional), a diretriz não pede o exame de retina durante a gestação (Associação Americana de Diabetes, 2026).

Marque o seu exame de retina

A consulta e os exames são feitos nas cinco unidades, em São Paulo e Guarulhos; o tratamento, no MIRA.