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Sua visão é
uma obra de arte.
Proteja-a.

Ana Morales foi diagnosticada com diabetes tipo 1 aos 3 anos. Ela transformou a experiência de viver com a doença em arte. E nunca perdeu a visão. Com rastreamento adequado e tratamento precoce, você também pode preservar a sua.

1 em 3 diabéticos desenvolve retinopatia
90% dos casos graves são evitáveis

Imagem de fundo: Body Language — Ana Morales (2022) · Acrílica sobre tela · Taubman Museum of Art

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O exame de mapeamento de retina com pupila dilatada é indispensável para o rastreamento anual da retinopatia diabética.

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O diagnóstico precoce é a única forma de prevenir a perda visual permanente. A retinopatia diabética não causa sintomas nos estágios iniciais.

Todo paciente diabético deve realizar exame oftalmológico anual

A retinopatia diabética não causa sintomas nos estágios iniciais. Quando a visão começa a piorar, a doença já pode estar avançada. O diagnóstico precoce é a única forma de prevenir a perda visual permanente.

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Arte & Diabetes

Ana Morales: a artista que pintou
o que o diabetes parece por dentro

Diagnosticada com Diabetes Tipo 1 aos 3 anos de idade, Ana Morales cresceu em Virginia (EUA) aprendendo a conviver com uma doença que exige atenção constante — testes de glicemia, sensores no corpo, insulina, vigilância permanente. Em vez de esconder, ela decidiu pintar.

De Virginia para os museus: a trajetória

Ana Morales se formou em Belas Artes (MFA) e começou a usar a arte como linguagem para processar a experiência de ter DM1. Sua série mais conhecida, "Body Language", foi exibida no Taubman Museum of Art em Roanoke, Virginia — uma das principais galerias de arte contemporânea dos EUA.

Na obra que dá nome à série, ela se fotografa no espelho usando um vestido rosa, com o sensor Omnipod (bomba de insulina sem fio) visível no braço. A moldura vermelha em grade, as formas orgânicas azuis ao fundo e a pequena inscrição “Pick Me!” no canto inferior direito transformam um auto-retrato médico em uma declaração de identidade.

“O sensor Omnipod no meu braço não é apenas um dispositivo médico — é parte de quem sou. Pintá-lo foi um ato de aceitação.” — Ana Morales

Sua exposição solo "DIS-EASE" aprofundou essa linguagem: obras que exploram como o corpo com DM1 é simultaneamente controlado e incontrolável, monitorado e imprevisível, visto e invisibilizado.

Body Language — Ana Morales (2022). Auto-retrato com sensor Omnipod. Acrílica sobre tela. Taubman Museum of Art.
Body Language (2022) · Acrílica sobre tela
Exibida no Taubman Museum of Art, Virginia, EUA
Blood Sugar Series — Ana Morales. Centenas de círculos coloridos representando anos de testes de glicemia. Aquarela sobre papel.
Blood Sugar Series (2020–2023) · Aquarela sobre papel
Cada ponto representa uma medição de glicose. Anos de dados transformados em arte.

Anos de dados. Uma obra de arte.

Na série "Blood Sugar", Ana Morales transformou anos de registros de glicemia em uma obra visual de grande escala. Centenas de círculos em aquarela — amarelos, laranjas, vermelhos, marrons — representam cada teste de glicose realizado ao longo de anos. A densidade dos pontos aumenta da esquerda para a direita: do começo da doença, quando os testes eram mais espaçados, até a rotina intensa do controle rigoroso.

“Comecei a pintar os pontos de glicemia para tornar visível o invisível. São anos de dados transformados em arte. Cada ponto é um dia em que eu escolhi cuidar da minha saúde.” — Ana Morales

A obra é também uma metafótica sobre a retinopatia diabética: os microaneurismas que se formam na retina de quem não controla a glicemia se parecem, estranhamente, com esses pontos. Arte e medicina se encontram na mesma imagem.

Outras obras da série

Oval Series — Ana Morales. Formas ovais abstratas representando os ciclos e repetições do DM1.
Oval Series (2021) · Acrílica sobre tela
Os ciclos e repetições do DM1
Silence — Ana Morales. Figura com balão de fala vazio sobre fundo com sombras. A dificuldade de comunicar o DM1.
Silence (2022) · Técnica mista
O silêncio de quem carrega uma doença invisível
Obra inicial de Ana Morales sobre diabetes — mãos com seringa, fundo preto e vermelho.
Primeiros trabalhos (2018)
O início da linguagem artística sobre o DM1

A arte de Ana Morales preservou a visão dela. A ciência pode preservar a sua.

Ana Morales nunca perdeu a visão. Não por sorte — mas porque faz acompanhamento oftalmológico regular. O DM1 que ela tem desde os 3 anos poderia ter causado retinopatia grave. O controle glicêmico rigoroso e o rastreamento anual são os únicos fatores que fazem a diferença entre preservar e perder a visão.

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Entenda o mecanismo

Por que o diabetes afeta os olhos?

A resposta direta: o açúcar em excesso no sangue danifica os pequenos vasos sanguíneos da retina. Mas o mecanismo completo é mais complexo — e entendê-lo muda a forma como você cuida da sua visão.

Hiperglicemia crônica: o gatilho

Quando os níveis de glicose no sangue permanecem elevados por longos períodos — seja por DM1 sem controle adequado de insulina ou por DM2 com resistência insulínica — o excesso de açúcar inicia uma cascata de danos nos microvasos. Os capilares da retina, por serem extremamente finos (menos de 0,01 mm de diâmetro), são os primeiros a sofrer.

Dano microvascular: a lesão silenciosa

A hiperglicemia ativa vías bioquímicas que enfraquecem as paredes dos capilares retinianos. As células pericitárias — que sustentam estruturalmente esses vasos — morrem. Sem esse suporte, os capilares formam microaneurismas: pequenas dilatações que podem vazar líquido e sangue para dentro da retina. Neste estágio, a visão ainda é normal. A doença é completamente invisível para o paciente.

Isquemia retiniana: o tecido sem oxigênio

Com a progressão da doença, áreas crescentes da retina deixam de receber oxigênio adequado (isquemia). Em resposta, o organismo libera VEGF (Fator de Crescimento Vascular Endotelial) — uma proteína que tenta criar novos vasos para suprir a demanda. É aqui que a situação se torna crítica.

Neovascularização: vasos frágeis e perigosos

Os novos vasos formados pelo VEGF são anormais: crescem sobre a superfície da retina e até dentro do humor vítreo (o gel transparente do olho). Por serem frágeis, sangram facilmente — causando hemorragia vítrea e perda visual súbita. Podem também formar cicatrizes que puxam e descolam a retina. Este é o estágio proliferativo, o mais grave.

Edema macular diabético: a principal causa de perda visual

Paralelo a esse processo, o vazamento de líquido dos capilares danificados pode acumular-se na mácula — a região central da retina responsável pela visão de detalhe, leitura e reconhecimento de rostos. O edema macular diabético (EMD) é a causa mais frequente de perda visual em diabéticos, podendo ocorrer em qualquer estágio da retinopatia. O tratamento com injeções de anti-VEGF é altamente eficaz quando iniciado precocemente.

1
Hiperglicemia crônica Glicose elevada por meses ou anos
2
Dano microvascular Morte de pericitos, microaneurismas, vazamentos
3
Isquemia retiniana Retina sem oxigênio, liberação de VEGF
4
Neovascularização Vasos anormais, hemorragia, descolamento
5
Edema Macular (EMD) Perda da visão central e de detalhe

O rastreamento anual detecta a doença nos estágios 1–2, quando o tratamento é mais simples e os resultados são melhores.

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Dados que você precisa conhecer

O Diabetes e os Olhos no Brasil

~20M
brasileiros com diabetes (SBD, 2024 — 5º país do mundo)
1 em 3
diabéticos desenvolve retinopatia ao longo da vida
1ª causa
de cegueira evitável em adultos em idade produtiva
90%
dos casos graves são evitáveis com rastreamento precoce
Quando buscar ajuda

Sinais de Alerta Visual

Se você tem diabetes e apresenta qualquer um destes sintomas, consulte um oftalmologista imediatamente.

Visão turva ou embaçada
Manchas escuras ou pontos flutuantes
Dificuldade para enxergar à noite
Perda súbita de visão em um olho Urgente
Visão de flashes ou relâmpagos Urgente
Distorção de linhas retas
Visão dupla
Pressão ou dor ocular Urgente
Progressão da doença

Estágios da Retinopatia Diabética

A retinopatia diabética é classificada em quatro estágios. Cada um exige uma abordagem terapêutica específica.

Quatro estágios da retinopatia diabética: leve (verde), moderada (amarelo), grave (laranja) e proliferativa (vermelho)
Leve Moderada Grave Proliferativa
RDNP Leve

Retinopatia Não Proliferativa Leve

Monitoramento anual

Microaneurismas e pequenas hemorragias puntiformes. Sem neovascularização. Frequentemente assintomática.

Tratamento: Controle glicêmico rigoroso e acompanhamento anual
RDNP Moderada/Grave

Retinopatia Não Proliferativa Moderada a Grave

Consulta em 3–6 meses

Hemorragias em múltiplos quadrantes, veias em rosário e anomalias microvasculares intrarretinianas (IRMA).

Tratamento: Fotocoagulação a laser e injeções de anti-VEGF
RDP

Retinopatia Diabética Proliferativa

Tratamento urgente

Neovascularização retiniana e/ou do disco óptico. Risco de hemorragia vítrea e descolamento de retina.

Tratamento: Fotocoagulação panretiniana e/ou vitrectomia
EMD

Edema Macular Diabético

Tratamento imediato

Espessamento da mácula por extravasamento de fluido. Principal causa de perda visual em diabéticos.

Tratamento: Injeções intravítreas de anti-VEGF (ranibizumabe, aflibercepte)
Veja como a doença progride

Como a Retinopatia Afeta a Sua Visão

Selecione o estágio para visualizar como um paciente enxerga em cada fase da doença.

Simulação de visão normal — sem alterações
Visão Normal

Visão completamente normal. Nenhuma alteração perceptiva. A retinopatia pode estar presente nos estágios iniciais sem qualquer sintoma visual — por isso o exame anual é essencial.

Exame anual recomendado
Ferramenta interativa

Avalie seu Risco Ocular

Responda 7 perguntas e receba uma recomendação personalizada de frequência de exame, baseada nos protocolos da SBD e AAO.

Pergunta 1 de 7

Qual é o seu tipo de diabetes?

Há quanto tempo você tem diabetes?

Qual é o seu último valor de HbA1c (hemoglobina glicada)?

Você tem pressão arterial elevada (hipertensão)?

Você tem colesterol ou triglicérides elevados?

Quando foi seu último exame oftalmológico completo?

Você percebe alguma alteração na sua visão?

Protocolo de rastreamento

Exames para o Paciente Diabético

O protocolo de rastreamento ocular do diabetes inclui exames específicos para detectar alterações antes que causem sintomas.

Médico realizando exame OCT de retina em paciente diabético no Instituto Drudi e Almeida

Mapeamento de Retina

Essencial

Exame de fundo de olho com pupila dilatada para avaliação completa da retina, nervo óptico e mácula. Indispensável para o rastreamento anual da retinopatia diabética.

OCT de Retina

Tomografia de coerência óptica que mapeia camada por camada a retina, detectando edema macular diabético com precisão micrométrica antes mesmo de causar sintomas.

Angiofluoresceinografia (AFG)

Exame com contraste que mapeia a circulação retiniana, identificando áreas de isquemia, neovascularização e vazamento vascular característicos da retinopatia diabética.

Tonometria

Medida da pressão intraocular para rastreamento de glaucoma — condição mais frequente em pacientes diabéticos do que na população geral.

Campo Visual Computadorizado

Avaliação da sensibilidade visual periférica e central, fundamental para detectar alterações causadas pelo glaucoma associado ao diabetes.

Retinografia Digital

Fotografia de alta resolução da retina que permite comparar imagens ao longo do tempo, documentando a progressão ou melhora da retinopatia diabética.

Recursos terapêuticos

Tratamentos Disponíveis

O Instituto Drudi e Almeida oferece todos os tratamentos baseados em evidências para complicações oculares do diabetes.

Injeções Intravítreas de Anti-VEGF

Medicamentos que bloqueiam o fator de crescimento vascular (VEGF), reduzindo o edema macular e inibindo a neovascularização. Aplicados diretamente no vítreo em procedimento ambulatorial.

Indicado para: Edema macular diabético e retinopatia proliferativa

Fotocoagulação a Laser

Aplicação de laser para selar os vasos que vazam fluido e destruir áreas de isquemia retiniana, reduzindo o estímulo para crescimento de novos vasos anormais.

Indicado para: Retinopatia não proliferativa grave e proliferativa

Vitrectomia

Cirurgia para remover o vítreo opacificado por hemorragia, tratar membranas tracionais e recolocar a retina descolada. Realizada em casos avançados.

Indicado para: Hemorragia vítrea e descolamento de retina tracional

Fotocoagulação Panretiniana (PRP)

Aplicação de laser em toda a periferia da retina para reduzir a demanda de oxigênio e inibir a neovascularização em casos de retinopatia proliferativa.

Indicado para: Retinopatia diabética proliferativa
Protocolo por tipo de diabetes

Quando Fazer o Exame

O momento do primeiro exame e a frequência de acompanhamento dependem do tipo de diabetes e do tempo de diagnóstico.

Diabetes Tipo 1
Diagnóstico

Avaliação oftalmológica não é urgente nos primeiros anos, pois a retinopatia raramente aparece antes de 5 anos de doença.

5 anos após o diagnóstico

Primeiro exame oftalmológico obrigatório. A partir daqui, acompanhamento anual.

Se houver alterações

Acompanhamento semestral ou trimestral conforme gravidade.

Diabetes Tipo 2
No momento do diagnóstico

Primeiro exame oftalmológico imediato. Muitos pacientes já têm retinopatia ao ser diagnosticados com DM2.

Anualmente

Acompanhamento anual enquanto não houver alterações retinianas.

Se houver alterações

Acompanhamento semestral ou trimestral conforme gravidade e resposta ao tratamento.

Especialistas em retina diabética

Quem Cuida da Sua Visão

Dr. Fernando Macei Drudi

Especialista em Catarata e Retina Cirúrgica

Especialização em doenças da retina com foco em retinopatia diabética, edema macular e degeneração macular. Atua com as técnicas mais atuais de injeção intravítrea e fotocoagulação a laser.

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Dra. Priscilla Almeida

Especialista em Córnea e Lentes de Contato

Especialização em Córnea pela EPM/UNIFESP, com ampla experiência em doenças da superfície ocular, lentes de contato especiais e acompanhamento de pacientes com complicações corneanas.

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Cobertura

Convênios Aceitos

Atendemos os principais planos de saúde. Consulte a cobertura para exames de retinopatia diabética.

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Dúvidas frequentes

Perguntas Frequentes

Com que frequência um diabético deve fazer exame de vista? +

Todo paciente com diabetes tipo 1 deve realizar o primeiro exame oftalmológico 5 anos após o diagnóstico. Pacientes com diabetes tipo 2 devem realizar o exame no momento do diagnóstico. Após isso, o acompanhamento deve ser anual, ou mais frequente se houver alterações retinianas.

A retinopatia diabética tem cura? +

A retinopatia diabética não tem cura, mas pode ser controlada com tratamento adequado. O controle rigoroso da glicemia, pressão arterial e colesterol é fundamental para retardar a progressão. Nos estágios avançados, fotocoagulação a laser, injeções de anti-VEGF e vitrectomia podem preservar a visão.

O que é edema macular diabético? +

O edema macular diabético é o acúmulo de fluido na mácula (região central da retina responsável pela visão de detalhes) causado pelo extravasamento de líquido dos capilares retinianos danificados pelo diabetes. É a principal causa de perda visual em pacientes diabéticos e pode ser tratado com injeções intravítreas de anti-VEGF.

Diabéticos têm mais risco de glaucoma? +

Sim. Pacientes diabéticos têm risco 2 vezes maior de desenvolver glaucoma em comparação com a população geral. O glaucoma neovascular, uma forma grave da doença, é diretamente relacionado à retinopatia diabética proliferativa. Por isso, a medida da pressão intraocular deve fazer parte do acompanhamento anual do paciente diabético.

Posso perder a visão por causa do diabetes? +

O diabetes é a principal causa de cegueira evitável em adultos em idade produtiva no mundo. No entanto, com rastreamento anual e tratamento precoce, é possível preservar a visão na grande maioria dos casos. O diagnóstico precoce é decisivo: quando a retinopatia é detectada nos estágios iniciais, o tratamento é mais simples e os resultados são melhores.

Qual a diferença entre diabetes tipo 1 e tipo 2 para os olhos? +

Ambos os tipos causam retinopatia diabética, mas com características diferentes. No diabetes tipo 1, a doença ocular tende a surgir após 5 anos de diagnóstico. No diabetes tipo 2, pode já estar presente no momento do diagnóstico, pois muitos pacientes ficam anos sem saber que têm a doença. O controle glicêmico é igualmente importante em ambos os tipos.

O que é a hemoglobina glicada (HbA1c) e por que ela importa para os olhos? +

A hemoglobina glicada (HbA1c) reflete o controle médio da glicemia nos últimos 3 meses. Estudos clínicos demonstram que cada redução de 1% na HbA1c está associada a uma redução de 35% no risco de progressão da retinopatia diabética. Por isso, o controle metabólico rigoroso é a melhor proteção para a visão.

Posso fazer cirurgia de catarata se tenho diabetes? +

Sim, mas o planejamento cirúrgico deve ser cuidadoso. Pacientes diabéticos têm maior risco de progressão da retinopatia após a cirurgia de catarata. É fundamental avaliar e tratar a retina antes da cirurgia, além de manter o controle glicêmico adequado. A avaliação pré-operatória completa é essencial.

As injeções nos olhos para diabetes doem? +

O procedimento é praticamente indolor. O olho é completamente anestesiado com colírios antes da aplicação. O paciente pode sentir uma leve pressão momentânea, mas não dor. O procedimento dura apenas alguns segundos e é realizado no próprio consultório.

O que é fotocoagulação a laser para retinopatia? +

É um tratamento que utiliza feixes de laser para selar vasos sanguíneos que estão vazando e reduzir o crescimento de vasos anormais na retina. O objetivo não é restaurar a visão já perdida, mas impedir que a doença avance e cause cegueira.

Gravidez e diabetes: a retinopatia pode piorar? +

Sim. Mulheres diabéticas que engravidam têm alto risco de progressão rápida da retinopatia diabética. O exame oftalmológico deve ser feito antes da concepção (se planejado) e no primeiro trimestre, com acompanhamento rigoroso durante toda a gestação e até 1 ano após o parto.

Qual a relação entre os rins e os olhos no diabetes? +

Os microvasos dos rins e da retina são muito semelhantes e sofrem os mesmos danos pela hiperglicemia. Se um paciente diabético tem doença renal (nefropatia), é quase certo que também tenha retinopatia diabética, e vice-versa. O controle conjunto é essencial.

Se eu controlar o açúcar agora, minha visão volta ao normal? +

O controle rigoroso da glicemia é fundamental para evitar que a doença piore, mas danos estruturais já estabelecidos na retina (como cicatrizes ou isquemia) não regridem apenas baixando o açúcar. A visão perdida por edema macular pode melhorar com injeções, mas a prevenção precoce é a melhor estratégia.

Preciso dilatar a pupila no exame de rotina do diabetes? +

Absolutamente sim. O exame sem dilatação (apenas com a luz do oftalmoscópio direto) não permite visualizar a periferia da retina, onde muitas lesões da retinopatia diabética começam. O mapeamento de retina com pupila dilatada é o padrão-ouro e obrigatório no rastreamento anual.

O diabetes pode causar descolamento de retina? +

Sim. No estágio proliferativo, os novos vasos anormais que crescem na retina são acompanhados por tecido fibroso (cicatrizes). Com o tempo, essas membranas fibrosas encolhem e repuxam a retina, causando o descolamento tracional da retina, uma complicação cirúrgica grave.

Acesso ao tratamento

Convênios, Particular e SUS

Entenda como acessar o tratamento da retinopatia diabética em cada modalidade de atendimento.

Plano de Saúde

Atendemos os principais convênios. O mapeamento de retina e o OCT para diabéticos geralmente têm cobertura obrigatória pela ANS.

  • Bradesco Saúde, Amil, Prevent Senior
  • Mediservice, Ameplan Saúde, Avus, Medprev, Doutor de Todos, VidaClass, Rede Mais Saúde
  • Instituto Pró-PM e outros convênios aceitos
Ver lista completa de convênios →
SUS

O SUS oferece rastreamento de retinopatia diabética pelo Programa Nacional de Atenção à Saúde Ocular (PNASO). Saiba como acessar.

  • Solicite encaminhamento na UBS
  • Apresente cartão SUS e exames recentes
  • Atendimento via SADT ou AME

Para casos urgentes, o Instituto pode avaliar opções de atendimento social.

Conteúdo revisado e aprovado por

Dr. Fernando Macei Drudi — Especialista em Catarata e Retina Cirúrgica

Atualizado em junho de 2026 · Baseado nas diretrizes da SBD (2024), AAO (2024) e ETDRS

Ver referências científicas utilizadas nesta página
  1. Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2024. São Paulo: SBD, 2024.
  2. American Academy of Ophthalmology (AAO). Diabetic Retinopathy Preferred Practice Pattern. Ophthalmology. 2024;131(2):P1-P49.
  3. Early Treatment Diabetic Retinopathy Study Research Group (ETDRS). Photocoagulation for diabetic macular edema. Arch Ophthalmol. 1985;103(12):1796-1806.
  4. International Diabetes Federation (IDF). IDF Diabetes Atlas, 10th edition. Brussels: IDF, 2021.
  5. Cheung N, Mitchell P, Wong TY. Diabetic retinopathy. Lancet. 2010;376(9735):124-136.
  6. Yau JW, et al. Global prevalence and major risk factors of diabetic retinopathy. Diabetes Care. 2012;35(3):556-564.
  7. Aiello LP, et al. Diabetic Retinopathy. Diabetes Care. 1998;21(1):143-156.
  8. Fong DS, et al. Retinopathy in Diabetes. Diabetes Care. 2004;27(Suppl 1):S84-S87.
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