Seg–Sex: 8h–18h  |  Sáb: 8h–12h
Oftalmologia para Diabéticos

Centro do Paciente
Diabético

O diabetes é a principal causa de cegueira evitável em adultos em idade produtiva. Com rastreamento adequado e tratamento precoce, é possível preservar a visão por toda a vida.

!

Todo paciente diabético deve realizar exame oftalmológico anual

A retinopatia diabética não causa sintomas nos estágios iniciais. Quando a visão começa a piorar, a doença já pode estar avançada. O diagnóstico precoce é a única forma de prevenir a perda visual.

Estágios da Retinopatia Diabética

A retinopatia diabética é classificada em quatro estágios, cada um com características e tratamentos específicos.

Retinopatia Diabética Não Proliferativa Leve

Microaneurismas e pequenas hemorragias puntiformes. Sem neovascularização. Acompanhamento anual com controle glicêmico rigoroso.

Tratamento: Controle clínico e acompanhamento

Retinopatia Diabética Não Proliferativa Moderada a Grave

Hemorragias em múltiplos quadrantes, veias em rosário e anomalias microvasculares intrarretinianas (IRMA). Risco elevado de progressão.

Tratamento: Fotocoagulação a laser e anti-VEGF

Retinopatia Diabética Proliferativa

Neovascularização retiniana e/ou do disco óptico. Risco de hemorragia vítrea e descolamento de retina tracional. Tratamento urgente.

Tratamento: Fotocoagulação panretiniana e/ou vitrectomia

Edema Macular Diabético

Espessamento da mácula por extravasamento de fluido dos capilares retinianos. Principal causa de perda visual em diabéticos. Pode ocorrer em qualquer estágio.

Tratamento: Injeções intravítreas de anti-VEGF

Exames para o Paciente Diabético

O protocolo de rastreamento ocular do diabetes inclui exames específicos para detectar alterações precocemente.

Mapeamento de Retina

Exame de fundo de olho com pupila dilatada para avaliação completa da retina, nervo óptico e mácula. Indispensável para o rastreamento anual da retinopatia diabética.

Anual (ou semestral em casos avançados) Saiba mais →

OCT de Retina

Tomografia de coerência óptica que mapeia camada por camada a retina, detectando edema macular diabético com precisão micrométrica antes mesmo de causar sintomas.

Conforme indicação médica Saiba mais →

Angiofluoresceinografia (AFG)

Exame com contraste que mapeia a circulação retiniana, identificando áreas de isquemia, neovascularização e vazamento vascular característicos da retinopatia diabética.

Conforme indicação médica Saiba mais →

Tonometria

Medida da pressão intraocular para rastreamento de glaucoma — condição mais frequente em pacientes diabéticos do que na população geral.

Perguntas Frequentes

Com que frequência um diabético deve fazer exame de vista? +
Todo paciente com diabetes tipo 1 deve realizar o primeiro exame oftalmológico 5 anos após o diagnóstico. Pacientes com diabetes tipo 2 devem realizar o exame no momento do diagnóstico. Após isso, o acompanhamento deve ser anual, ou mais frequente se houver alterações retinianas.
A retinopatia diabética tem cura? +
A retinopatia diabética não tem cura, mas pode ser controlada com tratamento adequado. O controle rigoroso da glicemia, pressão arterial e colesterol é fundamental para retardar a progressão. Nos estágios avançados, fotocoagulação a laser, injeções de anti-VEGF e vitrectomia podem preservar a visão.
O que é edema macular diabético? +
O edema macular diabético é o acúmulo de fluido na mácula (região central da retina responsável pela visão de detalhes) causado pelo extravasamento de líquido dos capilares retinianos danificados pelo diabetes. É a principal causa de perda visual em pacientes diabéticos e pode ser tratado com injeções intravítreas de anti-VEGF.
Diabéticos têm mais risco de glaucoma? +
Sim. Pacientes diabéticos têm risco 2 vezes maior de desenvolver glaucoma em comparação com a população geral. O glaucoma neovascular, uma forma grave da doença, é diretamente relacionado à retinopatia diabética proliferativa. Por isso, a medida da pressão intraocular deve fazer parte do acompanhamento anual do paciente diabético.

Proteja sua Visão

Se você tem diabetes, não espere ter sintomas para consultar um oftalmologista. Agende sua avaliação preventiva agora.