Tratamento de glaucoma em São Paulo
O glaucoma lesa o nervo óptico devagar e, na forma mais comum, sem sintoma no começo.[1] Na Drudi e Almeida, a consulta, os exames e o acompanhamento são feitos nas unidades de São Paulo e Guarulhos; o laser e as cirurgias, no MIRA Hospital Oftalmológico, hospital próprio da rede.
Pieter Bruegel, o Velho, Os ceifeiros, 1565. The Metropolitan Museum of Art, Nova York. Domínio público.
Ainda sem diagnóstico? Agende uma consulta na unidade
O Instituto do Glaucoma é o braço social da rede, com consulta a valor diferenciado para quem já tem diagnóstico de glaucoma. Sem diagnóstico, a consulta é na unidade, pelo convênio ou particular: R$ 180 à vista · R$ 200 no cartão.
- 4,5 , média de 1.070 avaliações das 5 unidades (11/10/2026)
- Hospital
- MIRA Hospital Oftalmológico, hospital próprio da rede, em Indianópolis
- Convênios
- 6 planos atendidos, com regras por unidade
- Quem atende
- Dr. Fernando Macei Drudi, médico oftalmologista, CRM-SP 139.300, RQE 50.645 (Oftalmologia), em Tatuapé, Santana e Guarulhos
Como o glaucoma avança no campo visual
O glaucoma costuma apagar primeiro áreas em forma de arco, acima ou abaixo do ponto para onde se olha, sem dor e sem mudar a leitura. Se a doença avança sem controle, os arcos se juntam até sobrar o centro e, às vezes, uma faixa do lado da orelha: é a visão tubular.[2][3] Quem tem glaucoma costuma descrever partes borradas ou trechos que somem da cena; num estudo com 50 pacientes, nenhum escolheu a imagem de um túnel escuro.[4]
Use Anterior e Próxima, ou as setas do teclado, para ver as 6 etapas. O mapa mostra o exame de um olho direito; o olho mostra o nervo óptico; a pintura mostra como a falha pode ser percebida.
Etapa 1 de 6Normal
Mapa do exame (olho direito)
Como pode parecer (simulação)
O nervo óptico
escavação 0,3 do disco
Disco do nervo óptico do olho direito, visto de frente como no exame de fundo de olho: a borda rosada de fibras em volta, a escavação pálida no centro e os vasos saindo dela. Escavação de cerca de 0,3 do disco. a borda rosada de fibras está cheia, e a escavação no centro é pequena.
Etapa 1 de 6. Campo normal
Este é o mapa de um olho saudável: todos os pontos claros. A mancha do lado da orelha é o ponto cego, que todo olho tem, no lugar onde o nervo óptico sai. No dia a dia, ninguém o percebe.[5]
Nervo: a borda rosada de fibras está cheia, e a escavação no centro é pequena.
Etapa 2 de 6. O nervo já sofre, e o campo ainda está normal
O glaucoma pode lesar fibras do nervo antes de o mapa mostrar falhas. Em olhos doados para pesquisa, o exame só ficou alterado depois da perda de um quarto a um terço das células do nervo.[6] A pessoa não percebe nada. Por isso a avaliação junta o exame do nervo, o OCT e o campo visual.
Nervo: a borda de baixo começa a afinar, e a escavação cresce na vertical.[2]
Etapa 3 de 6. Glaucoma inicial
Surgem os primeiros pontos que enxergam menos, em arco, acima ou abaixo do centro, às vezes bem perto dele.[2][7] A leitura não muda. Com os dois olhos abertos, o outro olho cobre a falha e o cérebro completa a imagem. Nesta fase, a maioria das pessoas não nota nada.
Nervo: a borda de baixo afina mais. As fibras que se perdem ali levam a imagem da metade de cima do campo.[5][2]
Etapa 4 de 6. Glaucoma moderado
A falha forma um arco que contorna o centro: sai do ponto cego e termina numa linha reta do lado do nariz, sem passar para a metade de baixo.[8] O centro continua bom. Algumas pessoas notam que precisam de mais luz, que a vista parece embaçada ou que partes da cena somem; uma em cada quatro não percebe nada.[9][4]
Nervo: surge um entalhe na borda de baixo, e a escavação fica maior e mais comprida.
Etapa 5 de 6. Glaucoma avançado
Aparece também o arco de baixo, e os dois se juntam em volta do centro. Sobram o centro e parte da visão do lado da orelha. Fica mais difícil ver o que vem pelos lados, e a imagem pode parecer vista através de um vidro sujo.[9]
Nervo: a borda de fibras está fina em cima e embaixo, e a escavação ocupa quase todo o disco.
Etapa 6 de 6. Visão tubular (campo tubular)
Na fase mais avançada, pode restar só uma ilha no centro e, muitas vezes, uma faixa do lado da orelha, fora da área que o exame de rotina mede. É a chamada visão tubular, ou em túnel.[3] Mesmo nesta fase, a maioria das pessoas descreve o resto da cena como borrado ou faltando; a sensação de escuro aparece em poucos casos, os mais graves.[10]
Nervo: quase não restam fibras na borda, e a escavação toma o disco inteiro.
Simulação ilustrativa. Não é o exame de nenhum paciente e não mede a sua visão. Quem interpreta o seu exame é o oftalmologista.
As 6 etapas, em texto
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Etapa 1 de 6. Campo normal
Este é o mapa de um olho saudável: todos os pontos claros. A mancha do lado da orelha é o ponto cego, que todo olho tem, no lugar onde o nervo óptico sai. No dia a dia, ninguém o percebe.[5]
Nervo: a borda rosada de fibras está cheia, e a escavação no centro é pequena.
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Etapa 2 de 6. O nervo já sofre, e o campo ainda está normal
O glaucoma pode lesar fibras do nervo antes de o mapa mostrar falhas. Em olhos doados para pesquisa, o exame só ficou alterado depois da perda de um quarto a um terço das células do nervo.[6] A pessoa não percebe nada. Por isso a avaliação junta o exame do nervo, o OCT e o campo visual.
Nervo: a borda de baixo começa a afinar, e a escavação cresce na vertical.[2]
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Etapa 3 de 6. Glaucoma inicial
Surgem os primeiros pontos que enxergam menos, em arco, acima ou abaixo do centro, às vezes bem perto dele.[2][7] A leitura não muda. Com os dois olhos abertos, o outro olho cobre a falha e o cérebro completa a imagem. Nesta fase, a maioria das pessoas não nota nada.
Nervo: a borda de baixo afina mais. As fibras que se perdem ali levam a imagem da metade de cima do campo.[5][2]
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Etapa 4 de 6. Glaucoma moderado
A falha forma um arco que contorna o centro: sai do ponto cego e termina numa linha reta do lado do nariz, sem passar para a metade de baixo.[8] O centro continua bom. Algumas pessoas notam que precisam de mais luz, que a vista parece embaçada ou que partes da cena somem; uma em cada quatro não percebe nada.[9][4]
Nervo: surge um entalhe na borda de baixo, e a escavação fica maior e mais comprida.
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Etapa 5 de 6. Glaucoma avançado
Aparece também o arco de baixo, e os dois se juntam em volta do centro. Sobram o centro e parte da visão do lado da orelha. Fica mais difícil ver o que vem pelos lados, e a imagem pode parecer vista através de um vidro sujo.[9]
Nervo: a borda de fibras está fina em cima e embaixo, e a escavação ocupa quase todo o disco.
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Etapa 6 de 6. Visão tubular (campo tubular)
Na fase mais avançada, pode restar só uma ilha no centro e, muitas vezes, uma faixa do lado da orelha, fora da área que o exame de rotina mede. É a chamada visão tubular, ou em túnel.[3] Mesmo nesta fase, a maioria das pessoas descreve o resto da cena como borrado ou faltando; a sensação de escuro aparece em poucos casos, os mais graves.[10]
Nervo: quase não restam fibras na borda, e a escavação toma o disco inteiro.
Com os dois olhos abertos, cada olho cobre as falhas do outro quando elas ficam em lugares diferentes.[11] Isso ajuda no dia a dia e esconde a doença. O ponto cego mostra o mesmo efeito: ninguém o vê, porque o cérebro completa a imagem com o que está em volta e o outro olho enxerga aquela área.[12][13] Por isso o glaucoma não avisa, e o campo visual é feito em um olho de cada vez.
O tratamento freia a piora e não devolve a visão que já se perdeu. Num estudo com 255 pessoas com glaucoma inicial, a doença avançou em 45% de quem tratou e em 62% de quem não tratou, em cerca de seis anos.[14] Não há prazo fixo entre uma etapa e outra: há quem fique anos na mesma etapa e há quem avance mais rápido.[15] É por isso que o exame se repete.
O exame de campo visual, dos dois olhos, custa R$ 110 à vista · R$ 140 no cartão e é feito no Tatuapé.
O que é glaucoma, em resumo
Glaucoma é uma doença do nervo óptico, o cabo de fibras que leva a imagem do olho ao cérebro. As fibras se perdem aos poucos, e o campo de visão ganha falhas que não voltam.[1] O principal fator de risco que se pode tratar é a pressão dentro do olho: cada 1 mmHg a menos reduziu em cerca de 10% o risco de a doença avançar.[1][16]
É a principal causa de cegueira irreversível no mundo.[17][1] Em 2020, cerca de 76 milhões de pessoas de 40 a 80 anos tinham glaucoma.[17] No Brasil, num estudo em Piraquara (PR), 3,4% das pessoas acima de 40 anos tinham glaucoma, e só 12% das que tinham a forma primária já sabiam.[18]
O tipo mais comum, o de ângulo aberto, avança devagar, sem dor e sem olho vermelho. O de ângulo fechado pode dar uma crise, com dor forte no olho, que é urgência.[1] O artigo O que é glaucoma: causas, risco e como enxerga quem tem explica a doença em detalhe, e o Guia do glaucoma resume o tema com as fontes.
Quanto custa tratar glaucoma em São Paulo?
Na Drudi e Almeida, em valores particulares de 2026, a consulta custa R$ 180 à vista, e os exames de glaucoma custam a partir de R$ 110 à vista. A trabeculoplastia seletiva a laser (SLT) custa R$ 1.800 por olho, à vista. As cirurgias são pacotes particulares no MIRA, por olho: a trabeculectomia custa a partir de R$ 7.744 à vista, e o implante de drenagem (válvula), a partir de R$ 17.952 à vista.
| Serviço | À vista (PIX) | No cartão |
|---|---|---|
| Consulta particular | R$ 180 | R$ 200 |
| Campo visual (campimetria, os dois olhos)no Tatuapé | R$ 110 | R$ 140 |
| OCT do nervo óptico (os dois olhos)em Santana, no Tatuapé e no MIRA | R$ 240 | R$ 300 |
| Paquimetria (os dois olhos)no Tatuapé e na Lapa | R$ 110 | R$ 140 |
| Gonioscopiaem Santana, no Tatuapé e na Lapa | R$ 160 | R$ 200 |
| Curva tensional diárianas 5 unidades | R$ 160 | R$ 200 |
| Retinografia (os dois olhos)em Santana, no Tatuapé e na Lapa | R$ 110 | R$ 140 |
| Trabeculoplastia seletiva a laser (SLT), por olhono MIRA | R$ 1.800 | R$ 2.000 |
| Iridotomia a laser, um olhono MIRA | R$ 360 | R$ 460 |
| Iridotomia a laser, os dois olhosno MIRA | R$ 720 | R$ 940 |
| Trabeculectomia, por olho, no MIRA | a partir de R$ 7.744 | a partir de R$ 8.800 |
| Implante de drenagem (válvula), por olho, no MIRA | a partir de R$ 17.952 | a partir de R$ 20.400 |
As cirurgias são pacotes particulares no MIRA, por olho. O valor inclui exames, hospital, anestesia, honorários e retornos. O valor final é confirmado depois da avaliação.
Na consulta, o médico indica quais exames fazer. O campo visual mede a função do nervo, ponto a ponto; o OCT mede a espessura das fibras do nervo; a paquimetria, a espessura da córnea; a gonioscopia mostra se o ângulo de drenagem está aberto; a curva tensional mede a pressão em vários horários do dia; a retinografia fotografa o nervo para comparar depois. Pelo convênio, a cobertura segue as regras do plano (veja o que cada plano cobre). Outros exames estão na tabela completa de exames, e o artigo Exames para glaucoma: como é feito o diagnóstico, um por um explica cada um.
Leia também: como funciona e quanto custa o SLT.
O convênio cobre o tratamento do glaucoma?
Depende do plano. Na Drudi e Almeida, Bradesco Saúde, Mediservice, Prevent Senior, Instituto Pró-PM, Amil e Ameplan Saúde cobrem a consulta e os exames; nesses planos, o laser e a cirurgia, feitos no MIRA, dependem das regras do plano e da autorização da operadora. Pela Amil e pela Ameplan Saúde, com autorização prévia; a Ameplan pede guia autorizadora e agendamento por telefone.
Onde tratar glaucoma em São Paulo?
A consulta e o acompanhamento do glaucoma são feitos nas 5 unidades da Drudi e Almeida, em São Paulo e Guarulhos; os exames, conforme a unidade. O laser e as cirurgias de glaucoma são feitos no MIRA Hospital Oftalmológico, hospital próprio da rede, na Alameda dos Maracatins, 404, Indianópolis, São Paulo.
Onde é feito cada exame: Campo visual, no Tatuapé. OCT, em Santana, no Tatuapé e no MIRA Hospital Oftalmológico. Curva tensional, nas 5 unidades. Paquimetria, no Tatuapé e na Lapa. Gonioscopia, em Santana, no Tatuapé e na Lapa. Retinografia, em Santana, no Tatuapé e na Lapa. A medida da pressão do olho faz parte da consulta, em todas as unidades.
MIRA Hospital Oftalmológico
Alameda dos Maracatins, 404, Indianópolis, São Paulo
Metrô Moema (cerca de 8 min a pé) e Eucaliptos (cerca de 10 min), Linha 5-Lilás.
No MIRA: iridotomia a laser, trabeculectomia e implante de drenagem, sozinhos ou junto com a cirurgia de catarata; trabeculoplastia seletiva a laser (SLT); microimplante junto com a cirurgia de catarata.
Exame no MIRA: OCT do nervo óptico (também em Santana e no Tatuapé).
Diretora Técnica: Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida, médica oftalmologista, CRM-SP 148.173, RQE 59.216 (Oftalmologia).
Unidades para a consulta e os exames
Notas das fichas do Google em 11/10/2026.
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Santana
Rua Dr. César, 130, zona norte · 4,3 no Google (156 avaliações)
Exames de glaucoma aqui: OCT, curva tensional, gonioscopia e retinografia. Atende glaucoma: Dr. Fernando.
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Tatuapé
Rua Tuiuti, 2429, zona leste · 4,5 no Google (411 avaliações)
Exames de glaucoma aqui: Campo visual, OCT, curva tensional, paquimetria, gonioscopia e retinografia. Atende glaucoma: Dr. Fernando.
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Lapa
Rua Barão de Jundiaí, 221, zona oeste · 4,5 no Google (182 avaliações)
Exames de glaucoma aqui: Curva tensional, paquimetria, gonioscopia e retinografia. Consulta: com a equipe médica da unidade.
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São Miguel Paulista
Rua Beraldo Marcondes, 108, zona leste · 4,7 no Google (176 avaliações)
Exames de glaucoma aqui: Curva tensional. Consulta: com a equipe médica da unidade.
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Guarulhos
Rua Sete de Setembro, 375, Centro · 4,3 no Google (145 avaliações)
Exames de glaucoma aqui: Curva tensional. Atende glaucoma: Dr. Fernando.
Quem atende: Dr. Fernando Macei Drudi
O Dr. Fernando Macei Drudi, médico oftalmologista, CRM-SP 139.300, RQE 50.645 (Oftalmologia), atende glaucoma na Drudi e Almeida, nas unidades Tatuapé, Santana e Guarulhos. Fez residência em Oftalmologia e fellowship de 3 anos em retina e cirurgia de catarata no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), onde é preceptor de residentes.
No glaucoma, ele faz a consulta, pede e interpreta os exames e acompanha o tratamento. Na cirurgia de catarata, ele pode associar o microimplante para glaucoma, no MIRA. É fundador e diretor clínico da Drudi e Almeida e assina a revisão médica desta página.
Conhecer o Dr. FernandoA agenda abaixo mostra, em tempo real, os horários livres do Dr. Fernando. Ao escolher um, você marca a consulta pelo convênio ou particular.
Agenda em tempo real
Horários livres com o Dr. Fernando
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O olho por dentro: a pressão e onde cada tratamento age
A pressão do olho depende do equilíbrio entre o líquido que o olho produz e o que sai por um filtro no ângulo entre a íris e a córnea. Colírio, laser e cirurgia agem nesse caminho, cada um num ponto.[3]
Como a pressão se forma
O líquido é produzido. Atrás da íris, o corpo ciliar produz o humor aquoso, um líquido transparente que nutre a parte da frente do olho. Ele não tem relação com a lágrima.[3]
O líquido circula. Ele passa pela pupila e enche o espaço entre a íris e a córnea.
O líquido sai. A saída principal é um filtro no ângulo entre a íris e a córnea (a malha trabecular); uma parte menor sai por um caminho secundário. A pressão do olho depende do equilíbrio entre o que entra e o que sai. O normal fica entre 10 e 21 mmHg.[3][1]
Ângulo aberto. No glaucoma de ângulo aberto, o mais comum, o filtro vai deixando passar menos líquido. A pressão sobe devagar, sem dor e sem olho vermelho. Ela é o principal fator de risco que se pode tratar, mas há glaucoma com a pressão dentro do normal, o de pressão normal.[1]
Ângulo fechado. No glaucoma de ângulo fechado, a íris fica encostada no filtro. Muitas vezes isso acontece aos poucos, sem sintoma; às vezes o ângulo fecha de repente, e é a crise de ângulo fechado.[19]
Iridotomia. Um laser faz uma pequena abertura na íris. O líquido passa por ela, a íris volta ao lugar e o filtro fica livre. Em alguns casos, a cirurgia do cristalino é outra opção. Nem todo ângulo estreito precisa de laser: quem decide é o exame.[19][20]
Onde agem colírio, laser e cirurgia
Colírios (receita na consulta, em qualquer unidade)
- Análogos de prostaglandina (latanoprosta, travoprosta, bimatoprosta): aumentam a saída do líquido pelo caminho secundário. Uma gota por dia, em geral à noite. Baixam a pressão, em média, cerca de 30%. Podem deixar o olho vermelho, fazer os cílios crescerem e escurecer a íris em olhos de cor mista.[21][3]
- Betabloqueadores (timolol, betaxolol): diminuem a produção do líquido. Redução média de 20% a 27%. Podem baixar os batimentos do coração e dar falta de ar em quem tem asma ou doença do pulmão: conte ao médico.[21]
- Inibidores da anidrase carbônica (dorzolamida, brinzolamida): diminuem a produção. Redução média de 17% a 22%. Podem arder e deixar gosto amargo.[21]
- Agonista alfa-2 (brimonidina): diminui a produção e ajuda a saída. Redução média de 18% a 25%. Alergia no olho e sonolência são comuns.[21]
- Pilocarpina: abre a malha do filtro. Redução média de cerca de 20%. Diminui a pupila e escurece a visão à noite; hoje fica para casos específicos.[1]
Laser (feito no MIRA)
- Trabeculoplastia seletiva a laser (SLT): pulsos de laser no filtro, sem corte, que passa a deixar sair mais líquido. Pode ser o primeiro tratamento ou somar-se ao colírio. No maior estudo sobre o tema, 7 em cada 10 olhos tratados primeiro com o laser seguiam na pressão-meta sem colírio nem cirurgia seis anos depois, alguns com o laser repetido. O efeito pode diminuir com o tempo.[22][23]
- Iridotomia a laser: a pequena abertura na íris da aba 1, para o ângulo estreito ou fechado. Não trata o glaucoma de ângulo aberto.
Cirurgia (feita no MIRA)
- Trabeculectomia: cria uma nova saída para o líquido, por baixo de uma pequena tampa na parede do olho, até uma bolsa sob a conjuntiva, escondida pela pálpebra de cima. Pede acompanhamento de perto depois da cirurgia; infecção e pressão baixa demais estão entre as complicações possíveis.[3]
- Implante de drenagem: um tubo fino leva o líquido até uma placa colocada mais atrás, sob a conjuntiva. Costuma ser usado em olhos já operados ou em casos mais complexos.[24]
- Microimplante junto com a cirurgia de catarata: um dispositivo muito pequeno facilita a saída pelo filtro. É usado no glaucoma leve a moderado e, em geral, baixa menos a pressão que a trabeculectomia.[3]
Todos esses tratamentos agem na pressão do olho. Nenhum recupera o que o nervo já perdeu. A escolha depende do tipo e da fase do glaucoma, da pressão-meta e de como cada olho responde. Não interrompa nem troque o colírio sem falar com o seu oftalmologista.
Dor forte em um olho, olho vermelho, visão embaçada com halos em volta das luzes, dor de cabeça e enjoo ou vômito podem ser crise de glaucoma agudo, uma urgência. No horário de atendimento (seg–sex 8h–18h, sáb 8h–13h), ligue (11) 5430-2421; fora dele, procure um pronto-socorro imediatamente, sem esperar a clínica abrir.
Para saber mais sobre o glaucoma
Glaucoma dá sintomas?
No começo, quase nunca. O glaucoma de ângulo aberto não dói, não deixa o olho vermelho e não muda a leitura por muito tempo; quando a pessoa nota algo, costuma ser a necessidade de mais luz ou a vista embaçada.[9] Dor forte em um olho, olho vermelho e halos em volta das luzes podem ser crise de ângulo fechado, que é urgência.
Sintomas de glaucoma: o que sentir e quando ir ao médicoQuais são os tipos de glaucoma?
O mais comum é o de ângulo aberto, que avança devagar. O de ângulo fechado é cerca de 20% dos casos no Brasil e pode dar crise.[1] Há ainda o glaucoma de pressão normal, os secundários (por pseudoexfoliação, pigmento da íris, corticoide, trauma, inflamação ou diabetes) e o congênito, raro, que aparece no bebê.[1][3]
Tipos de glaucoma: ângulo aberto, ângulo fechado, pigmentar, pressão normal e secundárioGlaucoma pigmentar: o que é, quem tem mais risco e como se trataQuem tem mais risco de glaucoma?
Pessoas acima de 40 anos, com glaucoma na família, de ascendência africana (ângulo aberto) ou asiática (ângulo fechado), com pressão do olho alta, com miopia (ângulo aberto) ou hipermetropia (ângulo fechado), ou com diabetes tipo 2.[1] Míopes têm cerca de 2 vezes mais chance de glaucoma de ângulo aberto.[25] O uso prolongado de corticoide, inclusive em colírio, também pode subir a pressão do olho.[26]
O que é glaucoma: causas, risco e como enxerga quem temColírio para glaucoma: como usar?
O colírio baixa a pressão do olho e é usado todos os dias, no horário da receita, mesmo sem sintoma. Pingue uma gota só; depois, feche o olho sem apertar e pressione o canto interno, junto ao nariz, por 2 a 3 minutos; entre dois colírios diferentes, espere 5 minutos.[3] Olho vermelho e ardência são os efeitos mais comuns; alguns colírios afetam o coração ou a respiração, por isso conte ao médico os remédios que usa.
Colírio para glaucoma e pressão ocular: quais existem, como usar e efeitosQuem tem glaucoma pode se exercitar?
Pode, e faz bem: em estudos que acompanharam pacientes, quem se mexia mais perdia campo visual mais devagar.[27] Algumas situações sobem a pressão do olho enquanto duram, como ficar de cabeça para baixo em algumas posturas de ioga.[28] Não falte aos retornos: pelo protocolo do Ministério da Saúde, o intervalo máximo entre as consultas vai de 1 a 2 meses, quando a doença avança, a 6 a 12 meses, quando está estável.[1]
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Tem glaucoma na família?
Quem tem pai, mãe ou irmão com glaucoma tem risco maior de ter a doença.[29] Num grande estudo americano, ter um irmão com glaucoma deixou a chance cerca de 3,7 vezes maior, e ter pai ou mãe, cerca de 2,2 vezes.[30] Num estudo holandês, os parentes de pacientes tiveram 22% de risco ao longo da vida, contra 2,3% nos parentes de pessoas sem glaucoma.[31]
No começo, o glaucoma não dá sinal, e só o exame encontra a doença. O Instituto Nacional do Olho dos Estados Unidos (NEI) recomenda, para quem tem risco maior, um exame completo dos olhos, com dilatação da pupila, a cada 1 ou 2 anos; o oftalmologista pode indicar outro intervalo.[29]
Vai marcar para alguém da família que já tem diagnóstico? Envie pelo WhatsApp.
Como agendar pelo Instituto do Glaucoma
O Instituto é para quem já tem diagnóstico de glaucoma. O agendamento é pelo WhatsApp do Instituto. No horário de atendimento (de segunda a sexta, das 8h às 18h, e aos sábados, das 8h às 13h), quem responde é a consultora do Instituto, no (11) 91654-4653. Fora dele, a Central, no (11) 91298-8844, com atendimento por inteligência artificial, marca a consulta pelo Instituto, e a consultora retoma o pedido.
Se tiver, separe os exames anteriores (campo visual, OCT) e a lista dos colírios que usa.
Envie pelo WhatsApp do Instituto. A mensagem já vai com o código do Instituto, e a consultora faz o agendamento no horário de atendimento; fora dele, a Central, com atendimento por inteligência artificial, marca pelo Instituto.
Na consulta, o médico confere os exames, pede os que faltam e define o acompanhamento. Laser e cirurgia, quando indicados, são feitos no MIRA. O retorno em até 30 dias não é cobrado.
No pedido médico, o glaucoma costuma aparecer com o código CID-10 H40. Os mais comuns são H40.0, suspeita de glaucoma (inclui a pressão alta no olho sem lesão no nervo); H40.1, glaucoma primário de ângulo aberto (inclui o de pressão normal e o pigmentar); H40.2, glaucoma primário de ângulo fechado; H40.3 a H40.6, glaucomas secundários (a trauma, inflamação, outras doenças do olho ou remédios); e Q15.0, glaucoma congênito. O código que vale é o que o médico escreveu no seu pedido.[32]
Sem diagnóstico, a consulta é na unidade, pelo convênio ou particular (R$ 180 à vista · R$ 200 no cartão).
Perguntas frequentes
Glaucoma tem cura?
Não. O glaucoma não tem cura, e a visão perdida não volta. O tratamento baixa a pressão do olho para frear a doença: em pessoas com glaucoma inicial, baixar a pressão em cerca de 25% reduziu de 62% para 45% a proporção de quem piorou em cerca de seis anos.[14] Por isso o tratamento e as consultas continuam mesmo quando a pessoa se sente bem.
Vou ficar cego por causa do glaucoma?
A maioria das pessoas com glaucoma não fica cega dos dois olhos, mas o glaucoma pode cegar, sobretudo quando é descoberto tarde ou não é tratado.[33] O ritmo varia muito de pessoa para pessoa.[15] Num serviço sueco, entre pacientes acompanhados até o fim da vida, cerca de 1 em cada 6 estava cego dos dois olhos na última consulta, em geral perto dos 86 anos.[34] Tratar a pressão e não faltar aos retornos reduz esse risco.
Pressão do olho alta é glaucoma?
Nem sempre. A pressão normal fica entre 10 e 21 mmHg.[1] Pressão alta com o nervo saudável se chama hipertensão ocular: num grande estudo, 9,5% das pessoas sem tratamento desenvolveram glaucoma em cinco anos, contra 4,4% das que usaram colírio.[35] Também existe glaucoma com pressão normal; o diagnóstico depende do nervo óptico e do campo visual.
O convênio cobre o tratamento do glaucoma?
Depende do plano. Na Drudi e Almeida, Bradesco Saúde, Mediservice, Prevent Senior, Instituto Pró-PM, Amil e Ameplan Saúde cobrem a consulta e os exames; o laser e a cirurgia dependem das regras do plano e da autorização da operadora (pela Amil e pela Ameplan, autorização prévia). As regras mudam por unidade: confira o seu plano no verificador acima.
Onde são feitos o laser e a cirurgia de glaucoma?
No MIRA Hospital Oftalmológico, hospital próprio da rede, na Alameda dos Maracatins, 404, Indianópolis, São Paulo. A consulta e o acompanhamento ficam nas 5 unidades, e os exames, conforme a unidade: o campo visual no Tatuapé; o OCT em Santana, no Tatuapé e também no MIRA.
Quanto custa a cirurgia de glaucoma?
No particular, a cirurgia de glaucoma é um pacote feito no MIRA Hospital Oftalmológico, hospital próprio da rede, com valor por olho: a trabeculectomia custa a partir de R$ 7.744 à vista ou a partir de R$ 8.800 no cartão, e o implante de drenagem (válvula), a partir de R$ 17.952 à vista ou a partir de R$ 20.400 no cartão. O valor inclui exames, hospital, anestesia, honorários e retornos. O valor final é confirmado depois da avaliação. A trabeculoplastia seletiva a laser (SLT) custa R$ 1.800 por olho, à vista. Pelo convênio, a cirurgia depende das regras do plano e da autorização da operadora.
Já tenho diagnóstico. Como agendo pelo Instituto?
Pelo WhatsApp do Instituto do Glaucoma: conte o seu diagnóstico. No horário de atendimento (de segunda a sexta, das 8h às 18h, e aos sábados, das 8h às 13h), quem responde é a consultora do Instituto, no (11) 91654-4653. Fora dele, a Central, no (11) 91298-8844, com atendimento por inteligência artificial, marca a consulta pelo Instituto, e a consultora retoma o pedido. O Instituto é o braço social da rede, com consulta a valor diferenciado para quem já tem diagnóstico de glaucoma. Sem diagnóstico, marque a consulta na unidade, pelo site ou pela central telefônica, (11) 5430-2421.
O que significa o CID H40 (H40.0, H40.1, H40.2) no pedido médico?
No pedido médico, o glaucoma costuma aparecer com o código CID-10 H40. Os mais comuns são H40.0, suspeita de glaucoma (inclui a pressão alta no olho sem lesão no nervo); H40.1, glaucoma primário de ângulo aberto (inclui o de pressão normal e o pigmentar); H40.2, glaucoma primário de ângulo fechado; H40.3 a H40.6, glaucomas secundários (a trauma, inflamação, outras doenças do olho ou remédios); e Q15.0, glaucoma congênito. O código que vale é o que o médico escreveu no seu pedido.[32]
Qual a diferença entre o laser (SLT) e a cirurgia (trabeculectomia)?
O SLT é um laser aplicado no filtro de drenagem, sem corte, e pode ser o primeiro tratamento: 74% das pessoas que começaram por ele estavam sem colírio três anos depois.[22] A trabeculectomia é uma cirurgia que cria uma nova saída para o líquido; costuma ser indicada quando colírio e laser não levam a pressão à meta e, no glaucoma avançado, pode ser o primeiro tratamento.[36] Os dois são feitos no MIRA.
O olho doeu muito, ficou vermelho e a visão embaçou. O que fazer?
Pode ser uma crise de glaucoma agudo, que é urgência: não espere a consulta marcada. No horário de atendimento (seg–sex 8h–18h, sáb 8h–13h), ligue (11) 5430-2421; fora dele, procure um pronto-socorro imediatamente, sem esperar a clínica abrir.
Referências
Referências (36)
Diretrizes e estudos usados no texto desta página. As informações têm finalidade educativa e não substituem a consulta.
- [1]Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Glaucoma. Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 28, de 6 de dezembro de 2023. (abre em nova aba)
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Revisão médica: Dr. Fernando Macei Drudi, médico oftalmologista, CRM-SP 139.300, RQE 50.645 (Oftalmologia), com residência em Oftalmologia e fellowship de 3 anos em retina e cirurgia de catarata no HSPE. Ver o perfil do Dr. Fernando.
Outros institutos: Catarata · Ceratocone · Retina · Estrabismo · Plástica facial
Créditos das imagens: Pieter Bruegel, o Velho, Os ceifeiros, 1565, The Metropolitan Museum of Art, Nova York (Rogers Fund, 1919), domínio público. As versões de "Como pode parecer" são feitas por código sobre a imagem, para fins educativos. O disco óptico é desenhado por código a partir do modelo do nervo (calculado do mapa do exame): não é foto de paciente.
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