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Pintura de Frederic Edwin Church: um rio tropical entre árvores altas, palmeiras e cipós, com a luz do sol refletida na água ao centro

Oftalmologia humanitária na Amazônia

Onde a medicina alcança o coração da Amazônia

Desde 1991, o projeto Oftalmologia Humanitária opera a catarata de ribeirinhos do interior do Amazonas, onde quase não há oftalmologista: cerca de 12 mil cirurgias de catarata até 2020, segundo a Agência Brasil. As equipes viajam em navios de assistência hospitalar da Marinha do Brasil, e o Dr. Fernando Drudi é cirurgião voluntário do projeto Oftalmologia Humanitária há 10 anos, com participação em todas as edições desde então.

~12 mil
Cirurgias de catarata
70 mil
Atendimentos
200 mil+
Óculos entregues
1991
Primeira edição

Fontes: cirurgias e atendimentos, Agência Brasil, março de 2020; óculos, dados do projeto.

Obra do topo: Frederic Edwin Church, El Río de Luz (O rio de luz), 1877. National Gallery of Art, Washington; reprodução do Wikimedia Commons. Domínio público.

Resposta rápida

O que é a Oftalmologia Humanitária?

É um projeto que leva cirurgia de catarata, tratamento de pterígio e óculos a ribeirinhos do interior do Amazonas desde 1991. Reúne a Universidade Federal do Amazonas, o Instituto da Visão (IPEPO), a Fundação Piedade Cohen e a Marinha do Brasil, que leva as equipes em navios de assistência hospitalar. O Dr. Fernando Drudi, médico oftalmologista (CRM-SP 139.300, RQE 50.645), é um dos cirurgiões voluntários.

O que o paciente geralmente quer saber

  • Cerca de 12 mil cirurgias de catarata e 70 mil atendimentos de 1991 a 2020, segundo a Agência Brasil.
  • Os municípios atendidos mudam a cada expedição; o projeto não atende em São Paulo.
  • O Dr. Fernando é cirurgião voluntário do projeto Oftalmologia Humanitária há 10 anos, com participação em todas as edições desde então.
Veja em ação

O projeto em vídeo

Conheça o projeto que leva cirurgias de catarata gratuitas a ribeirinhos da Amazônia desde 1991, em parceria com a Marinha do Brasil.

Oftalmologia Humanitária na Amazônia

Instituto Drudi e Almeida · 2 min 24 s

Para você

Qual caminho é o seu?

Escolha a frase que combina com você.

Moro no interior do Amazonas

O projeto atende nos municípios do roteiro de cada expedição, que muda de um ano para o outro. Para saber se a equipe vai passar pela sua cidade, procure a secretaria de saúde do município ou os organizadores do projeto.

Tenho diagnóstico e moro em São Paulo ou Guarulhos

O projeto não atende em São Paulo. Aqui, quem já tem diagnóstico pode procurar os Institutos da Drudi e Almeida, com consulta a R$ 140; as cirurgias dos Institutos são feitas no MIRA Hospital Oftalmológico, hospital próprio da rede.

Sou médico e quero ser voluntário

As equipes das expedições são lideradas pelo Instituto da Visão (IPEPO), presidido pelo professor Rubens Belfort Jr. O contato para participar é com o instituto.

Quero apoiar o projeto

O projeto reúne o Instituto da Visão (IPEPO), a Universidade Federal do Amazonas, a Fundação Piedade Cohen e a Marinha do Brasil, com o apoio de empresas do setor. Para apoiar, procure o Instituto da Visão.

O problema

Quatro oftalmologistas para 2 milhões de pessoas

Em 2019, um levantamento do Instituto da Visão contava 158 oftalmologistas em Manaus para 1,8 milhão de habitantes e 4 no interior do Amazonas para 2 milhões de pessoas (Folha de S.Paulo, 2019). Para quem mora a dias de barco da capital, a catarata sem cirurgia leva à cegueira, e quem não enxerga deixa de pescar e passa a depender da família.

O projeto Oftalmologia Humanitária foi criado pelo professor Jacob Moysés Cohen, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), com a primeira edição em 1991. Hoje ele reúne a UFAM, o Instituto da Visão (IPEPO), a Fundação Piedade Cohen e a Marinha do Brasil.

Em cada expedição, o navio sai de Manaus com cirurgiões, anestesistas, técnicos e o material da cirurgia, e para nos municípios do roteiro daquele ano.

Dr. Fernando Drudi, de avental e touca cirúrgicos, operando ao microscópio
Dr. Fernando Drudi operando numa expedição do projeto, na Amazônia.
Navio D. Luna atracado à noite, com as luzes acesas, durante uma expedição
Navio D. Luna atracado à noite, durante uma expedição.
A origem do projeto

Uma visão compartilhada

O projeto nasceu de uma iniciativa do professor Jacob Moysés Cohen, da Universidade Federal do Amazonas, e teve a primeira edição em 1991 (Agência Brasil, 2020). As expedições são lideradas pelo professor Rubens Belfort Jr., presidente do Instituto da Visão (IPEPO), com a UFAM, a Fundação Piedade Cohen e a Marinha do Brasil.

Mais de 30 anos depois, o projeto segue com voluntários de vários estados. Entre eles, o Dr. Fernando Macei Drudi, médico oftalmologista, CRM-SP 139.300, RQE 50.645, cofundador da Drudi e Almeida Oftalmologia, cirurgião voluntário do projeto Oftalmologia Humanitária há 10 anos, com participação em todas as edições desde então.

Reconhecimento internacional

Prêmio António
Champalimaud
de Visão — 2019

Em setembro de 2019, em Lisboa, a Fundação Champalimaud dividiu o Prêmio António Champalimaud de Visão, de 1 milhão de euros, entre três instituições brasileiras: o Instituto da Visão (IPEPO), um dos parceiros do projeto, a Fundação Altino Ventura e o Serviço de Oftalmologia da Unicamp. O prêmio não foi concedido à Drudi e Almeida.

€ 1 milhão
Valor do prêmio

Dividido entre as três instituições premiadas.

Lisboa, 2019
Local e ano

Cerimônia na sede da Fundação Champalimaud.

3 Laureados
Instituições premiadas

IPEPO/UNIFESP · Fundação Altino Ventura · Serviço de Oftalmologia da UNICAMP

Vídeo do canal IPEPO — Instituto da Visão IPEPO recebe Prêmio Visão 2019 da Fundação Champalimaud

4 min, Lisboa, 2019

Vídeo produzido pelo Instituto da Visão (IPEPO), um dos parceiros do projeto. Capa: vitória-régia (Victoria amazonica), litografia colorida de Walter Hood Fitch, século XIX; Wellcome Collection, CC BY 4.0.

Alcance geográfico

Por onde o projeto navega

O roteiro muda a cada ano. Abaixo, os municípios que a Agência Brasil citou nas expedições de 2019 e 2020.

Mapa de relevo do estado do Amazonas, com a floresta em verde e os rios em azul
Relevo e rios do estado do Amazonas. Mapa de Allice Hunter, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0.

Municípios citados pela Agência Brasil (março de 2020): Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã, Borba e Nova Olinda do Norte, na expedição de 2019, e Parintins e Urucará, na de 2020.

Humaitá
Manicoré
Novo Aripuanã
Borba
Nova Olinda do Norte
Parintins
Urucará
O processo

Como funciona uma expedição

Cada expedição viaja com navios da Marinha pelos rios da Amazônia, de município em município.

01
01

Preparação

A equipe embarca no navio de assistência hospitalar da Marinha com equipamentos cirúrgicos, lentes intraoculares e óculos para doação.

02
02

Triagem

Ao chegar em cada comunidade, oftalmologistas realizam triagem completa: acuidade visual, biomicroscopia, tonometria e mapeamento de retina.

03
03

Cirurgia

Os pacientes com indicação cirúrgica são operados a bordo, sob anestesia local.

04
04

Retorno

No dia seguinte, o curativo é retirado e o paciente é reavaliado. A equipe segue para o próximo município, repetindo o ciclo.

Navio de assistência hospitalar da Marinha do Brasil utilizado nas expedições de cirurgia oftalmológica na Amazônia

Início da expedição pelo Rio Purus — 2026

Cirurgião voluntário

O Dr. Fernando Drudi no projeto

O Dr. Fernando Macei Drudi, médico oftalmologista, CRM-SP 139.300, RQE 50.645, cofundador e Diretor Clínico da Drudi e Almeida Oftalmologia, é cirurgião voluntário do projeto Oftalmologia Humanitária há 10 anos, com participação em todas as edições desde então.

Nas expedições, ele deixa os centros cirúrgicos de São Paulo para operar a bordo, com geradores e equipamentos portáteis.

Pela participação no projeto, recebeu da Marinha do Brasil a condecoração Amigo da Marinha, em 2022.

Registro das expedições

Galeria fotográfica

Registros das expedições do projeto na Amazônia, com o que cada foto mostra.

Pôr do sol no rio, com uma canoa ao longe
Pôr do sol no rio, com uma canoa ao longe.
Equipe da expedição no centro cirúrgico de Maués (AM), diante da faixa da prefeitura
Equipe da expedição no centro cirúrgico de Maués (AM), diante da faixa da prefeitura.
Cirurgiã da equipe opera ao microscópio; o celular acoplado mostra a imagem do olho
Cirurgiã da equipe opera ao microscópio; o celular acoplado mostra a imagem do olho.
Voluntários no cais, diante do navio da expedição
Voluntários no cais, diante do navio da expedição.
Voluntários e militares da Marinha do Brasil diante do navio
Voluntários e militares da Marinha do Brasil diante do navio.
O olho de um paciente visto pela ocular da lâmpada de fenda, durante o exame
O olho de um paciente visto pela ocular da lâmpada de fenda, durante o exame.
Ilha de floresta refletida no rio ao entardecer
Ilha de floresta refletida no rio ao entardecer.
Voluntários da expedição reunidos numa van
Voluntários da expedição reunidos numa van.
Café na louça da Marinha do Brasil
Café na louça da Marinha do Brasil.
O olho de um paciente sob a luz do exame
O olho de um paciente sob a luz do exame.
Pôr do sol sobre o rio, visto da popa de uma embarcação
Pôr do sol sobre o rio, visto da popa de uma embarcação.
Navio de Assistência Hospitalar Soares de Meirelles, da Marinha do Brasil
Navio de Assistência Hospitalar Soares de Meirelles, da Marinha do Brasil. Foto: Marinha do Brasil, Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0.
Uma rede de compromisso

Parceiros institucionais

O projeto reúne instituições públicas, universidades e empresas apoiadoras.

Marinha do Brasil

Navios das expedições

Leva as equipes em navios de assistência hospitalar pelos rios amazônicos.

UFAM

Universidade Federal do Amazonas

Onde o projeto nasceu, por iniciativa do professor Jacob Moysés Cohen.

IPEPO / Unifesp

Instituto da Visão

Lidera a equipe das expedições, com o professor Rubens Belfort Jr.

FUNDAPI

Fundação Piedade Cohen

Fundação que integra o projeto, ao lado da UFAM e do Instituto da Visão.

Empresas do setor

Apoio

Empresas do setor apoiam as expedições e doaram óculos, segundo a Unifesp e a Folha de S.Paulo.

Fontes: Unifesp, 2026 · Folha, 2019

Marcos com fonte

Marcos do projeto

1991

Primeira edição

Por iniciativa do professor Jacob Moysés Cohen, da Universidade Federal do Amazonas, o projeto faz a primeira expedição de cirurgia de catarata.

Fonte: Agência Brasil, março de 2020

2019

Quatro oftalmologistas no interior

Um levantamento do Instituto da Visão conta 158 oftalmologistas em Manaus para 1,8 milhão de habitantes e 4 no interior do Amazonas para 2 milhões de pessoas.

Fonte: Folha de S.Paulo, setembro de 2019

2019

Prêmio Champalimaud

O Instituto da Visão (IPEPO), um dos parceiros do projeto, divide com a Fundação Altino Ventura e o Serviço de Oftalmologia da Unicamp o Prêmio António Champalimaud de Visão, de 1 milhão de euros.

Fonte: Fundação Champalimaud

2020

Cerca de 12 mil cirurgias

Desde 1991, foram feitas cerca de 12 mil cirurgias de catarata e 70 mil atendimentos.

Fonte: Agência Brasil, março de 2020

2023

Mais de 250 cirurgias

Uma expedição apoiada pela Marinha do Brasil faz mais de 250 cirurgias oftalmológicas.

Fonte: Agência Marinha de Notícias

2026

Expedição pelo rio Purus

Em fevereiro, uma equipe de 21 profissionais percorre cerca de 5.000 km pelo rio Purus, ida e volta; num dia típico de trabalho, são 46 cirurgias de catarata.

Fonte: Unifesp, março de 2026

Ações da rede em São Paulo

Além do voluntariado do Dr. Fernando na Amazônia, a equipe da Drudi e Almeida leva exame de vista e orientação a comunidades de São Paulo, com instituições do lugar.

Exame de vista na aldeia Guarani

Terra Indígena Ribeirão Silveira, entre Bertioga e São Sebastião (SP) · com Instituto Salus

A equipe levou à escola da aldeia os aparelhos de medir o grau e de examinar o fundo do olho e atendeu crianças, adultos e idosos Guarani Mbya, com o Instituto Salus.

Médico de jaleco com o logotipo da rede examina com o oftalmoscópio os olhos de um bebê no colo da mãe, na escola da aldeia
Médico de jaleco com o logotipo da rede examina com o oftalmoscópio os olhos de um bebê no colo da mãe, na escola da aldeia.
Jovem olha pelo aparelho de medir o grau, numa sala de aula da aldeia
Jovem olha pelo aparelho de medir o grau, numa sala de aula da aldeia.
Cinco pessoas da equipe, de jaleco e colete verde com o logotipo da rede, no pátio da escola da aldeia
Cinco pessoas da equipe, de jaleco e colete verde com o logotipo da rede, no pátio da escola da aldeia.
Quatro pessoas da equipe, de jaleco e colete verde com o logotipo da rede, na varanda da escola da aldeia
Quatro pessoas da equipe, de jaleco e colete verde com o logotipo da rede, na varanda da escola da aldeia.

Triagem no quartel da ROTA

1º Batalhão de Polícia de Choque, São Paulo

Os policiais fizeram no próprio quartel a medida da visão, a medida da pressão do olho e o exame da retina, com orientação sobre as doenças que não dão sintoma no começo.

Fachada amarela do quartel do Batalhão Tobias de Aguiar, sede da ROTA, em São Paulo
Fachada do quartel do Batalhão Tobias de Aguiar, sede da ROTA, em São Paulo. Foto: Luiz Coelho, Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0.

Atendimento na comunidade de Heliópolis

Heliópolis, zona sul de São Paulo · com CUFA Heliópolis

Com a CUFA Heliópolis, a equipe montou um ponto de triagem dentro da comunidade e encaminhou para consulta quem precisava de tratamento.

Seis pessoas da equipe, de camiseta branca com o logotipo da rede, diante do painel da CUFA Heliópolis
Seis pessoas da equipe, de camiseta branca com o logotipo da rede, diante do painel da CUFA Heliópolis.
Cinco pessoas da equipe, de camiseta branca com o logotipo da rede, na sala com o painel da CUFA Heliópolis ao fundo
Cinco pessoas da equipe, de camiseta branca com o logotipo da rede, na sala com o painel da CUFA Heliópolis ao fundo.

Palestra e triagem na Igreja Universal

Igreja Universal do Reino de Deus, São Paulo · com Igreja Universal do Reino de Deus

A equipe da rede falou sobre catarata, glaucoma, retinopatia diabética e degeneração macular para o público da igreja; depois da palestra, fez a triagem e encaminhou para consulta quem precisava.

Palestrante fala ao microfone num salão com o público sentado, ao lado de um telão com o desenho do olho e o logotipo da Drudi e Almeida
Palestrante fala ao microfone num salão com o público sentado, ao lado de um telão com o desenho do olho e o logotipo da Drudi e Almeida.

Triagem no Instituto CNA

Unidade do Instituto CNA · com Instituto CNA

Com o Instituto CNA, a equipe mediu a visão e o grau de crianças, educadores e famílias atendidos pelo instituto e orientou quem precisava de óculos ou de consulta.

Menino apoia o queixo num aparelho de medir o grau enquanto uma profissional de camiseta com o logotipo da rede faz o exame
Menino apoia o queixo num aparelho de medir o grau enquanto uma profissional de camiseta com o logotipo da rede faz o exame.
Pátio coberto do Instituto CNA com adultos e crianças sentados à espera da triagem
Pátio coberto do Instituto CNA com adultos e crianças sentados à espera da triagem.
Equipe reunida na escadaria da entrada do Instituto CNA, de camiseta e jaleco com o logotipo da rede
Equipe reunida na escadaria da entrada do Instituto CNA, de camiseta e jaleco com o logotipo da rede.
Duas profissionais de camiseta com o logotipo da rede numa sala com as tabelas de letras do exame de visão na parede
Duas profissionais de camiseta com o logotipo da rede numa sala com as tabelas de letras do exame de visão na parede.

Mutirões de catarata com prefeituras

Municípios do interior de São Paulo

A rede fez mutirões de cirurgia de catarata com prefeituras do interior de São Paulo.

Para prefeituras: como pedir um mutirão

Perguntas frequentes

Sobre o projeto

O que é o projeto Oftalmologia Humanitária?
É um projeto que leva cirurgia de catarata, tratamento de pterígio e óculos às populações ribeirinhas do interior do Amazonas. Reúne a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), o Instituto da Visão (IPEPO), a Fundação Piedade Cohen e a Marinha do Brasil, que leva a equipe em navios de assistência hospitalar.
Quantas cirurgias o projeto já realizou?
Desde a primeira edição, em 1991, foram feitas cerca de 12 mil cirurgias de catarata e 70 mil atendimentos, segundo a Agência Brasil (março de 2020). Pelos dados do projeto, já foram entregues mais de 200 mil óculos.
Quem criou o projeto?
O projeto foi criado na década de 1990 por iniciativa do professor Jacob Moysés Cohen, da Universidade Federal do Amazonas, com a primeira edição em 1991 (Agência Brasil, 2020). As expedições são lideradas pelo professor Rubens Belfort Jr., presidente do Instituto da Visão (IPEPO).
Qual é a participação do Dr. Fernando Drudi?
O Dr. Fernando Macei Drudi, médico oftalmologista, CRM-SP 139.300, RQE 50.645, é cirurgião voluntário do projeto Oftalmologia Humanitária há 10 anos, com participação em todas as edições desde então. Pela participação no projeto, recebeu da Marinha do Brasil a condecoração Amigo da Marinha.
Quem recebeu o Prêmio Champalimaud de 2019?
O Instituto da Visão (IPEPO), um dos parceiros do projeto, dividiu o Prêmio António Champalimaud de Visão de 2019 com a Fundação Altino Ventura e o Serviço de Oftalmologia da Unicamp. O prêmio não foi concedido à Drudi e Almeida.
Como a Marinha do Brasil participa?
A Marinha do Brasil leva as equipes em navios de assistência hospitalar até os municípios do roteiro, alguns a dias de viagem de Manaus.
Qual é a principal doença tratada?
A catarata, a principal causa de cegueira que se reverte com cirurgia. O pterígio, uma membrana que cresce da conjuntiva sobre a córnea, também é operado nas expedições.
Moro em São Paulo ou em Guarulhos. O projeto me atende?
Não. O projeto atende ribeirinhos do interior do Amazonas, nas expedições. Em São Paulo e em Guarulhos, quem já tem diagnóstico pode procurar os Institutos da Drudi e Almeida, com consulta a R$ 140.
Como posso apoiar o projeto ou ser voluntário?
Procure o Instituto da Visão (IPEPO), que lidera a equipe das expedições. O projeto também reúne a Universidade Federal do Amazonas, a Fundação Piedade Cohen e a Marinha do Brasil, com o apoio de empresas do setor.
A Amazônia que inspira o projeto

Rios, florestas e muitos povos

Cada expedição chega a cidades ribeirinhas com festas, línguas e saberes próprios. O projeto vai até elas pelo rio, com cirurgia de catarata e óculos para quem vive longe de um oftalmologista.

  • Parintins

    O boi-bumbá do Médio Amazonas e de Parintins é Patrimônio Cultural do Brasil, registrado pelo Iphan em 2018. Parintins esteve no roteiro do projeto em 2020.

    Fonte: Agência Senado, 2024.

  • Povos indígenas

    O Amazonas tem a maior população indígena entre os estados brasileiros: 490,9 mil pessoas no Censo 2022.

    Fonte: Revista Pesquisa Fapesp, sobre o Censo 2022 do IBGE.

  • Línguas

    Em São Gabriel da Cachoeira, no Alto Rio Negro, a Constituição ganhou em 2023 a sua primeira tradução para uma língua indígena, o nheengatu.

    Fonte: TRT da 11ª Região, 2023.

Quer apoiar o projeto?

As expedições são organizadas pelo Instituto da Visão (IPEPO), com a UFAM, a Fundação Piedade Cohen e a Marinha do Brasil. Para apoiar ou ser voluntário, fale com o instituto.

Falar com o Instituto da Visão

Mora em São Paulo ou em Guarulhos?

Se você já tem diagnóstico de catarata ou de outra doença dos olhos, os Institutos da Drudi e Almeida atendem com consulta a R$ 140. Para uma consulta de rotina, agende numa das cinco unidades.

Ao fundo: alegoria do 47º Festival Folclórico de Parintins, 2012. Foto de Alexey Kurilenko, Wikimedia Commons, CC BY 2.0.

Revisão médica: Dr. Fernando Macei Drudi, médico oftalmologista, CRM-SP 139.300, RQE 50.645 (Oftalmologia), com residência em Oftalmologia e fellowship de 3 anos em retina e cirurgia de catarata no HSPE. Atualizado em . Ver o perfil do Dr. Fernando. Como revisamos o conteúdo.