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Instituto do Estrabismo em São Paulo — Crianças e Adultos

Tratamento especializado para crianças e adultos. Selecione sua unidade e receba informações sobre diagnóstico e cirurgia de estrabismo.

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Sem generalizações: em estrabismo, a conduta depende do tipo de desvio, da idade, da visão binocular, da ambliopia associada e da avaliação motora completa.

O que é o Instituto de Estrabismo — Drudi e Almeida?

O Instituto de Estrabismo da Drudi e Almeida Oftalmologia atende crianças e adultos em São Paulo e Guarulhos, com cinco unidades. Estrabismo é o desalinhamento dos olhos. Em crianças, ele pode estar associado à ambliopia, ou olho preguiçoso, quando a visão não se desenvolve como deveria. Óculos, oclusão, prismas, toxina botulínica ou cirurgia podem ser discutidos conforme a avaliação.

A indicação de tratamento, o tipo de anestesia e o local do procedimento dependem da idade, do exame ocular e do planejamento médico. A equipe informa as possibilidades de atendimento nas unidades Santana, Lapa, Tatuapé, São Miguel Paulista e Guarulhos Centro.

5 unidades em SP e Guarulhos Crianças e adultos Tratamento de ambliopia Cirurgia de estrabismo especializada
Informação para a consulta

Informações sobre avaliação e opções de pagamento

Conheça informações gerais sobre a avaliação e converse com a equipe sobre as possibilidades adequadas ao seu caso.

Entenda a Condição

O que é Estrabismo?

O estrabismo é o desalinhamento dos olhos. Os olhos podem desviar para dentro, para fora ou na vertical. O diagnóstico considera os músculos oculares, a refração, a visão de cada olho e a capacidade de usar os dois olhos juntos.

Em crianças, o estrabismo pode estar associado à ambliopia, chamada de olho preguiçoso. Isso acontece quando a visão de um olho não se desenvolve como deveria. A avaliação precoce é importante, pois o desenvolvimento visual ocorre principalmente na infância. Óculos, oclusão ou colírios podem fazer parte do plano conforme a causa e a idade.[1]

Em adultos, um desvio que começa de forma súbita pode vir acompanhado de diplopia, ou visão dupla. Trauma, doenças neurológicas, diabetes ou alterações tireoidianas estão entre as possibilidades investigadas. Prismas, toxina botulínica ou cirurgia podem ser opções em casos selecionados, sempre após avaliação da causa e dos objetivos funcionais.

Teste de cobertura em criança — diagnóstico de estrabismo

Diagnóstico Precoce

Primeiro exame: entre 6 meses e 1 ano de idade

Fique Atento

Sinais e sintomas do estrabismo

Em Crianças

Olhos desalinhados

Um ou ambos os olhos desviam para dentro, fora, cima ou baixo. O desvio pode ser constante ou intermitente.

Fechar um olho na luz

Algumas crianças fecham um olho ao sol ou em ambientes muito iluminados. Esse sinal pode ocorrer na exotropia intermitente.

Inclinar a cabeça

A criança pode inclinar a cabeça para tentar usar os olhos juntos. Esse comportamento merece avaliação.

Dificuldade em atividades visuais

Queixas na leitura ou concentração podem ter várias causas. O exame permite investigar se há alteração visual associada.

Ambliopia (olho preguiçoso)

É quando a visão de um olho não se desenvolve como deveria na infância. Pode estar relacionada ao estrabismo e precisa de avaliação precoce.

Atenção: Desvio persistente, inclinação de cabeça ou dificuldade visual merecem avaliação oftalmológica na infância. O tratamento tende a ser mais efetivo quando iniciado cedo.[1]

Em Adultos

Visão dupla (diplopia)

Ver duas imagens do mesmo objeto pode ocorrer no estrabismo adquirido e deve ser avaliado, sobretudo quando começa de forma súbita.

Fadiga visual

Cansaço ocular, dor de cabeça ou dificuldade de concentração podem estar presentes, mas têm causas variadas.

Dificuldade no contato visual

O desalinhamento pode afetar a interação social e a autoestima. A conversa clínica considera os objetivos de cada pessoa.

Dificuldade com profundidade

Alterações na visão binocular podem dificultar tarefas que exigem julgar distâncias.

Em adultos: A avaliação investiga a causa da visão dupla e discute as opções de cuidado. O benefício e a indicação variam conforme o tipo de desvio e o exame clínico.

Tipos

Tipos de Estrabismo

Mais Comum

Esotropia

Desvio para dentro

Um olho desvia em direção ao nariz. Em crianças, pode ter componente acomodativo relacionado à hipermetropia. A avaliação define a causa e a melhor conduta.

Intermitente

Exotropia

Desvio para fora

Um olho desvia em direção à orelha. O desvio pode ser intermitente ou constante. A frequência, o controle visual e os sintomas ajudam a orientar a avaliação.

Vertical

Hipertropia / Hipotropia

Desvio vertical

Um olho fica mais alto ou mais baixo que o outro. Pode estar relacionado à função muscular, a causas neurológicas ou a outras condições que exigem investigação.

Atenção clínica

Estrabismo Paralítico

Alteração de nervos ou músculos

Pode ocorrer quando nervos ou músculos responsáveis pelos movimentos oculares são afetados. Início súbito, visão dupla ou sintomas neurológicos requerem avaliação oftalmológica pronta.

Diagnóstico

Como é feito o diagnóstico do estrabismo?

O diagnóstico do estrabismo é realizado por um oftalmologista especializado por meio de uma série de testes clínicos. O exame completo avalia o alinhamento dos olhos, a acuidade visual de cada olho separadamente e a presença de ambliopia.

O teste de cobertura (cover test) ajuda a medir o alinhamento ocular. O médico cobre um olho e observa se o outro se move para fixar o objeto. O teste alternado pode revelar desvios latentes (foria), que aparecem quando a fusão binocular é interrompida.

Em crianças pequenas, o exame é realizado com recursos especiais para manter a atenção. O reflexo de Hirschberg — observação do reflexo luminoso na córnea — permite estimar o grau do desvio mesmo em bebês. A cicloplegia (colírio para dilatar a pupila) é usada para medir com precisão o erro refrativo associado.

Exames utilizados no diagnóstico

Cover Test (Teste de Cobertura)

Confirma e quantifica o desvio ocular horizontal e vertical

Reflexo de Hirschberg

Estimativa rápida do desvio — útil em bebês e crianças pequenas

Teste de Krimsky

Quantificação do desvio com prismas em crianças não colaborativas

Acuidade Visual (Snellen/LogMAR)

Avalia a visão de cada olho separadamente para detectar ambliopia

Cicloplegia + Refração

Mede o erro refrativo real sem influência da acomodação

Motilidade Ocular

Avalia a função de cada músculo extraocular em 9 posições do olhar

Classificação Internacional de Doenças
CID-10 H50 — Estrabismo H50.0 Esotropia H50.1 Exotropia H50.2 Hipertropia / Hipotropia H50.3 Estrabismo Paralítico
Tratamentos

Opções de tratamento para estrabismo

O tratamento depende do tipo, da medida e da causa do desvio. A avaliação orienta quais opções podem ser adequadas em cada situação.

Clínico

Óculos e prismas

Óculos podem corrigir erros refrativos associados. Prismas podem ser discutidos em situações selecionadas de visão dupla. A indicação depende do tipo e da medida do desvio.

Indicação individual

Clínico

Tratamento da ambliopia

Óculos, oclusão e colírios podem fazer parte do plano para ambliopia, conforme a idade, a visão de cada olho e a causa. A equipe define horas e duração do tratamento.

Plano acompanhado pela equipe

Terapia

Ortóptica

Exercícios e estratégias de reabilitação visual podem ser considerados em condições específicas, como insuficiência de convergência. A indicação é individual.

Objetivo e indicação definidos na avaliação

Procedimento

Toxina botulínica

Pode ser considerada em cenários selecionados. A indicação, a técnica e o acompanhamento dependem da causa do desvio e do exame ocular.

Uso em casos selecionados

Cirúrgico

Cirurgia de estrabismo

A cirurgia ajusta a posição ou a força de músculos extraoculares. A técnica, os músculos envolvidos e o pós-operatório são definidos após a avaliação completa.

Planejamento individualizado

Cirurgia

Como é a cirurgia de estrabismo?

1

Planejamento e anestesia

A equipe define a anestesia conforme idade, saúde, procedimento e avaliação anestésica.

2

Acesso ao músculo

A conjuntiva é aberta para acessar o músculo ocular. A técnica é planejada de acordo com o desvio.

3

Ajuste muscular

O músculo pode ser recuado, encurtado ou reposicionado conforme o planejamento cirúrgico.

4

Suturas ajustáveis

Podem permitir ajuste após a cirurgia em pacientes selecionados que conseguem colaborar com essa etapa.

Recuperação

Primeiros dias

Vermelhidão e desconforto podem ocorrer. Os colírios e analgésicos devem seguir a prescrição.

Retorno às atividades

A liberação depende da técnica, da evolução e das orientações da equipe. Piscina e esportes devem ser discutidos.

Revisões

As consultas acompanham a cicatrização, o alinhamento e a necessidade de ajustes no tratamento.

Procedimento Cirúrgico

Técnicas da cirurgia de estrabismo

A cirurgia de estrabismo é um procedimento oftalmológico realizado nos músculos extraoculares — os seis músculos que controlam o movimento de cada olho. O objetivo é alterar a força ou posição desses músculos para realinhar os olhos.

O procedimento é realizado sob anestesia geral em crianças e, em adultos, pode ser feito com anestesia local associada à sedação. A cirurgia dura em média 45 a 90 minutos, dependendo do número de músculos operados e da complexidade do caso.

A técnica de suturas ajustáveis pode permitir modificar a posição do músculo após a cirurgia. É uma opção para pacientes selecionados, incluindo alguns adultos e situações complexas. A evidência disponível não demonstra superioridade universal sobre suturas não ajustáveis.[4]

A evolução após a cirurgia varia com o tipo e a causa do estrabismo, a visão binocular e o planejamento dos músculos envolvidos. Em alguns casos, podem ser necessários ajustes adicionais. O acompanhamento pós-operatório orienta as próximas decisões.

Técnicas cirúrgicas disponíveis

Recessão muscular

O músculo é recuado (enfraquecido) para reduzir sua força de tração. Indicado quando o músculo está hiperativo.

Ressecção muscular

Uma porção do músculo é removida (fortalecido). Indicado quando o músculo está hipoativo.

Plicatura

O músculo é dobrado sobre si mesmo para encurtá-lo. Alternativa à ressecção com menor risco.

Transposição muscular

Um músculo é reposicionado para compensar a paralisia de outro. Usada no estrabismo paralítico.

Suturas ajustáveis

Pontos acessíveis para ajuste fino no pós-operatório. Melhora a precisão em adultos.

Pós-operatório

Recuperação após a cirurgia de estrabismo

Primeiros dias

  • Vermelhidão e lacrimejamento podem ocorrer
  • Desconforto semelhante a areia no olho
  • Uso de colírios conforme prescrição
  • Repouso e cuidados definidos pela equipe

Primeira semana

  • Retorno gradual conforme orientação
  • Piscina, mar e esportes devem ser discutidos
  • Continuar os colírios prescritos
  • Visão dupla pode ocorrer e deve ser relatada à equipe

Revisões

  • Consulta para avaliar cicatrização e alinhamento
  • Evolução acompanhada em cada retorno
  • Óculos podem ser reavaliados quando indicado
  • Liberação de atividades depende da recuperação

Após a cirurgia, podem ocorrer desconforto semelhante a "sensação de areia no olho", vermelhidão e lacrimejamento. A intensidade e o tempo de melhora variam conforme o procedimento e a pessoa. Visão dupla transitória pode ocorrer, especialmente em adultos, e deve ser acompanhada nas revisões. A equipe orienta quais sinais exigem contato antes do retorno programado.

Pediatria

Estrabismo em crianças: por que tratar cedo?

O sistema visual humano se desenvolve nos primeiros anos de vida. Quando uma criança tem estrabismo, o cérebro recebe imagens diferentes de cada olho e, para evitar a visão dupla, começa a suprimir a imagem do olho desviado. Com o tempo, essa supressão causa a ambliopia — o chamado "olho preguiçoso".

O desenvolvimento visual ocorre principalmente nos primeiros anos de vida. Quanto antes a ambliopia for identificada e acompanhada, maior costuma ser a oportunidade de estimular a visão. Ainda assim, a conduta e a resposta variam conforme idade e quadro clínico.[1]

O plano para ambliopia pode combinar medidas diferentes:

  • óculos, quando há necessidade de correção refrativa;
  • oclusão ou colírios em situações selecionadas;
  • cirurgia de estrabismo quando indicada para o alinhamento ocular.

A equipe define duração, frequência e acompanhamento conforme o desenvolvimento visual e a resposta de cada criança.

Recomendação da Academia Americana de Oftalmologia

A avaliação oftalmológica infantil ajuda a identificar alterações visuais e fatores de risco. Desvio persistente, fechamento de um olho ou dúvida sobre a visão devem ser avaliados sem demora.[3]

Infância

período importante para o desenvolvimento visual

Avaliação

define causas e urgência do cuidado

Ambliopia

pode exigir óculos, oclusão ou colírios

Seguimento

acompanha visão, alinhamento e resposta

Adultos

Estrabismo em adultos: nunca é tarde para tratar

Estrabismo em adultos pode ser avaliado mesmo quando começou na infância. O cuidado pode incluir prismas, tratamento da causa, toxina botulínica ou cirurgia, quando indicada. A escolha depende do exame ocular e dos sintomas de cada pessoa.

Em adultos, o estrabismo pode ser congênito ou adquirido. Um desvio adquirido pode surgir após AVC, diabetes, trauma craniano, tumores ou doenças da tireoide. Ele pode causar visão dupla (diplopia), sintoma menos frequente em crianças porque o cérebro pode suprimir uma das imagens.

O impacto do estrabismo na visão dupla, no contato visual e na vida diária é considerado durante a consulta. Quando o tratamento é indicado, os objetivos funcionais e pessoais são discutidos de forma individualizada.

Causas do estrabismo adquirido em adultos

Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Paralisia de nervos cranianos que controlam os músculos oculares

Diabetes mellitus

Neuropatia diabética pode afetar os nervos III, IV e VI

Doença de Graves (tireoide)

Oftalmopatia tireoidiana causa fibrose dos músculos extraoculares

Trauma craniano ou orbital

Lesão direta nos músculos ou nos nervos que os controlam

Tumores cerebrais

Compressão dos nervos oculomotores por massas intracranianas

Miastenia gravis

Doença autoimune que causa fraqueza muscular variável

Impacto na Vida

Estrabismo e qualidade de vida

O estrabismo vai muito além de uma questão estética. Quando não tratado, impacta profundamente a vida da pessoa em múltiplas dimensões: visual, social, emocional e profissional. Compreender esses impactos é fundamental para motivar a busca pelo tratamento adequado.

Do ponto de vista visual, o estrabismo não tratado pode resultar em perda permanente da visão binocular — a capacidade de usar os dois olhos juntos para perceber profundidade e distâncias. Isso afeta atividades cotidianas como dirigir, praticar esportes e realizar tarefas que exigem precisão manual.

Do ponto de vista social e emocional, estudos mostram que adultos com estrabismo relatam dificuldades no contato visual durante conversas, constrangimento em situações sociais e impacto negativo na autoestima. Em crianças, o estrabismo pode ser alvo de bullying e afetar o desenvolvimento social e o desempenho escolar.

O tratamento pode buscar melhorar o alinhamento ocular, a visão dupla ou a função binocular quando isso for possível. As expectativas são definidas após o exame e o diálogo sobre cada caso.

Benefícios do tratamento

Avaliação da visão dupla e do alinhamento

Discussão sobre função binocular e profundidade

Acompanhamento do desenvolvimento visual na infância

Metas clínicas e pessoais discutidas na consulta

Orientação sobre contato visual e vida diária

Recomendações compatíveis com cada atividade

Planejamento individualizado de tratamento

Acompanhamento de sintomas visuais

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Guia Definitivo: Estrabismo (2026)

Diagnóstico, tipos (esotropia, exotropia), ambliopia, cirurgia de estrabismo e toxina botulínica.

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Estrabismo

Diagnóstico, tipos (esotropia, exotropia), ambliopia, cirurgia de estrabismo e toxina botulínica.

  • Tipos: esotropia, exotropia, vertical
  • Ambliopia (olho preguiçoso)
  • Cirurgia de estrabismo
  • Toxina botulínica
  • Estudos: Cochrane 2021, AAO 2020
Avaliações verificadas

Pacientes que confiaram no Instituto Drudi e Almeida

Consulte as avaliações publicadas na Doctoralia e fale com a equipe para receber orientação sobre avaliação de estrabismo.

Glossário

Termos importantes sobre estrabismo

Ambliopia
Conhecida como olho preguiçoso, é uma redução do desenvolvimento da visão em um ou nos dois olhos durante a infância.
Esotropia
Desvio de um olho para dentro, em direção ao nariz.
Exotropia
Desvio de um olho para fora, em direção à orelha.
Hipertropia
Desvio vertical em que um olho fica mais alto que o outro.
Diplopia
Percepção de duas imagens de um único objeto, conhecida como visão dupla.
Suturas ajustáveis
Técnica que pode permitir ajuste do posicionamento muscular depois da cirurgia em pacientes selecionados.
Fontes

Referências clínicas

  1. American Association for Pediatric Ophthalmology and Strabismus — Amblyopia
  2. American Association for Pediatric Ophthalmology and Strabismus — Strabismus Surgery
  3. American Academy of Ophthalmology — Pediatric Ophthalmology/Strabismus Preferred Practice Pattern
  4. Cochrane — Adjustable versus non-adjustable sutures for strabismus surgery
  5. Conselho Brasileiro de Oftalmologia

As fontes apoiam informações gerais. A avaliação oftalmológica individual orienta diagnóstico, indicação e acompanhamento.

Dúvidas Frequentes

Perguntas Frequentes

Tire suas dúvidas sobre o estrabismo, diagnóstico e cirurgia.

Qual é a idade ideal para operar o estrabismo infantil?

Não existe uma idade única. A indicação depende do tipo de desvio, da visão de cada olho, do grau e da resposta a óculos ou tratamento da ambliopia. Alguns quadros infantis persistentes podem precisar de avaliação cirúrgica precoce; a decisão é individualizada.

Meu filho tem ambliopia, ou olho preguiçoso. O que fazer?

Ambliopia é quando a visão não se desenvolve como deveria na infância. Óculos, oclusão ou colírios podem fazer parte do tratamento, conforme a causa e a idade. A avaliação oftalmológica precoce ajuda a definir a conduta e o acompanhamento.

A cirurgia de estrabismo é definitiva ou o desvio pode voltar?

O resultado depende do tipo de estrabismo, da causa, da visão binocular, do crescimento e de outros fatores. Algumas pessoas mantêm o alinhamento; outras podem precisar de ajustes clínicos ou de nova intervenção. O acompanhamento orienta cada situação.

Óculos podem corrigir o estrabismo sem cirurgia?

Em alguns casos, especialmente quando há componente acomodativo associado à hipermetropia, óculos podem melhorar o alinhamento. Isso não acontece em todos os tipos de estrabismo; o exame completo define a indicação.

Adultos podem tratar o estrabismo?

Sim. Estrabismo em adultos pode ser avaliado e tratado com opções clínicas, prismas, toxina botulínica ou cirurgia quando indicada. A abordagem considera sintomas, causa do desvio, visão dupla e objetivos funcionais de cada pessoa.

Como funcionam as suturas ajustáveis?

Em pacientes selecionados que conseguem colaborar com o ajuste, a técnica pode permitir modificar a posição do músculo após a cirurgia. Ela não é necessária nem indicada para todos os casos. A escolha depende da avaliação e da estratégia cirúrgica.

Como é a recuperação após a cirurgia?

É comum ocorrer vermelhidão e desconforto nos primeiros dias. O tempo de recuperação e as orientações sobre atividades, colírios e retorno dependem dos músculos operados, da técnica e da evolução individual. A equipe orienta o pós-operatório.

Estrabismo é hereditário?

Histórico familiar pode estar associado a maior risco, mas não determina sozinho que uma criança terá estrabismo. Desvios persistentes, fechamento de um olho, inclinação de cabeça ou dúvidas sobre a visão justificam avaliação oftalmológica.

Última revisão médica: Fevereiro de 2026 — conteúdo revisado por Dr. Fernando Macei Drudi, CRM-SP 139.300.

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