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Ceratocone avançado: graus, tratamento e transplante

Publicado em 22 de outubro de 2026 · Atualizado em 22 de outubro de 2026 · 13 min de leitura

Revisão médica: Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida, médica oftalmologista, CRM-SP 148.173, RQE 59.216 (Oftalmologia), em 22 de outubro de 2026. Como revisamos

Ilustração das barras da classificação ABCD do ceratocone, de 0 a 4, ao lado de um corte da córnea mostrando as camadas trocadas no DALK e no transplante penetrante
Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida

Autora

Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida

CRM-SP 148.173 | RQE 59.216

Em resumo

No ceratocone avançado a córnea está muito curva e fina e os óculos deixam de dar boa visão. Mesmo assim, a maioria não precisa de transplante: lente escleral, anel intracorneano e, em casos selecionados, crosslinking ainda ajudam. O transplante entra quando há cicatriz central ou nenhuma lente dá visão útil.

CID-10: H18.6 — Ceratocone Ver todos os artigos de Ceratocone
Neste artigo

Resposta rápida: Ceratocone avançado é a fase em que a córnea já está muito curva e fina e os óculos deixam de dar boa visão. Mesmo nessa fase, a maioria não precisa de transplante: no estudo americano CLEK, entre os olhos com curvatura acima de 52 dioptrias, 28% foram transplantados em 8 anos[1], e numa clínica belga 40 de 51 olhos com curvatura de 70 dioptrias ou mais, que iriam para transplante, seguiam com lente escleral depois de cerca de 30 meses[2].

Quais são os graus do ceratocone?

Há duas classificações em uso, e as duas dividem a doença em estágios crescentes. A mais antiga é a de Amsler-Krumeich, proposta por Marc Amsler em 1947. Ela se baseia na curvatura da frente da córnea e na espessura medida no centro[4]. Continua a ser a mais usada, mas foi criada antes dos aparelhos que medem a face de trás da córnea e não reconhece as formas iniciais que a tomografia já mostra[4].

A classificação ABCD, de Michael Belin, usa a tomografia de córnea (Pentacam é o nome do aparelho) e dá uma nota de 0 a 4 para cada letra[3]:

  • A, de anterior: a curvatura da frente da córnea, medida em volta do ponto mais fino;
  • B, de back: a curvatura da face de trás, no mesmo ponto;
  • C, de córnea: a espessura no ponto mais fino;
  • D, de distance: a melhor visão de longe com correção.

Cada letra recebe a sua nota, e um laudo pode trazer, por exemplo, A2 B3 C1 D1. Isso mostra onde a doença está mais adiantada. Um sinal ao lado indica se há cicatriz[4]. Na curvatura da frente, os cortes do ABCD foram desenhados para acompanhar os estágios 1 a 4 de Amsler-Krumeich[3].

O consenso mundial sobre ceratocone de 2026 usou o ABCD como base de uma escala mais simples, em três níveis: leve, quando todas as notas são 0 ou só uma delas é 1; grave, quando pelo menos uma nota é 4; e moderado nos demais casos[6].

Classificação ABCD de Belin: valores de cada estágio (letras A, C e D)
EstágioA: curvatura da frenteC: espessura no ponto mais finoD: melhor visão de longe corrigida
0abaixo de 46,5 dioptriasacima de 490 micrômetros20/20
1abaixo de 48 dioptriasacima de 450 micrômetrospior que 20/20
2abaixo de 53 dioptriasacima de 400 micrômetrospior que 20/40
3abaixo de 55 dioptriasacima de 300 micrômetrospior que 20/100
4acima de 55 dioptrias300 micrômetros ou menospior que 20/400

Fonte da tabela: Belin et al., Indian Journal of Ophthalmology, 2020[4]. A letra B segue a mesma lógica para a face de trás da córnea.

Classificação ABCD do ceratoconeQuatro barras horizontais, uma por letra (A, B, C e D), cada uma dividida em cinco casas numeradas de 0 a 4. Sob a barra A, os cortes de curvatura: 46,5, 48, 53 e 55 dioptrias. Sob a barra C, os cortes de espessura: 490, 450, 400 e 300 micrômetros. Sob a barra D, os cortes de visão: 20/20, 20/40, 20/100 e 20/400. Em dourado, um exemplo fictício: A2, B3, C1 e D1.01234Adioptrias46,5485355BCµm490450400300D20/2020/4020/10020/400
  1. ACurvatura da frente da córnea, em volta do ponto mais fino. Nota 0 abaixo de 46,5 dioptrias; 4 acima de 55.
  2. BCurvatura de trás, no mesmo ponto; segue a mesma lógica para a face de trás.
  3. CEspessura no ponto mais fino. Nota 0 acima de 490 micrômetros; 4 com 300 ou menos.
  4. DVisão de longe com correção. Nota 0 com 20/20; 4 pior que 20/400.
Figura 1. Os graus do ceratocone pela classificação ABCD. Em dourado, um exemplo fictício, A2 B3 C1 D1: cada letra tem a sua nota. Os números são os cortes publicados da classificação; não é o exame de nenhum paciente.Fontes: Belin e Duncan, Klin Monbl Augenheilkd, 2016 (referência 3); Belin e colaboradores, Indian J Ophthalmol, 2020 (referência 4).

Qual o grau mais alto de ceratocone?

É o grau 4, tanto em Amsler-Krumeich quanto no ABCD[3]. Não existe grau 5. Cuidado com a confusão de palavras: no consultório, "grau" também quer dizer o grau dos óculos, que pode ser alto em qualquer estágio.

O que é ceratocone grau 4?

No ABCD, grau 4 na letra A é curvatura da frente acima de 55 dioptrias; na letra C, espessura de 300 micrômetros ou menos no ponto mais fino; na letra D, visão pior que 20/400 mesmo com correção[4]. Como as letras são avaliadas em separado, uma pessoa pode ter A4 e D2, por exemplo: curvatura muito alta e visão entre 20/40 e 20/100 com correção. A nota descreve a córnea e a visão, e não decide sozinha o tratamento.

O que muda em cada fase do ceratocone?

De forma geral, o que muda é o tipo de correção que dá boa visão. Nos casos leves, os óculos costumam bastar; nos moderados, a lente de contato; nos graves que não se resolvem com lente escleral, entra a cirurgia da córnea. O crosslinking é usado para frear a doença quando ela progride, sobretudo nas fases leve e moderada[7].

O que costuma mudar com o avanço do ceratocone
FaseComo costuma ser a visãoCorreção mais usadaPara frear a doença
Inicialpouco borrada; grau e astigmatismo mudandoóculoscrosslinking se houver progressão
Moderadadistorção e imagem dupla que os óculos não corrigem bemlente rígida, híbrida ou escleralcrosslinking se houver progressão
Avançadavisão ruim com óculos; pode haver cicatrizlente escleral; anel intracorneano em casos indicadoscrosslinking em casos selecionados
Com cicatriz central ou sem lente possívelvisão útil só com cirurgiatransplante de córneanão se aplica

Para saber se o ceratocone está piorando, o médico compara exames da córnea feitos ao longo do tempo. Pelo consenso mundial sobre ceratocone de 2026, os sinais principais são a face da frente da córnea ficar mais curva, a face de trás ficar mais curva e o ponto mais fino da córnea afinar, desde que a mudança seja consistente e maior que a variação natural do exame; a piora da visão também conta, mas não é obrigatória. Como essa variação natural é maior nos ceratocones mais avançados, o tamanho da mudança que confirma a piora depende do estágio da doença[6]. Na rede, quem tem ceratocone refaz a tomografia de córnea a cada 4 meses, e o crosslinking é indicado quando ela mostra progressão. Em crianças, costuma ser indicado já no diagnóstico.

A tomografia de córnea é feita no MIRA Hospital Oftalmológico, o hospital da rede, só no particular: R$ 260 à vista, R$ 363 no cartão em até 10 vezes ou R$ 220 no Pix pela marcação no site (particular, 2026, valor final confirmado na avaliação). Fique 48 horas sem lente de contato, de qualquer tipo, antes do exame. Você recebe as imagens no mesmo dia, e o exame fica disponível para baixar a qualquer momento na plataforma de resultados de exames. Veja a página da tomografia de córnea e o artigo tomografia de córnea (Pentacam).

Óculos e lentes conforme a doença avança

No começo da doença, os óculos costumam bastar. Com o avanço, a córnea fica irregular e os óculos já não corrigem bem, e a lente de contato passa a ser a principal forma de correção[7]. No CLEK, em que 95% dos pacientes tinham curvatura de 45 dioptrias ou mais, mas a maior parte com doença leve a moderada segundo os autores, 65% usavam lente rígida, e 77,9% enxergavam 20/40 ou melhor nos dois olhos com a melhor correção[8]. Quem não se adapta à lente rígida pode tentar a híbrida ou a escleral. O guia das lentes para ceratocone compara os tipos.

O que ainda dá para fazer no ceratocone avançado?

Há várias opções antes do transplante, e a escolha depende da espessura da córnea, de haver cicatriz no centro e de como você se adapta às lentes.

Lente escleral

A lente escleral é maior que as lentes comuns, apoia-se na parte branca do olho e não encosta na córnea. Entre ela e a córnea fica uma camada de líquido que disfarça a irregularidade. Num estudo com 157 olhos com ceratocone, a visão média passou de cerca de 20/63 com os melhores óculos para perto de 20/25 com a lente[9]. Num estudo de prontuários de um centro universitário americano, com 2.806 olhos, quem usava lente escleral teve cerca de um quinto do risco de ir para o transplante de quem não usava lente; com lente rígida, cerca de um terço. O estudo mostra uma associação e não prova que a lente evite o transplante[10]. A lente não freia a doença: no estudo com 157 olhos, 14,6% perderam visão com a lente, todos por progressão do ceratocone[9].

Na rede, a adaptação de lente rígida, híbrida e escleral é feita nas cinco unidades, em geral pela Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida, com lentes de prova em todas elas, e está incluída no valor da lente. O par de lentes esclerais custa R$ 5.015 à vista ou R$ 5.900 no cartão; o par de rígidas, R$ 1.980 à vista ou R$ 2.200; a híbrida tem valor sob consulta (particular, 2026, valor final confirmado na avaliação). Mais detalhes em lente escleral: o que é e para que serve.

O anel intracorneano serve para ceratocone avançado?

Pode melhorar bastante a visão de quem enxerga mal com correção, mas o resultado é menos previsível quando a córnea já está muito curva ou fina; a decisão depende da espessura e do mapa da córnea. O anel intracorneano (conhecido como anel de Ferrara) é formado por segmentos em arco colocados dentro da córnea para aplanar o cone. Numa série de 611 olhos, os pacientes com visão pior antes da cirurgia foram os que mais ganharam: 82,8% dos que tinham visão corrigida de 0,4 ou pior ganharam ao menos uma linha na tabela, contra 37,9% dos que tinham 0,6 ou melhor[11]. Por outro lado, uma revisão aponta que os anéis convencionais não melhoram a visão nos estágios 3 e 4 de Amsler-Krumeich, quando a córnea já está muito curva[12].

Na rede, o anel é indicado para quem não tolera lente e tem córnea muito irregular, para quem não melhora a visão com lente e para quem ainda tem espessura que permita o implante. No MIRA, o túnel é feito com laser de femtossegundo. Mesmo com o anel, você pode continuar precisando de óculos ou lente; o objetivo é melhorar a qualidade da visão final. O valor é R$ 9.900 por olho, à vista ou no cartão em até 10 vezes (particular, 2026, valor final confirmado na avaliação), com o procedimento e as consultas de pós-operatório incluídos, sem custo adicional. Veja anel intracorneano: como funciona e para quem é indicado.

Dá para fazer crosslinking no ceratocone avançado?

Em casos selecionados. O crosslinking usa riboflavina (vitamina B2) e luz ultravioleta para enrijecer a córnea e frear a doença. No protocolo padrão, a córnea precisa ter pelo menos 400 micrômetros de espessura depois da retirada do epitélio, para proteger as células da camada mais interna[13], [14]. Em córneas mais finas, há protocolos adaptados: um grupo suíço usou uma solução de riboflavina hipo-osmolar, que faz a córnea inchar até a espessura segura antes da luz, e tratou 20 pacientes sem complicações[14]. Numa série de Zurique, a curvatura máxima alta antes do tratamento foi fator de risco para a doença continuar avançando, e os autores estimam que tratar só abaixo de 58 dioptrias reduziria a falha para menos de 3%[15].

No MIRA, o protocolo padrão é o de Dresden, com retirada do epitélio, e o médico pode ajustá-lo conforme o caso. O valor é R$ 4.300 por olho, à vista ou no cartão em até 10 vezes (particular, 2026, valor final confirmado na avaliação), e inclui o procedimento e as consultas de pós-operatório, sem custo adicional. Recuperação, cobertura por plano e detalhes estão em crosslinking: como é, recuperação e preço.

Ceratocone avançado precisa sempre de transplante?

Não. A maioria das pessoas com ceratocone não chega ao transplante, e muitas com doença avançada também não. No estudo americano CLEK, feito antes do crosslinking, 12% de 1.065 pacientes fizeram transplante em pelo menos um olho em 8 anos; entre os olhos com curvatura acima de 52 dioptrias, 28%[1]. Uma revisão Cochrane cita 10% a 15% de pacientes que chegam ao transplante[5]. Depois que o crosslinking se espalhou pela Holanda, os transplantes por ceratocone em pessoas com menos de 50 anos caíram cerca de 25%[16]. Na clínica belga, com a lente escleral, a indicação de transplante caiu a menos da metade[2].

O transplante costuma entrar quando:

  • há cicatriz no centro da córnea que tira a nitidez mesmo com lente;
  • nenhuma lente dá visão útil, ou a pessoa não consegue usá-la;
  • uma hidropsia deixou cicatriz: no Reino Unido, 6 meses após o episódio, 20,3% dos pacientes tinham indicação de transplante[17].

No CLEK, o transplante também foi mais comum nos olhos com visão pior que 20/40 (33%) ou com cicatriz (24%), e em quem tinha 40 anos ou menos (15%)[1]. Se a sua preocupação maior é com a visão a longo prazo, leia ceratocone é grave? Pode deixar cego?

Ceratocone avançado: quando o transplante entraFluxograma vertical. Do início, ceratocone avançado, saem três perguntas em sequência, em losangos. Setas contínuas, para a direita, são a resposta sim; setas tracejadas, para baixo, são a resposta não. A primeira pergunta leva, se sim, a avaliar o transplante; a segunda, a seguir com a lente; a terceira, a considerar o anel; se a resposta da terceira é não, o caminho termina em avaliar o transplante. Uma faixa à esquerda, ligada a todas as etapas por fios dourados tracejados, lembra que a progressão na tomografia leva a avaliar o crosslinking.
  1. 1Ceratocone avançado.
  2. 2Há cicatriz no centro da córnea?
  3. 3Alguma lente dá visão útil e é tolerada (rígida, híbrida ou escleral)?
  4. 4A espessura permite anel intracorneano?
  5. 5Avaliar transplante.
  6. 6Seguir com a lente e a tomografia de controle a cada 4 meses.
  7. 7Considerar anel intracorneano; pode continuar sendo preciso usar óculos ou lente.
  8. 8Em qualquer etapa: progressão na tomografia? Avaliar crosslinking, se a espessura permitir.
  9. 9Seta contínua: sim.
  10. 10Seta tracejada: não.
Figura 2. Ceratocone avançado: quando o transplante entra. No estudo CLEK, 28% dos olhos com curvatura acima de 52 dioptrias foram transplantados em 8 anos (referência 1); numa clínica belga, 40 de 51 olhos muito curvos seguiam com a lente escleral depois de cerca de 30 meses (referência 2). Esquema simplificado; a decisão é do médico, caso a caso.Fontes: prática da rede; Gordon e colaboradores, 2006 (referência 1); Koppen e colaboradores, 2018 (referência 2).

Qual a diferença entre DALK e transplante penetrante?

No transplante penetrante, o cirurgião troca a córnea inteira, em todas as camadas, por uma córnea doada. No transplante lamelar anterior profundo, conhecido pela sigla DALK, troca só as camadas da frente e mantém a camada mais interna do próprio paciente, o endotélio.

Os estudos mostram visão final parecida nas duas técnicas. A revisão Cochrane, com dois ensaios randomizados, não encontrou diferença na visão corrigida, e a rejeição foi menos provável com o DALK[5]. Uma metanálise de 2025, com 27.018 olhos, confirmou visão e astigmatismo semelhantes; o penetrante teve mais rejeição, mas menos falência do enxerto que o DALK[18]. A escolha depende do estado da córnea e da avaliação do cirurgião. No MIRA são feitas todas as modalidades de transplante de córnea, inclusive o DALK e o penetrante.

Os resultados de longo prazo do transplante penetrante no ceratocone são bons. Numa série americana acompanhada em média por 13,8 anos (até 30 anos), 73% dos olhos transplantados por ceratocone enxergavam 20/40 ou melhor com óculos; o enxerto continuava funcionando em 85% aos 25 anos, e o ceratocone voltou em 11,7% dos olhos nesse prazo, em média 17,9 anos depois da cirurgia[19]. Mesmo depois do transplante, muita gente ainda precisa de óculos ou lente para enxergar melhor.

Transplante penetrante, em corteCorte ampliado da frente do olho, com a frente voltada para a esquerda: epitélio, camada de Bowman, estroma, membrana de Descemet e endotélio; atrás, a câmara anterior, a íris e o cristalino. Linhas tracejadas douradas atravessam toda a espessura da córnea central, e o disco entre elas, destacado em dourado, é trocado inteiro, com todas as camadas.
ATransplante penetrante
DALK, transplante lamelar anterior profundo, em corteO mesmo corte. As linhas tracejadas douradas recortam só a parte da frente da córnea central, do epitélio até o fundo do estroma; a membrana de Descemet e o endotélio, atrás, ficam sem destaque: são os do próprio paciente, que continuam no lugar.
BDALK (lamelar anterior profundo)
  1. 1Epitélio.
  2. 2Estroma.
  3. 3Membrana de Descemet.
  4. 4Endotélio, a camada mais interna, que mantém a córnea transparente.
  5. 5Tecido trocado (em dourado). No penetrante, todas as camadas; no DALK, as camadas da frente.
  6. 6Endotélio do paciente é mantido no DALK, com a membrana de Descemet.
Figura 3. DALK e transplante penetrante: o que é trocado. A visão final é parecida nas duas técnicas, e a rejeição é menos provável com o DALK (referência 5). Esquema fora de escala, com as camadas finas engrossadas para aparecer; o cristalino fica atrás da íris, separado da córnea.Fonte: desenho da Drudi e Almeida a partir da revisão Cochrane de Keane e colaboradores, 2014 (referência 5).

Antes de um transplante, o médico pode pedir exames complementares, como a microscopia especular, que conta as células do endotélio.

A microscopia especular é feita no Tatuapé: R$ 110 à vista na unidade, R$ 140 no cartão ou R$ 77 no Pix pela marcação no site, para os dois olhos (particular, 2026, valor final confirmado na avaliação). Na rede, o transplante de córnea é feito no MIRA. O artigo sobre transplante de córnea traz mais detalhes sobre a cirurgia.

Para uma visão geral da doença, leia o guia completo do ceratocone e ceratocone tem cura? Valores e tratamentos da rede estão no Instituto do Ceratocone. A consulta particular custa R$ 180 à vista ou no Pix e R$ 200 no cartão (particular, 2026, valor final confirmado na avaliação); marque em agendar consulta. Se a visão de um olho ficou muito baixa, veja também os direitos de quem tem ceratocone.

Referências

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  2. Koppen C, Kreps EO, Anthonissen L, Van Hoey M, Dhubhghaill SN, Vermeulen L. Scleral lenses reduce the need for corneal transplants in severe keratoconus. Am J Ophthalmol. 2018;185:43-7. DOI: 10.1016/j.ajo.2017.10.022. PMID: 29103959.
  3. Belin MW, Duncan JK. Keratoconus: the ABCD grading system. Klin Monbl Augenheilkd. 2016;233(6):701-7. DOI: 10.1055/s-0042-100626. PMID: 26789119.
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Revisão médica: Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida, médica oftalmologista, CRM-SP 148.173, RQE 59.216 (Oftalmologia). Revisado em AAAA-MM-DD. Conteúdo educativo; não substitui a consulta, o exame dos olhos e a orientação individual do seu médico.

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

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