Em resumo
Nenhum tratamento devolve à córnea com ceratocone o formato normal. O crosslinking freia a piora na maioria dos casos, e óculos, lentes especiais, anel e, se preciso, transplante melhoram a visão. Colírio que cura é mito.
Neste artigo
Resposta rápida: Ainda não existe tratamento que devolva à córnea com ceratocone o formato normal. Existe tratamento que freia a doença: no ensaio KERALINK, com jovens de 10 a 16 anos, o ceratocone avançou em 7% dos olhos tratados com crosslinking e em 43% dos olhos sem o tratamento, em 18 meses[1]. A visão é corrigida com óculos, lentes especiais, anel intracorneano e, nos casos avançados, transplante.
Ceratocone tem cura?
Depende do que se chama de cura. Se cura é a córnea voltar ao formato que tinha antes da doença, a resposta é não: nenhum tratamento disponível em 2026 faz isso. Se é a doença parar de avançar e a pessoa voltar a enxergar bem, isso é possível em boa parte dos casos, com dois tipos de tratamento que se completam.
O primeiro freia a doença. É o crosslinking, que deixa a córnea mais firme. O segundo melhora a visão com a córnea que você tem: óculos, lentes de contato especiais, anel intracorneano e, quando nada disso basta, transplante[7]. Muita gente faz os dois: o crosslinking para estabilizar a córnea e a lente para enxergar bem.
Se você ainda está entendendo o diagnóstico, comece pelo guia completo do ceratocone: sintomas, diagnóstico e tratamento.
- 1Crosslinking. Freia a piora? Sim. Melhora a visão? Às vezes, um pouco.
- 2Óculos. Freia a piora? Não. Melhora a visão? Sim, nas fases iniciais.
- 3Lente rígida, híbrida ou escleral. Freia a piora? Não. Melhora a visão? Sim.
- 4Anel intracorneano. Freia a piora? Não. Melhora a visão? Sim, e pode continuar sendo preciso usar óculos ou lente.
- 5Transplante de córnea. Troca a córnea doente. Melhora a visão? Sim, em geral com óculos ou lente; o ceratocone pode voltar, raramente, anos depois.
É possível reverter o ceratocone?
Não. Em parte dos casos, o que se consegue é uma pequena melhora da curvatura depois do crosslinking. Num ensaio australiano com 100 olhos, a curvatura máxima dos olhos tratados diminuiu em média cerca de 1 dioptria em 3 anos, enquanto a dos olhos sem tratamento aumentou cerca de 1,75 dioptria[8]. Numa série alemã acompanhada por 10 anos, a curvatura máxima média caiu de 53,2 para 49,6 dioptrias[2]. São melhoras modestas, que não devolvem à córnea a forma normal, e por isso óculos ou lente costumam continuar necessários.
O que o crosslinking faz pelo ceratocone?
O crosslinking não cura, mas é o tratamento que freia a progressão, com resultado medido em ensaios randomizados. Ele usa colírio de riboflavina (vitamina B2) e luz ultravioleta para criar novas ligações entre as fibras de colágeno da córnea, que fica mais firme e para de se deformar na maioria dos casos.
| Estudo | Quem participou | Resultado |
|---|---|---|
| KERALINK, Reino Unido, 2021 | 60 jovens de 10 a 16 anos com piora documentada | Em 18 meses, a doença avançou em 7% dos olhos tratados e em 43% dos olhos sem crosslinking[1] |
| Ensaio australiano, 2014 | 100 olhos com piora documentada | Em 3 anos, curvatura máxima cerca de 1 dioptria menor nos tratados e 1,75 dioptria maior nos não tratados[8] |
| Ensaio multicêntrico dos Estados Unidos, 2017 | 205 pacientes com piora documentada | Em 1 ano, curvatura máxima 1,6 dioptria menor nos tratados; no grupo que recebeu só o colírio, sem a luz, a doença continuou avançando[9] |
| Série de Dresden, Alemanha, 2015 | 34 olhos acompanhados por 10 anos | Estabilidade mantida e visão corrigida um pouco melhor que antes do tratamento[2] |
Em 2015, uma revisão Cochrane ainda julgava a evidência fraca, porque havia poucos ensaios e com falhas de método[10]. O KERALINK, ensaio randomizado com jovens publicado em 2021, concluiu que o crosslinking deve ser considerado tratamento de primeira linha na doença em progressão[1]. Fora dos ensaios, o efeito aparece nos números de transplante: na Holanda, depois da chegada do crosslinking, os transplantes por ceratocone em pessoas com menos de 50 anos caíram cerca de 25%[6].
Como é o crosslinking na rede
No MIRA Hospital Oftalmológico, hospital da própria rede, o protocolo padrão é o de Dresden, com retirada do epitélio (a camada mais superficial da córnea), e o médico pode ajustá-lo conforme o caso. Na rede, em geral, a dor nos primeiros dias é esperada, e a visão pode piorar nesse período. A lente de contato terapêutica fica cerca de 7 dias, a volta ao trabalho ou à escola acontece em cerca de 7 dias, e a lente de contato de correção pode voltar depois de cerca de 15 dias. A orientação do seu médico prevalece.
O valor é R$ 4.300 por olho, à vista ou no cartão em até 10 vezes (particular, 2026, valor final confirmado na avaliação), e inclui o procedimento e as consultas de pós-operatório, sem custo adicional. Os planos de saúde devem cobrir o procedimento quando o caso cumpre a diretriz de utilização nº 121 da ANS, que não tem limite de idade, e o SUS oferece o crosslinking desde 2017; as unidades da rede e o MIRA não atendem pelo SUS. Os detalhes estão em crosslinking: preço e recuperação.
Você pode encontrar notícias sobre um crosslinking feito sem retirar o epitélio, com oxigênio suplementar, aprovado pela FDA, a agência de medicamentos dos Estados Unidos, em outubro de 2025. Até esta revisão, esse tratamento não tem registro na ANVISA.
Quando a rede indica o crosslinking
O crosslinking é indicado quando o ceratocone está piorando. Por isso, depois do diagnóstico, a rede repete a tomografia de córnea (Pentacam) a cada 4 meses e compara os exames; se a piora se confirma, o crosslinking é indicado. Em crianças, a rede costuma indicar o crosslinking já no diagnóstico, sem esperar a piora, porque nessa idade a doença costuma avançar depressa: numa série com pacientes de 9 a 19 anos, 88% dos olhos pioraram[11]. O consenso europeu de 2026 sobre ceratocone pediátrico recomenda o crosslinking no diagnóstico, mesmo sem piora documentada[12], e o consenso mundial de 2026 recomenda considerá-lo nessa fase em menores de 18 anos com diagnóstico confirmado[13].
O protocolo padrão pede uma córnea com pelo menos 400 micrômetros de espessura depois da retirada do epitélio, para proteger a camada interna da córnea da luz ultravioleta[14, 15]. Para córneas mais finas há protocolos ajustados, que o médico avalia caso a caso[12]. Num estudo da Nova Zelândia, 39,6% dos olhos pioraram enquanto aguardavam o crosslinking, numa espera média de 153 dias[16].
Qual idade o ceratocone estabiliza?
Em geral, o ceratocone aparece na adolescência ou no começo da vida adulta e avança mais até os 30 e poucos anos[7]; depois tende a desacelerar, mas pode continuar: num estudo com adultos acima de 30 anos, 19% a 26% dos olhos pioraram em algum parâmetro de curvatura em cerca de 4 anos[17]. Quanto mais cedo começa e mais curva está a córnea no diagnóstico, maior a chance de piorar[18]. Esperar que a idade estabilize a doença não substitui o acompanhamento, principalmente na adolescência.
O que melhora a visão de quem tem ceratocone?
A visão melhora com recursos que compensam o formato irregular da córnea, por fora ou por dentro dela. Nenhum deles freia a doença, que é o papel do crosslinking.
Óculos
Funcionam nas fases iniciais, enquanto o astigmatismo ainda é regular o bastante. Quando a receita nova não devolve a nitidez, é hora de conversar sobre lente.
Lentes de contato rígida, híbrida e escleral
Essas lentes criam uma superfície lisa e regular na frente da córnea. Num estudo com 157 olhos com ceratocone, a visão média com óculos era de cerca de 20/63 e chegou perto de 20/25 com a lente escleral[3]. Num centro universitário americano, com 2.806 olhos, quem usava lente escleral ou rígida passou menos por transplante do que quem não usava lente; o estudo mostra uma associação e não prova que a lente evite o transplante[19].
Na rede, as três lentes são adaptadas nas 5 unidades, com lentes de prova, e a adaptação está incluída no valor da lente. O par de lentes rígidas custa R$ 1.980 à vista (R$ 2.200 no cartão), o de esclerais R$ 5.015 à vista (R$ 5.900 no cartão), e a híbrida tem valor sob consulta (particular, 2026, valor final confirmado na avaliação). Mais em lentes de contato para ceratocone e lente escleral.
Anel intracorneano
O anel intracorneano (conhecido como anel de Ferrara) é implantado dentro da córnea e aplana a região central, o que reduz o astigmatismo irregular[20]. Na rede, ele é indicado para quem não tolera a lente e tem a córnea muito irregular, ou para quem não melhora a visão com a lente, sempre que a espessura da córnea permite o implante. Mesmo com o anel, você pode continuar precisando de óculos ou de lente; o objetivo é melhorar a qualidade da visão. Sozinho, o anel não freia a doença: num estudo com jovens em progressão, boa parte da melhora dos primeiros meses se perdeu ao longo de 5 anos[4]. No MIRA, o túnel é feito com laser de femtossegundo, e o valor é R$ 9.900 por olho, à vista ou no cartão em até 10 vezes (particular, 2026, valor final confirmado na avaliação), com o procedimento e as consultas de pós-operatório incluídos, sem custo adicional. Veja como funciona o anel intracorneano.
Quem tem ceratocone volta a enxergar?
Muita gente volta a enxergar bem com a correção certa. A córnea não volta ao normal, mas a lente ou o anel compensam a irregularidade, e o crosslinking evita que ela aumente. No estudo das lentes esclerais, a visão média passou de cerca de 20/63 com óculos para perto de 20/25 com a lente[3]. Quem chega ao transplante também costuma recuperar visão útil, como mostra a seção seguinte.
Quando o transplante de córnea é necessário?
O transplante entra quando há cicatriz no centro da córnea ou quando nenhuma lente devolve uma visão útil. É a minoria dos casos. No estudo americano CLEK, feito antes do crosslinking, 12% de 1.065 pacientes fizeram transplante em pelo menos um olho em 8 anos[21]; uma revisão Cochrane cita 10% a 15%[5]. Depois que o crosslinking se espalhou pela Holanda, os transplantes por ceratocone em pessoas com menos de 50 anos caíram cerca de 25%[6].
O transplante também não é cura no sentido estrito. Ele troca a córnea doente e costuma dar bom resultado: numa série americana acompanhada em média por 13,8 anos (até 30 anos), 73% dos olhos transplantados por ceratocone enxergavam 20/40 ou melhor com óculos; o enxerto continuava funcionando em 85% aos 25 anos, e o ceratocone voltou em 11,7% dos olhos nesse prazo[22]. No MIRA são feitas todas as modalidades de transplante de córnea, inclusive o DALK e o penetrante. Graus, técnicas e o momento do transplante estão em ceratocone avançado e em transplante de córnea.
O que é mito sobre a cura do ceratocone?
Existe colírio que cura ceratocone?
Não. Colírios tratam a alergia e lubrificam o olho, o que ajuda a parar de coçar, mas não mudam a forma da córnea. O próprio colírio de riboflavina usado no crosslinking não funciona sozinho: no ensaio americano, no grupo que recebeu só o colírio, sem a luz ultravioleta, a doença continuou avançando[9].
Óculos novos resolvem?
Óculos corrigem o grau e não tratam a córnea. Na experiência da rede, achar normal trocar de óculos toda hora, sem examinar a córnea, é um dos erros que mais atrasam o diagnóstico.
Cirurgia a laser para tirar o grau corrige o ceratocone?
Não. O LASIK e as cirurgias parecidas afinam a córnea, e numa córnea já frágil podem desencadear uma ectasia, deformação semelhante ao ceratocone. Um padrão anormal na topografia é um dos fatores que pesam contra a cirurgia no cálculo de risco[23], e por isso a avaliação da córnea faz parte do pré-operatório.
Depois dos 30 anos o ceratocone para de vez?
Costuma desacelerar, mas pode continuar: no estudo com adultos acima de 30 anos, de um quinto a um quarto dos olhos mostrou piora de pelo menos 1 dioptria em algum parâmetro em cerca de 4 anos[17].
O crosslinking tira o grau?
Não. Ele deixa a córnea mais firme para que ela pare de se deformar. A curvatura pode melhorar um pouco, cerca de 1 dioptria em 3 anos no ensaio australiano[8], e óculos ou lente costumam continuar necessários.
Exercícios para os olhos ou suplementos tratam o ceratocone?
Não há tratamento desse tipo com eficácia demonstrada para o ceratocone. Desconfie de produto que promete corrigir a córnea sem exame e converse com o oftalmologista antes de gastar com ele ou de interromper um tratamento indicado.
Qual o valor do tratamento do ceratocone?
Na rede, em 2026, valores particulares, com valor final confirmado na avaliação: o crosslinking custa R$ 4.300 por olho e o anel intracorneano, R$ 9.900 por olho, à vista ou no cartão em até 10 vezes pelo mesmo valor, e os dois são feitos no MIRA. Os dois valores incluem o procedimento e as consultas de pós-operatório, sem custo adicional. A tomografia de córnea, que acompanha a doença, custa R$ 260 à vista no MIRA, R$ 363 no cartão em até 10 vezes ou R$ 220 no Pix pelo site. A consulta custa R$ 180 à vista ou no Pix e R$ 200 no cartão. Os valores reunidos estão em preços do Instituto do Ceratocone e na tabela de preços dos exames.
O que fazer depois do diagnóstico?
- Pare de coçar os olhos e trate a alergia, se houver. O artigo sobre coçar os olhos e ceratocone explica por quê.
- Faça a tomografia de controle no intervalo combinado; na rede, a cada 4 meses.
- Peça para pais, irmãos e filhos examinarem a córnea, mesmo sem sintomas. Veja ceratocone é hereditário?
- Use a correção que funciona para você e volte à consulta se a visão piorar.
- Procure atendimento no mesmo dia se o olho ficar de repente esbranquiçado, dolorido ou muito embaçado. Entenda os riscos em ceratocone é grave? Pode deixar cego?
Para investigar uma suspeita, em você ou num parente, o médico escolhe entre a topografia de córnea, feita nas 5 unidades, e a tomografia de córnea, feita no MIRA.
- 1Diagnóstico do ceratocone.
- 2Tomografia de controle, em geral a cada 4 meses.
- 3Estável: segue o controle.
- 4Piorou (seta tracejada): a piora documentada leva ao tratamento.
- 5Crosslinking no MIRA, o hospital próprio da rede.
- 6Em crianças, o crosslinking costuma ser indicado já no diagnóstico.
Referências
- Larkin DFP, Chowdhury K, Burr JM, Raynor M, Edwards M, Tuft SJ, et al. Effect of Corneal Cross-linking versus Standard Care on Keratoconus Progression in Young Patients: The KERALINK Randomized Controlled Trial. Ophthalmology. 2021;128(11):1516-1526. DOI: 10.1016/j.ophtha.2021.04.019. PMID: 33892046.
- Raiskup F, Theuring A, Pillunat LE, Spoerl E. Corneal collagen crosslinking with riboflavin and ultraviolet-A light in progressive keratoconus: ten-year results. J Cataract Refract Surg. 2015;41(1):41-46. DOI: 10.1016/j.jcrs.2014.09.033. PMID: 25532633.
- Fuller DG, Wang Y. Safety and Efficacy of Scleral Lenses for Keratoconus. Optom Vis Sci. 2020;97(9):741-748. DOI: 10.1097/OPX.0000000000001578. PMID: 32932400.
- Vega-Estrada A, Alió JL, Plaza-Puche AB. Keratoconus progression after intrastromal corneal ring segment implantation in young patients: Five-year follow-up. J Cataract Refract Surg. 2015;41(6):1145-1152. DOI: 10.1016/j.jcrs.2014.08.045. PMID: 26189375.
- Keane M, Coster D, Ziaei M, Williams K. Deep anterior lamellar keratoplasty versus penetrating keratoplasty for treating keratoconus. Cochrane Database Syst Rev. 2014;2014(7):CD009700. DOI: 10.1002/14651858.CD009700.pub2. PMID: 25055058.
- Godefrooij DA, Gans R, Imhof SM, Wisse RPL. Nationwide reduction in the number of corneal transplantations for keratoconus following the implementation of cross-linking. Acta Ophthalmol. 2016;94(7):675-678. DOI: 10.1111/aos.13095. PMID: 27213687.
- Santodomingo-Rubido J, Carracedo G, Suzaki A, Villa-Collar C, Vincent SJ, Wolffsohn JS. Keratoconus: An updated review. Cont Lens Anterior Eye. 2022;45(3):101559. DOI: 10.1016/j.clae.2021.101559. PMID: 34991971.
- Wittig-Silva C, Chan E, Islam FMA, Wu T, Whiting M, Snibson GR. A randomized, controlled trial of corneal collagen cross-linking in progressive keratoconus: three-year results. Ophthalmology. 2014;121(4):812-821. DOI: 10.1016/j.ophtha.2013.10.028. PMID: 24393351.
- Hersh PS, Stulting RD, Muller D, Durrie DS, Rajpal RK, et al. United States Multicenter Clinical Trial of Corneal Collagen Crosslinking for Keratoconus Treatment. Ophthalmology. 2017;124(9):1259-1270. DOI: 10.1016/j.ophtha.2017.03.052. PMID: 28495149.
- Sykakis E, Karim R, Evans JR, Bunce C, Amissah-Arthur KN, Patwary S, et al. Corneal collagen cross-linking for treating keratoconus. Cochrane Database Syst Rev. 2015;2015(3):CD010621. DOI: 10.1002/14651858.CD010621.pub2. PMID: 25803325.
- Chatzis N, Hafezi F. Progression of keratoconus and efficacy of pediatric corneal collagen cross-linking in children and adolescents. J Refract Surg. 2012;28(11):753-758. DOI: 10.3928/1081597X-20121011-01. PMID: 23347367.
- Buzzonetti L, Mazzotta C, Iester M, Pauklin M, et al. Paediatric Keratoconus: An ERN-EYE Clinical Consensus Statement on Diagnosis, Treatment and Follow-Up Care. Ophthalmol Ther. 2026;15(9):2825-2861. DOI: 10.1007/s40123-026-01463-5. PMID: 42538519.
- Gomes JAP, Hafezi F, Ambrósio R Jr, Henriquez MA, Campos M, Kinoshita S, et al. Global Consensus on Keratoconus and Ectatic Diseases-Edition 2. Cornea. 2026;45(7):888-908. DOI: 10.1097/ICO.0000000000004170. PMID: 42228627.
- Spoerl E, Mrochen M, Sliney D, Trokel S, et al. Safety of UVA-riboflavin cross-linking of the cornea. Cornea. 2007;26(4):385-389. DOI: 10.1097/ICO.0b013e3180334f78. PMID: 17457183.
- Hafezi F, Mrochen M, Iseli HP, Seiler T. Collagen crosslinking with ultraviolet-A and hypoosmolar riboflavin solution in thin corneas. J Cataract Refract Surg. 2009;35(4):621-624. DOI: 10.1016/j.jcrs.2008.10.060. PMID: 19304080.
- Goh YW, Gokul A, Yadegarfar ME, Vellara H, et al. Prospective Clinical Study of Keratoconus Progression in Patients Awaiting Corneal Cross-linking. Cornea. 2020;39(10):1256-1260. DOI: 10.1097/ICO.0000000000002376. PMID: 32482959.
- Gokul A, Patel DV, Watters GA, McGhee CNJ. The natural history of corneal topographic progression of keratoconus after age 30 years in non-contact lens wearers. Br J Ophthalmol. 2017;101(6):839-844. DOI: 10.1136/bjophthalmol-2016-308682. PMID: 27729309.
- Ferdi AC, Nguyen V, Gore DM, Allan BD, Rozema JJ, Watson SL. Keratoconus Natural Progression: A Systematic Review and Meta-analysis of 11 529 Eyes. Ophthalmology. 2019;126(7):935-945. DOI: 10.1016/j.ophtha.2019.02.029. PMID: 30858022.
- Ling JJ, Mian SI, Stein JD, Rahman M, Poliskey J, Woodward MA. Impact of Scleral Contact Lens Use on the Rate of Corneal Transplantation for Keratoconus. Cornea. 2021;40(1):39-42. DOI: 10.1097/ICO.0000000000002388. PMID: 32452985.
- Hayat UK, Shiwani HA, Memon D, Walkden A. Intracorneal Ring Segments in Keratoconus: A Narrative Literature Review. Clin Ophthalmol. 2025;19:2249-2257. DOI: 10.2147/OPTH.S520174. PMID: 40666275.
- Gordon MO, Steger-May K, Szczotka-Flynn L, Riley C, Joslin CE, Weissman BA, et al. Baseline factors predictive of incident penetrating keratoplasty in keratoconus. Am J Ophthalmol. 2006;142(6):923-930. DOI: 10.1016/j.ajo.2006.07.026. PMID: 17157577.
- Pramanik S, Musch DC, Sutphin JE, Farjo AA. Extended long-term outcomes of penetrating keratoplasty for keratoconus. Ophthalmology. 2006;113(9):1633-1638. DOI: 10.1016/j.ophtha.2006.02.058. PMID: 16828503.
- Randleman JB, Trattler WB, Stulting RD. Validation of the Ectasia Risk Score System for preoperative laser in situ keratomileusis screening. Am J Ophthalmol. 2008;145(5):813-818. DOI: 10.1016/j.ajo.2007.12.033. PMID: 18328998.
Revisão médica: Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida, médica oftalmologista, CRM-SP 148.173, RQE 59.216 (Oftalmologia). Revisado em AAAA-MM-DD. Conteúdo educativo; não substitui a consulta, o exame dos olhos e a orientação individual do seu médico.
Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.