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INSTITUTO DO CERATOCONE

Guia Completo: Ceratocone
Diagnóstico e Tratamento em São Paulo (2026)

Revisão médica: Dra. Priscilla R. de Almeida — CRM-SP 148.173 | RQE 59.216
Especialista em Córnea, Segmento Anterior e Lentes de Contato — EPM/UNIFESP · Atualizado: Abril de 2026 · Leitura: 20 min

E-book disponível em PDF

20 páginas · 10 referências científicas · Gratuito

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1. O que é o ceratocone?

O ceratocone (do grego keras = córnea + konos = cone) é uma ectasia corneana progressiva caracterizada pelo afinamento e protrusão anterior da córnea, que adquire uma forma cônica irregular em vez da curvatura esférica normal. Essa deformação progressiva causa distorção visual crescente, miopia e astigmatismo irregular, que não podem ser corrigidos adequadamente com óculos convencionais.

A córnea é a estrutura transparente que recobre a parte anterior do olho e é responsável por aproximadamente 70% do poder refrativo do sistema óptico ocular. Quando ela perde sua forma esférica regular e assume um formato cônico, a luz que entra no olho é refratada de forma irregular, produzindo imagens distorcidas e múltiplas — um fenômeno chamado de poliopsia monocular (visão de imagens duplicadas ou fantasmas com um único olho).

O ceratocone é tipicamente bilateral, embora frequentemente assimétrico — um olho costuma ser mais afetado do que o outro. A progressão é variável: alguns pacientes permanecem estáveis por décadas, enquanto outros evoluem rapidamente para formas graves que podem exigir transplante de córnea.

2. Epidemiologia e prevalência

A prevalência global do ceratocone varia amplamente entre os estudos, dependendo dos critérios diagnósticos utilizados e da população estudada. Estimativas tradicionais apontavam para 1 caso em cada 2.000 pessoas na população geral, mas estudos mais recentes, utilizando topografia corneana de alta resolução, sugerem prevalência significativamente maior — de 1 em 375 a 1 em 500 indivíduos.

No Brasil, não existem dados epidemiológicos nacionais precisos sobre ceratocone, mas estima-se que a prevalência seja similar à de outros países de clima tropical, onde a exposição ao sol (e o consequente ato de coçar os olhos por alergias oculares) pode ser um fator de risco adicional.

O ceratocone afeta predominantemente jovens entre 10 e 30 anos, com início frequente na adolescência e progressão mais rápida nas primeiras décadas de vida. A doença tende a se estabilizar por volta dos 30 a 40 anos, embora casos de progressão tardia sejam descritos. Homens e mulheres são afetados de forma aproximadamente igual.

3. Causas e fatores de risco

A etiologia do ceratocone é um modelo clássico de interação gene-ambiente. A doença se desenvolve quando um indivíduo geneticamente predisposto é submetido a estresses biomecânicos e inflamatórios na córnea. Fisiopatologicamente, ocorre um desequilíbrio entre as enzimas que destroem o colágeno (MMPs) e as que o protegem (TIMPs), resultando em afinamento estromal progressivo e perda de resistência biomecânica.

Fatores Genéticos e Bioquímicos

🧬 História familiar e Hereditariedade

Embora a maioria dos casos seja esporádica, cerca de 10% a 15% dos pacientes têm histórico familiar positivo. A herança costuma ser autossômica dominante com penetrância incompleta. A pesquisa genética já identificou mutações em genes estruturais (como VSX1, COL5A1 e LOX) responsáveis pela organização das lamelas de colágeno da córnea.

🔬 Síndromes sistêmicas associadas

Pacientes com Síndrome de Down (Trissomia 21) têm um risco até 30 vezes maior de desenvolver ceratocone. Outras desordens do tecido conjuntivo, como Síndrome de Marfan, Ehlers-Danlos, Osteogênese Imperfeita e Amaurose Congênita de Leber, também apresentam forte associação clínica.

Fatores Ambientais e Biomecânicos

👁️ Coçar os olhos (Eye Rubbing) — O Grande Gatilho

O trauma mecânico repetitivo de esfregar os olhos com força (com os nós dos dedos) é o fator de risco modificável mais crítico. A fricção eleva a pressão intraocular temporariamente e libera citocinas inflamatórias no filme lacrimal, acelerando a quebra do colágeno. A regra de ouro do ceratocone é: "Se o olho coçar, coloque colírio gelado, mas não esfregue".

🌿 Alergias Oculares (Atopia)

Pacientes com rinite, asma, dermatite atópica e, especialmente, ceratoconjuntivite primaveril, têm altíssima incidência de ceratocone. A coceira crônica (prurido) gerada pela alergia é o motor que leva o paciente a esfregar os olhos constantemente. O controle rigoroso da alergia com colírios antialérgicos e imunomoduladores é a primeira linha de defesa contra a progressão da ectasia.

😴 Posição de dormir

Estudos recentes mostram que dormir com o rosto pressionado contra o travesseiro ou apoiado na mão (gerando pressão mecânica prolongada sobre o globo ocular durante a noite) pode contribuir para a assimetria do ceratocone, sendo o olho mais afetado geralmente o do lado em que o paciente dorme.

4. Estágios e classificação (Amsler-Krumeich)

A classificação de Amsler-Krumeich, baseada em parâmetros topográficos, refrativos e biomicroscópicos, é a mais utilizada clinicamente para estadiar o ceratocone e orientar as decisões terapêuticas:

Estágio Curvatura máx. (K) Equiv. esférico Acuidade visual Achados
I (Leve) < 48 D < -5,00 D > 20/40 Sem cicatrizes; estrias de Vogt possíveis
II (Moderado) 48–53 D -5,00 a -8,00 D ≥ 20/100 Sem cicatrizes; anel de Fleischer possível
III (Avançado) 53–55 D > -8,00 D ≥ 20/400 Sem cicatrizes; espessura central ≥ 200 µm
IV (Grave) > 55 D Não mensurável < 20/400 Cicatrizes corneanas; espessura < 200 µm

Classificações mais modernas, como o sistema ABCD (baseado no Pentacam), incorporam parâmetros tomográficos adicionais e são cada vez mais utilizadas na prática clínica especializada.

5. Diagnóstico: topografia e tomografia corneana

O diagnóstico precoce do ceratocone é fundamental para iniciar o tratamento antes que a progressão cause dano visual irreversível.

Topografia corneana

A topografia corneana por videoceratoscopia de Plácido mapeia a curvatura da superfície anterior da córnea e é o exame de triagem mais utilizado. Padrões topográficos característicos do ceratocone incluem:

  • Aumento focal da curvatura (protuberância inferior ou paracentral)
  • Assimetria entre os hemisférios superior e inferior
  • Inclinação do eixo do astigmatismo
  • Índices de irregularidade elevados (índice de superfície de regularidade — SRI; índice de acuidade superficial — SAI)

Tomografia corneana — Pentacam AXL (padrão-ouro)

A tomografia corneana por câmera de Scheimpflug (Pentacam AXL, Oculus) é o exame padrão-ouro para o diagnóstico e monitoramento do ceratocone. Avalia:

  • Curvatura corneana anterior e posterior — o aumento da curvatura posterior é frequentemente o primeiro sinal de ceratocone subclínico (forme fruste)
  • Espessura corneana (paquimetria) — o afinamento progressivo, especialmente no ápice do cone, é um marcador de progressão
  • Elevação corneana — mapas de elevação anterior e posterior em relação a uma esfera de referência
  • Índices de ceratocone — o índice de Belin/Ambrosio (BAD-D) e o índice de ceratocone do Pentacam (KI) têm alta sensibilidade e especificidade para o diagnóstico precoce

Na Drudi e Almeida: Utilizamos o Pentacam AXL (Oculus) — o sistema de tomografia corneana mais avançado disponível — para diagnóstico, estadiamento e monitoramento da progressão do ceratocone.

6. Tratamentos disponíveis

O manejo do ceratocone é escalonado e personalizado de acordo com o estágio da doença, a velocidade de progressão e as necessidades visuais do paciente. A estratégia terapêutica atual segue uma lógica de três pilares:

1. Parar a progressão

Crosslinking (CXL)

2. Melhorar a forma da córnea

Anel de Ferrara (segmentos intracorneanos)

3. Otimizar a visão

Lentes de contato especiais ou transplante de córnea

7. Crosslinking (CXL): o tratamento que para a progressão

O crosslinking de colágeno corneano (CXL) é o único tratamento comprovado capaz de interromper a progressão do ceratocone. O procedimento consiste na aplicação de riboflavina (vitamina B2) na córnea, seguida de irradiação com luz ultravioleta-A (UVA) de comprimento de onda 370 nm. A reação fotoquímica resultante cria novas ligações covalentes entre as fibras de colágeno do estroma corneano, aumentando significativamente a rigidez e a resistência biomecânica da córnea.

O CXL foi desenvolvido pelo Prof. Theo Seiler e colaboradores na Universidade de Dresden, Alemanha, no final da década de 1990, e representa um dos maiores avanços no tratamento do ceratocone das últimas décadas.

Evidência científica

"Ensaio clínico randomizado e controlado publicado no Ophthalmology em 2014 por Wittig-Silva et al. demonstrou que o CXL interrompe efetivamente a progressão do ceratocone em 3 anos de acompanhamento, com melhora significativa da acuidade visual corrigida e redução da curvatura máxima no grupo tratado." [1]

"Meta-análise publicada no Investigative Ophthalmology & Visual Science em 2018 por Wen et al. concluiu que tanto o CXL padrão quanto o acelerado são eficazes na estabilização do ceratocone, embora o CXL padrão possa ter efeito ligeiramente superior na aplanação corneana." [2]

Protocolos de CXL

Protocolo Irradiância Tempo Dose total Observações
Dresden (padrão) 3 mW/cm² 30 min 5,4 J/cm² Protocolo original, maior evidência
Acelerado 9-45 mW/cm² 3-10 min 5,4 J/cm² Menor tempo, evidência crescente
Epitélio-off (padrão) Variável Variável 5,4 J/cm² Remoção do epitélio; maior penetração
Epitélio-on (transepitelial) Variável Variável 5,4 J/cm² Sem remoção do epitélio; recuperação mais rápida

Indicações e contraindicações

✓ Indicações

  • Ceratocone progressivo documentado (aumento de ≥ 1 D na curvatura máxima em 12 meses)
  • Ceratocone em estágios I a III (Amsler-Krumeich)
  • Espessura corneana mínima ≥ 400 µm no ponto mais fino
  • Pacientes jovens com ceratocone recém-diagnosticado

✗ Contraindicações

  • Espessura corneana < 400 µm no ponto mais fino (risco de dano ao endotélio)
  • Ceratocone estágio IV com cicatrizes corneanas densas
  • Infecção ocular ativa
  • Gravidez e amamentação

Recuperação após o CXL

Período O que esperar
Primeiros 3-5 dias Desconforto moderado (sensação de areia, lacrimejamento, fotofobia), uso de lente terapêutica e colírios antibióticos e anti-inflamatórios
1-4 semanas Reepitelização completa, melhora progressiva do desconforto
3-6 meses Possível piora transitória da acuidade visual (edema estromal pós-CXL)
6-12 meses Estabilização e frequente melhora da acuidade visual e da curvatura corneana
Acompanhamento Topografias seriadas a cada 6-12 meses para monitorar a estabilização

8. Anel de Ferrara (segmentos intracorneanos)

Os segmentos de anel intracorneano (ICRS), popularmente conhecidos como Anel de Ferrara (em homenagem ao oftalmologista brasileiro Paulo Ferrara, que desenvolveu o modelo mais utilizado no Brasil), são pequenos arcos de polimetilmetacrilato (PMMA) implantados no estroma corneano periférico para regularizar a curvatura da córnea ectásica.

O mecanismo de ação baseia-se no efeito de encurtamento do arco: os segmentos, ao serem inseridos no estroma periférico, achatam a córnea central, reduzindo a curvatura e o astigmatismo irregular. O resultado é uma melhora da qualidade óptica e da acuidade visual, especialmente com lentes de contato.

"Estudo de acompanhamento de 10 anos publicado no Journal of Refractive Surgery em 2014 por Torquetti et al. demonstrou resultados visuais e topográficos estáveis a longo prazo após o implante de segmentos intracorneanos em pacientes com ceratocone, com melhora significativa na acuidade visual corrigida e não corrigida." [3]

Indicações

  • Ceratocone moderado (estágios II-III) com intolerância a lentes de contato
  • Pacientes que desejam melhorar a tolerância e o resultado visual com lentes de contato
  • Casos em que o crosslinking já foi realizado e a visão permanece insatisfatória
  • Frequentemente combinados com CXL (CXL + ICRS no mesmo ato ou sequencial)

9. Lentes de contato especiais

Para a maioria dos pacientes com ceratocone, as lentes de contato especiais são a principal estratégia para otimizar a visão, pois criam uma nova superfície óptica regular sobre a córnea irregular. Revisão publicada no Clinical and Experimental Optometry em 2015 por Downie e Lindsay destaca que a adaptação de lentes de contato é o pilar do manejo visual do ceratocone em todos os estágios.[6]

Tipo Indicação Vantagens Desvantagens
RGP (rígida gás-permeável) Ceratocone leve a moderado Boa acuidade visual, durável, baixo custo Período de adaptação, desconforto inicial
Híbrida Ceratocone moderado Conforto de lente mole + óptica de RGP Custo elevado, adaptação complexa
Escleral Ceratocone moderado a avançado Máximo conforto, excelente óptica, cobre irregularidades Custo elevado, manipulação complexa
Piggyback Ceratocone avançado com intolerância a RGP Conforto melhorado Necessita duas lentes

Na Drudi e Almeida: A Dra. Priscilla de Almeida, especialista em córnea e lentes de contato pela EPM/UNIFESP, realiza adaptações de lentes RGP, híbridas e esclerais para pacientes com ceratocone, utilizando o Pentacam AXL para planejamento preciso.

10. Transplante de córnea

O transplante de córnea é reservado para casos avançados de ceratocone (estágio IV) com cicatrizes corneanas densas que comprometem a visão, intolerância a todas as opções de lentes de contato ou falha dos tratamentos anteriores. Representa a última linha de tratamento, mas com excelentes resultados em centros especializados.

Ceratoplastia Lamelar Anterior Profunda (DALK) — Técnica preferencial

A DALK é a técnica preferencial para o transplante de córnea no ceratocone, pois remove apenas as camadas anteriores da córnea (epitélio, estroma) preservando o endotélio do receptor. As vantagens incluem:

  • Menor risco de rejeição (o endotélio do receptor é preservado)
  • Maior longevidade do enxerto
  • Possibilidade de tratar complicações sem comprometer o endotélio

Meta-análise de grande escala publicada em 2025 por Awad et al., analisando 27.018 olhos, confirmou que a PK está associada a maior risco de complicações e rejeição, reforçando a preferência pela DALK quando tecnicamente viável. [10]

Ceratoplastia Penetrante (PK)

A PK (transplante de córnea total) ainda é utilizada em casos em que a DALK não é tecnicamente possível, como ceratocone com hidrops agudo ou cicatrizes que atingem o endotélio. Os resultados visuais são excelentes, mas o risco de rejeição é maior e o acompanhamento deve ser mais rigoroso.

11. Comparativo dos tratamentos

Tratamento Objetivo Estágio indicado Reverte dano? Permanente?
Crosslinking (CXL) Parar progressão I-III Não (estabiliza) Sim
Anel de Ferrara Melhorar forma corneana II-III Parcialmente Reversível
Lentes RGP Otimizar visão I-III Não Não
Lentes esclerais Otimizar visão II-IV Não Não
DALK Substituir córnea III-IV Sim (cicatrizes) Sim
PK Substituir córnea IV Sim Sim

12. Perguntas frequentes

O ceratocone tem cura? +

O ceratocone não tem cura no sentido de "voltar a ser uma córnea normal". Uma vez que a córnea afinou e deformou, o tecido perdido não se regenera. No entanto, a doença é altamente tratável. O objetivo do tratamento moderno é estabilizar a progressão (com Crosslinking) e reabilitar a visão (com Lentes Esclerais ou Anel de Ferrara), permitindo que o paciente leve uma vida 100% normal.

O ceratocone leva à cegueira? +

Não. É um dos maiores medos dos pacientes, mas é infundado. O ceratocone não afeta a retina nem o nervo óptico (as partes que "enxergam" de fato). Ele afeta apenas a lente externa do olho (a córnea). Mesmo no pior cenário possível, onde a córnea fica totalmente opaca, um Transplante de Córnea restaura a transparência. Ninguém fica cego de ceratocone se tiver acesso a tratamento médico adequado.

Por que meu grau muda tão rápido? +

No ceratocone, a córnea está afinando e cedendo para frente (como um pneu com uma bolha). À medida que a forma da córnea muda, a forma como a luz entra no olho muda, alterando o grau (geralmente aumentando a miopia e o astigmatismo irregular). Mudanças rápidas de grau em jovens são o principal sinal de alerta para realizar uma Topografia ou Pentacam.

Com que idade o ceratocone para de progredir? +

Fisiologicamente, a córnea sofre um processo natural de endurecimento (crosslinking natural) à medida que envelhecemos. Por isso, a doença é muito agressiva na adolescência, desacelera nos anos 20, e tende a se estabilizar espontaneamente entre os 30 e 40 anos. Progressão após os 40 anos é extremamente rara, a menos que o paciente continue esfregando os olhos vigorosamente.

O Crosslinking melhora a visão? +

Não. Este é um ponto crucial de alinhamento de expectativas. O objetivo do Crosslinking não é melhorar a visão nem diminuir o grau; o objetivo é "congelar" a doença onde ela está, endurecendo a córnea para evitar que ela piore e chegue à necessidade de um transplante. Qualquer melhora visual que ocorra após o Crosslinking é um "bônus", não o objetivo da cirurgia.

O Anel de Ferrara cura o ceratocone? +

Não. O Anel de Ferrara (segmento de anel intraestromal) tem função puramente mecânica e refrativa. Ele funciona como a "armação de uma barraca", esticando e aplanando a córnea central. Isso diminui o astigmatismo irregular e melhora muito a qualidade visual, facilitando a adaptação de óculos ou lentes. Porém, o anel sozinho não paralisa a doença (para isso serve o Crosslinking).

Posso fazer cirurgia de miopia a laser (LASIK) para me livrar dos óculos? +

Absolutamente não. A cirurgia a laser (LASIK ou PRK) remove tecido da córnea para alterar seu formato. Como a córnea do ceratocone já é doente e afinada, aplicar laser nela causaria um colapso estrutural imediato e gravíssimo (ectasia iatrogênica), acelerando a doença drasticamente. O ceratocone é a contraindicação absoluta número um para cirurgias refrativas a laser.

Por que as Lentes Esclerais são melhores que os óculos? +

Os óculos só conseguem corrigir astigmatismos regulares (simétricos). No ceratocone, a córnea é torta e assimétrica. A Lente Escleral é rígida e grande: ela se apoia na parte branca do olho (esclera) e forma uma "cúpula" de lágrima sobre a córnea deformada, sem tocá-la. Essa cúpula de lágrima anula todas as irregularidades da córnea, criando uma superfície óptica nova e perfeita, o que frequentemente eleva a visão de 20% para 100%.

Por que escolher a Drudi e Almeida para o tratamento do ceratocone?

👩‍⚕️ Dra. Priscilla R. de Almeida

CRM-SP 148.173 | RQE 59.216 — Especialista em córnea e segmento anterior pela EPM/UNIFESP, com fellowship em córnea e lentes de contato especiais, vasta experiência em crosslinking, anel de Ferrara e adaptação de lentes esclerais

🔬 Pentacam AXL

Tomografia corneana de última geração (Oculus) para diagnóstico precoce e monitoramento preciso da progressão do ceratocone

⚡ Crosslinking (CXL)

Protocolo epitélio-off e epitélio-on, com equipamento de última geração para estabilização definitiva

🔭 Lentes especiais

Adaptação de lentes RGP, híbridas e esclerais com planejamento baseado em topografia e tomografia corneana

13. Referências científicas

  1. 1

    Wittig-Silva C, Chan E, Islam F, Wu T, Whiting M, Snibson GR. A randomized, controlled trial of corneal collagen cross-linking in progressive keratoconus: three-year results. Ophthalmology. 2014;121(4):812-821. DOI →

  2. 2

    Wen D, Li Q, Song B, Tu R, Wang Q, O'Brart D, et al. Comparison of standard versus accelerated corneal collagen cross-linking for keratoconus: a meta-analysis. Invest Ophthalmol Vis Sci. 2018;59(10):3920-3931. DOI →

  3. 3

    Torquetti L, Ferrara G, Almeida F, Cunha L, Araujo L, Machado A, et al. Intrastromal corneal ring segments implantation in patients with keratoconus: 10-year follow-up. J Refract Surg. 2014;30(1):22-26.

  4. 4

    Vega-Estrada A, Alió JL, Brenner LF, Burguera N. Outcomes of intrastromal corneal ring segments for treatment of keratoconus: five-year follow-up analysis. J Cataract Refract Surg. 2013;39(8):1234-1240.

  5. 5

    Vega-Estrada A, Alió JL, Plaza-Puche AB. Keratoconus progression after intrastromal corneal ring segment implantation in young patients: five-year follow-up. J Cataract Refract Surg. 2015;41(6):1145-1152. DOI →

  6. 6

    Downie LE, Lindsay RG. Contact lens management of keratoconus. Clin Exp Optom. 2015;98(4):299-311.

  7. 7

    Wu Y, Tan Q, Zhang W, Wang J, Yang B, Ma W, et al. Rigid gas-permeable contact lens related life quality in keratoconic patients with different grades of severity. Clin Exp Optom. 2015;98(2):150-154. DOI →

  8. 8

    Rathi VM, Mandathara PS, Taneja M, Dumpati S, Sangwan VS. Scleral lens for keratoconus: technology update. Clin Ophthalmol. 2015;9:2013-2018.

  9. 9

    Song Y, et al. Systematic Review and Meta-Analysis of Clinical Outcomes of Penetrating Keratoplasty Versus Deep Anterior Lamellar Keratoplasty for Keratoconus. PubMed. 2020. PMID: 31724924.

  10. 10

    Awad AA, et al. A Systematic Review and Meta-Analysis of 27018 Eyes Comparing Penetrating Keratoplasty and Deep Anterior Lamellar Keratoplasty for Keratoconus. PubMed. 2025. PMID: 39943883.

Este guia foi elaborado com base nas melhores evidências científicas disponíveis até abril de 2026. As informações aqui contidas têm caráter educativo e não substituem a consulta médica individualizada. Para diagnóstico e tratamento, consulte um oftalmologista especialista em córnea.

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