Em resumo
O óculos de sol protege os olhos quando a lente filtra a radiação ultravioleta UVA e UVB até 400 nanômetros (UV400). A cor e o tom escuro da lente não indicam esse filtro. O excesso de UV está ligado a fotoceratite, pterígio, catarata cortical e câncer de pele da pálpebra; para a degeneração macular, a evidência é insuficiente. No Brasil o UV é alto em boa parte do ano, e o olho pode receber mais UV com o sol baixo do que ao meio-dia. Armação que cobre as laterais e chapéu ajudam. Crianças devem usar óculos de sol em ambientes muito claros. Nenhum óculos de sol permite olhar para o sol ou para um eclipse.
Neste artigo
O óculos de sol protege os olhos quando a lente filtra a radiação ultravioleta (UVA e UVB) até 400 nanômetros, o que costuma vir indicado como UV400. O tom escuro da lente indica quanta luz visível ela deixa passar e não informa sobre o filtro UV.[1] O excesso de UV está ligado a fotoceratite (a "queimadura" da superfície do olho), pterígio, catarata do tipo cortical e câncer de pele da pálpebra.[2] No Brasil o índice ultravioleta é alto em boa parte do ano,[3] e o olho pode receber mais UV no começo da manhã e no fim da tarde, com o sol mais baixo, do que ao meio-dia.[4] Armação que cobre bem as laterais e chapéu de aba completam a proteção.[5][6] Nenhum óculos de sol permite olhar diretamente para o sol ou para um eclipse.
Pontos-chave
- A ligação com o UV é forte para fotoceratite, pterígio, catarata cortical e câncer de pele da pálpebra. Para a degeneração macular relacionada à idade, a evidência é insuficiente.[2]
- Com o sol do Brasil, a faixa de 380 a 400 nm pesa: incluí-la aumentou em 49%, em média, a dose de UV calculada para as capitais, e a revisão de 2013 da norma brasileira passou a exigir proteção até 400 nm.[7] O teste dos óculos à venda não é obrigatório no país.[8]
- Lente escura sem filtro adequado pode deixar o olho mais exposto do que ficar sem óculos, porque você deixa de apertar os olhos. O efeito da pupila dilatada pesou pouco nos cálculos.[9]
- O formato da armação pesa: em testes com manequins, o UV que chegava ao olho variou de 3,7% a 44,8% quando os óculos foram afastados 6 milímetros da testa.[5]
- O cristalino da criança e do adulto jovem deixa passar mais UVB até a retina do que o de uma pessoa mais velha.[10]
- Olhar o sol ou o eclipse sem filtro próprio pode lesar a mácula em segundos.[11][12]
O que o sol faz com os olhos
A radiação ultravioleta é a parte invisível da luz do sol com comprimento de onda menor que o da luz violeta. O UVC (100 a 280 nm) fica retido na atmosfera. Chegam ao chão o UVB (280 a 315 nm) e o UVA (315 a 400 nm). Num dia de céu limpo, o UVB é menos de 5% do total, mas é o que tem mais efeito biológico.[3]
Uma revisão de 2014 juntou os estudos sobre UV e doenças dos olhos e separou o que está bem demonstrado do que ainda é dúvida.[2]
| Problema | O que é | Ligação com o UV |
|---|---|---|
| Fotoceratite | Lesão aguda da superfície da córnea, com dor e lacrimejamento horas depois da exposição | Forte[2] |
| Pterígio | Tecido que cresce da conjuntiva sobre a córnea, quase sempre no canto do olho | Forte[2][13] |
| Catarata cortical | Opacidade na parte periférica do cristalino | Forte[2][14] |
| Câncer de pele da pálpebra | Carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular | Forte[2] |
| Pinguécula e outros tipos de catarata | Manchinha amarelada na conjuntiva; catarata nuclear e subcapsular posterior | Limitada[2] |
| Degeneração macular (DMRI) | Doença da parte central da retina ligada ao envelhecimento | Insuficiente para concluir[2] |
Fotoceratite: a "queimadura" do olho
A fotoceratite é a lesão da córnea causada por uma dose alta de UV de uma vez. Os sintomas aparecem algumas horas depois da exposição: dor, lacrimejamento, inchaço da conjuntiva, dificuldade para manter o olho aberto e visão embaçada. O quadro dura até três dias.[15] Montanhistas, esquiadores (é a "cegueira da neve") e frequentadores de praia estão entre os grupos de maior risco.[15]
A solda elétrica é outra causa comum. Num estudo com 283 trabalhadores atendidos por lesão ocular em Taiwan, a fotoceratite foi o tipo de lesão mais frequente (33,2%), causada principalmente por solda, e quem usava protetor ocular teve menos lesões.[16] Como a dor começa horas depois, muitas vezes a pessoa já saiu do sol ou do trabalho quando os sintomas aparecem. Os detalhes do atendimento estão em urgência ocular em São Paulo.
Pterígio e pinguécula
Uma meta-análise de 68 estudos, com 415.911 pessoas de 24 países, estimou que 12% da população tem pterígio. A chance foi 24% maior entre quem tinha mais de 5 horas de exposição ao sol e 46% maior em quem trabalha ao ar livre; entre quem usava óculos de sol, a chance caiu para cerca de metade.[13] Uma revisão sobre lentes de contato com filtro UV descreve que a luz que chega pela lateral do rosto atravessa a córnea e se concentra no limbo (a borda entre a córnea e a parte branca do olho) do lado do nariz, onde a dose pode ficar até 20 vezes maior.[6] Mais sobre o assunto em pterígio: carne no olho, sintomas e cirurgia.
Catarata
Num estudo com 838 pescadores da baía de Chesapeake, nos Estados Unidos, quem acumulou o dobro de exposição ao UVB teve risco 1,6 vez maior de catarata cortical. Não houve relação com a catarata nuclear nem com o UVA.[14] A revisão de 2014 mantém a mesma leitura: a ligação é forte para a catarata cortical e limitada para os outros tipos.[2] Proteger os olhos do sol não desfaz uma catarata que já existe; o que se sabe sobre colírios e outras promessas está em catarata tem cura?.
A pele das pálpebras
O carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular da pálpebra estão entre os problemas com ligação forte ao UV.[2] Uma ferida na pálpebra que não cicatriza, um caroço que cresce ou cílios que caem num ponto pedem avaliação; o tema está em tumores palpebrais: sinais de alerta.
E a retina?
Para a degeneração macular relacionada à idade, a revisão de 2014 concluiu que a evidência é insuficiente para dizer se o UV tem papel, e que a luz visível, sobretudo a azul, parece mais relevante do que o UV nessa doença.[2] A doença e os sinais de alerta estão em DMRI: sintomas, tipos e tratamentos. A lesão da retina comprovadamente causada pelo sol é a retinopatia solar, de quem olha diretamente para ele (veja olhar para o sol e o eclipse).
Quando e onde o olho recebe mais UV
O índice ultravioleta da previsão do tempo foi criado para estimar o risco de queimadura na pele[3] e é calculado para uma superfície horizontal, como o alto da cabeça.[17] Os olhos ficam no rosto, na vertical, e a dose que recebem segue outro horário. Num estudo japonês com uma cabeça de manequim giratória equipada com sensores, a exposição do olho foi maior com o sol baixo do que com o sol a pino. No verão, o índice calculado para os olhos ficou acima do índice ultravioleta comum no começo da manhã e do meio para o fim da tarde; no inverno, ficou acima o dia inteiro.[4] Um estudo anterior do mesmo grupo encontrou dois picos de exposição ocular ao longo do dia, em setembro, com o rosto voltado para o sol, e concluiu que o índice não serve para decidir quando proteger os olhos.[17]
No Brasil, o UV é alto em boa parte do ano. Em São Paulo, perto do meio-dia solar, 75% das medições ficaram acima do índice 3 e quase 25% acima de 8, contando todas as estações e os dias nublados; o recorde da cidade foi 16,8, no verão de 2008. Em Paris, 75% das medições ficaram abaixo de 3.[3] Nas regiões Norte e Nordeste, o índice pode passar de 8 mesmo no inverno.[3]
- Em dia nublado, uma camada uniforme de nuvens pode reduzir o UV pela metade, e nuvens de tempestade quase o eliminam. Em algumas situações, como nas bordas de nuvens isoladas de dias de verão, o UV no chão fica mais alto. Não há como prever a proteção que as nuvens dão.[3]
- A neve fresca reflete mais de 90% do UV. Grama, areia e asfalto refletem de 1% a 5%, e superfícies pintadas de branco ou areia muito fina, até 10%.[3] Mesmo assim, frequentadores de praia estão entre os grupos de maior risco de fotoceratite.[15]
- Acima de 1.000 metros de altitude, o UV aumenta de 5% a 10% a cada quilômetro.[3]
Chapéu e óculos de sol reduzem a luz que vem de frente e de cima, mas podem não barrar o UV espalhado pelo céu e o refletido pelo chão.[6]
Como saber se o óculos de sol protege
A informação que importa é a proteção contra UVA e UVB até 400 nm, que costuma aparecer na etiqueta, na lente ou no certificado como "UV400" ou "100% UVA/UVB". Na revisão de 2013 da norma brasileira, o limite superior da proteção exigida subiu de 380 para 400 nm, depois de cálculos feitos para as 27 capitais. Nesses cálculos, contar a faixa até 400 nm aumentou a dose de UV considerada em 49%, em média, em relação à faixa até 380 nm.[7] Desde 2015 a norma brasileira é a NBR ISO 12312-1, e o teste dos óculos à venda não é obrigatório.[8]
| O que você vê | O que isso informa |
|---|---|
| Lente mais ou menos escura | A quantidade de luz visível que passa, classificada em categorias de 0 (quase transparente) a 4 (muito escura). A proteção UV é outra medida.[1] |
| "UV400" ou "100% UVA/UVB" | Filtro de UV até 400 nm, a faixa da norma brasileira.[7] |
| Lente polarizada | Corta o reflexo da água, do asfalto e de vidros. Não indica filtro UV. |
| Lente espelhada ou colorida | Questão de conforto e de estética. Não indica filtro UV. |
| Preço | Sozinho, não diz se a lente filtra o UV. |
Quando a etiqueta não existe ou você não confia nela, a proteção pode ser medida com aparelho. Muitas óticas têm medidor de UV, e um grupo da Escola de Engenharia de São Carlos, da USP, desenvolveu um totem de autoatendimento que mede a proteção UV e a categoria da lente, com resultados próximos aos de um espectrofotômetro de laboratório.[1] Testes caseiros com lanterna ou cédula de dinheiro não medem a proteção ao longo de toda a faixa do UV.
Lente escura sem filtro faz mal?
A explicação mais repetida é que, atrás da lente escura, a pupila dilata e deixa entrar mais UV. Pesquisadores da USP de São Carlos calcularam a entrada de UV no olho com 214 lentes e concluíram que a pupila pesa pouco. O que pesa é o campo de visão: com a lente escura, a pessoa para de apertar os olhos e expõe mais a superfície do olho. Mesmo assim, as contas mostraram que lentes com menos de 86% de proteção contra o UVA podem aumentar um pouco o risco em comparação com ficar sem óculos.[9] Se for usar lente escura, prefira uma com filtro UV informado.
Óculos barato ou de camelô protege?
O preço não mede o filtro. Num estudo americano de 1988, 32 óculos de sol baratos deixavam passar menos de 2% do UVB pela lente.[5] Na Austrália, um laboratório testou 646 óculos com marcação de conformidade europeia: 17,3% reprovaram na norma, a maioria por defeitos ópticos (grau ou prisma indesejados, diferença de tom entre as lentes), e o excesso de UV respondeu por uma parte pequena das reprovações.[18] Em óculos sem etiqueta e sem procedência, a medição resolve a dúvida.
Polarizado e fotossensível
A lente polarizada tem um filtro que bloqueia a luz refletida por superfícies horizontais, como água, asfalto molhado e capô de carro. Ela diminui o ofuscamento ao dirigir e perto da água, mas a polarização é uma propriedade diferente do filtro UV, e as duas precisam vir informadas. Quem tem fotofobia costuma se sentir melhor com ela.
A lente fotossensível escurece com o UV do sol e clareia em ambiente fechado. Também aqui o que define a proteção é o filtro UV informado pelo fabricante.
O tamanho e o formato da armação
Num estudo com manequins, a lente dos óculos testados bloqueava quase todo o UVB, mas até 14,1% do UV que incidia no rosto ainda chegava aos olhos por fora da lente. Quando os óculos foram afastados 6 milímetros da testa, essa fração variou de 3,7% a 44,8%.[5] Por isso, prefira armação que fique perto do rosto e cubra as laterais, e use chapéu de aba quando ficar muito tempo ao sol.[6][2]
Para dirigir
A norma também tem exigências de transmissão de luz e de reconhecimento das cores do semáforo para quem dirige. Num teste com 232 lentes vendidas no Brasil, 24,6% não eram adequadas para dirigir.[19] Se você vai usar o óculos ao volante, confira essa informação no certificado ou peça a medição. Lentes muito escuras (categoria 4) não servem para dirigir.
Crianças e bebês
O cristalino da criança e do adulto jovem filtra menos o UVB do que o de uma pessoa mais velha, e mais radiação chega à retina. Por isso, os autores de uma análise publicada em 2010 recomendam óculos de sol em ambientes muito claros para crianças e adultos com menos de 30 anos.[10]
Para bebês, a primeira proteção é a sombra, o chapéu e a roupa. Óculos de sol infantis com filtro UV podem ser usados se a criança aceitar, de preferência com armação flexível, sem peças pequenas que soltem, e com elástico para não cair. Lente de brinquedo sem informação de filtro não serve como proteção. Para saber quando levar a criança ao oftalmologista, veja avaliação oftalmológica infantil.
Olhar para o sol e o eclipse
Olhar diretamente para o sol pode queimar a mácula, a parte central da retina, e deixar uma mancha no centro da visão. É a retinopatia solar. Depois do eclipse de 2017 nos Estados Unidos, 27 pessoas procuraram oftalmologistas em Utah com queixas na visão e 6 tinham retinopatia solar; os três pacientes com prontuário disponível tinham olhado o eclipse diretamente por alguns segundos, de 1 a 15 segundos de cada vez.[11]
No Reino Unido, depois do eclipse de 1999, 70 pessoas procuraram oftalmologista por perda de visão e 84% tinham alteração na mácula. Nenhuma continuava com perda de visão seis meses depois, entre os casos acompanhados.[12] Em crianças de 8 a 11 anos que olharam o sol durante um eclipse parcial ou a passagem de Vênus, a lesão continuava visível em alguns olhos no exame de imagem da retina cinco meses depois, mesmo com a visão já boa.[20]
Óculos de sol comuns, mesmo os mais escuros, não servem para olhar o sol nem o eclipse. Para observar um eclipse são necessários filtros próprios para observação solar, certificados para isso. Filme de radiografia e vidro esfumaçado também não são seguros.
Lente de contato, óculos de grau e cirurgia de catarata
Algumas lentes de contato têm filtro UV. Como cobrem a córnea e o limbo, elas protegem essa região também da luz que chega pelos lados.[6] Elas não cobrem a pálpebra nem a parte branca do olho fora da lente, e por isso complementam o óculos de sol, sem substituí-lo. Mais sobre lentes em lentes de contato com grau.
Quem usa óculos de grau pode ter as lentes de grau feitas com filtro UV e tom escuro, usar lentes fotossensíveis ou um óculos de sol de grau. Peça na receita e na ótica a informação do filtro UV.
Depois da cirurgia de catarata, o cristalino é trocado por uma lente intraocular. Algumas dessas lentes filtram o UV e outras deixam passar o UVB; para quem tem lente que deixa passar o UVB, os mesmos autores recomendam óculos de sol em ambientes claros.[10] O cirurgião sabe qual lente foi implantada. Os cuidados das primeiras semanas, incluindo por quanto tempo usar óculos escuros, estão em pós-operatório da catarata.
Quando procurar o oftalmologista
Procure atendimento no mesmo dia se houver
- dor forte, lacrimejamento e dificuldade para abrir os olhos algumas horas depois de sol na neve, na praia, de solda ou de lâmpada ultravioleta;
- mancha escura ou distorção no centro da visão depois de olhar para o sol ou para um eclipse;
- perda de visão, olho vermelho com dor ou muita sensibilidade à luz que não melhora;
- qualquer sintoma depois de batida, respingo ou produto químico no olho (veja pancada no olho: quando é emergência).
Não use colírio anestésico por conta própria para aliviar a dor da fotoceratite: ele retarda a cicatrização da córnea. O texto sobre olho vermelho ajuda a separar o que é urgente do que pode esperar.
Marque uma consulta se
- aparecer uma película ou uma manchinha amarelada na parte branca do olho, sobretudo do lado do nariz;
- uma ferida, caroço ou mancha na pálpebra não sumir em algumas semanas;
- a visão estiver ficando embaçada ou com mais ofuscamento à noite;
- você trabalha ao ar livre ou com solda e nunca fez um exame dos olhos;
- tiver dúvida sobre o filtro UV do seu óculos de grau ou de sol.
Na consulta
No exame com o microscópio do consultório (a lâmpada de fenda), o oftalmologista avalia a superfície do olho, a conjuntiva e a córnea, onde aparecem a pinguécula e o pterígio, e a pele das pálpebras. O exame do cristalino mostra se há catarata e de que tipo. Quando há suspeita de retinopatia solar, a tomografia de coerência óptica da retina mostra a lesão na mácula, às vezes mesmo com a visão normal.[20][11] O que o exame completo inclui está em exame de vista completo, e a marcação pode ser feita em agendar consulta.
Perguntas frequentes
Como saber se o óculos tem proteção UV?
Procure a indicação "UV400" ou "100% UVA/UVB" na lente, na etiqueta ou no certificado, e a referência à norma. A cor e o tom escuro não indicam o filtro.[1] Na dúvida, peça a medição com aparelho na ótica.
O que é UV400?
É a indicação de que a lente bloqueia a radiação ultravioleta até 400 nanômetros, ou seja, o UVB e todo o UVA. A revisão de 2013 da norma brasileira passou a exigir proteção até essa faixa.[7]
Óculos polarizado protege contra o UV?
A polarização corta o reflexo de superfícies como água e asfalto, e por isso reduz o ofuscamento. A proteção contra o UV depende de outro filtro, que precisa vir informado à parte.
Óculos escuro sem proteção UV faz mal?
Pode fazer. Com a lente escura, você deixa de apertar os olhos e a superfície do olho fica mais exposta. Nos cálculos de um estudo brasileiro, lentes com menos de 86% de proteção contra o UVA podem aumentar um pouco o risco em comparação com ficar sem óculos.[9]
Criança pode usar óculos de sol?
Pode, e é recomendado em ambientes muito claros, porque o cristalino da criança deixa passar mais UVB até a retina.[10] Escolha lente com filtro UV400 e armação flexível e segura. Para bebês, sombra, chapéu e roupa vêm primeiro.
Preciso de óculos de sol no inverno ou em dia nublado?
Num estudo no Japão, o olho recebeu mais UV com o sol baixo, o que no inverno acontece o dia inteiro,[4] e as nuvens nem sempre reduzem o UV.[3] Se você vai passar bastante tempo ao ar livre, vale usar.
Dá para olhar para o sol ou para o eclipse de óculos escuro?
Não. Olhar o sol por poucos segundos pode lesar a mácula, a parte central da retina.[11] Para eclipse, só filtros próprios para observação solar.
O que é fotoceratite?
É a lesão da córnea por excesso de UV, como na neve, na praia ou na solda sem proteção. Dor, lacrimejamento e dificuldade para abrir os olhos começam algumas horas depois e duram até três dias.[15] Procure atendimento.
Referências
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Revisão médica: Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida, médica oftalmologista, CRM-SP 148.173, RQE 59.216 (Oftalmologia). Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta, o exame e a orientação médica individual.
Revisão médica: Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida (CRM-SP 148.173, RQE 59.216), em 09 de outubro de 2026. Como revisamos o conteúdo.
Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.