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Óculos de sol e proteção UV: como escolher e por que proteger os olhos

Publicado em 09 de outubro de 2026 · Atualizado em 09 de outubro de 2026 · 16 min de leitura

Revisão médica: Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida, médica oftalmologista, CRM-SP 148.173, RQE 59.216 (Oftalmologia), em 09 de outubro de 2026. Como revisamos

Ilustração 3D de uma mulher de óculos de sol num parque ensolarado e de um médico de jaleco ao lado de um escudo dourado com um olho no centro, que desvia os raios do sol.
Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida

Autora

Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida

CRM-SP 148.173 | RQE 59.216

Em resumo

O óculos de sol protege os olhos quando a lente filtra a radiação ultravioleta UVA e UVB até 400 nanômetros (UV400). A cor e o tom escuro da lente não indicam esse filtro. O excesso de UV está ligado a fotoceratite, pterígio, catarata cortical e câncer de pele da pálpebra; para a degeneração macular, a evidência é insuficiente. No Brasil o UV é alto em boa parte do ano, e o olho pode receber mais UV com o sol baixo do que ao meio-dia. Armação que cobre as laterais e chapéu ajudam. Crianças devem usar óculos de sol em ambientes muito claros. Nenhum óculos de sol permite olhar para o sol ou para um eclipse.

CID-10: H16.1 — Outras ceratites superficiais sem conjuntivite (inclui a fotoceratite) Ver todos os artigos de Saúde Ocular
Neste artigo
Saúde ocular · Sol Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida · médica oftalmologista · CRM-SP 148.173 · RQE 59.216

O óculos de sol protege os olhos quando a lente filtra a radiação ultravioleta (UVA e UVB) até 400 nanômetros, o que costuma vir indicado como UV400. O tom escuro da lente indica quanta luz visível ela deixa passar e não informa sobre o filtro UV.[1] O excesso de UV está ligado a fotoceratite (a "queimadura" da superfície do olho), pterígio, catarata do tipo cortical e câncer de pele da pálpebra.[2] No Brasil o índice ultravioleta é alto em boa parte do ano,[3] e o olho pode receber mais UV no começo da manhã e no fim da tarde, com o sol mais baixo, do que ao meio-dia.[4] Armação que cobre bem as laterais e chapéu de aba completam a proteção.[5][6] Nenhum óculos de sol permite olhar diretamente para o sol ou para um eclipse.

Pontos-chave

  • A ligação com o UV é forte para fotoceratite, pterígio, catarata cortical e câncer de pele da pálpebra. Para a degeneração macular relacionada à idade, a evidência é insuficiente.[2]
  • Com o sol do Brasil, a faixa de 380 a 400 nm pesa: incluí-la aumentou em 49%, em média, a dose de UV calculada para as capitais, e a revisão de 2013 da norma brasileira passou a exigir proteção até 400 nm.[7] O teste dos óculos à venda não é obrigatório no país.[8]
  • Lente escura sem filtro adequado pode deixar o olho mais exposto do que ficar sem óculos, porque você deixa de apertar os olhos. O efeito da pupila dilatada pesou pouco nos cálculos.[9]
  • O formato da armação pesa: em testes com manequins, o UV que chegava ao olho variou de 3,7% a 44,8% quando os óculos foram afastados 6 milímetros da testa.[5]
  • O cristalino da criança e do adulto jovem deixa passar mais UVB até a retina do que o de uma pessoa mais velha.[10]
  • Olhar o sol ou o eclipse sem filtro próprio pode lesar a mácula em segundos.[11][12]

O que o sol faz com os olhos

A radiação ultravioleta é a parte invisível da luz do sol com comprimento de onda menor que o da luz violeta. O UVC (100 a 280 nm) fica retido na atmosfera. Chegam ao chão o UVB (280 a 315 nm) e o UVA (315 a 400 nm). Num dia de céu limpo, o UVB é menos de 5% do total, mas é o que tem mais efeito biológico.[3]

Uma revisão de 2014 juntou os estudos sobre UV e doenças dos olhos e separou o que está bem demonstrado do que ainda é dúvida.[2]

ProblemaO que éLigação com o UV
FotoceratiteLesão aguda da superfície da córnea, com dor e lacrimejamento horas depois da exposiçãoForte[2]
PterígioTecido que cresce da conjuntiva sobre a córnea, quase sempre no canto do olhoForte[2][13]
Catarata corticalOpacidade na parte periférica do cristalinoForte[2][14]
Câncer de pele da pálpebraCarcinoma basocelular e carcinoma espinocelularForte[2]
Pinguécula e outros tipos de catarataManchinha amarelada na conjuntiva; catarata nuclear e subcapsular posteriorLimitada[2]
Degeneração macular (DMRI)Doença da parte central da retina ligada ao envelhecimentoInsuficiente para concluir[2]

Fotoceratite: a "queimadura" do olho

A fotoceratite é a lesão da córnea causada por uma dose alta de UV de uma vez. Os sintomas aparecem algumas horas depois da exposição: dor, lacrimejamento, inchaço da conjuntiva, dificuldade para manter o olho aberto e visão embaçada. O quadro dura até três dias.[15] Montanhistas, esquiadores (é a "cegueira da neve") e frequentadores de praia estão entre os grupos de maior risco.[15]

A solda elétrica é outra causa comum. Num estudo com 283 trabalhadores atendidos por lesão ocular em Taiwan, a fotoceratite foi o tipo de lesão mais frequente (33,2%), causada principalmente por solda, e quem usava protetor ocular teve menos lesões.[16] Como a dor começa horas depois, muitas vezes a pessoa já saiu do sol ou do trabalho quando os sintomas aparecem. Os detalhes do atendimento estão em urgência ocular em São Paulo.

Pterígio e pinguécula

Uma meta-análise de 68 estudos, com 415.911 pessoas de 24 países, estimou que 12% da população tem pterígio. A chance foi 24% maior entre quem tinha mais de 5 horas de exposição ao sol e 46% maior em quem trabalha ao ar livre; entre quem usava óculos de sol, a chance caiu para cerca de metade.[13] Uma revisão sobre lentes de contato com filtro UV descreve que a luz que chega pela lateral do rosto atravessa a córnea e se concentra no limbo (a borda entre a córnea e a parte branca do olho) do lado do nariz, onde a dose pode ficar até 20 vezes maior.[6] Mais sobre o assunto em pterígio: carne no olho, sintomas e cirurgia.

Catarata

Num estudo com 838 pescadores da baía de Chesapeake, nos Estados Unidos, quem acumulou o dobro de exposição ao UVB teve risco 1,6 vez maior de catarata cortical. Não houve relação com a catarata nuclear nem com o UVA.[14] A revisão de 2014 mantém a mesma leitura: a ligação é forte para a catarata cortical e limitada para os outros tipos.[2] Proteger os olhos do sol não desfaz uma catarata que já existe; o que se sabe sobre colírios e outras promessas está em catarata tem cura?.

A pele das pálpebras

O carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular da pálpebra estão entre os problemas com ligação forte ao UV.[2] Uma ferida na pálpebra que não cicatriza, um caroço que cresce ou cílios que caem num ponto pedem avaliação; o tema está em tumores palpebrais: sinais de alerta.

E a retina?

Para a degeneração macular relacionada à idade, a revisão de 2014 concluiu que a evidência é insuficiente para dizer se o UV tem papel, e que a luz visível, sobretudo a azul, parece mais relevante do que o UV nessa doença.[2] A doença e os sinais de alerta estão em DMRI: sintomas, tipos e tratamentos. A lesão da retina comprovadamente causada pelo sol é a retinopatia solar, de quem olha diretamente para ele (veja olhar para o sol e o eclipse).

Quando e onde o olho recebe mais UV

O índice ultravioleta da previsão do tempo foi criado para estimar o risco de queimadura na pele[3] e é calculado para uma superfície horizontal, como o alto da cabeça.[17] Os olhos ficam no rosto, na vertical, e a dose que recebem segue outro horário. Num estudo japonês com uma cabeça de manequim giratória equipada com sensores, a exposição do olho foi maior com o sol baixo do que com o sol a pino. No verão, o índice calculado para os olhos ficou acima do índice ultravioleta comum no começo da manhã e do meio para o fim da tarde; no inverno, ficou acima o dia inteiro.[4] Um estudo anterior do mesmo grupo encontrou dois picos de exposição ocular ao longo do dia, em setembro, com o rosto voltado para o sol, e concluiu que o índice não serve para decidir quando proteger os olhos.[17]

No Brasil, o UV é alto em boa parte do ano. Em São Paulo, perto do meio-dia solar, 75% das medições ficaram acima do índice 3 e quase 25% acima de 8, contando todas as estações e os dias nublados; o recorde da cidade foi 16,8, no verão de 2008. Em Paris, 75% das medições ficaram abaixo de 3.[3] Nas regiões Norte e Nordeste, o índice pode passar de 8 mesmo no inverno.[3]

  • Em dia nublado, uma camada uniforme de nuvens pode reduzir o UV pela metade, e nuvens de tempestade quase o eliminam. Em algumas situações, como nas bordas de nuvens isoladas de dias de verão, o UV no chão fica mais alto. Não há como prever a proteção que as nuvens dão.[3]
  • A neve fresca reflete mais de 90% do UV. Grama, areia e asfalto refletem de 1% a 5%, e superfícies pintadas de branco ou areia muito fina, até 10%.[3] Mesmo assim, frequentadores de praia estão entre os grupos de maior risco de fotoceratite.[15]
  • Acima de 1.000 metros de altitude, o UV aumenta de 5% a 10% a cada quilômetro.[3]

Chapéu e óculos de sol reduzem a luz que vem de frente e de cima, mas podem não barrar o UV espalhado pelo céu e o refletido pelo chão.[6]

Como saber se o óculos de sol protege

A informação que importa é a proteção contra UVA e UVB até 400 nm, que costuma aparecer na etiqueta, na lente ou no certificado como "UV400" ou "100% UVA/UVB". Na revisão de 2013 da norma brasileira, o limite superior da proteção exigida subiu de 380 para 400 nm, depois de cálculos feitos para as 27 capitais. Nesses cálculos, contar a faixa até 400 nm aumentou a dose de UV considerada em 49%, em média, em relação à faixa até 380 nm.[7] Desde 2015 a norma brasileira é a NBR ISO 12312-1, e o teste dos óculos à venda não é obrigatório.[8]

O que você vêO que isso informa
Lente mais ou menos escuraA quantidade de luz visível que passa, classificada em categorias de 0 (quase transparente) a 4 (muito escura). A proteção UV é outra medida.[1]
"UV400" ou "100% UVA/UVB"Filtro de UV até 400 nm, a faixa da norma brasileira.[7]
Lente polarizadaCorta o reflexo da água, do asfalto e de vidros. Não indica filtro UV.
Lente espelhada ou coloridaQuestão de conforto e de estética. Não indica filtro UV.
PreçoSozinho, não diz se a lente filtra o UV.

Quando a etiqueta não existe ou você não confia nela, a proteção pode ser medida com aparelho. Muitas óticas têm medidor de UV, e um grupo da Escola de Engenharia de São Carlos, da USP, desenvolveu um totem de autoatendimento que mede a proteção UV e a categoria da lente, com resultados próximos aos de um espectrofotômetro de laboratório.[1] Testes caseiros com lanterna ou cédula de dinheiro não medem a proteção ao longo de toda a faixa do UV.

Lente escura sem filtro faz mal?

A explicação mais repetida é que, atrás da lente escura, a pupila dilata e deixa entrar mais UV. Pesquisadores da USP de São Carlos calcularam a entrada de UV no olho com 214 lentes e concluíram que a pupila pesa pouco. O que pesa é o campo de visão: com a lente escura, a pessoa para de apertar os olhos e expõe mais a superfície do olho. Mesmo assim, as contas mostraram que lentes com menos de 86% de proteção contra o UVA podem aumentar um pouco o risco em comparação com ficar sem óculos.[9] Se for usar lente escura, prefira uma com filtro UV informado.

Óculos barato ou de camelô protege?

O preço não mede o filtro. Num estudo americano de 1988, 32 óculos de sol baratos deixavam passar menos de 2% do UVB pela lente.[5] Na Austrália, um laboratório testou 646 óculos com marcação de conformidade europeia: 17,3% reprovaram na norma, a maioria por defeitos ópticos (grau ou prisma indesejados, diferença de tom entre as lentes), e o excesso de UV respondeu por uma parte pequena das reprovações.[18] Em óculos sem etiqueta e sem procedência, a medição resolve a dúvida.

Polarizado e fotossensível

A lente polarizada tem um filtro que bloqueia a luz refletida por superfícies horizontais, como água, asfalto molhado e capô de carro. Ela diminui o ofuscamento ao dirigir e perto da água, mas a polarização é uma propriedade diferente do filtro UV, e as duas precisam vir informadas. Quem tem fotofobia costuma se sentir melhor com ela.

A lente fotossensível escurece com o UV do sol e clareia em ambiente fechado. Também aqui o que define a proteção é o filtro UV informado pelo fabricante.

O tamanho e o formato da armação

Num estudo com manequins, a lente dos óculos testados bloqueava quase todo o UVB, mas até 14,1% do UV que incidia no rosto ainda chegava aos olhos por fora da lente. Quando os óculos foram afastados 6 milímetros da testa, essa fração variou de 3,7% a 44,8%.[5] Por isso, prefira armação que fique perto do rosto e cubra as laterais, e use chapéu de aba quando ficar muito tempo ao sol.[6][2]

Para dirigir

A norma também tem exigências de transmissão de luz e de reconhecimento das cores do semáforo para quem dirige. Num teste com 232 lentes vendidas no Brasil, 24,6% não eram adequadas para dirigir.[19] Se você vai usar o óculos ao volante, confira essa informação no certificado ou peça a medição. Lentes muito escuras (categoria 4) não servem para dirigir.

Crianças e bebês

O cristalino da criança e do adulto jovem filtra menos o UVB do que o de uma pessoa mais velha, e mais radiação chega à retina. Por isso, os autores de uma análise publicada em 2010 recomendam óculos de sol em ambientes muito claros para crianças e adultos com menos de 30 anos.[10]

Para bebês, a primeira proteção é a sombra, o chapéu e a roupa. Óculos de sol infantis com filtro UV podem ser usados se a criança aceitar, de preferência com armação flexível, sem peças pequenas que soltem, e com elástico para não cair. Lente de brinquedo sem informação de filtro não serve como proteção. Para saber quando levar a criança ao oftalmologista, veja avaliação oftalmológica infantil.

Olhar para o sol e o eclipse

Olhar diretamente para o sol pode queimar a mácula, a parte central da retina, e deixar uma mancha no centro da visão. É a retinopatia solar. Depois do eclipse de 2017 nos Estados Unidos, 27 pessoas procuraram oftalmologistas em Utah com queixas na visão e 6 tinham retinopatia solar; os três pacientes com prontuário disponível tinham olhado o eclipse diretamente por alguns segundos, de 1 a 15 segundos de cada vez.[11]

No Reino Unido, depois do eclipse de 1999, 70 pessoas procuraram oftalmologista por perda de visão e 84% tinham alteração na mácula. Nenhuma continuava com perda de visão seis meses depois, entre os casos acompanhados.[12] Em crianças de 8 a 11 anos que olharam o sol durante um eclipse parcial ou a passagem de Vênus, a lesão continuava visível em alguns olhos no exame de imagem da retina cinco meses depois, mesmo com a visão já boa.[20]

Óculos de sol comuns, mesmo os mais escuros, não servem para olhar o sol nem o eclipse. Para observar um eclipse são necessários filtros próprios para observação solar, certificados para isso. Filme de radiografia e vidro esfumaçado também não são seguros.

Lente de contato, óculos de grau e cirurgia de catarata

Algumas lentes de contato têm filtro UV. Como cobrem a córnea e o limbo, elas protegem essa região também da luz que chega pelos lados.[6] Elas não cobrem a pálpebra nem a parte branca do olho fora da lente, e por isso complementam o óculos de sol, sem substituí-lo. Mais sobre lentes em lentes de contato com grau.

Quem usa óculos de grau pode ter as lentes de grau feitas com filtro UV e tom escuro, usar lentes fotossensíveis ou um óculos de sol de grau. Peça na receita e na ótica a informação do filtro UV.

Depois da cirurgia de catarata, o cristalino é trocado por uma lente intraocular. Algumas dessas lentes filtram o UV e outras deixam passar o UVB; para quem tem lente que deixa passar o UVB, os mesmos autores recomendam óculos de sol em ambientes claros.[10] O cirurgião sabe qual lente foi implantada. Os cuidados das primeiras semanas, incluindo por quanto tempo usar óculos escuros, estão em pós-operatório da catarata.

Quando procurar o oftalmologista

Procure atendimento no mesmo dia se houver

  • dor forte, lacrimejamento e dificuldade para abrir os olhos algumas horas depois de sol na neve, na praia, de solda ou de lâmpada ultravioleta;
  • mancha escura ou distorção no centro da visão depois de olhar para o sol ou para um eclipse;
  • perda de visão, olho vermelho com dor ou muita sensibilidade à luz que não melhora;
  • qualquer sintoma depois de batida, respingo ou produto químico no olho (veja pancada no olho: quando é emergência).

Não use colírio anestésico por conta própria para aliviar a dor da fotoceratite: ele retarda a cicatrização da córnea. O texto sobre olho vermelho ajuda a separar o que é urgente do que pode esperar.

Marque uma consulta se

  • aparecer uma película ou uma manchinha amarelada na parte branca do olho, sobretudo do lado do nariz;
  • uma ferida, caroço ou mancha na pálpebra não sumir em algumas semanas;
  • a visão estiver ficando embaçada ou com mais ofuscamento à noite;
  • você trabalha ao ar livre ou com solda e nunca fez um exame dos olhos;
  • tiver dúvida sobre o filtro UV do seu óculos de grau ou de sol.

Na consulta

No exame com o microscópio do consultório (a lâmpada de fenda), o oftalmologista avalia a superfície do olho, a conjuntiva e a córnea, onde aparecem a pinguécula e o pterígio, e a pele das pálpebras. O exame do cristalino mostra se há catarata e de que tipo. Quando há suspeita de retinopatia solar, a tomografia de coerência óptica da retina mostra a lesão na mácula, às vezes mesmo com a visão normal.[20][11] O que o exame completo inclui está em exame de vista completo, e a marcação pode ser feita em agendar consulta.

Perguntas frequentes

Como saber se o óculos tem proteção UV?

Procure a indicação "UV400" ou "100% UVA/UVB" na lente, na etiqueta ou no certificado, e a referência à norma. A cor e o tom escuro não indicam o filtro.[1] Na dúvida, peça a medição com aparelho na ótica.

O que é UV400?

É a indicação de que a lente bloqueia a radiação ultravioleta até 400 nanômetros, ou seja, o UVB e todo o UVA. A revisão de 2013 da norma brasileira passou a exigir proteção até essa faixa.[7]

Óculos polarizado protege contra o UV?

A polarização corta o reflexo de superfícies como água e asfalto, e por isso reduz o ofuscamento. A proteção contra o UV depende de outro filtro, que precisa vir informado à parte.

Óculos escuro sem proteção UV faz mal?

Pode fazer. Com a lente escura, você deixa de apertar os olhos e a superfície do olho fica mais exposta. Nos cálculos de um estudo brasileiro, lentes com menos de 86% de proteção contra o UVA podem aumentar um pouco o risco em comparação com ficar sem óculos.[9]

Criança pode usar óculos de sol?

Pode, e é recomendado em ambientes muito claros, porque o cristalino da criança deixa passar mais UVB até a retina.[10] Escolha lente com filtro UV400 e armação flexível e segura. Para bebês, sombra, chapéu e roupa vêm primeiro.

Preciso de óculos de sol no inverno ou em dia nublado?

Num estudo no Japão, o olho recebeu mais UV com o sol baixo, o que no inverno acontece o dia inteiro,[4] e as nuvens nem sempre reduzem o UV.[3] Se você vai passar bastante tempo ao ar livre, vale usar.

Dá para olhar para o sol ou para o eclipse de óculos escuro?

Não. Olhar o sol por poucos segundos pode lesar a mácula, a parte central da retina.[11] Para eclipse, só filtros próprios para observação solar.

O que é fotoceratite?

É a lesão da córnea por excesso de UV, como na neve, na praia ou na solda sem proteção. Dor, lacrimejamento e dificuldade para abrir os olhos começam algumas horas depois e duram até três dias.[15] Procure atendimento.

Referências

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Revisão médica: Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida, médica oftalmologista, CRM-SP 148.173, RQE 59.216 (Oftalmologia). Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta, o exame e a orientação médica individual.

Revisão médica: Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida (CRM-SP 148.173, RQE 59.216), em 09 de outubro de 2026. Como revisamos o conteúdo.

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

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