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Catarata

Tipos de Catarata: Nuclear, Cortical, Subcapsular e Congênita

Publicado em 28 de maio de 2026 Atualizado em 28 de maio de 2026 7 min de leitura Dra. Priscilla R. de Almeida
Imagem de capa do artigo Tipos de Catarata: Nuclear, Cortical, Subcapsular e Congênita, conteúdo da categoria Catarata.
Dra. Priscilla R. de Almeida
Autor
Dra. Priscilla R. de Almeida
CRM-SP 148.173 | RQE 59.216

Resumo em linguagem simples

Você sabia que existem diferentes tipos de catarata? Conheça a catarata nuclear, cortical, subcapsular posterior e a catarata congênita.

CID-10: H26 — Outras cataratas Ver todos os artigos de Catarata

ou "miopia induzida pela catarata". Inicialmente, o endurecimento do núcleo pode alterar o índice de refração do cristalino, resultando em uma melhora temporária da visão de perto. Pacientes que antes precisavam de óculos para leitura podem, por um período, conseguir ler sem eles. No entanto, essa melhora é transitória e é seguida por uma piora progressiva da visão de longe e de perto, à medida que a opacificação avança.

Catarata Nuclear: Endurecimento do Núcleo do Cristalino

Quais são as causas e fatores de risco da catarata nuclear?

A principal causa da catarata nuclear é o processo natural de envelhecimento. Com o passar dos anos, as proteínas do cristalino sofrem alterações oxidativas e se agregam, levando à perda de transparência. No entanto, outros fatores podem acelerar esse processo:

  • Envelhecimento: É o fator de risco mais significativo, com a incidência aumentando consideravelmente após os 60 anos.
  • Diabetes Mellitus: Pacientes diabéticos, especialmente aqueles com controle glicêmico inadequado, têm um risco aumentado de desenvolver catarata nuclear em idades mais precoces e com maior gravidade. A hiperglicemia crônica pode levar à formação de sorbitol no cristalino, alterando seu equilíbrio osmótico e estrutura proteica.
  • Tabagismo: O fumo é um fator de risco bem estabelecido, aumentando o estresse oxidativo no olho e danificando as proteínas do cristalino.
  • Exposição à Radiação Ultravioleta (UV): A exposição prolongada e desprotegida aos raios UV do sol pode causar danos oxidativos e acelerar a formação da catarata. O uso de óculos de sol com proteção UV é uma medida preventiva importante, conforme recomendado pela AAO.
  • Histórico Familiar: A predisposição genética pode influenciar o desenvolvimento da catarata nuclear.

Como a catarata nuclear afeta a visão?

Os sintomas da catarata nuclear se desenvolvem lentamente e podem incluir:

  • Visão embaçada ou turva: A visão se torna progressivamente menos nítida, como se houvesse uma névoa.
  • Dificuldade de visão noturna: A opacificação central do cristalino dificulta a visão em ambientes com pouca luz, e a sensibilidade ao contraste diminui.
  • Cores amareladas ou desbotadas: O cristalino opaco pode adquirir uma tonalidade amarelada ou amarronzada, alterando a percepção das cores, que parecem menos vibrantes.
  • Miopização progressiva: Como mencionado, uma melhora temporária da visão de perto pode ocorrer, seguida por uma piora geral da visão.

Catarata Cortical: Opacidades em Formato de Raios

O que é a catarata cortical e como ela se desenvolve?

A catarata cortical afeta o córtex do cristalino, a camada externa que envolve o núcleo. Ela se manifesta como opacidades esbranquiçadas que se iniciam nas bordas do cristalino e progridem em direção ao centro, muitas vezes em um padrão de "cunhas" ou "raios" que se assemelham aos raios de uma roda. Diferente da nuclear, que afeta a densidade central, a cortical interfere mais na passagem da luz pelas periferias do cristalino.

Quais são as causas e fatores de risco da catarata cortical?

Assim como a catarata nuclear, o envelhecimento é um fator de risco primário para a catarata cortical. No entanto, outros fatores também contribuem:

  • Envelhecimento: É a causa mais comum, com a degeneração das fibras do córtex ao longo do tempo.
  • Diabetes Mellitus: Pacientes diabéticos têm um risco aumentado de desenvolver catarata cortical, devido às alterações metabólicas que afetam o cristalino.
  • Exposição à Radiação UV: A exposição solar excessiva sem proteção adequada também é um fator de risco para a catarata cortical.
  • Trauma Ocular: Lesões no olho podem levar ao desenvolvimento desse tipo de catarata.

Como a catarata cortical impacta a visão?

Os sintomas da catarata cortical são frequentemente caracterizados por:

  • Ofuscamento e sensibilidade à luz (fotofobia): As opacidades em forma de raios dispersam a luz que entra no olho, causando um brilho intenso e desconforto, especialmente em ambientes claros ou ao dirigir à noite, com faróis de carros.
  • Dificuldade de visão noturna: A dispersão da luz pode tornar a visão noturna ainda mais desafiadora.
  • Visão embaçada: A nitidez da visão é comprometida, embora a percepção de cores possa ser menos afetada do que na catarata nuclear.

Catarata Subcapsular Posterior: Rápida e Impactante

O que é a catarata subcapsular posterior e por que ela é diferente?

A catarata subcapsular posterior (CSP) é um tipo de catarata que se forma na parte de trás do cristalino, logo abaixo da cápsula posterior. Essa localização é particularmente problemática porque a opacificação ocorre diretamente no eixo visual, onde a luz passa antes de atingir a retina. Por essa razão, mesmo uma pequena CSP pode causar sintomas visuais significativos e uma deterioração mais rápida da visão em comparação com outros tipos de catarata.

Quais são as causas e fatores de risco da catarata subcapsular posterior?

Embora o envelhecimento possa contribuir, a catarata subcapsular posterior está frequentemente associada a outros fatores específicos:

  • Uso de Corticosteroides: O uso prolongado de medicamentos corticosteroides, seja por via oral, inalatória ou em colírios, é um dos principais fatores de risco para a CSP. A dose e a duração do tratamento com esteroides influenciam o risco.
  • Diabetes Mellitus: Pacientes diabéticos têm uma maior propensão a desenvolver CSP, e a progressão pode ser mais rápida em casos de controle glicêmico inadequado.
  • Trauma Ocular: Lesões diretas no olho podem levar à formação de CSP.
  • Radiação: Exposição à radiação, como em tratamentos de radioterapia na região da cabeça e pescoço.
  • Inflamação Ocular (Uveíte): Condições inflamatórias crônicas no olho podem aumentar o risco.

Como a catarata subcapsular posterior afeta a visão?

Os sintomas da catarata subcapsular posterior são notáveis por seu impacto significativo na visão, especialmente em certas condições:

  • Dificuldade de leitura e visão de perto: A opacificação no centro do campo visual afeta diretamente a capacidade de realizar tarefas que exigem foco próximo.
  • Brilho intenso e ofuscamento: A luz que entra no olho é dispersa pelas opacidades, causando um brilho severo e ofuscamento, especialmente em ambientes claros ou sob luz solar direta. Muitos pacientes relatam que a visão piora em luz forte e melhora ligeiramente em condições de pouca luz, o oposto da catarata nuclear.
  • Visão embaçada: A nitidez geral da visão é comprometida, e as cores podem parecer desbotadas.
  • Progressão rápida: Os sintomas podem piorar em questão de meses, exigindo uma intervenção cirúrgica mais precoce.

Catarata Congênita: Uma Condição Desde o Nascimento

O que é a catarata congênita e qual sua importância?

A catarata congênita é uma condição rara, mas grave, em que o bebê nasce com opacificação do cristalino ou a desenvolve nos primeiros meses de vida. Diferente dos outros tipos, que geralmente estão associados ao envelhecimento, a catarata congênita representa um desafio único porque pode interferir criticamente no desenvolvimento visual da criança. Se não for diagnosticada e tratada precocemente, pode levar a uma condição conhecida como ambliopia (olho preguiçoso) e, em casos mais severos, à cegueira permanente, pois o cérebro não recebe os estímulos visuais necessários para desenvolver a visão.

Quais são as causas da catarata congênita?

As causas da catarata congênita são diversas e podem incluir:

  • Fatores Genéticos: Mutações em genes responsáveis pelo desenvolvimento ocular podem ser herdadas ou ocorrer espontaneamente. Síndromes genéticas como a Síndrome de Down também podem estar associadas.
  • Infecções Intrauterinas: Infecções contraídas pela mãe durante a gravidez, como rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus, herpes simplex e varicela, podem afetar o desenvolvimento do cristalino do feto.
  • Distúrbios Metabólicos: Condições como galactosemia (incapacidade de metabolizar a galactose) e diabetes materna mal controlada podem contribuir para a formação da catarata congênita.
  • Trauma Ocular: Lesões nos olhos do bebê durante o parto ou nos primeiros meses de vida.
  • Uso de Medicamentos: Certos medicamentos tomados pela mãe durante a gravidez, como antibióticos de tetraciclina, foram associados à ocorrência de catarata em recém-nascidos.

Como a catarata congênita é diagnosticada e tratada?

O diagnóstico precoce da catarata congênita é fundamental para preservar a visão da criança. O principal exame de triagem é o Teste do Reflexo Vermelho, popularmente conhecido como "teste do olhinho", que deve ser realizado nas primeiras 72 horas de vida e repetido nas consultas pediátricas de rotina. Um reflexo branco (leucocoria) ou ausente pode indicar a presença de catarata.

Outros sinais de alerta para os pais incluem:

  • Película esbranquiçada na pupila do bebê.
  • Movimentos oculares involuntários e rápidos (nistagmo).
  • Olhos desalinhados (estrabismo).
  • Dificuldade em fixar o olhar ou seguir objetos.
  • Sensibilidade excessiva à luz (fotofobia).

O tratamento para a catarata congênita é predominantemente cirúrgico. A cirurgia deve ser realizada o mais cedo possível, idealmente entre 6 semanas e 3 meses de vida, para permitir o desenvolvimento visual adequado e evitar a ambliopia. Após a remoção do cristalino opaco, uma lente intraocular (LIO) pode ser implantada, ou a correção visual pode ser feita com lentes de contato ou óculos, dependendo da idade e das características do olho da criança. O acompanhamento pós-operatório e a estimulação visual são cruciais para o sucesso a longo prazo.

Tabela Comparativa dos Tipos de Catarata

Para facilitar a compreensão das diferenças entre os tipos de catarata, apresentamos a seguinte tabela comparativa:

Característica Catarata Nuclear Catarata Cortical Catarata Subcapsular Posterior Catarata Congênita
Localização Núcleo (centro) do cristalino Córtex (camada externa) do cristalino Parte posterior do cristalino, sob a cápsula Presente ao nascimento ou primeiros meses de vida
Padrão de Opacificação Amarelamento/endurecimento central Raios ou cunhas das bordas para o centro Opacidade granular ou em placa no eixo visual Variável (polar, nuclear, cerúlea, etc.)
Progressão Lenta e gradual Moderada Rápida Variável, mas impacta o desenvolvimento visual
Sintomas Principais Visão embaçada, miopização, cores amareladas Ofuscamento, sensibilidade à luz, dificuldade noturna Dificuldade de leitura, brilho intenso, piora em luz forte Leucocoria, nistagmo, estrabismo, falta de fixação
Fatores de Risco Envelhecimento, diabetes, tabagismo, UV Envelhecimento, diabetes, UV, trauma Corticosteroides, diabetes, trauma, radiação Genética, infecções intrauterinas, distúrbios metabólicos, trauma
Impacto na Visão Piora da visão de longe, melhora temporária de perto Ofuscamento e dificuldade em ambientes claros Piora significativa da visão de perto e em luz forte Risco de ambliopia e cegueira se não tratada cedo

Conclusão: Sua Visão Merece Cuidado Especializado

Compreender os diferentes tipos de catarata é o primeiro passo para proteger sua saúde ocular. Seja a progressão lenta da catarata nuclear, o ofuscamento da catarata cortical, a rápida deterioração da catarata subcapsular posterior ou a urgência da catarata congênita, cada condição exige atenção e tratamento específicos. A boa notícia é que, com os avanços da oftalmologia moderna, a catarata é uma condição tratável, e a cirurgia é um procedimento seguro e eficaz que pode restaurar significativamente a sua visão e qualidade de vida.

No Instituto Drudi e Almeida, contamos com uma equipe de especialistas altamente qualificados, como a Dra. Priscilla Almeida, e tecnologia de ponta para oferecer o diagnóstico mais preciso e o tratamento mais adequado para cada tipo de catarata. Nosso compromisso é com a sua saúde visual, proporcionando um atendimento empático, claro e focado em suas necessidades individuais.

Se você ou alguém que você conhece está experimentando sintomas de catarata, não hesite. A avaliação precoce é fundamental para um melhor prognóstico. Agende uma avaliação no Instituto Drudi e Almeida em São Paulo ou Guarulhos e dê o primeiro passo para enxergar o mundo com clareza novamente. Sua visão é um bem precioso, e estamos aqui para cuidar dela.

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

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