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Procedimento Terapêutico

Laser de Argônio — Fotocoagulação a Laser

O laser de argônio é utilizado para tratar lesões da retina, como roturas, degenerações periféricas, retinopatia diabética e membranas neovasculares. O procedimento é realizado no consultório, sem internação, e sela as lesões com precisão para prevenir o descolamento de retina.

10–20 min
Duração
Mínima
Dor
Não necessária
Internação
Colírio
Anestesia
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A indicação e o preparo do exame dependem de avaliação médica individualizada.

O que é

Laser de Argônio:
Fotocoagulação Retiniana — Quantel Vitra 2

A fotocoagulação retiniana a laser é um dos procedimentos terapêuticos mais consagrados e eficazes da oftalmologia moderna. O equipamento emite um feixe de luz verde (532 nm) altamente concentrado que atravessa as estruturas transparentes do olho (córnea, cristalino e vítreo) e é absorvido de forma seletiva pelo pigmento da retina (melanina do epitélio pigmentar) e pela hemoglobina dos vasos sanguíneos. Ao ser absorvida, a energia luminosa se transforma em energia térmica, criando uma microqueimadura terapêutica (coagulação) no tecido alvo.

Esse mecanismo de ação térmico tem duas finalidades principais. A primeira é estrutural (retinopexia): ao aplicar o laser ao redor de uma ruptura ou buraco na retina periférica, cria-se uma cicatriz adesiva que "solda" a retina à parede do olho, bloqueando a infiltração de fluido e prevenindo um descolamento de retina — uma verdadeira emergência oftalmológica. A segunda finalidade é metabólica (panfotocoagulação): em casos de retinopatia diabética proliferativa ou oclusões venosas isquêmicas, o laser é aplicado em áreas periféricas doentes da retina. Ao destruir essas áreas isquêmicas, reduz-se drasticamente a demanda por oxigênio do olho e, consequentemente, a produção de VEGF (fator de crescimento vascular), o que faz regredir os neovasos anômalos que causam sangramentos (hemorragia vítrea) e cegueira.

No Instituto Drudi e Almeida, utilizamos o avançado sistema Quantel Medical Vitra 2, equipado com tecnologia Multispot (padrão de múltiplos pontos). Ao contrário dos lasers antigos que aplicavam um disparo por vez, a tecnologia Multispot permite aplicar dezenas de pontos simultâneos em frações de segundo. Isso reduz o tempo de sessão pela metade, diminui significativamente a inflamação tecidual e oferece um conforto muito maior ao paciente. O procedimento é realizado em regime ambulatorial (no consultório), com as pupilas dilatadas e anestesia em colírio.

Código TUSS: 30901012 — verifique cobertura com seu plano de saúde

Laser de Argônio — fotocoagulação retiniana no Instituto Drudi e Almeida
Para que serve

Condições avaliadas

H36.0

Retinopatia Diabética Proliferativa

Panfotocoagulação retiniana (PRP) para destruição de tecido isquêmico e regressão de neovascularização.

H33.3

Rotura Retiniana

Fotocoagulação ao redor da rotura para criar barreira cicatricial e prevenir descolamento de retina.

H34.8

Oclusão de Veia Retiniana

Fotocoagulação setorial para tratamento de isquemia e neovascularização em oclusões de ramo venoso.

H35.1

Retinopatia da Prematuridade

Fotocoagulação da retina avascular em prematuros para prevenir descolamento de retina.

H35.0

Neovascularização do Disco/Retina

Destruição de neovasos para prevenir hemorragia vítrea em retinopatia diabética e outras condições.

H36.0

Edema Macular Focal Diabético

Fotocoagulação focal de microaneurismas responsáveis pelo edema macular clinicamente significativo.

Dúvidas frequentes

Perguntas sobre Laser de Argônio

O laser de argônio dói?
O procedimento causa leve desconforto — sensação de calor ou flashes de luz intensa. Colírio anestésico é aplicado antes. Em sessões longas (panfotocoagulação), pode haver desconforto mais intenso que é manejado com anestesia peribulbar se necessário.
Preciso de internação para o laser de argônio?
Não. O procedimento é ambulatorial — realizado em consultório ou sala de laser. O paciente vai para casa logo após, mas não deve dirigir no dia do procedimento (devido à dilatação pupilar).
Quantas sessões de laser são necessárias?
Depende da condição. Roturas retinianas: geralmente 1 sessão. Panfotocoagulação para retinopatia diabética proliferativa: 2–4 sessões de 500–1.500 disparos cada. O médico determina o número de sessões conforme a resposta ao tratamento.
O laser de argônio cura a retinopatia diabética?
O laser não cura a retinopatia diabética, mas estabiliza a doença e previne complicações graves como hemorragia vítrea e descolamento de retina. O controle rigoroso da glicemia e da pressão arterial é fundamental para retardar a progressão.
Minha visão vai piorar após o laser?
A panfotocoagulação pode causar leve redução da visão periférica e da adaptação ao escuro — efeitos esperados e aceitos para prevenir a perda total da visão. A visão central (leitura) geralmente é preservada.
Meu convênio cobre o laser de argônio?
O código TUSS é 30901012. A maioria dos planos cobre o procedimento com indicação médica documentada.

Referências Científicas

  1. [1] Early Treatment Diabetic Retinopathy Study Research Group. Photocoagulation for diabetic macular edema. Arch Ophthalmol. 1985. DOI: 10.1001/archopht.1985.01050010058024
  2. [2] Diabetic Retinopathy Study Research Group. Photocoagulation treatment of proliferative diabetic retinopathy. Ophthalmology. 1981. DOI: 10.1016/S0161-6420(81)34978-1
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## Fotocoagulação a Laser de Argônio: Procedimento e Aplicações A fotocoagulação a laser de argônio é um procedimento oftalmológico terapêutico revolucionário que utiliza feixes de luz concentrada para tratar diversas patologias retinianas. O laser cria pequenas queimaduras (coagulação térmica) no tecido retiniano, selando vasos sanguíneos anormais ou "colando" a retina. ### Como o Laser Funciona O laser de argônio emite luz em comprimentos de onda específicos (geralmente verde e azul-verde) que são altamente absorvidos pela melanina e pela hemoglobina presentes na retina e nos vasos sanguíneos. Quando a energia da luz é absorvida, ela se transforma em calor, causando a coagulação das proteínas do tecido alvo. Este processo pode ser usado para: - **Selar vasos sanguíneos vazantes:** Reduzindo o edema macular. - **Destruir tecido isquêmico:** Diminuindo a produção do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) e interrompendo o crescimento de neovasos. - **Criar cicatrizes de adesão:** Fixando a retina ao epitélio pigmentar subjacente. ### Principais Indicações A fotocoagulação a laser é o tratamento de escolha para: 1. **Retinopatia Diabética:** O laser focal sela microaneurismas que vazam fluido na mácula. O laser panretiniano (PRP) destrói a retina periférica isquêmica para regredir neovasos e prevenir hemorragia vítrea e descolamento de retina tracional. 2. **Rasgaduras e Degenerações Periféricas da Retina:** O laser é aplicado ao redor da rotura (barragem a laser) para criar uma cicatriz que impede a infiltração de fluido sob a retina, prevenindo o descolamento regmatogênico. 3. **Oclusões Venosas da Retina:** Para tratar edema macular e prevenir neovascularização secundária. ### O Procedimento e a Recuperação O procedimento é realizado em regime ambulatorial (no próprio consultório), com colírio anestésico e dilatação pupilar. O paciente senta-se na lâmpada de fenda e uma lente especial é apoiada no olho. Durante a aplicação, o paciente percebe clarões brilhantes. A recuperação é rápida. O paciente pode apresentar visão turva e leve sensibilidade à luz por algumas horas devido à dilatação e aos clarões. Em tratamentos panretinianos extensos, pode haver uma redução temporária da visão periférica e da adaptação ao escuro.

Perguntas Frequentes

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