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Retinopatia Diabética: Sintomas, Prevenção e Tratamento

Publicado em 28 de maio de 2026 Atualizado em 28 de maio de 2026 7 min de leitura Dr. Fernando Macei Drudi
Imagem de capa do artigo Retinopatia Diabética: Sintomas, Prevenção e Tratamento, conteúdo da categoria Retina.
Dr. Fernando Macei Drudi
Autor
Dr. Fernando Macei Drudi
CRM-SP 139.300

Resumo em linguagem simples

O diabetes pode causar cegueira através da retinopatia diabética. Entenda os sintomas, a importância do mapeamento de retina anual e os tratamentos a laser.

CID-10: H35 — Outros transtornos da retina Ver todos os artigos de Retina

Como oftalmologista especialista, Dr. Fernando Drudi, é meu compromisso educar e informar sobre condições oculares que podem impactar significativamente a qualidade de vida. A retinopatia diabética é uma dessas condições, uma complicação séria do diabetes que, se não tratada, pode levar à cegueira. Neste artigo, abordaremos em profundidade o que é a retinopatia diabética, seus sintomas, a importância da prevenção e as opções de tratamento disponíveis.

O que é Retinopatia Diabética e como o diabetes afeta os olhos?

A retinopatia diabética é uma doença ocular que afeta os vasos sanguíneos da retina, a camada sensível à luz localizada na parte de trás do olho. O diabetes, caracterizado por níveis elevados de açúcar no sangue (glicemia), danifica esses vasos sanguíneos delicados ao longo do tempo. Esse dano pode levar a vazamentos de fluidos, inchaço (edema), ou até mesmo ao fechamento dos vasos, impedindo o fluxo sanguíneo adequado [1]. Em estágios mais avançados, novos vasos sanguíneos anormais e frágeis podem crescer na retina, um processo conhecido como neovascularização, que pode causar sangramentos e cicatrizes [2].

Quais são os tipos de Retinopatia Diabética?

Existem dois tipos principais de retinopatia diabética:

  • Retinopatia Diabética Não Proliferativa (RDNP): Esta é a fase inicial e mais comum da doença. Nela, os pequenos vasos sanguíneos da retina vazam, causando inchaço. Se o inchaço ocorrer na mácula (a parte central da retina responsável pela visão detalhada), é chamado de edema macular diabético, a causa mais comum de perda de visão em pessoas com diabetes [2].
  • Retinopatia Diabética Proliferativa (RDP): Esta é a fase mais avançada e grave. Caracteriza-se pelo crescimento de novos vasos sanguíneos anormais (neovasos) na superfície da retina. Esses neovasos são frágeis e podem sangrar facilmente para o vítreo (o gel que preenche o olho), causando sangramento no olho diabetes e visão turva ou perda súbita da visão. O tecido cicatricial formado por esses vasos pode levar ao descolamento de retina [2].

Quais são os sintomas da Retinopatia Diabética?

Nos estágios iniciais, a retinopatia diabética geralmente não apresenta sintomas, o que a torna uma doença silenciosa e perigosa. Muitas pessoas podem ter a condição sem saber, até que ela progrida para estágios mais avançados [3]. Por isso, o diagnóstico precoce através de exames oftalmológicos regulares é crucial.

À medida que a doença avança, os sintomas podem incluir:

  • Visão embaçada ou flutuante
  • Manchas ou “moscas volantes” no campo de visão
  • Áreas escuras ou vazias na visão
  • Dificuldade para enxergar à noite
  • Perda súbita da visão em um ou ambos os olhos
  • Cores que parecem desbotadas ou menos vibrantes

É fundamental estar atento a esses sinais e procurar um oftalmologista imediatamente caso os perceba. Lembre-se que a retinopatia diabética pode afetar ambos os olhos [2].

Como é feito o diagnóstico da Retinopatia Diabética?

O diagnóstico precoce é a chave para preservar a visão. Recomenda-se que pacientes com diabetes realizem exames oftalmológicos completos anualmente, mesmo na ausência de sintomas. O mapeamento de retina anual é um procedimento essencial para identificar alterações nos vasos sanguíneos antes que a perda de visão ocorra [3].

Os exames diagnósticos incluem:

  • Exame de Fundo de Olho com Pupila Dilatada: O oftalmologista utiliza colírios para dilatar a pupila, permitindo uma visão clara da retina e do nervo óptico. Este exame pode revelar vasos sanguíneos anormais, inchaço, sangramentos e descolamento de retina [2].
  • Angiografia Fluoresceínica: Um corante amarelo (fluoresceína) é injetado na veia do braço e fotografias da retina são tiradas à medida que o corante passa pelos vasos sanguíneos. Isso ajuda a identificar vasos bloqueados, vazamentos ou o crescimento de novos vasos anormais [2].
  • Tomografia de Coerência Óptica (OCT): Este exame fornece imagens detalhadas da retina, permitindo ao médico detectar e medir o inchaço da mácula (edema macular) com alta precisão. A OCT é uma ferramenta valiosa para monitorar a progressão da doença e a resposta ao tratamento [2, 4].

Qual a importância da prevenção da Retinopatia Diabética?

A prevenção é o pilar fundamental no manejo da retinopatia diabética. O controle rigoroso do diabetes é a medida mais eficaz para prevenir o surgimento e a progressão da doença. Isso inclui:

  • Controle Glicêmico: Manter os níveis de açúcar no sangue dentro da meta estabelecida pelo seu médico é crucial. Níveis elevados de glicose danificam os vasos sanguíneos da retina ao longo do tempo [2].
  • Controle da Pressão Arterial: A hipertensão arterial é um fator de risco adicional para a retinopatia diabética. Controlar a pressão sanguínea ajuda a proteger os vasos oculares [2].
  • Controle do Colesterol: Níveis elevados de colesterol também podem contribuir para o dano vascular. Uma dieta saudável e, se necessário, medicamentos, são importantes [3].
  • Estilo de Vida Saudável: Adotar uma dieta equilibrada, praticar exercícios físicos regularmente e evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool são medidas que beneficiam a saúde geral e ocular [3].
  • Exames Oftalmológicos Regulares: Como mencionado, o mapeamento de retina anual é indispensável para o diagnóstico precoce e acompanhamento da doença, mesmo na ausência de sintomas [3].

Quais são as opções de tratamento para a Retinopatia Diabética?

O tratamento da retinopatia diabética visa interromper a progressão da doença, preservar a visão existente e, em alguns casos, restaurar parte da visão perdida. As opções de tratamento dependem do estágio da doença e da gravidade das alterações oculares. As principais abordagens incluem:

1. Controle Médico Rigoroso

O primeiro e mais importante passo no tratamento é otimizar o controle do diabetes, da pressão arterial e do colesterol. Em alguns casos, um bom controle glicêmico pode até mesmo melhorar a visão [2].

2. Medicações Intravítreas

Injeções de medicamentos diretamente no olho são uma opção eficaz, especialmente para o edema macular diabético e a retinopatia diabética proliferativa. Os medicamentos mais comuns são:

  • Anti-VEGF (anti-fator de crescimento endotelial vascular): Medicamentos como Avastin, Eylea e Lucentis ajudam a reduzir o inchaço da mácula e a inibir o crescimento de novos vasos sanguíneos anormais. Eles são administrados em uma série de injeções ao longo do tempo [2].
  • Corticosteroides: Também administrados por injeção, os corticosteroides podem reduzir a inflamação macular [2].

3. Tratamento a Laser (Fotocoagulação)

O laser argônio retina é uma técnica amplamente utilizada para tratar a retinopatia diabética. Existem dois tipos principais de tratamento a laser:

  • Fotocoagulação Focal/Grade: Usada para tratar o edema macular, o laser é aplicado em áreas específicas da mácula para selar vasos sanguíneos que estão vazando e reduzir o inchaço [2].
  • Fotocoagulação Pan-Retiniana (PRP): Utilizada na retinopatia diabética proliferativa, o laser é aplicado em áreas periféricas da retina para destruir os vasos sanguíneos anormais e evitar o crescimento de novos. Isso ajuda a preservar a visão central [2].

4. Cirurgia (Vitrectomia)

Em casos avançados de retinopatia diabética proliferativa, como hemorragias vítreas que não se resolvem espontaneamente ou descolamento de retina, a cirurgia de vitrectomia pode ser necessária. Neste procedimento, o cirurgião remove o gel vítreo e o sangue ou tecido cicatricial do olho, permitindo que a luz se foque corretamente na retina novamente [2, 4].

Tabela Comparativa: Opções de Tratamento para Retinopatia Diabética

Opção de Tratamento Indicação Principal Mecanismo de Ação Vantagens Desvantagens Referência
Controle Médico Rigoroso Todos os estágios, prevenção Otimização da glicemia, pressão arterial e colesterol Não invasivo, fundamental para todos os pacientes Requer disciplina contínua do paciente [2, 3]
Medicações Intravítreas (Anti-VEGF) Edema macular diabético, RDP Inibe o crescimento de vasos anormais e reduz o inchaço Altamente eficaz, melhora a visão em muitos casos Injeções repetidas, custo [2]
Laser (Fotocoagulação) Edema macular, RDP Sela vasos vazando, destrói vasos anormais Previne a progressão da doença, procedimento ambulatorial Pode causar perda de visão periférica (PRP), cicatrizes [2]
Vitrectomia RDP avançada (hemorragia vítrea, descolamento de retina) Remove sangue e tecido cicatricial do vítreo Pode restaurar a visão em casos graves Cirurgia invasiva, riscos associados [2, 4]

Conclusão

A retinopatia diabética é uma condição séria, mas com o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, a perda de visão pode ser prevenida ou minimizada. O controle rigoroso do diabetes e exames oftalmológicos regulares são as suas melhores defesas contra essa doença. Não espere pelos sintomas; a sua visão é um bem precioso que merece ser cuidado.

Se você tem diabetes ou conhece alguém que tenha, incentive o mapeamento de retina anual e a busca por um especialista. No Instituto Drudi e Almeida, em São Paulo e Guarulhos, estamos prontos para oferecer o cuidado oftalmológico de excelência que você merece. Agende sua avaliação e cuide da sua visão.

Referências

[1] Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Revista Veja Bem, Edição 23, 2019. Disponível em: cbo.net.br
[2] American Academy of Ophthalmology (AAO). Retinopatía diabética: causas, síntomas, diagnóstico, tratamiento. Publicado em 03 de fevereiro de 2026. Disponível em: American Academy of Ophthalmology — Diretriz clínica
[3] Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Revista Veja Bem, Edição 14, 2017. Disponível em: cbo.com.br
[4] Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Manejo da Retinopatia Diabética. Publicado em 12 de abril de 2021. Disponível em: diretriz.diabetes.org.br

<h2>Diagnóstico e Exames</h2>
<p>O diagnóstico precoce da retinopatia diabética é fundamental para prevenir a progressão da doença e preservar a visão. Durante a consulta oftalmológica, o especialista realiza um exame detalhado da retina utilizando instrumentos específicos, como o oftalmoscópio, que permite a visualização direta dos vasos sanguíneos e da estrutura retiniana. Além do exame clínico, métodos complementares são essenciais para avaliar com precisão o grau de comprometimento retinal.</p>
<p>Um dos exames mais utilizados é a angiografia fluoresceínica, que consiste na injeção de um corante fluorescente na veia do braço, permitindo a visualização do fluxo sanguíneo retinal por meio de fotografias especiais. Esse exame ajuda a identificar áreas de vazamento, oclusão vascular e neovascularização. Outro exame importante é a tomografia de coerência óptica (OCT), que fornece imagens em alta resolução da retina, possibilitando a análise detalhada do edema macular e da espessura retiniana.</p>
<p>Além dos exames específicos, pacientes diabéticos devem realizar exames oftalmológicos periódicos, mesmo na ausência de sintomas visuais. O acompanhamento regular permite a detecção precoce de alterações e a intervenção adequada, reduzindo significativamente o risco de complicações graves, como a perda irreversível da visão.</p>

<h2>Tratamentos Disponíveis</h2>
<p>O tratamento da retinopatia diabética varia conforme o estágio da doença e as alterações encontradas na retina. Em estágios iniciais, o controle rigoroso da glicemia, pressão arterial e colesterol pode retardar ou até mesmo impedir a progressão da retinopatia. Essa abordagem multidisciplinar é essencial para a saúde geral do paciente e para a preservação da visão.</p>
<p>Em casos de retinopatia moderada a avançada, tratamentos específicos são indicados. A fotocoagulação a laser é uma técnica amplamente utilizada para selar vasos sanguíneos com vazamentos e reduzir a neovascularização, prevenindo hemorragias e descolamento de retina. Esse procedimento é realizado ambulatorialmente e tem como objetivo estabilizar a doença, evitando a perda visual.</p>
<p>Outra alternativa terapêutica são as injeções intravítreas de medicamentos antiangiogênicos, que bloqueiam o crescimento dos vasos anormais e reduzem o edema macular. Em situações mais graves, como hemorragias vítreas extensas ou descolamento de retina, pode ser necessária a cirurgia vitreorretiniana para restaurar a anatomia ocular e melhorar a visão. O acompanhamento próximo por um oftalmologista especialista é imprescindível para definir o tratamento mais adequado e garantir o melhor prognóstico.</p>

<h2>Perguntas Frequentes</h2>

<h3>Quais são os principais sintomas da retinopatia diabética?</h3>
<p>Nos estágios iniciais, a retinopatia diabética pode não apresentar sintomas perceptíveis. Com a progressão, o paciente pode notar visão embaçada, manchas ou pontos escuros no campo visual, dificuldade para enxergar cores e, em casos mais graves, perda da visão.</p>

<h3>Com que frequência um diabético deve realizar exames oftalmológicos?</h3>
<p>Recomenda-se que pacientes com diabetes realizem exames oftalmológicos completos pelo menos uma vez ao ano. Em casos com retinopatia já diagnosticada ou outros fatores de risco, o intervalo pode ser reduzido conforme orientação médica.</p>

<h3>É possível reverter a retinopatia diabética?</h3>
<p>Embora os danos causados pela retinopatia diabética sejam, em grande parte, irreversíveis, o tratamento adequado pode controlar a doença, prevenir complicações e preservar a visão. A detecção precoce e o controle rigoroso do diabetes são fundamentais para evitar a progressão.</p>

<h3>Como posso prevenir a retinopatia diabética?</h3>
<p>O principal método de prevenção é o controle rigoroso dos níveis de açúcar no sangue, aliado ao acompanhamento médico regular. Além disso, manter a pressão arterial e o colesterol sob controle, evitar o tabagismo, praticar exercícios físicos e ter uma alimentação saudável são

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

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