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Descolamento de Retina: Sinais, Riscos e Tratamento

Publicado em 01 de maio de 2026 Atualizado em 22 de agosto de 2026 Revisão médica: 13 de agosto de 2026 14 min de leitura Dr. Fernando Macei Drudi
Capa 3D de descolamento de retina com paciente, médica e corte anatômico mostrando retina elevada
Dr. Fernando Macei Drudi
Autor Médico
Dr. Fernando Macei Drudi
CRM-SP 139.300 | RQE 50.645

Resumo em linguagem simples

Descolamento de retina pode causar flashes, moscas volantes novas e sombra no campo visual. O exame com pupila dilatada confirma a causa e define o tratamento mais adequado.

CID-10: H33.0 — Descolamento da retina com defeito retiniano
GUIA CLÍNICO

Revisão médica: Dr. Fernando Macei Drudi · CRM-SP 139.300 · RQE 50.645

Resposta rápida

O descolamento de retina ocorre quando a retina, camada que recebe a luz no fundo do olho, se separa da estrutura que a nutre. No tipo regmatogênico, uma ruptura permite a passagem de líquido por baixo dessa camada. Flashes novos, aumento súbito de moscas volantes, sombra lateral ou a sensação de uma cortina no campo visual devem motivar avaliação oftalmológica sem demora. O diagnóstico exige exame da retina com pupila dilatada; quando há descolamento, o tratamento costuma ser planejado para reparar a causa e reaproximar a retina. [1] [2]

O que é descolamento de retina?

A retina é um tecido sensível à luz que reveste internamente a parte posterior do olho. Ela transforma estímulos luminosos em sinais enviados ao cérebro pelo nervo óptico. Quando a retina se desloca de sua posição, sua função pode ser comprometida. A forma mais comum de descolamento é a regmatogênica, ligada a uma ruptura ou buraco por onde o líquido do vítreo pode infiltrar-se sob a retina. [1]

Há outras formas de descolamento. No tracional, membranas exercem tração sobre a retina; isso pode ocorrer, por exemplo, em alguns estágios de doença proliferativa da retina. No exsudativo, líquido se acumula sob a retina sem uma ruptura. Esses mecanismos não devem ser confundidos: a causa e a conduta podem ser diferentes. O foco deste guia é o tipo regmatogênico, classificado no CID-10 como H33.0 — Descolamento da retina com defeito retiniano.

Quais sinais podem sugerir uma alteração na retina?

O sinal pode surgir como luzes breves, semelhantes a flashes, sobretudo em ambiente escuro. Algumas pessoas percebem um número novo ou maior de pontos, fios ou manchas móveis, conhecidos popularmente como moscas volantes. Uma sombra que avança pela lateral, de cima para baixo ou de baixo para cima, ou uma área do campo visual que parece coberta por cortina, merece atenção especial.

Esses sintomas podem ocorrer em situações que não são descolamento de retina, e a intensidade dos flashes ou das moscas volantes isoladamente não estabelece o diagnóstico. Porém, em pessoas com sintomas vítreos, redução visual subjetiva e perda de campo visual foram associadas a maior probabilidade de rasgo ou descolamento em uma coorte prospectiva. [6] A única forma segura de saber a causa é examinar a retina.

Infográfico com flashes novos, aumento súbito de moscas volantes e sombra ou cortina como sinais que merecem avaliação oftalmológica
Figura 2. Sinais de alerta. A combinação e o contexto dos sintomas importam. Não espere que uma sombra no campo visual desapareça sozinha antes de buscar avaliação.

Por que flashes e moscas volantes podem aparecer?

Com o passar do tempo, o vítreo — gel que preenche a maior parte do olho — pode se afastar da retina. Esse processo é chamado de descolamento posterior do vítreo e é frequente. Durante essa mudança, o vítreo pode tracionar a retina e provocar flashes; também pode tornar opacidades vítreas mais perceptíveis como moscas volantes.

Em parte dos casos, a tração pode produzir uma ruptura retiniana. Isso não significa que toda pessoa com moscas volantes terá descolamento, nem que os sintomas permitem distinguir sozinhos os quadros. Miopia, degeneração em treliça e alguns achados de retina são exemplos de informações que podem influenciar o seguimento definido pelo oftalmologista. [7] [8]

Quem pode ter maior risco?

O descolamento regmatogênico pode ocorrer em diferentes idades, mas alguns contextos merecem ser mencionados durante a consulta: miopia elevada, trauma ocular, cirurgia ocular prévia, antecedente pessoal de ruptura ou descolamento e alterações periféricas vistas no exame da retina. Em uma grande coorte norte-americana, a incidência foi maior em pessoas com miopia, especialmente alta miopia; esses dados descrevem aquela população e não calculam o risco individual de uma pessoa no Brasil. [8]

Ter um fator de risco não determina que haverá descolamento, assim como a ausência de um fator conhecido não exclui o problema. O objetivo de conhecer esse contexto é facilitar uma avaliação adequada quando surgirem sintomas novos.

Infográfico sobre miopia alta, trauma ocular, cirurgia ocular e retina em treliça como contextos relevantes na avaliação
Figura 3. Contexto de risco. Esses fatores ajudam a orientar a conversa e o exame; não são um diagnóstico por si só.

Todos os descolamentos de retina são iguais?

Não. Reconhecer o mecanismo é parte do raciocínio clínico. A tabela resume diferenças relevantes para uma conversa inicial; ela não substitui o exame do fundo do olho.

TipoMecanismo principalExemplo de contextoComo a conduta é definida
RegmatogênicoHá ruptura por onde líquido alcança o espaço sob a retina.Alterações do vítreo, miopia, ruptura retiniana.Localização e número de rupturas, mácula, vítreo e características do olho.
TracionalMembranas puxam a retina.Doença proliferativa da retina, incluindo alguns casos de diabetes.Grau de tração, extensão e envolvimento macular.
ExsudativoLíquido se acumula sob a retina sem ruptura.Condições inflamatórias, vasculares ou outras causas.Investigação da causa que está produzindo o líquido.
Infográfico comparando os mecanismos regmatogênico, tracional e exsudativo do descolamento de retina
Figura 4. Mecanismos diferentes, investigação diferente. O tipo regmatogênico envolve uma ruptura; os demais mecanismos exigem investigação específica da causa.

Como o diagnóstico é confirmado?

O atendimento começa com a história dos sintomas, antecedentes oculares e avaliação da visão. Em seguida, a pupila pode ser dilatada para permitir a inspeção da retina periférica e a identificação de rupturas, áreas elevadas ou outros achados. Quando não é possível visualizar o fundo do olho adequadamente, o ultrassom ocular pode ser útil em situações selecionadas.

A posição da mácula é uma informação importante, pois ela participa da visão central de detalhes. O exame também procura a ruptura que desencadeou o descolamento e avalia se há sinais de proliferação vítreo-retiniana, uma cicatrização que pode tornar o reparo mais complexo. [1] [2]

Infográfico explicando a conversa sobre sintomas e o exame de retina com pupila dilatada, incluindo uso de ultrassom quando necessário
Figura 5. Avaliação da retina. Os sintomas orientam a consulta, mas o exame com pupila dilatada é o passo central para localizar e classificar o problema.

O descolamento de retina precisa de cirurgia?

Quando há descolamento regmatogênico, o tratamento é em geral planejado para fechar a ruptura, remover ou neutralizar a tração quando necessário e reaproximar a retina. Uma ruptura isolada, antes de um descolamento extenso, pode em alguns cenários ser tratada com laser ou crioterapia. Já o descolamento estabelecido costuma exigir uma estratégia cirúrgica definida pelo especialista. [1] [2]

As possibilidades incluem retinopexia pneumática, introflexão escleral, vitrectomia ou combinações. A retinopexia pneumática utiliza uma bolha de gás e pode ser considerada quando a anatomia atende a critérios específicos; ela não é uma solução universal. [3] Ensaios que compararam técnicas reforçam que o estado do cristalino, a localização das rupturas, a complexidade do descolamento e outras características do olho participam da decisão. [3] [5]

Infográfico educativo sobre laser ou crioterapia, retinopexia pneumática, introflexão escleral e vitrectomia como opções definidas pela anatomia do caso
Figura 6. Opções de reparo. O desenho mostra finalidades gerais de cada abordagem. A indicação não pode ser escolhida apenas pela leitura de um guia.

Como a urgência e o plano de reparo são definidos?

Ao avaliar um descolamento, o especialista observa se a mácula está envolvida, onde estão as rupturas, quanto da retina está elevada, a condição do vítreo e do cristalino e se há sinais de cicatrização anormal. Esses elementos ajudam a definir a estratégia e a organização do atendimento. Uma sombra ou perda de campo visual nova não deve ser usada para fazer autodiagnóstico ou para estimar em casa a extensão do problema; o exame é que localiza a alteração.

Em síntese de estudos observacionais, o tempo até o reparo teve associação com o resultado visual em alguns cenários de descolamento regmatogênico, especialmente quando se compara grupos com características diferentes de início e mácula. Isso reforça o motivo para buscar avaliação sem demora, mas não permite converter uma data ou uma hora em previsão pessoal de visão. [4] A urgência prática é definida pela equipe depois do exame, e pode envolver encaminhamento para tratamento cirúrgico conforme a anatomia encontrada.

O que acontece nas técnicas de reparo?

O princípio comum é encontrar e tratar a ruptura ou a tração responsável e criar condições para que a retina volte a se apoiar. Se houver uma ruptura localizada sem descolamento amplo, laser ou crioterapia podem produzir uma cicatriz de adesão ao redor da área em situações apropriadas. Esses procedimentos não são indicados simplesmente porque alguém relata moscas volantes; a retina precisa ser examinada.

Na retinopexia pneumática, uma bolha de gás pode ajudar a aproximar a região da ruptura em olhos com critérios anatômicos selecionados. A introflexão escleral utiliza um elemento externo para modificar o suporte da parede do olho. A vitrectomia é realizada dentro do olho e permite manejar o vítreo, rupturas e tração conforme a necessidade. Estudos comparativos não transformam uma dessas opções em escolha universal: os resultados são interpretados dentro das características dos participantes e das técnicas usadas. [3] [5] O paciente recebe explicações sobre a proposta indicada, possíveis materiais de tamponamento e cuidados correspondentes.

Como se preparar para a consulta ou para o procedimento?

Na consulta, ajuda informar quando os sintomas começaram, se houve trauma, cirurgia ocular, grau de miopia, doenças sistêmicas relevantes e tratamentos em uso. Leve resultados de exames e listas de medicamentos se estiverem disponíveis. Uma pessoa acompanhante pode ser útil após a dilatação da pupila, pois a visão pode ficar embaçada e mais sensível à luz por algumas horas.

Se o exame indicar um procedimento, as orientações de preparo devem vir da equipe responsável, pois dependem da técnica, da anestesia e das condições de saúde de cada paciente. Não interrompa remédios de uso contínuo nem inicie colírios por conta própria com base em relatos de outras pessoas. Perguntas úteis incluem: qual é o objetivo do procedimento, quais cuidados devo seguir, quando é o retorno e quais sintomas precisam ser comunicados antes da próxima consulta.

O outro olho também precisa ser examinado?

O descolamento em um olho não significa que o outro olho terá necessariamente o mesmo problema. Ainda assim, a equipe pode examinar o olho contralateral para procurar fatores que ajudam a definir o acompanhamento, como degeneração em treliça, rupturas periféricas ou alterações relacionadas à miopia. A frequência dos retornos não é igual para todos: ela depende dos achados, dos sintomas e da história ocular.

Em alguns cenários, uma ruptura sem descolamento pode ser tratada para reduzir a chance de progressão. Em outros, o mais adequado pode ser observar com retornos programados. Essa decisão requer a visualização da retina e não deve ser baseada somente no grau dos óculos, no histórico familiar ou em uma imagem compartilhada à distância. Se aparecerem novos flashes, moscas volantes ou sombra no outro olho, comunique essa mudança ao oftalmologista.

O que fazer enquanto aguarda a avaliação?

Se houver sombra, cortina, perda de campo visual, flashes novos ou aumento súbito de moscas volantes, organize uma avaliação oftalmológica sem demora. Evite dirigir se a visão estiver reduzida ou se a pupila foi dilatada, pois isso pode comprometer a segurança. Anote quando o sintoma começou, qual olho parece envolvido e se houve trauma ou mudança de visão; essas informações podem ajudar durante a consulta.

Não tente testar a retina cobrindo repetidamente os olhos, não pressione o olho e não use colírios, suplementos ou receitas caseiras para tentar “recolocar” a retina. Esses recursos não tratam um descolamento. Também não suspenda tratamentos de uso contínuo sem orientação. Caso já exista indicação de cirurgia ou procedimento, siga as instruções fornecidas pela equipe e esclareça dúvidas sobre alimentação, medicamentos, acompanhante e deslocamento de acordo com o plano recebido.

O cuidado emocional também é legítimo: uma mudança visual súbita pode causar preocupação. Levar um acompanhante, registrar perguntas e pedir que o médico explique o objetivo de cada etapa pode facilitar a compreensão. Informação clara não substitui o exame, mas ajuda o paciente a participar de decisões e a reconhecer quando precisa comunicar uma nova alteração.

Por que o acompanhamento pode continuar depois do primeiro exame?

Um primeiro exame pode confirmar que não há descolamento naquele momento e ainda assim o oftalmologista pode indicar observação, principalmente se houve descolamento vítreo posterior sintomático ou achados periféricos na retina. O motivo não é causar alarme: a retina e o vítreo podem mudar ao longo do tempo, e o intervalo de retorno deve refletir os achados de cada olho.

Em uma série observacional de pessoas que tiveram descolamento vítreo posterior sintomático sem ruptura inicial, algumas desenvolveram rupturas retinianas em acompanhamento posterior; miopia e degeneração em treliça estiveram entre os fatores associados. [7] O estudo não determina um calendário igual para todos os pacientes. Ele ajuda a explicar por que o especialista pode combinar retorno programado com orientação para comunicar imediatamente sintomas novos.

O acompanhamento também é uma oportunidade para revisar o que mudou desde a consulta anterior. Anote se a quantidade de moscas volantes aumentou, se os flashes são novos, se a sombra aparece sempre na mesma parte do campo visual ou se a leitura e a visão de detalhes se alteraram. Essa descrição não substitui o exame, mas pode ajudar a equipe a comparar a evolução. Fotografias do campo visual feitas em casa ou testes improvisados não conseguem mostrar a retina periférica e não devem atrasar a consulta.

Quando uma ruptura pode ser tratada antes de um descolamento maior?

Uma ruptura detectada no exame não é automaticamente uma emergência cirúrgica extensa, mas pode merecer tratamento local em casos selecionados. Laser ou crioterapia são utilizados com a finalidade de criar aderência ao redor da ruptura quando o especialista entende que isso pode reduzir o risco de progressão. A decisão considera sintomas, aspecto da ruptura, presença de líquido sob a retina, condição do vítreo e características do outro olho.

Esse é outro motivo para não usar uma lista de sintomas como ferramenta de automedicação. Um olho pode apresentar moscas volantes sem ruptura, enquanto outro pode ter uma alteração que exige intervenção. A escolha entre observar, tratar uma ruptura localizada ou organizar reparo de um descolamento estabelecido precisa partir do exame completo.

O que esperar do reparo e da recuperação?

O objetivo anatômico é manter a retina reaplicada e tratar a causa do descolamento. A recuperação visual não é igual em todos os casos. Ela pode depender de fatores como a participação da mácula, o tempo e a extensão do descolamento, as características da ruptura e a necessidade de procedimentos adicionais. Uma meta-análise encontrou associação entre tempo até o reparo e resultado visual em estudos observacionais, mas a qualidade da evidência e as diferenças de visão inicial exigem cautela ao interpretar prazos como previsão pessoal. [4]

Após uma cirurgia, a equipe pode orientar posição específica da cabeça, colírios, retorno e restrições relacionadas ao material usado dentro do olho. Se houver uma bolha de gás, viagens aéreas e determinados procedimentos podem exigir atenção até que a equipe informe ser seguro. Essas instruções variam; siga o plano recebido para o seu caso, em vez de reproduzir orientações de outra pessoa.

Infográfico sobre posição, bolha de gás, retornos programados e comunicação de novos sinais de alerta após reparo de retina
Figura 7. Cuidados após o reparo. Posição, viagens, uso de colírios e periodicidade dos retornos dependem da técnica e devem ser confirmados com a equipe assistente.

É possível prevenir o descolamento de retina?

Não existe uma medida única que elimine todos os riscos. O cuidado mais prático é não ignorar sintomas novos e manter acompanhamento quando o oftalmologista identifica condições que exigem observação. Proteção ocular em atividades com risco de trauma e informação correta sobre miopia, cirurgias e histórico de retina ajudam a tornar a avaliação mais precisa.

Pessoas com diabetes devem manter o acompanhamento indicado para a retina, pois a doença pode levar a alterações proliferativas e, em algumas situações, a descolamento tracional. Veja também nosso guia sobre retinopatia diabética. Para alterações da mácula ligadas à idade, o acompanhamento tem objetivos diferentes; consulte o conteúdo sobre DMRI.

Quando procurar avaliação?

Procure avaliação oftalmológica sem demora se notar flashes novos, aumento súbito de moscas volantes, redução de visão, uma sombra fixa ou progressiva, ou uma cortina no campo visual. Após trauma ocular, sintomas novos também devem ser relatados. Se você já está em acompanhamento após uma ruptura ou cirurgia de retina, siga as orientações de retorno e informe à equipe qualquer mudança visual relevante.

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Perguntas frequentes sobre descolamento de retina

Descolamento de retina dói?

Muitas pessoas não sentem dor ocular. Os sintomas mais descritos são flashes, moscas volantes, sombra no campo visual ou redução da visão. Dor importante pode ter outras causas e também merece avaliação.

Moscas volantes significam que a retina descolou?

Não necessariamente. Moscas volantes podem acompanhar alterações do vítreo sem descolamento. Quando são novas, aumentam de modo súbito ou vêm com flashes, sombra ou perda visual, é necessário examinar a retina.

O que é a sensação de cortina no olho?

É a percepção de uma área escura, embaçada ou ausente em parte do campo visual. Pode progredir e deve ser informada ao oftalmologista sem demora.

Um rasgo na retina sempre vira descolamento?

Não. Alguns rasgos não evoluem para descolamento, mas precisam de avaliação para decidir se há indicação de tratamento preventivo ou acompanhamento.

Miopia aumenta o risco?

Miopia, especialmente alta miopia, é um contexto que pode aumentar o risco de descolamento regmatogênico. Isso não permite prever o que ocorrerá com uma pessoa, mas é uma informação relevante na consulta. [8]

Descolamento de retina pode acontecer depois de cirurgia de catarata?

Cirurgia ocular prévia faz parte da história que o especialista considera. O significado para cada pessoa depende de diversos fatores, incluindo grau de miopia, retina periférica e sintomas atuais.

Como o oftalmologista vê a retina?

O exame geralmente envolve dilatação da pupila e observação detalhada do fundo do olho. Em casos selecionados, podem ser necessários métodos de imagem ou ultrassom ocular.

O que é retinopexia pneumática?

É uma técnica que pode usar uma bolha de gás para ajudar a fechar rupturas em casos selecionados. Sua indicação depende da posição e do padrão das rupturas, entre outros fatores anatômicos. [3]

O que é vitrectomia?

É uma cirurgia intraocular que remove o vítreo e pode permitir tratar rupturas, tração e descolamento conforme o caso. A decisão de usá-la é individualizada.

O que é introflexão escleral?

É uma técnica que utiliza um elemento externo para modificar o suporte da parede ocular em relação à ruptura. Pode ser indicada em algumas anatomias, isoladamente ou combinada a outras abordagens.

A cirurgia devolve toda a visão?

Não é possível prometer recuperação visual. O resultado varia conforme envolvimento da mácula, extensão, causa, complexidade e resposta do olho ao tratamento.

Quanto tempo leva a recuperação?

O período de recuperação e as restrições dependem da técnica, do uso de gás ou óleo, da condição inicial e da evolução nos retornos. A equipe cirúrgica orienta cada fase.

Posso viajar de avião se houver gás no olho?

Uma bolha de gás pode exigir restrições importantes para voos e determinados procedimentos. Confirme com a equipe responsável antes de viajar ou realizar qualquer procedimento.

O outro olho também pode ter descolamento?

O outro olho pode precisar de exame e acompanhamento quando há fatores de risco ou achados de retina. A necessidade e o intervalo são definidos individualmente.

Posso esperar alguns dias para ver se a sombra melhora?

Não é recomendável esperar a melhora de uma sombra ou cortina nova para decidir. Esses sintomas exigem avaliação oftalmológica sem demora.

Referências

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  2. Davidović S, Babović S, Miljković A, et al. Updates on Treatment Modalities for Primary Rhegmatogenous Retinal Detachment Repair. Diagnostics. 2024;14:1493. DOI: 10.3390/diagnostics14141493. [2]
  3. Hillier RJ, Felfeli T, Berger AR, et al. The Pneumatic Retinopexy versus Vitrectomy for the Management of Primary Rhegmatogenous Retinal Detachment Outcomes Randomized Trial. Ophthalmology. 2019;126:531-539. DOI: 10.1016/j.ophtha.2018.11.014. [3]
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  7. Jindachomthong KK, Cabral H, Subramanian ML, et al. Incidence and Risk Factors for Delayed Retinal Tears after an Acute, Symptomatic Posterior Vitreous Detachment. Ophthalmol Retina. 2023;7:318-324. DOI: 10.1016/j.oret.2022.10.012. [7]
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  9. Ge JY, Teo ZL, Chee ML, et al. International incidence and temporal trends for rhegmatogenous retinal detachment: A systematic review and meta-analysis. Surv Ophthalmol. 2024;69:330-336. DOI: 10.1016/j.survophthal.2023.11.005. [9]
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Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

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