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Noite Estrelada de Van Gogh — fundo artístico
Exame Diagnóstico

Campo Visual — Perimetria Computadorizada

O exame de campo visual (perimetria) mapeia toda a extensão da visão periférica e central, detectando perdas funcionais causadas por glaucoma, doenças neurológicas e lesões da via óptica. É o exame funcional de referência para monitorar a progressão do glaucoma e avaliar a resposta ao tratamento.

15–20 min
Duração
Nenhuma
Dor
Sem dilatação
Preparo
Glaucoma
Indicação
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A indicação e o preparo do exame dependem de avaliação médica individualizada.

O que é

Perimetria estática automatizada:
o mapa da sua visão

O Campo Visual Computadorizado (ou Perimetria Estática Automatizada) é um exame funcional essencial que mapeia com exatidão a amplitude e a sensibilidade da visão periférica e central. Enquanto exames como o OCT tiram uma "fotografia" da estrutura do nervo óptico, o Campo Visual testa a função visual real: ele avalia se o cérebro está efetivamente recebendo o sinal luminoso captado por cada milímetro da retina.

O Instituto Drudi e Almeida utiliza o equipamento Humphrey Field Analyzer 750i (HFA II-i), o padrão-ouro absoluto (gold standard) mundialmente validado pelas diretrizes das sociedades internacionais de glaucoma. O exame funciona apresentando estímulos luminosos de diferentes intensidades em locais variados dentro de uma cúpula branca. O paciente, mantendo o olhar fixo em um alvo central, aperta um botão sempre que percebe a luz periférica. O software avançado do aparelho (utilizando o algoritmo SITA - Swedish Interactive Threshold Algorithm) analisa as respostas, compara com um banco de dados normativo para a idade e cria um mapa topográfico detalhado de "ilhas de visão" e "pontos cegos" (escotomas).

A importância crítica deste exame reside na natureza silenciosa do glaucoma. O glaucoma periférico destrói progressivamente as fibras do nervo óptico de fora para dentro. O cérebro humano é notavelmente adaptável e "preenche" as falhas periféricas, fazendo com que o paciente só perceba a perda de visão quando a doença já está em estágio terminal (a chamada "visão tubular"). O Campo Visual Humphrey consegue detectar pequenas perdas de sensibilidade luminosa (escotomas paracentrais ou degraus nasais) anos antes de o paciente notar qualquer sintoma, permitindo a intervenção precoce com colírios ou cirurgia para preservar a visão pelo resto da vida.

Estratégias disponíveis

~5 min/olho
SITA Standard 24-2
Diagnóstico e acompanhamento do glaucoma — padrão
~3 min/olho
SITA Fast 24-2
Pacientes com dificuldade de concentração ou fadiga
~5 min/olho
SITA Standard 10-2
Glaucoma avançado — análise do campo central
~12 min/olho
Full Threshold
Casos complexos que exigem máxima precisão
variável
Cinético (opcional)
Doenças neurológicas e hemianopsias
Para que serve

Doenças detectadas pelo Campo Visual

H40

Glaucoma

Detecta perda de campo visual periférico e central típica do dano glaucomatoso ao nervo óptico.

H47.0

Neuropatia Óptica Isquêmica

Identifica defeitos altitudinais característicos da interrupção do fluxo sanguíneo ao nervo óptico.

H53.46

Hemianopsia Homônima

Mapeia perda de campo visual em ambos os olhos causada por lesões retroquiasmáticas (AVC, tumores).

G35

Esclerose Múltipla

Detecta escotomas centrais e defeitos do campo visual causados por neurite óptica.

C71

Tumores das Vias Ópticas

Identifica padrões específicos de perda visual que localizam a lesão ao longo das vias ópticas.

H35.3

Toxicidade por Medicamentos

Monitora toxicidade retiniana por hidroxicloroquina (Plaquenil) e outros fármacos.

Passo a passo

Como é feito o Campo Visual

1

Oclusão de um olho

Um olho é tampado com oclusor. O paciente posiciona queixo e testa no perímetro e olha fixamente para o ponto central.

2

Calibração

Lentes corretivas são colocadas na frente do olho testado para garantir a melhor acuidade visual durante o exame.

3

Teste

Estímulos luminosos de diferentes intensidades aparecem em posições variadas dentro da cúpula. O paciente pressiona um botão ao perceber cada luz.

4

Repetição no outro olho

O processo é repetido para o olho contralateral. O aparelho gera automaticamente os mapas de sensibilidade e os índices globais.

Como interpretar o laudo

MD (Mean Deviation)

Normal: 0 a -2 dB
Atenção: < -6 dB = perda leve; < -12 dB = moderada; < -20 dB = grave

PSD (Pattern SD)

Normal: < 2 dB
Atenção: > 2 dB indica irregularidade localizada (escotoma)

VFI (Visual Field Index)

Normal: 95–100%
Atenção: < 70% indica perda significativa de campo visual

GHT (Glaucoma Hemifield Test)

Normal: Dentro dos limites normais
Atenção: 'Fora dos limites normais' sugere padrão glaucomatoso

Perda de Fixação

Normal: < 20%
Atenção: > 20% = exame não confiável

Falsos Positivos

Normal: < 15%
Atenção: > 15% = paciente respondendo sem ver
Dúvidas frequentes

Perguntas sobre o Campo Visual

O Campo Visual dói ou causa desconforto?
Não dói. Pode haver leve cansaço visual pela necessidade de manter a fixação por vários minutos. O paciente pode fazer pausas quando precisar.
Preciso dilatar a pupila para o Campo Visual?
Geralmente não. A dilatação pode até prejudicar o resultado, pois altera a sensibilidade à luz. Em casos específicos o médico pode solicitar.
Quanto tempo dura o exame?
A estratégia SITA Standard 24-2 (a mais comum) dura cerca de 5 minutos por olho. Estratégias mais rápidas (SITA Fast) levam 3 minutos. Estratégias mais detalhadas podem levar até 14 minutos por olho.
Posso dirigir depois do Campo Visual?
Sim, sem restrições — desde que não haja dilatação pupilar.
Com que frequência devo repetir o Campo Visual?
Para glaucoma estável: anualmente. Para glaucoma em progressão ou suspeita: a cada 3–6 meses. O médico determina a frequência ideal para cada caso.
O Campo Visual substitui o OCT?
Não — são complementares. O OCT avalia a estrutura (espessura das fibras nervosas), o Campo Visual avalia a função (sensibilidade visual). Ambos são necessários para diagnóstico e acompanhamento do glaucoma.
Meu convênio cobre o Campo Visual?
O código TUSS é 30202008. A maioria dos planos cobre com indicação médica documentada. Verifique com seu plano.
O que significa o índice MD no laudo?
MD (Mean Deviation) é a média dos desvios de sensibilidade em relação ao normal para a idade. Valores próximos de 0 dB são normais. Valores negativos indicam perda de sensibilidade: -6 dB = leve, -12 dB = moderada, -20 dB = grave.

Referências Científicas

  1. [1] Bengtsson B, Heijl A. Diurnal IOP fluctuation: not an independent risk factor for glaucomatous visual field loss in high-risk ocular hypertension. Graefes Arch Clin Exp Ophthalmol. 2005. DOI: 10.1007/s00417-004-1063-2
  2. [2] Chauhan BC et al. Practical recommendations for measuring rates of visual field change in glaucoma. Br J Ophthalmol. 2008. DOI: 10.1136/bjo.2007.135012
  3. [3] Bengtsson B, Heijl A. SITA Fast, a new rapid perimetric threshold test. Description of methods and evaluation in patients with manifest and suspect glaucoma. Acta Ophthalmol Scand. 1998. DOI: 10.1034/j.1600-0420.1998.760403.x
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## Campimetria Visual Computadorizada: Análise Detalhada O exame de campo visual, ou campimetria visual computadorizada, é uma avaliação funcional crítica da visão periférica e central. Enquanto exames como o OCT avaliam a estrutura física do olho, o campo visual mede o que o paciente efetivamente consegue enxergar em seu entorno. ### A Importância no Diagnóstico do Glaucoma O glaucoma é conhecido como o "ladrão silencioso da visão" porque a perda visual começa pela periferia, de forma indolor e imperceptível para o paciente. Quando o paciente percebe a perda de visão, o dano ao nervo óptico já é extenso e irreversível. A campimetria é o exame padrão-ouro para detectar essas perdas precoces e monitorar a progressão da doença ao longo do tempo. O software do campímetro (como o Humphrey Field Analyzer) compara as respostas do paciente com um banco de dados normativo, identificando escotomas (pontos cegos) que indicam dano glaucomatoso. ### Outras Indicações Clínicas Além do glaucoma, o campo visual é essencial para investigar e monitorar: - **Doenças neurológicas:** Tumores cerebrais, adenomas de hipófise, esclerose múltipla e acidentes vasculares cerebrais (AVC) podem causar defeitos característicos no campo visual (como hemianopsias ou quadrantanopsias). - **Doenças retinianas:** Retinose pigmentar, descolamento de retina e toxicidade por medicamentos (como a hidroxicloroquina). - **Doenças do nervo óptico:** Neurites ópticas e neuropatias isquêmicas. ### Como Interpretar os Resultados O laudo do campo visual inclui diversos gráficos e índices de confiabilidade. O oftalmologista avalia: 1. **Falsos positivos e falsos negativos:** Para garantir que o paciente compreendeu o exame e respondeu adequadamente. 2. **Mean Deviation (MD):** Índice que mostra a depressão geral do campo visual em relação ao esperado para a idade. 3. **Pattern Standard Deviation (PSD):** Índice que destaca irregularidades locais (escotomas), muito útil no glaucoma inicial. 4. **Gráfico de Probabilidade (Pattern Deviation):** Destaca os pontos onde a visão está estatisticamente abaixo do normal.

Perguntas Frequentes

Tire suas dúvidas sobre o exame