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USG Ocular (Ultrassom Oftalmológico): O Que É, Quando É Indicado e Como Funciona

Publicado em 15 de maio de 2025 Atualizado em 15 de maio de 2025 7 min de leitura Dr. Fernando Macei Drudi
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Dr. Fernando Macei Drudi
Autor
Dr. Fernando Macei Drudi
CRM-SP 139.300

Resumo em linguagem simples

Entenda o ultrassom ocular (USG A/B-scan): quando é indicado, o que detecta, como é feito, se dói e por que é insubstituível quando o meio ocular está opaco (catarata densa, hemorragia vítrea).

O que é o USG ocular?

O ultrassom ocular (USG) é um exame de imagem que usa ondas sonoras de alta frequência (8 a 20 MHz) para criar imagens das estruturas internas do olho. Ao contrário da OCT e da retinografia, que dependem de luz, o ultrassom atravessa meios opacos — tornando-o insubstituível quando a catarata densa, hemorragia vítrea ou outras opacidades impedem a visualização direta da retina.

Na Drudi e Almeida, utilizamos o Nidek US-500 — sistema de ultrassom oftalmológico de alta resolução com modos A-scan e B-scan integrados.

Modos A-scan e B-scan: qual a diferença?

O A-scan (amplitude scan) produz um gráfico unidimensional de ecos ao longo de um único eixo. É usado principalmente para biometria — medição do comprimento axial do olho para cálculo da lente intraocular na cirurgia de catarata.

O B-scan (brightness scan) cria imagens bidimensionais em tempo real das estruturas oculares. É o modo diagnóstico por excelência, permitindo visualizar o vítreo, retina, coroide, esclera e órbita.

Quando o USG ocular é indicado?

  • Catarata densa — avalia a retina antes da cirurgia quando não é possível visualizá-la
  • Hemorragia vítrea — detecta descolamento de retina subjacente
  • Suspeita de descolamento de retina — diagnóstico quando a visualização direta é impossível
  • Tumores intraoculares — diferencia melanoma de coroide de hemangioma e metástases
  • Corpo estranho intraocular — localiza fragmentos não visíveis à biomicroscopia
  • Avaliação orbitária — detecta tumores, pseudotumor inflamatório e varizes orbitárias

Como é feito o exame?

O exame pode ser realizado de duas formas: com a sonda aplicada sobre a pálpebra fechada (técnica transpalpebral, sem anestesia) ou diretamente sobre o olho após instilação de colírio anestésico (técnica de imersão, com gel acoplante). A segunda técnica oferece maior resolução e é preferida para avaliação detalhada da retina e coroide.

Referências científicas

  1. Silverman RH. High-resolution ultrasound imaging of the eye — a review. Clin Experiment Ophthalmol. 2009;37(1):54-67. PMID 19016809.
  2. Byrne SF, Green RL. Ultrasound of the Eye and Orbit. 2nd ed. Mosby; 2002.

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

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