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Onde a medicina
alcança o coração
da Amazônia

Há mais de 30 anos, médicos voluntários navegam pelos rios do Amazonas para devolver a visão a quem jamais teve acesso a um oftalmologista. Mais de 10.000 cirurgias realizadas. Uma missão que transformou a oftalmologia humanitária no Brasil.

10.000+
Cirurgias realizadas
110.000+
Óculos distribuídos
25+
Municípios atendidos
30+
Anos de missão
Uma missão de três décadas

A cegueira que pode ser curada
não deve ser tolerada

No interior do Amazonas, a catarata não é apenas uma doença — é uma sentença de isolamento. Para o ribeirinho que vive a dias de barco de Manaus, perder a visão significa perder a capacidade de pescar, de cuidar da família, de existir com dignidade.

Foi para romper essa barreira que os Profs. Drs. Rubens Belfort Júnior, Jacob Cohen e Walton José fundaram o projeto Oftalmologia Humanitária, em parceria com a Marinha do Brasil, a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a FUNDAPI.

A cada expedição, um navio de assistência hospitalar parte de Manaus carregando cirurgiões, anestesistas, técnicos e equipamentos de última geração. A bordo, salas cirúrgicas completas funcionam enquanto o navio navega pelos rios Negro, Solimões e Amazonas, alcançando comunidades que jamais viram um médico especialista.

"Participar dessas expedições é uma das experiências mais transformadoras da minha vida. Ver o momento em que um paciente remove o curativo e enxerga o rosto do filho pela primeira vez em anos — isso não tem preço."

Dr. Fernando Drudi — Cirurgião Voluntário há mais de 10 anos
Paciente ribeirinho sendo examinado durante expedição de oftalmologia humanitária na Amazônia

Exame pré-operatórios — Expedição Maués, 2023

Três décadas em números

O impacto que transforma vidas

10.000+
Cirurgias de catarata
Realizadas gratuitamente em 30 anos
110.000+
Óculos distribuídos
Em parceria com a Lupas Leitor
25+
Municípios atendidos
Do Alto Solimões ao Baixo Amazonas
€1M
Prêmio Champalimaud
O maior prêmio mundial em oftalmologia
Navio D. Luna atracado — embarcação utilizada nas expedições de oftalmologia humanitária na Amazônia
Os fundadores

Uma visão compartilhada

O projeto Oftalmologia Humanitária nasceu da convergência de três grandes nomes da oftalmologia brasileira: os Profs. Drs. Rubens Belfort Júnior, Jacob Cohen e Walton José, em parceria com a Marinha do Brasil, a UFAM e a FUNDAPI. Juntos, eles idealizaram um modelo de atendimento que levasse a excelência cirúrgica às populações ribeirinhas da Amazônia, onde a catarata avança acelerada pela exposição à radiação UV intensa e o acesso a especialistas é quase inexistente.

Mais de 30 anos depois, o projeto segue ativo com voluntários de todo o Brasil. Entre eles, o Dr. Fernando Drudi, cofundador da Drudi e Almeida Oftalmologia, que integra a equipe há mais de uma década, levando a mesma excelência cirúrgica praticada em São Paulo até os rios mais remotos do Amazonas.

Uma filosofia que vai além das paredes do consultório: a convicção de que a visão é um direito de todos, independentemente de onde se nasce.

Reconhecimento internacional

Prêmio António
Champalimaud
de Visão — 2019

Em setembro de 2019, em cerimônia realizada em Lisboa, Portugal, a Fundação Champalimaud concedeu ao projeto o mais prestigioso prêmio mundial em oftalmologia, no valor de €1 milhão. O reconhecimento internacional coroou mais de três décadas de trabalho incansável pela visão dos mais vulneráveis — um legado que honra cada cirurgião voluntário que embarcou nessa missão.

Repercussão na mídia nacional

Folha de S.Paulo
CNN Brasil
G1 Globo
Agência Brasil
Gaúcha ZH
Ministério da Defesa
PAAO
Unifesp
€1.000.000
Valor do prêmio

O maior prêmio mundial dedicado exclusivamente à oftalmologia.

Lisboa, 2019
Local e ano

Cerimônia na Fundação Champalimaud, referência mundial em pesquisa médica.

3 Laureados
Instituições premiadas

Três instituições brasileiras reconhecidas pelo trabalho na prevenção da cegueira.

Alcance geográfico

25 municípios alcançados

Do Alto Solimões ao Baixo Amazonas, das fronteiras com Peru e Colômbia ao coração do Rio Negro — o projeto percorre o maior estado do Brasil em busca de quem mais precisa.

Mapa artístico do estado do Amazonas com os 25 municípios atendidos pelo projeto Oftalmologia Humanitária marcados com pinpoints dourados

Cada ponto dourado no mapa representa uma comunidade que recebeu cirurgias, exames e óculos gratuitamente. Muitas dessas cidades ficam a mais de 1.000 km de Manaus, acessíveis apenas por via fluvial.

Manaus
Maués
Parintins
Itacoatiara
Borba
Manicoré
Humaitá
Lábrea
Tapauá
Coari
Tefé
Juruá
Eirunepé
Carauari
Fonte Boa
Tonantins
São Paulo de Olivença
Tabatinga
Benjamin Constant
Japurá
Maraã
Alvarães
Uarini
Nhamundá
Urucará
O processo

Como funciona uma expedição

Cada missão é uma operação logística de alta complexidade, que combina a precisão da medicina de ponta com a resiliência exigida pela selva amazônica.

01
01

Preparação

A equipe embarca no navio de assistência hospitalar da Marinha com equipamentos cirúrgicos, lentes intraoculares e mais de 1.000 pares de óculos.

02
02

Triagem

Ao chegar em cada comunidade, oftalmologistas realizam triagem completa: acuidade visual, biomicroscopia, tonometria e mapeamento de retina.

03
03

Cirurgia

Os pacientes com indicação cirúrgica são operados a bordo, sob anestesia local. A facoemulsificação permite recuperação em 24 horas.

04
04

Retorno

No dia seguinte, o curativo é retirado. O paciente enxerga novamente. A equipe segue para o próximo município, repetindo o ciclo.

Navio de assistência hospitalar da Marinha do Brasil utilizado nas expedições de cirurgia oftalmológica na Amazônia

Início da expedição pelo Rio Purus — 2026

Voluntário há mais de 10 anos

Dr. Fernando Drudi
cirurgião dedicado a curar a cegueira em populações remotas

Cirurgião de catarata com mais de 20 anos de experiência e cofundador da Drudi e Almeida Oftalmologia, o Dr. Fernando Drudi integra a equipe do projeto há mais de uma década.

A cada expedição, ele deixa os centros cirúrgicos de São Paulo para operar em condições completamente diferentes — a bordo de um navio, sob o calor equatorial, com geradores e equipamentos portáteis. A mesma precisão técnica, o mesmo compromisso com o resultado, em um contexto radicalmente diferente.

Para ele, o voluntariado na Amazônia não é apenas um ato de generosidade — é uma forma de reafirmar o propósito da medicina: colocar o ser humano no centro de tudo.

NAsH Soares de Meireles (U21) — Navio de Assistência Hospitalar da Marinha do Brasil navegando no Rio Amazonas ao pôr do sol durante expedição humanitária
Registro das expedições

Galeria fotográfica

Imagens reais das expedições, registradas ao longo de mais de uma década de voluntariado.

Pôr do sol nos rios amazônicos durante expedição humanitária
Cirurgia de catarata a bordo do navio hospital na Amazônia
Equipe médica voluntária do projeto Oftalmologia Humanitária
Pacientes ribeirinhos aguardando atendimento oftalmológico
Navio de assistência hospitalar da Marinha do Brasil no rio Amazonas
Floresta amazônica vista durante expedição fluvial humanitária
Pôr do sol no rio Amazonas durante retorno de expedição médica
Embarcação da Marinha navegando pelos rios do Amazonas
NAsH Soares de Meireles — Navio de Assistência Hospitalar da Marinha do Brasil no Rio Amazonas
Uma rede de compromisso

Parceiros institucionais

O projeto é fruto de uma aliança única entre instituições públicas, universidades e empresas privadas unidas pelo mesmo propósito: eliminar a cegueira evitável na Amazônia.

Marinha do Brasil

Parceiro logístico estratégico

Fornece navios de assistência hospitalar equipados com salas cirúrgicas para as expedições pelos rios amazônicos.

UFAM

Universidade Federal do Amazonas

Parceira acadêmica e científica, contribuindo com pesquisadores, residentes e infraestrutura para as expedições.

IPEPO / Unifesp

Instituto da Visão

Parceiro científico e médico do projeto, contribuindo com especialistas e coordenação das expedições desde a fundação.

FUNDAPI

Fundação de Apoio

Apoia a gestão administrativa e financeira das expedições, garantindo a continuidade do projeto ao longo dos anos.

Lupas Leitor

Parceiro de óculos

Responsável pela doação de mais de 110.000 óculos distribuídos gratuitamente às populações ribeirinhas.

Alcon

Parceiro tecnológico

Fornece lentes intraoculares e equipamentos cirúrgicos de última geração para as cirurgias de catarata.

Três décadas de história

Marcos do projeto

1990

Fundação do projeto

Os Profs. Drs. Rubens Belfort Júnior, Jacob Cohen e Walton José, em parceria com a Marinha do Brasil e a UFAM, realizam as primeiras expedições de cirurgia de catarata nos rios amazônicos.

2000

Expansão para o Alto Solimões

O projeto alcança municípios próximos às fronteiras com Peru e Colômbia, como Tabatinga e Benjamin Constant.

2010

10.000 óculos distribuídos

A parceria com a Lupas Leitor consolida a distribuição em massa de óculos, beneficiando populações com presbiopia e outros erros refrativos.

2019

Prêmio Champalimaud

O IPEPO/Unifesp recebe o maior prêmio mundial em oftalmologia, em Lisboa, no valor de €1 milhão. Reconhecimento internacional de três décadas de trabalho.

2023

Expedição Maués e Parintins

Mais de 250 cirurgias realizadas em uma única expedição. O Dr. Fernando Drudi integra a equipe pela décima vez consecutiva.

2025+

Mais de 10.000 cirurgias

O projeto ultrapassa a marca histórica de 10.000 cirurgias de catarata realizadas gratuitamente, consolidando-se como o maior programa de oftalmologia humanitária do Brasil.

Perguntas frequentes

Sobre o projeto

O que é o projeto Oftalmologia Humanitária?
O projeto Oftalmologia Humanitária é uma iniciativa pioneira que leva cirurgias de catarata, tratamento de pterígio e distribuição gratuita de óculos às populações ribeirinhas do interior do Amazonas. Desenvolvido em parceria entre a Marinha do Brasil, UFAM, FUNDAPI e IPEPO/Unifesp, o projeto utiliza navios de assistência hospitalar para alcançar comunidades sem acesso a serviços oftalmológicos especializados.
Quantas cirurgias o projeto já realizou?
Em mais de 30 anos de atuação, o projeto já realizou mais de 10.000 cirurgias de catarata gratuitas e distribuiu mais de 110.000 óculos para populações ribeirinhas. Ao todo, mais de 25 municípios do estado do Amazonas foram atendidos, beneficiando centenas de milhares de pessoas.
Quem fundou o projeto?
O projeto foi fundado pelo Prof. Dr. Rubens Belfort Júnior (Unifesp/IPEPO), pelo Dr. Jacob Cohen e pelo Dr. Walton José, em parceria com a Marinha do Brasil, UFAM e FUNDAPI. O Dr. Fernando Drudi integra a equipe como cirúrgico voluntário há mais de 10 anos.
Por que o projeto recebeu o Prêmio Champalimaud?
Em 2019, o IPEPO/Unifesp foi um dos três laureados do Prêmio António Champalimaud de Visão, considerado o maior prêmio mundial em oftalmologia, com valor de €1 milhão. O prêmio reconheceu décadas de trabalho na prevenção da cegueira e no atendimento a populações vulneráveis no Brasil, incluindo o trabalho na Amazônia.
Como a Marinha do Brasil participa?
A Marinha do Brasil é parceira estratégica fundamental, fornecendo navios de assistência hospitalar que navegam pelos rios amazônicos para levar a equipe médica às comunidades ribeirinhas. Sem essa parceria logística, seria impossível alcançar municípios que ficam a dias de viagem fluvial de Manaus.
Qual é a principal doença tratada?
A catarata é a principal causa de cegueira tratável no mundo e a condição mais frequentemente abordada pelo projeto. A exposição intensa à radiação ultravioleta na região amazônica acelera o desenvolvimento da catarata nas populações ribeirinhas. O pterígio — crescimento anormal da conjuntiva sobre a córnea — também é amplamente tratado.
Como posso apoiar o projeto?
O projeto é sustentado por parcerias institucionais entre a Marinha do Brasil, universidades federais e empresas privadas como Lupas Leitor e Alcon. Para mais informações sobre como contribuir, entre em contato com o IPEPO (Instituto da Visão) ou com a FUNDAPI.

Cuidar da visão é
um ato de humanidade

A mesma excelência que leva o Dr. Fernando Drudi aos rios mais remotos do Brasil está disponível para você nas cinco unidades da Drudi e Almeida Oftalmologia em São Paulo e Guarulhos.