Onde a medicina
alcança o coração
da Amazônia
Há mais de 30 anos, médicos voluntários navegam pelos rios do Amazonas para devolver a visão a quem jamais teve acesso a um oftalmologista. Mais de 10.000 cirurgias realizadas. Uma missão que transformou a oftalmologia humanitária no Brasil.
A cegueira que pode ser curada
não deve ser tolerada
No interior do Amazonas, a catarata não é apenas uma doença — é uma sentença de isolamento. Para o ribeirinho que vive a dias de barco de Manaus, perder a visão significa perder a capacidade de pescar, de cuidar da família, de existir com dignidade.
Foi para romper essa barreira que os Profs. Drs. Rubens Belfort Júnior, Jacob Cohen e Walton José fundaram o projeto Oftalmologia Humanitária, em parceria com a Marinha do Brasil, a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a FUNDAPI.
A cada expedição, um navio de assistência hospitalar parte de Manaus carregando cirurgiões, anestesistas, técnicos e equipamentos de última geração. A bordo, salas cirúrgicas completas funcionam enquanto o navio navega pelos rios Negro, Solimões e Amazonas, alcançando comunidades que jamais viram um médico especialista.
"Participar dessas expedições é uma das experiências mais transformadoras da minha vida. Ver o momento em que um paciente remove o curativo e enxerga o rosto do filho pela primeira vez em anos — isso não tem preço."
Exame pré-operatórios — Expedição Maués, 2023
O impacto que transforma vidas
Uma visão compartilhada
O projeto Oftalmologia Humanitária nasceu da convergência de três grandes nomes da oftalmologia brasileira: os Profs. Drs. Rubens Belfort Júnior, Jacob Cohen e Walton José, em parceria com a Marinha do Brasil, a UFAM e a FUNDAPI. Juntos, eles idealizaram um modelo de atendimento que levasse a excelência cirúrgica às populações ribeirinhas da Amazônia, onde a catarata avança acelerada pela exposição à radiação UV intensa e o acesso a especialistas é quase inexistente.
Mais de 30 anos depois, o projeto segue ativo com voluntários de todo o Brasil. Entre eles, o Dr. Fernando Drudi, cofundador da Drudi e Almeida Oftalmologia, que integra a equipe há mais de uma década, levando a mesma excelência cirúrgica praticada em São Paulo até os rios mais remotos do Amazonas.
Uma filosofia que vai além das paredes do consultório: a convicção de que a visão é um direito de todos, independentemente de onde se nasce.
Prêmio António
Champalimaud
de Visão — 2019
Em setembro de 2019, em cerimônia realizada em Lisboa, Portugal, a Fundação Champalimaud concedeu ao projeto o mais prestigioso prêmio mundial em oftalmologia, no valor de €1 milhão. O reconhecimento internacional coroou mais de três décadas de trabalho incansável pela visão dos mais vulneráveis — um legado que honra cada cirurgião voluntário que embarcou nessa missão.
Repercussão na mídia nacional
O maior prêmio mundial dedicado exclusivamente à oftalmologia.
Cerimônia na Fundação Champalimaud, referência mundial em pesquisa médica.
Três instituições brasileiras reconhecidas pelo trabalho na prevenção da cegueira.
25 municípios alcançados
Do Alto Solimões ao Baixo Amazonas, das fronteiras com Peru e Colômbia ao coração do Rio Negro — o projeto percorre o maior estado do Brasil em busca de quem mais precisa.
Cada ponto dourado no mapa representa uma comunidade que recebeu cirurgias, exames e óculos gratuitamente. Muitas dessas cidades ficam a mais de 1.000 km de Manaus, acessíveis apenas por via fluvial.
Como funciona uma expedição
Cada missão é uma operação logística de alta complexidade, que combina a precisão da medicina de ponta com a resiliência exigida pela selva amazônica.
Preparação
A equipe embarca no navio de assistência hospitalar da Marinha com equipamentos cirúrgicos, lentes intraoculares e mais de 1.000 pares de óculos.
Triagem
Ao chegar em cada comunidade, oftalmologistas realizam triagem completa: acuidade visual, biomicroscopia, tonometria e mapeamento de retina.
Cirurgia
Os pacientes com indicação cirúrgica são operados a bordo, sob anestesia local. A facoemulsificação permite recuperação em 24 horas.
Retorno
No dia seguinte, o curativo é retirado. O paciente enxerga novamente. A equipe segue para o próximo município, repetindo o ciclo.
Início da expedição pelo Rio Purus — 2026
Dr. Fernando Drudi
cirurgião dedicado a curar a cegueira em populações remotas
Cirurgião de catarata com mais de 20 anos de experiência e cofundador da Drudi e Almeida Oftalmologia, o Dr. Fernando Drudi integra a equipe do projeto há mais de uma década.
A cada expedição, ele deixa os centros cirúrgicos de São Paulo para operar em condições completamente diferentes — a bordo de um navio, sob o calor equatorial, com geradores e equipamentos portáteis. A mesma precisão técnica, o mesmo compromisso com o resultado, em um contexto radicalmente diferente.
Para ele, o voluntariado na Amazônia não é apenas um ato de generosidade — é uma forma de reafirmar o propósito da medicina: colocar o ser humano no centro de tudo.
Galeria fotográfica
Imagens reais das expedições, registradas ao longo de mais de uma década de voluntariado.
Parceiros institucionais
O projeto é fruto de uma aliança única entre instituições públicas, universidades e empresas privadas unidas pelo mesmo propósito: eliminar a cegueira evitável na Amazônia.
Marinha do Brasil
Parceiro logístico estratégico
Fornece navios de assistência hospitalar equipados com salas cirúrgicas para as expedições pelos rios amazônicos.
UFAM
Universidade Federal do Amazonas
Parceira acadêmica e científica, contribuindo com pesquisadores, residentes e infraestrutura para as expedições.
IPEPO / Unifesp
Instituto da Visão
Parceiro científico e médico do projeto, contribuindo com especialistas e coordenação das expedições desde a fundação.
FUNDAPI
Fundação de Apoio
Apoia a gestão administrativa e financeira das expedições, garantindo a continuidade do projeto ao longo dos anos.
Lupas Leitor
Parceiro de óculos
Responsável pela doação de mais de 110.000 óculos distribuídos gratuitamente às populações ribeirinhas.
Alcon
Parceiro tecnológico
Fornece lentes intraoculares e equipamentos cirúrgicos de última geração para as cirurgias de catarata.
Marcos do projeto
Fundação do projeto
Os Profs. Drs. Rubens Belfort Júnior, Jacob Cohen e Walton José, em parceria com a Marinha do Brasil e a UFAM, realizam as primeiras expedições de cirurgia de catarata nos rios amazônicos.
Expansão para o Alto Solimões
O projeto alcança municípios próximos às fronteiras com Peru e Colômbia, como Tabatinga e Benjamin Constant.
10.000 óculos distribuídos
A parceria com a Lupas Leitor consolida a distribuição em massa de óculos, beneficiando populações com presbiopia e outros erros refrativos.
Prêmio Champalimaud
O IPEPO/Unifesp recebe o maior prêmio mundial em oftalmologia, em Lisboa, no valor de €1 milhão. Reconhecimento internacional de três décadas de trabalho.
Expedição Maués e Parintins
Mais de 250 cirurgias realizadas em uma única expedição. O Dr. Fernando Drudi integra a equipe pela décima vez consecutiva.
Mais de 10.000 cirurgias
O projeto ultrapassa a marca histórica de 10.000 cirurgias de catarata realizadas gratuitamente, consolidando-se como o maior programa de oftalmologia humanitária do Brasil.
Sobre o projeto
O que é o projeto Oftalmologia Humanitária?
Quantas cirurgias o projeto já realizou?
Quem fundou o projeto?
Por que o projeto recebeu o Prêmio Champalimaud?
Como a Marinha do Brasil participa?
Qual é a principal doença tratada?
Como posso apoiar o projeto?
Cuidar da visão é
um ato de humanidade
A mesma excelência que leva o Dr. Fernando Drudi aos rios mais remotos do Brasil está disponível para você nas cinco unidades da Drudi e Almeida Oftalmologia em São Paulo e Guarulhos.