Perguntas Frequentes
Respostas completas e baseadas em evidências científicas para as dúvidas mais comuns sobre oftalmologia, procedimentos cirúrgicos e atendimento na Drudi e Almeida.
Como agendar uma consulta na Drudi e Almeida?
Você pode agendar pelo WhatsApp (11) 91654-4653, pelo telefone (11) 5430-2421 ou pelo agendamento online em institutodrudiealmeida.com.br/agendar. Atendemos de segunda a sexta das 8h às 18h e sábados das 8h às 12h nas unidades de Santana, Tatuapé, Lapa, São Miguel Paulista e Guarulhos.
A Drudi e Almeida aceita convênio?
Sim. Aceitamos Bradesco Saúde, Amil, Unimed Seguros, Prevent Senior, Mediservice, Instituto Pró-PM e Ameplan Saúde. Para verificar a cobertura do seu plano para um procedimento específico, entre em contato pelo telefone (11) 5430-2421.
Qual é o valor de uma consulta oftalmológica particular?
Os valores variam conforme a especialidade e os exames solicitados. Entre em contato pelo WhatsApp (11) 91654-4653 ou pelo telefone (11) 5430-2421 para obter informações atualizadas sobre valores de consultas e procedimentos.
Preciso de encaminhamento médico para consultar na Drudi e Almeida?
Não é necessário encaminhamento para consultas particulares. Para pacientes com convênio, verifique as regras do seu plano de saúde, pois alguns convênios exigem guia de encaminhamento para consultas com especialistas.
Quanto tempo demora a primeira consulta?
A primeira consulta oftalmológica completa dura em média 60 a 90 minutos, incluindo triagem, exames de acuidade visual, tonometria, biomicroscopia e fundo de olho com dilatação pupilar quando indicado. Recomendamos não dirigir após a consulta se houver dilatação, pois a visão de perto fica temporariamente borrada por 2 a 4 horas.
Tem estacionamento? Tem acessibilidade?
Todas as nossas unidades possuem acesso para pessoas com mobilidade reduzida (rampas, elevadores e banheiros adaptados). Estacionamento próprio disponível nas unidades de Santana e Tatuapé; as demais unidades contam com estacionamentos conveniados nas proximidades. Consulte o endereço completo de cada unidade na página Contato.
Posso ir à consulta de óculos escuros após exame com dilatação?
Sim, e é altamente recomendado. Após a dilatação pupilar, os olhos ficam sensíveis à luz por 2 a 4 horas. Óculos de sol com proteção UV são essenciais ao sair da clínica. Se possível, venha acompanhado ou utilize transporte por aplicativo, pois a visão de perto fica temporariamente comprometida.
O que é cirurgia de catarata e como funciona?
A cirurgia de catarata remove o cristalino opacificado e o substitui por uma lente intraocular artificial (LIO). O procedimento é realizado por facoemulsificação — uma técnica minimamente invasiva com ultrassom que fragmenta e aspira a catarata por uma incisão de apenas 2,2 mm, sem pontos. A cirurgia dura cerca de 15 a 20 minutos por olho, é realizada com anestesia local e sedação leve, e a recuperação visual começa no dia seguinte.
A cirurgia de catarata é coberta pelo convênio?
Sim. A maioria dos convênios cobre a cirurgia de catarata com lente intraocular monofocal, que corrige a visão para uma distância (geralmente longe). Lentes premium — multifocal, trifocal, tórica e EDOF — proporcionam maior independência dos óculos, mas têm coparticipação do paciente. A Drudi e Almeida realiza cirurgias de catarata pelos convênios Bradesco Saúde, Amil, Unimed Seguros, Prevent Senior, Mediservice, Instituto Pró-PM e Ameplan Saúde.
Qual a diferença entre lente monofocal, multifocal e EDOF?
A lente monofocal corrige a visão para uma distância (geralmente longe), sendo necessário óculos para perto. A lente multifocal (ou trifocal) divide a luz em focos para longe, intermediário e perto, proporcionando maior independência dos óculos. A lente EDOF (Extended Depth of Focus) oferece visão nítida de longe e intermediária com menor risco de halos e reflexos. A escolha depende do estilo de vida, profissão e expectativas do paciente.
Quais são os riscos da cirurgia de catarata?
A cirurgia de catarata por facoemulsificação é considerada segura, com taxa de complicações graves inferior a 1% segundo a literatura médica internacional. As complicações mais comuns incluem opacificação da cápsula posterior (catarata secundária), que é tratada com laser YAG em minutos, e edema macular cistóide, tratado com colírios. Infecção (endoftalmite) é rara (0,03%) mas grave. O Dr. Fernando Drudi realiza centenas de cirurgias por ano com excelentes resultados.
Quanto tempo dura a recuperação da cirurgia de catarata?
A recuperação visual começa no dia seguinte à cirurgia. Na primeira semana, é comum visão levemente embaçada e sensibilidade à luz. A visão estabiliza completamente em 4 a 6 semanas. O paciente usa colírios por 4 semanas e deve evitar esforço físico intenso, piscinas e exposição ao sol sem óculos escuros nas primeiras semanas.
Posso operar os dois olhos no mesmo dia?
A cirurgia bilateral simultânea de catarata (ISBCS — Immediate Sequential Bilateral Cataract Surgery) é realizada em centros especializados com protocolos rigorosos de assepsia. Reduz o número de procedimentos, anestesias e período de recuperação. A decisão depende da avaliação individual do paciente, preferência do cirurgião e disponibilidade logística. Na maioria dos casos, os olhos são operados com intervalo de 7 a 14 dias.
A cirurgia de catarata elimina a necessidade de óculos?
Depende da lente intraocular escolhida. Com lente monofocal (padrão dos convênios), a visão de longe fica ótima mas óculos para perto são necessários. Com lentes premium (multifocal, trifocal, EDOF), a maioria dos pacientes fica independente de óculos para as atividades cotidianas. Lentes tóricas corrigem o astigmatismo. A escolha da lente ideal é feita após avaliação completa do perfil visual e expectativas do paciente.
O que é ceratocone e quais são os sintomas?
O ceratocone é uma doença progressiva da córnea em que o tecido corneano perde resistência e assume uma forma cônica irregular. Os sintomas incluem visão embaçada e distorcida, sensibilidade à luz (fotofobia), halos ao redor de luzes, dificuldade de correção com óculos convencionais e necessidade frequente de troca de óculos. Acomete principalmente jovens entre 10 e 30 anos.
O crosslinking cura o ceratocone?
O crosslinking (CXL) não cura o ceratocone, mas é o único tratamento comprovado para estabilizar sua progressão. O procedimento utiliza riboflavina (vitamina B2) instilada na córnea e luz ultravioleta UVA para criar novas ligações entre as fibras de colágeno, aumentando a rigidez corneana. Estudos mostram que o CXL estabiliza ou melhora o ceratocone na grande maioria dos casos tratados precocemente. A Dra. Priscilla de Almeida é especialista em ceratocone e crosslinking.
Qual é a diferença entre crosslinking epitélio-off e epitélio-on?
No crosslinking epitélio-off (técnica padrão), o epitélio corneano é removido para permitir maior penetração da riboflavina, resultando em maior eficácia. No epitélio-on (transepitelial), o epitélio é mantido, tornando o procedimento menos doloroso e com recuperação mais rápida, mas com eficácia ligeiramente menor. A escolha da técnica depende da espessura corneana, estágio do ceratocone e preferência do cirurgião.
Lentes de contato ajudam no ceratocone?
Sim. Lentes de contato especiais são a principal forma de correção visual no ceratocone. As lentes rígidas gás-permeáveis (RGP) criam uma superfície óptica regular sobre a córnea irregular. Lentes esclerais apoiam-se na esclera (branco do olho), sendo mais confortáveis para córneas muito irregulares. Lentes híbridas combinam centro rígido com periferia mole. A Dra. Priscilla de Almeida tem expertise em adaptação de lentes especiais para ceratocone.
O glaucoma tem cura?
O glaucoma não tem cura, mas tem tratamento eficaz que interrompe ou retarda significativamente a progressão da doença. O diagnóstico precoce é fundamental — o campo visual computadorizado (Humphrey 750i) e o OCT de nervo óptico permitem detectar o glaucoma antes da perda visual sintomática. O tratamento inclui colírios hipotensores, laser (trabeculoplastia seletiva — SLT) e, em casos avançados, cirurgia (trabeculectomia ou implante de válvula).
Quais são os sintomas do glaucoma?
O glaucoma de ângulo aberto — o tipo mais comum — é assintomático nas fases iniciais e intermediárias, sendo chamado de 'ladrão silencioso da visão'. Os sintomas só aparecem quando já há perda visual significativa e irreversível. Por isso, o rastreamento com tonometria (medida da pressão ocular) e exame do nervo óptico é essencial após os 40 anos, ou mais cedo em pessoas com histórico familiar, miopia alta ou diabetes.
Pressão ocular alta significa glaucoma?
Não necessariamente. A pressão intraocular elevada (hipertensão ocular) é o principal fator de risco para glaucoma, mas não é sinônimo da doença. Existem pacientes com pressão normal que desenvolvem glaucoma (glaucoma de pressão normal) e pacientes com pressão elevada que nunca desenvolvem a doença. O diagnóstico de glaucoma requer avaliação completa: tonometria, gonioscopia, campo visual e OCT de nervo óptico.
O glaucoma é hereditário?
Sim. O histórico familiar de glaucoma é um dos principais fatores de risco. Parentes de primeiro grau de pacientes com glaucoma têm risco 4 a 9 vezes maior de desenvolver a doença. Outros fatores de risco incluem idade acima de 60 anos, miopia alta, diabetes, hipertensão arterial, uso prolongado de corticoides e espessura corneana reduzida. Pessoas com esses fatores devem realizar rastreamento anual.
Quais são as opções de tratamento para o glaucoma?
O tratamento do glaucoma visa reduzir a pressão intraocular para proteger o nervo óptico. As opções incluem: colírios hipotensores (prostaglandinas, betabloqueadores, inibidores de anidrase carbônica, alfa-agonistas), laser (trabeculoplastia seletiva — SLT, que reduz a PIO em 25 a 30% sem colírios) e cirurgia (trabeculectomia, implante de válvula de Ahmed, MIGS). O Dr. Fernando Drudi é especialista em glaucoma e cirurgia de glaucoma.
O que é injeção intravítrea (Anti-VEGF)?
A injeção intravítrea é um procedimento ambulatorial que aplica medicamentos diretamente no vítreo do olho, com agulha fina e anestesia tópica. Os anti-VEGF (ranibizumabe, bevacizumabe, aflibercepte) bloqueiam o fator de crescimento vascular endotelial, inibindo o crescimento de vasos anômalos e reduzindo o edema macular. São indicados para degeneração macular relacionada à idade (DMRI) úmida, edema macular diabético, oclusão de veia central da retina e neovascularização de outras causas.
Quais são os sintomas de descolamento de retina?
Os sintomas de descolamento de retina incluem flashes de luz (fotopsia), aumento súbito de moscas volantes (floaters), sombra ou cortina escura no campo visual e visão embaçada. O descolamento de retina é uma emergência oftalmológica — procure atendimento imediato se apresentar esses sintomas. O Dr. Fernando Drudi, especialista em retina cirúrgica, realiza cirurgias de descolamento de retina (vitrectomia posterior e introflexão escleral).
O que é degeneração macular (DMRI)?
A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é a principal causa de perda visual irreversível em maiores de 50 anos no mundo desenvolvido. Afeta a mácula — a região central da retina responsável pela visão de detalhes. A DMRI seca (atrófica) progride lentamente; a DMRI úmida (neovascular) evolui rapidamente com crescimento de vasos anômalos e pode causar perda visual grave em semanas. O tratamento com injeções intravítreas de anti-VEGF é eficaz para estabilizar e melhorar a visão na DMRI úmida.
A cirurgia de estrabismo pode ser feita em adultos?
Sim. A cirurgia de estrabismo é realizada em crianças e adultos. Em adultos, os objetivos incluem correção do desvio ocular por razões funcionais (diplopia — visão dupla) e estéticas. A cirurgia é realizada sob anestesia geral em crianças e anestesia local com sedação em adultos, com duração de 30 a 60 minutos. A recuperação é rápida — o paciente retorna às atividades normais em 1 a 2 semanas.
O que é ambliopia (olho preguiçoso) e como tratar?
A ambliopia é a redução da acuidade visual em um olho sem causa orgânica detectável, resultante de privação visual ou estímulo visual inadequado na infância. As causas mais comuns são estrabismo, anisometropia (diferença de grau entre os olhos) e catarata congênita. O tratamento inclui correção óptica (oculos ou lentes), oclusão do olho dominante (tampao) e, em alguns casos, cirurgia. O tratamento é mais eficaz antes dos 7 a 8 anos de idade.
O que causa o estrabismo?
O estrabismo pode ser causado por desequilíbrio dos músculos extraoculares, erros de refração não corrigidos (especialmente hipermetropia em crianças), paralisia de nervo craniano, doenças neuromusculares, tumores e traumas. Em crianças, o estrabismo acomodativo (causado por hipermetropia) é o tipo mais comum e pode ser corrigido apenas com óculos. O diagnóstico precoce é essencial para prevenir ambliopia.
O exame de fundo de olho dói?
Não. O exame de fundo de olho (oftalmoscopia) é indolor. O único desconforto é a sensibilidade à luz durante e após a dilatação pupilar, que pode durar de 2 a 4 horas. Recomendamos trazer óculos de sol e, se possível, vir acompanhado ou usar transporte por aplicativo após o exame.
Preciso de jejum para algum exame oftalmológico?
A maioria dos exames oftalmológicos não requer jejum. Exceções incluem procedimentos cirúrgicos (como cirurgia de catarata, vitrectomia ou crosslinking) e exames com anestesia geral em crianças, que exigem jejum de 4 a 8 horas conforme orientação do anestesista. Para exames de rotina, consultas e procedimentos ambulatoriais como injeção intravítrea, não é necessário jejum.
O que é o exame de OCT e para que serve?
O OCT (Tomografia de Coerência Óptica) é um exame de imagem de alta resolução que mapeia as camadas da retina e do nervo óptico com precisão micrométrica, sem contato com o olho. É fundamental para o diagnóstico e acompanhamento de glaucoma, degeneração macular, edema macular diabético, descolamento de retina e outras doenças. O Instituto Drudi e Almeida utiliza o OCT Spectralis (Heidelberg), referência mundial em qualidade de imagem.
Para que serve o exame Pentacam?
O Pentacam é um exame de topografia e tomografia corneana que mapeia a curvatura, espessura e regularidade da córnea em 3D. É indispensável para o diagnóstico de ceratocone, avaliação pré-operatória de cirurgia refrativa (LASIK, PRK), planejamento de crosslinking e seleção de lentes intraoculares. O exame é rápido, sem contato e sem dilatação pupilar.
O que é o exame de campo visual?
O campo visual computadorizado (perimetria) avalia a visão periférica e é essencial para o diagnóstico e acompanhamento do glaucoma, doenças neurológicas que afetam a visão e outras condições. O paciente fixa um ponto central e responde a estímulos luminosos na periferia do campo visual. O Instituto Drudi e Almeida utiliza o Humphrey Field Analyzer 750i, padrão-ouro mundial para perimetria.
Quem pode fazer cirurgia de miopia a laser (LASIK)?
Para ser candidato ao LASIK, o paciente deve ter: idade mínima de 18 anos com grau estável há pelo menos 1 ano, córnea com espessura e curvatura adequadas (avaliadas pelo Pentacam), ausência de ceratocone ou ectasia corneana, e boa saúde ocular geral. Graus de miopia até -10 D, hipermetropia até +4 D e astigmatismo até 5 D geralmente são tratáveis. A avaliação pré-operatória completa é fundamental para determinar a candidatura.
Qual a diferença entre LASIK e PRK?
No LASIK, um flap (tampa) de córnea é criado com microcerátomo ou laser de femtossegundo, o laser excimer remodela o estroma corneano e o flap é reposicionado. A recuperação visual é rápida (1 a 2 dias). No PRK, o epitélio é removido e o laser é aplicado diretamente na superfície corneana. A recuperação é mais lenta (5 a 7 dias de desconforto) mas não há risco de complicações do flap. O PRK é preferível em córneas mais finas, pacientes com atividades de contato físico ou ceratocone limítrofe.
O que é o laser YAG e para que serve?
O laser YAG (Nd:YAG) é utilizado principalmente para a capsulotomia posterior — tratamento da catarata secundária (opacificação da cápsula posterior) que ocorre em 20 a 40% dos pacientes após cirurgia de catarata. O procedimento é ambulatorial, dura 5 minutos, é indolor e restaura a visão imediatamente. O laser YAG também é usado para iridotomia periférica no glaucoma de ângulo fechado.
Para que serve o laser de argônio?
O laser de argônio é utilizado para fotocoagulação da retina em diversas condições: retinopatia diabética (para tratar neovascularização e edema macular), rasgaduras e degenerações periféricas da retina (prevenindo descolamento), oclusões vasculares e outras doenças retinianas. O procedimento é ambulatorial, realizado com lente de contato e anestesia tópica, e dura de 10 a 30 minutos.
A cirurgia de miopia a laser é coberta pelo convênio?
Em geral, a cirurgia refrativa (LASIK, PRK) para correção de miopia, hipermetropia e astigmatismo não é coberta pelos convênios médicos, pois é considerada eletiva. Exceções podem ocorrer em casos de anisometropia (diferença grande de grau entre os olhos) ou intolerância a óculos e lentes de contato documentada. Consulte seu convênio para verificar as condições de cobertura.
O que é blefaroplastia e para quem é indicada?
A blefaroplastia (ou palpebroplastia) é a cirurgia de correção das pálpebras, removendo o excesso de pele, gordura e músculo que causa queda das pálpebras superiores (ptose ou dermatocalase) e bolsas nas pálpebras inferiores. É indicada quando o excesso de pele interfere na visão (funcional) ou por razões estéticas. A cirurgia é realizada com anestesia local, dura 45 a 90 minutos e a recuperação completa leva 2 a 3 semanas.
O que é ptose palpebral e como é tratada?
A ptose palpebral é a queda da pálpebra superior que pode cobrir parcial ou totalmente a pupila, causando ambliopia (olho preguiçoso) em crianças e limitação visual em adultos. O tratamento é cirúrgico — a técnica depende da causa (congênita, aponeurótica, miogênica ou neurológica) e do grau de ptose. Em crianças, o tratamento precoce é essencial para prevenir ambliopia irreversível.
O que é entrópio e ectrópio?
O entrópio é a inversão da pálpebra, fazendo os cílios tocarem a córnea e causando irritação, lacrimejamento e risco de úlcera corneana. O ectrópio é a eversão da pálpebra, expondo a conjuntiva e causando olho seco, lacrimejamento e infecções. Ambas as condições são tratadas cirurgicamente e são mais comuns em idosos devido ao relaxamento dos tecidos palpebrais.
A blefaroplastia é coberta pelo convênio?
A blefaroplastia funcional — quando o excesso de pele palpebral interfere no campo visual — é coberta pela maioria dos convênios mediante documentação (campo visual e fotografias). A blefaroplastia estética pura geralmente não tem cobertura. O médico oculoplástico avalia cada caso e orienta sobre a documentação necessária para solicitação ao convênio.
O que é retinopatia diabética e como prevenir?
A retinopatia diabética é a complicação ocular do diabetes mellitus, causada pelo dano aos vasos sanguíneos da retina pela hiperglicemia crônica. É a principal causa de cegueira em adultos em idade produtiva no Brasil. O controle rigoroso da glicemia, pressão arterial e colesterol é a melhor prevenção. Todo paciente diabético deve realizar exame de fundo de olho anualmente, mesmo sem sintomas, para detecção precoce.
Com que frequência o diabético deve consultar o oftalmologista?
Pacientes com diabetes tipo 1 devem iniciar o rastreamento oftalmológico 5 anos após o diagnóstico. Pacientes com diabetes tipo 2 devem consultar o oftalmologista no momento do diagnóstico. A frequência de acompanhamento depende do grau de retinopatia: sem retinopatia — anualmente; retinopatia leve — a cada 6 a 12 meses; retinopatia moderada a grave — a cada 3 a 6 meses; retinopatia proliferativa — a cada 1 a 3 meses.
O que é edema macular diabético e como é tratado?
O edema macular diabético (EMD) é o acúmulo de líquido na mácula (centro da retina) devido ao vazamento dos vasos retinianos danificados pelo diabetes. É a principal causa de perda visual em diabéticos. O tratamento de primeira linha são as injeções intravítreas de anti-VEGF (ranibizumabe, aflibercepte, bevacizumabe), que reduzem o edema e melhoram a visão na maioria dos casos. O laser de argônio é usado como complemento em casos selecionados.
Com que frequência devo consultar o oftalmologista?
A frequência ideal varia com a idade e fatores de risco: crianças — primeira consulta entre 6 e 12 meses, depois anualmente; adultos sem fatores de risco — a cada 2 a 3 anos até os 40 anos; após os 40 anos — anualmente (rastreamento de glaucoma, catarata e DMRI); pacientes com diabetes, hipertensão, histórico familiar de glaucoma ou miopia alta — anualmente ou conforme orientação médica.
O que é síndrome do olho seco e como tratar?
A síndrome do olho seco é causada pela produção insuficiente ou evaporação excessiva do filme lacrimal, resultando em ardência, coceira, sensação de areia, visão embaçada intermitente e intolerância a lentes de contato. O tratamento inclui lágrimas artificiais, colírios anti-inflamatórios (ciclosporina), plugues de ponto lacrimal, ômega-3 e, em casos graves, soro autólogo. O uso excessivo de telas e ambientes climatizados agrava o olho seco.
Moscas volantes (floaters) são perigosas?
As moscas volantes (miodesópsias) são opacidades no vítreo que projetam sombras na retina. Na maioria dos casos são benignas e relacionadas ao envelhecimento do vítreo (descolamento posterior do vítreo). Porém, o aparecimento súbito de muitas moscas volantes, especialmente acompanhado de flashes de luz (fotopsia) ou sombra no campo visual, pode indicar rasgadura ou descolamento de retina — uma emergência oftalmológica que requer avaliação imediata.
Como saber se meu filho tem problema de visão?
Sinais de alerta em crianças incluem: aproximar objetos ou tela dos olhos, piscar excessivamente, inclinar ou virar a cabeça para ver, esfregamento frequente dos olhos, queda no rendimento escolar, reflexo branco na pupila (leucocoria — sinal de alerta para retinoblastoma), desvio ocular (estrabismo) e olho que treme (nistagmo). A primeira consulta oftalmológica deve ser realizada entre 6 e 12 meses de idade, mesmo sem sintomas.
Óculos de sol protegem os olhos de verdade?
Sim, mas apenas óculos com proteção UV400 certificada. A exposição cumulativa à radiação ultravioleta está associada ao desenvolvimento de catarata, pterígio, degeneração macular e câncer de pálpebra. Óculos escuros sem proteção UV são piores que não usar óculos, pois a pupila dilata na sombra, aumentando a entrada de UV. Escolha óculos com certificação UV400 ou 100% UV protection de marcas confiáveis.
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Aviso Médico
As informações contidas nesta página têm caráter educativo e não substituem a consulta médica presencial. Cada caso é único e requer avaliação individualizada por um oftalmologista. Para diagnóstico e tratamento, agende uma consulta com nossa equipe.
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