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Retina

Descolamento de Retina: Sinais, Riscos e Tratamento Cirúrgico

Publicado em 09 de fevereiro de 2026 Atualizado em 09 de fevereiro de 2026 11 min de leitura Dr. Fernando Macei Drudi
Imagem de capa do artigo Descolamento de Retina: Sinais, Riscos e Tratamento Cirúrgico, conteúdo da categoria Retina.
Dr. Fernando Macei Drudi
Autor
Dr. Fernando Macei Drudi
CRM-SP 139.300

Resumo em linguagem simples

O descolamento de retina é uma emergência médica. Saiba reconhecer os sinais como flashes de luz e moscas volantes, conheça os fatores de risco e entenda como funciona o tratamento cirúrgico.

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O que é o Descolamento de Retina?

O descolamento de retina é uma condição ocular grave e uma emergência médica. Ele ocorre quando a retina, uma fina camada de tecido sensível à luz que reveste o interior do olho, se separa de sua posição normal. A retina é responsável por capturar as imagens que vemos e enviá-las ao cérebro através do nervo óptico. Quando ela se descola, perde o suprimento de oxigênio e nutrientes fornecido pelos vasos sanguíneos da coroide, a camada subjacente. Se não for tratado rapidamente, o descolamento de retina pode levar à perda permanente da visão.

O Dr. Fernando Drudi, especialista em retina da Drudi e Almeida Oftalmologia, alerta que o descolamento de retina é uma das maiores emergências oftalmológicas. "Todo paciente que perceber uma cortina escura no campo visual ou um aumento súbito de moscas volantes deve procurar atendimento imediato — cada hora conta para preservar a visão", enfatiza o especialista.

Imagine a retina como o filme de uma câmera fotográfica. Se o filme se solta do lugar, a câmera não consegue mais registrar as fotos. De forma semelhante, quando a retina se descola, a visão fica embaçada, distorcida ou com uma sombra, podendo evoluir para a cegueira total no olho afetado. Por isso, o reconhecimento dos sintomas e a busca por atendimento oftalmológico imediato são cruciais.

Quais são os tipos e as causas do Descolamento de Retina?

Existem três tipos principais de descolamento de retina, cada um com suas próprias causas:

  • Descolamento de Retina Regmatogênico: Este é o tipo mais comum. Acontece quando ocorre um rasgo ou um buraco na retina, permitindo que o vítreo (o gel transparente que preenche o olho) passe por essa abertura e se acumule sob a retina, separando-a da coroide. A principal causa para o rasgo na retina é o descolamento do vítreo posterior, um processo natural de envelhecimento onde o vítreo se contrai e se afasta da retina. Na maioria das vezes, isso ocorre sem problemas, mas em alguns casos, o vítreo pode puxar a retina com força suficiente para rasgá-la.
  • Descolamento de Retina Tracional: Este tipo é causado pela formação de tecido cicatricial na superfície da retina, que se contrai e puxa a retina, descolando-a. É mais comum em pessoas com diabetes não controlada (retinopatia diabética proliferativa), mas também pode ocorrer devido a outras condições como oclusões venosas da retina, traumas ou inflamações.
  • Descolamento de Retina Exsudativo (ou Seroso): Neste caso, não há rasgos ou buracos na retina. O acúmulo de fluido sob a retina ocorre devido a vazamentos de vasos sanguíneos ou inflamações na coroide. As causas podem incluir tumores oculares, doenças inflamatórias (como a síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada), doenças renais ou hipertensão arterial grave.

Fatores de Risco: Quem está mais vulnerável?

Algumas pessoas têm um risco maior de desenvolver descolamento de retina. Os principais fatores de risco incluem:

  • Alta miopia: Pessoas com miopia elevada têm o globo ocular mais alongado, o que torna a retina mais fina e frágil.
  • Idade: O risco aumenta com a idade, sendo mais comum em pessoas com mais de 50 anos.
  • Histórico familiar: Ter parentes de primeiro grau que já tiveram descolamento de retina aumenta a predisposição.
  • Cirurgia ocular prévia: Cirurgias como a de catarata podem aumentar o risco.
  • Trauma ocular: Lesões ou pancadas fortes no olho podem causar descolamento de retina.
  • Doenças oculares: Condições como a degeneração lattice (áreas de afinamento na periferia da retina) e a retinopatia diabética aumentam a vulnerabilidade.
  • Descolamento de retina no outro olho: Quem já teve o problema em um olho tem uma chance maior de desenvolver no outro.

Sinais e Sintomas: Quando suspeitar de um Descolamento de Retina?

Os sintomas do descolamento de retina geralmente aparecem de forma súbita e indolor. É fundamental estar atento a estes sinais de alerta:

  • Moscas volantes (floaters): Aparecimento súbito de pequenos pontos escuros, manchas, fios ou teias de aranha que parecem flutuar no campo de visão.
  • Flashes de luz (fotopsias): Percepção de luzes piscando ou relâmpagos, especialmente na visão periférica.
  • Sombra ou "cortina" na visão: Uma sombra escura que começa na periferia e avança em direção ao centro da visão, como uma cortina se fechando.
  • Visão embaçada ou distorcida: Perda de nitidez e deformação das imagens.

Ao perceber qualquer um desses sintomas, é imprescindível procurar um oftalmologista com urgência. O tempo é um fator crítico para o sucesso do tratamento e a preservação da visão.

Diagnóstico: Como o oftalmologista confirma o problema?

O diagnóstico do descolamento de retina é feito por um médico oftalmologista através de um exame de fundo de olho, também conhecido como mapeamento de retina. Para isso, o médico dilata a pupila do paciente com colírios para poder examinar detalhadamente a retina, o nervo óptico e os vasos sanguíneos.

Em alguns casos, quando a visualização da retina é difícil devido a hemorragias ou opacidades, exames complementares como a ultrassonografia ocular podem ser necessários para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão do descolamento. Clínicas especializadas, como a Drudi e Almeida Oftalmologia em São Paulo, dispõem de equipamentos de última geração para um diagnóstico preciso e rápido.

Tratamento: Quais são as opções cirúrgicas?

O tratamento para o descolamento de retina é quase sempre cirúrgico e deve ser realizado o mais rápido possível. O objetivo da cirurgia é reposicionar a retina e selar os rasgos ou buracos que causaram o problema. Existem diferentes técnicas cirúrgicas, e a escolha dependerá do tipo, da localização e da extensão do descolamento:

  • Retinopexia Pneumática: Indicada para casos mais simples, consiste na injeção de uma bolha de gás dentro do olho. A bolha empurra a retina de volta ao seu lugar, e o rasgo é selado com laser ou crioterapia (congelamento).
  • Introflexão Escleral (ou Retinopexia com Faixa Escleral): Nesta técnica, uma faixa ou esponja de silicone é suturada na parte externa do olho (esclera), pressionando-a para dentro e aliviando a tração sobre a retina. O fluido sub-retiniano é drenado, e os rasgos são tratados com laser ou crioterapia.
  • Vitrectomia via Pars Plana: É a cirurgia mais realizada atualmente. O oftalmologista remove o vítreo (o gel que preenche o olho) e o substitui por uma solução salina, gás ou óleo de silicone. Isso permite o acesso direto à retina para reposicioná-la e tratar os rasgos com laser. A vitrectomia é especialmente indicada para casos complexos, como descolamentos tracionais ou com múltiplos rasgos.

O sucesso da cirurgia depende de vários fatores, incluindo o tempo decorrido até o tratamento e se a mácula (a área central da retina, responsável pela visão de detalhes) foi afetada. Mesmo com o sucesso da cirurgia, a recuperação da visão pode ser gradual e, em alguns casos, não ser completa.

Prevenção: É possível evitar o Descolamento de Retina?

Não é possível prevenir todas as causas de descolamento de retina, mas algumas medidas podem reduzir o risco:

  • Exames oftalmológicos regulares: Consultas anuais com um oftalmologista, especialmente para pessoas com fatores de risco, são fundamentais para detectar precocemente lesões na retina que possam levar a um descolamento.
  • Proteção ocular: Usar óculos de proteção durante a prática de esportes de contato ou em atividades de risco para traumas oculares.
  • Controle de doenças crônicas: Manter um bom controle do diabetes e da hipertensão arterial ajuda a prevenir as formas tracional e exsudativa do descolamento de retina.

A Dra. Priscilla de Almeida explica que o sucesso do tratamento cirúrgico do descolamento de retina depende fundamentalmente da rapidez do diagnóstico. "Quando o descolamento ainda não atingiu a mácula, os resultados visuais são muito melhores. Por isso, não se deve esperar para buscar atendimento", orienta a médica.

Quando procurar um oftalmologista com urgência?

Qualquer um dos sintomas de descolamento de retina – moscas volantes súbitas, flashes de luz, sombra na visão ou visão embaçada – deve ser considerado um sinal de alerta. Não espere para ver se os sintomas melhoram. Procure imediatamente um pronto-socorro oftalmológico ou um especialista em retina. Um diagnóstico e tratamento rápidos são a melhor chance de salvar sua visão.

Em São Paulo, a equipe da Drudi e Almeida Oftalmologia está preparada para oferecer um atendimento de excelência e o tratamento mais adequado para cada caso de descolamento de retina, com especialistas experientes e tecnologia de ponta.

FAQ: Perguntas Frequentes sobre Descolamento de Retina

O descolamento de retina dói?

Não, o descolamento de retina em si é indolor. Os sintomas são puramente visuais.

A cirurgia de descolamento de retina é garantida?

Nenhuma cirurgia tem 100% de garantia. A taxa de sucesso anatômico (reposicionamento da retina) é alta, geralmente acima de 85-90% com um procedimento. No entanto, a recuperação da visão funcional depende de vários fatores, principalmente se a mácula foi afetada e por quanto tempo.

Como é a recuperação após a cirurgia?

O pós-operatório exige repouso e, em muitos casos, uma posição específica da cabeça por alguns dias, especialmente se for injetado gás ou óleo de silicone no olho. A visão pode levar semanas ou meses para se estabilizar. O acompanhamento com o oftalmologista é rigoroso.

Posso ter descolamento de retina nos dois olhos?

Sim. Ter um descolamento em um olho é um fator de risco para desenvolver no outro. Por isso, o acompanhamento regular do olho contralateral é essencial.

O que acontece se eu não tratar o descolamento de retina?

Se não for tratado, o descolamento de retina quase sempre leva à perda total e irreversível da visão no olho afetado.


Cuidar da saúde dos seus olhos é fundamental. Se você apresenta algum fator de risco ou está experimentando sintomas preocupantes, não hesite em procurar a avaliação de um especialista. Agende uma consulta e garanta que sua visão receba o melhor cuidado possível.

Quando buscar avaliação especializada

Neste tema, a avaliação individualizada com oftalmologista faz diferença porque nas doenças da retina, a correlação entre sintomas, OCT, retinografia, angiografia e contexto sistêmico costuma ser decisiva para definir o melhor plano terapêutico. Em casos selecionados, o Dr. Fernando Drudi participa da definição diagnóstica e terapêutica, especialmente quando há necessidade de correlação clínica com exames complementares e planejamento de condutas mais complexas.

A Dra. Priscilla Almeida também integra essa abordagem multidisciplinar, reforçando a importância de exame oftalmológico completo, seguimento regular e orientação personalizada conforme idade, sintomas, fatores de risco e impacto funcional descrito pelo paciente.

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

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