Seg–Sex: 8h–18h  |  Sáb: 8h–12h
Saúde Ocular

Pterígio: O Que É, Causas, Fatores de Risco e Quando a Cirurgia É Necessária

Publicado em 25 de fevereiro de 2026 Atualizado em 25 de fevereiro de 2026 8 min de leitura Dra. Priscilla R. de Almeida
Imagem de capa do artigo Pterígio: O Que É, Causas, Fatores de Risco e Quando a Cirurgia É Necessária, conteúdo da categoria Saúde Ocular.
Dra. Priscilla R. de Almeida
Autor
Dra. Priscilla R. de Almeida
CRM-SP 148.173

Resumo em linguagem simples

Entenda o que é o pterígio, a "carne no olho", suas causas, sintomas e os tratamentos mais modernos, incluindo a cirurgia. Saiba como prevenir e quando procurar um oftalmologista.

CID-10: H00 — Transtornos do olho e anexos Ver todos os artigos de Saúde Ocular

Pterígio: O Que É, Causas e Quando a Cirurgia é Necessária

Você já notou uma pequena “pele” ou “carne” crescendo no canto dos seus olhos? Essa condição, conhecida popularmente como “carne nos olhos”, tem um nome médico: pterígio. Trata-se de uma lesão benigna, mas que pode causar grande desconforto e, em casos mais avançados, até mesmo comprometer a visão. Por ser uma condição comum, especialmente em um país tropical como o Brasil, é fundamental entender suas causas, sintomas e, principalmente, saber quando é o momento certo de procurar tratamento.

Neste guia completo, vamos explorar todos os aspectos do pterígio, desde sua definição e fatores de risco até as mais modernas opções de tratamento disponíveis. Com a orientação de especialistas, como os da Drudi e Almeida Clínicas Oftalmológicas, referência em saúde ocular em São Paulo, você terá as informações necessárias para cuidar da saúde dos seus olhos com segurança e tranquilidade.

O que é o Pterígio?

A Dra. Priscilla de Almeida, oftalmologista da Drudi e Almeida Oftalmologia, explica que o pterígio é uma das condições que mais afeta pessoas expostas ao sol e ao vento em regiões tropicais como São Paulo e Guarulhos.

O pterígio é um crescimento anormal de tecido da conjuntiva, a membrana fina e transparente que recobre a parte branca do olho (esclera). Esse tecido, de natureza fibrovascular, avança sobre a córnea, a lente transparente que fica na frente da íris e da pupila. Geralmente, o pterígio tem um formato triangular ou de asa (do grego pteron), e seu crescimento é lento e progressivo.

Embora seja uma lesão benigna, ou seja, não cancerosa, o pterígio pode causar uma série de problemas. Esteticamente, a aparência de uma “carne avermelhada” no olho pode ser incômoda. Funcionalmente, os sintomas podem variar de uma leve irritação a um comprometimento visual significativo, caso o tecido cresça a ponto de cobrir o eixo visual ou distorcer a curvatura da córnea, induzindo o astigmatismo.

Causas e Fatores de Risco: Por Que o Pterígio Aparece?

A causa exata do pterígio ainda não é totalmente compreendida pela ciência, mas sua associação com certos fatores ambientais e genéticos é bem estabelecida. A principal causa apontada pela maioria dos estudos é a exposição crônica à radiação ultravioleta (UV) do sol. Isso explica por que o pterígio é significativamente mais prevalente em populações que vivem em regiões tropicais e subtropicais, mais próximas da linha do Equador, e em pessoas que passam muito tempo ao ar livre sem a devida proteção ocular.

Além da radiação UV, outros fatores de risco importantes incluem:

  • Exposição a ambientes com muito vento, poeira, areia e poluição: Esses elementos podem causar irritação crônica na superfície ocular, estimulando o crescimento do tecido da conjuntiva.
  • Olho seco: A falta de lubrificação adequada pode deixar a superfície do olho mais vulnerável a irritações e inflamações, favorecendo o desenvolvimento do pterígio.
  • Fatores Genéticos: A predisposição familiar parece desempenhar um papel. Se você tem parentes de primeiro grau com pterígio, sua chance de desenvolver a condição pode ser maior.
  • Idade e Gênero: Embora possa surgir em qualquer idade, é mais comum em adultos entre 20 e 40 anos. Alguns estudos apontam uma prevalência ligeiramente maior em homens, o que pode estar relacionado a uma maior exposição ocupacional ao sol e ao vento.

Sintomas: Como Reconhecer o Pterígio?

Muitas pessoas com pterígio podem não apresentar sintoma algum, especialmente nos estágios iniciais, quando a lesão é pequena. No entanto, à medida que o tecido cresce e se inflama, os sinais e sintomas começam a aparecer. É importante estar atento a eles para buscar um diagnóstico precoce. Os mais comuns são:

  • Vermelhidão e inflamação: A área do pterígio pode ficar constantemente avermelhada e irritada.
  • Sensação de corpo estranho: Muitos pacientes relatam a sensação de ter areia, um cílio ou alguma outra partícula no olho.
  • Ardência e coceira: O desconforto é um sintoma frequente, podendo variar de leve a intenso.
  • Lacrimejamento: A irritação pode estimular a produção excessiva de lágrimas.
  • Visão embaçada: Se o pterígio avançar sobre a córnea, ele pode alterar sua curvatura, causando astigmatismo e, consequentemente, uma visão distorcida ou embaçada.
  • Fotofobia: A sensibilidade à luz pode se tornar um problema, causando desconforto em ambientes claros ou ao ar livre.
  • Desconforto estético: A aparência da “carne no olho” pode ser uma preocupação para muitas pessoas.

Diagnóstico e Tratamento: O Que Fazer?

O diagnóstico do pterígio é clínico, realizado por um médico oftalmologista durante um exame de rotina na lâmpada de fenda. O médico irá avaliar o tamanho, a espessura e a localização da lesão, além de verificar se há comprometimento da visão. Exames como a topografia de córnea podem ser solicitados para medir com precisão o astigmatismo induzido pelo pterígio.

O tratamento dependerá da gravidade dos sintomas e do impacto na visão. As abordagens podem ser divididas em duas categorias:

1. Tratamento Clínico (Conservador):

Para casos leves, em que o pterígio é pequeno e os sintomas são discretos, o tratamento foca no alívio do desconforto e na prevenção da progressão. As medidas incluem:

  • Colírios lubrificantes: Para aliviar o olho seco e a sensação de corpo estranho.
  • Colírios anti-inflamatórios: Em períodos de maior irritação e vermelhidão, o médico pode prescrever colírios para reduzir a inflamação.
  • Proteção ocular: O uso de óculos de sol com proteção UV é fundamental para evitar a progressão da lesão.

2. Tratamento Cirúrgico:

A cirurgia para remoção do pterígio (exérese) é indicada quando:

  • O pterígio ameaça atingir ou já atingiu o eixo visual (a pupila).
  • A visão está sendo significativamente afetada pelo astigmatismo induzido.
  • Os sintomas de irritação, vermelhidão e desconforto são persistentes e não melhoram com o tratamento clínico.
  • Há um incômodo estético importante para o paciente.

A Cirurgia de Pterígio: Uma Solução Eficaz e Segura

A cirurgia de pterígio é um procedimento rápido, seguro e realizado com anestesia local. A técnica mais moderna e com menor taxa de recidiva (retorno do pterígio) é a exérese com transplante autólogo de conjuntiva. Neste procedimento, o cirurgião remove o tecido do pterígio e, no local, transplanta um enxerto fino e saudável da conjuntiva do próprio paciente, geralmente da parte superior do mesmo olho. Esse enxerto pode ser fixado com suturas (pontos) ou, mais modernamente, com cola biológica de fibrina, o que torna a recuperação mais confortável e rápida.

A utilização da cola biológica é um avanço significativo, pois elimina o desconforto dos pontos no pós-operatório e reduz a inflamação. A taxa de sucesso da cirurgia é alta, e a chance de o pterígio voltar é significativamente menor com a técnica do transplante conjuntival, variando entre 5% e 15%, em comparação com taxas de até 50% em técnicas mais antigas.

É fundamental que o procedimento seja realizado por um oftalmologista experiente. Clínicas especializadas, como a Drudi e Almeida, contam com profissionais qualificados e tecnologia de ponta para garantir os melhores resultados e a segurança do paciente.

Prevenção: A Melhor Forma de Cuidar dos Seus Olhos

Como a exposição solar é o principal fator de risco, a prevenção é a medida mais importante. Adotar hábitos simples no dia a dia pode fazer uma grande diferença:

  • Use óculos de sol sempre: Escolha modelos com lentes que ofereçam 100% de proteção contra os raios UVA e UVB. Dê preferência a óculos maiores e que cubram bem a região dos olhos.
  • Chapéus e bonés são seus aliados: Eles criam uma barreira física que ajuda a proteger os olhos da luz solar direta.
  • Evite ambientes com muitos irritantes: Se você trabalha ou frequenta locais com muito vento, poeira ou poluição, reforce o uso de óculos de proteção.
  • Mantenha os olhos lubrificados: Use colírios lubrificantes (lágrimas artificiais) se sentir os olhos secos, especialmente em ambientes com ar-condicionado ou clima muito seco.

Quando Procurar um Oftalmologista?

Ao notar qualquer um dos sintomas mencionados ou o surgimento de uma lesão no olho, não hesite em procurar um oftalmologista. Apenas um profissional pode fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento mais adequado para o seu caso. Consultas regulares são essenciais para monitorar a saúde dos seus olhos e prevenir complicações.

Se você está em São Paulo e busca uma avaliação completa e um tratamento de excelência para o pterígio, agende uma consulta. Cuidar da sua visão é um investimento na sua qualidade de vida.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. A cirurgia de pterígio dói?

Não. O procedimento é realizado com anestesia local (colírios e, às vezes, uma pequena injeção), garantindo que o paciente não sinta dor durante a cirurgia. Um leve desconforto pode ser sentido nos primeiros dias de recuperação, mas é bem controlado com os colírios e analgésicos prescritos pelo médico.

2. O pterígio pode voltar mesmo depois da cirurgia?

Sim, existe um risco de recidiva. No entanto, com as técnicas modernas, como o transplante de conjuntiva com cola biológica, essa taxa é significativamente reduzida. Seguir as orientações pós-operatórias, como usar os colírios corretamente e proteger os olhos do sol, é crucial para minimizar esse risco.

3. Pterígio pode virar câncer?

Não. O pterígio é uma lesão benigna e não se transforma em câncer. No entanto, é importante que o diagnóstico seja feito por um oftalmologista para diferenciar o pterígio de outras lesões oculares que podem ser malignas, embora sejam muito mais raras.

4. Quanto tempo dura a recuperação da cirurgia de pterígio?

A recuperação inicial leva cerca de uma a duas semanas, período em que o paciente deve usar os colírios e evitar esforços físicos, piscina e mar. A vermelhidão ocular pode persistir por algumas semanas, mas tende a desaparecer completamente. A maioria dos pacientes pode retornar às suas atividades normais, como trabalhar e dirigir, em poucos dias, dependendo da recomendação médica.

5. Pterígio e pinguécula são a mesma coisa?

Não. Embora ambas sejam lesões na conjuntiva e relacionadas à exposição solar, elas são diferentes. A pinguécula é uma lesão amarelada e elevada que não cresce sobre a córnea. O pterígio é um tecido que avança sobre a córnea. Uma pinguécula pode, eventualmente, se transformar em um pterígio, mas nem sempre isso acontece.

Quando buscar avaliação especializada

Neste tema, a avaliação individualizada com oftalmologista faz diferença porque em saúde ocular geral, o exame oftalmológico completo continua sendo a forma mais segura de diferenciar sinais benignos de doenças que exigem tratamento precoce. Em casos selecionados, o Dr. Fernando Drudi participa da definição diagnóstica e terapêutica, especialmente quando há necessidade de correlação clínica com exames complementares e planejamento de condutas mais complexas.

A Dra. Priscilla Almeida também integra essa abordagem multidisciplinar, reforçando a importância de exame oftalmológico completo, seguimento regular e orientação personalizada conforme idade, sintomas, fatores de risco e impacto funcional descrito pelo paciente.

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

Ficou com dúvidas ou quer agendar uma consulta?

Fale com nossos especialistas

Agendar pelo WhatsApp