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Saúde Ocular

Síndrome do Olho Seco: Causas, Sintomas e Tratamentos Eficazes

Publicado em 09 de março de 2026 Atualizado em 09 de março de 2026 8 min de leitura Dra. Priscilla R. de Almeida
Síndrome do Olho Seco: Causas, Sintomas e Tratamentos Eficazes
Dra. Priscilla R. de Almeida
Autor
Dra. Priscilla R. de Almeida
CRM-SP 148.173

Resumo em linguagem simples

A síndrome do olho seco afeta milhões de brasileiros e pode comprometer a qualidade de vida. Saiba identificar os sintomas, as causas e os tratamentos mais eficazes disponíveis.

CID-10: H00 — Transtornos do olho e anexos Ver todos os artigos de Saúde Ocular

O que é a Síndrome do Olho Seco?

A síndrome do olho seco (ceratoconjuntivite seca) é uma das condições oftalmológicas mais prevalentes no Brasil, afetando cerca de 30% da população adulta. Ela ocorre quando os olhos não produzem lágrimas suficientes ou quando as lágrimas evaporam muito rapidamente, comprometendo a lubrificação e a saúde da superfície ocular.

As lágrimas são compostas por três camadas: lipídica (oleosa), aquosa e mucosa. Qualquer desequilíbrio nessas camadas pode levar ao olho seco, seja por deficiência de produção ou por evaporação excessiva.

Causas Mais Comuns do Olho Seco

O olho seco pode ter origem multifatorial. Entre as causas mais frequentes estão:

  • Uso excessivo de telas (computadores, celulares, tablets): reduz a frequência de piscar, de 15-20 vezes por minuto para 5-7 vezes
  • Envelhecimento: a produção lacrimal diminui naturalmente com a idade, especialmente após os 50 anos
  • Alterações hormonais: a menopausa é um fator de risco importante para mulheres
  • Medicamentos: anti-histamínicos, antidepressivos, diuréticos e anticoncepcionais podem reduzir a produção de lágrimas
  • Doenças sistêmicas: Síndrome de Sjögren, artrite reumatoide, lúpus e diabetes
  • Blefarite: inflamação das pálpebras que compromete as glândulas de Meibômio
  • Ambiente: ar condicionado, vento, baixa umidade e poluição
  • Uso prolongado de lentes de contato
  • Cirurgias refrativas (LASIK, PRK): podem causar olho seco temporário ou permanente

Sintomas do Olho Seco

Os sintomas variam de leves a graves e incluem:

  • Sensação de areia ou corpo estranho nos olhos
  • Ardência, coceira ou queimação ocular
  • Visão embaçada que melhora ao piscar
  • Olhos vermelhos e irritados
  • Lacrimejamento excessivo (paradoxalmente, o olho seco pode provocar lacrimejamento reflexo)
  • Dificuldade para usar lentes de contato
  • Sensibilidade à luz (fotofobia)
  • Cansaço visual, especialmente ao final do dia
  • Secreção esbranquiçada nos cantos dos olhos ao acordar

Como é Feito o Diagnóstico?

O diagnóstico do olho seco é clínico e laboratorial. O oftalmologista realizará uma avaliação completa que pode incluir:

  • Teste de Schirmer: mede a produção lacrimal com uma tira de papel filtro colocada na pálpebra inferior por 5 minutos
  • Tempo de ruptura do filme lacrimal (TBUT): avalia a estabilidade das lágrimas com corante fluorescente
  • Biomicroscopia com lâmpada de fenda: examina a superfície ocular em detalhes
  • Coloração com rosa-bengala ou verde de lisamina: identifica células danificadas na córnea e conjuntiva
  • Osmolaridade lacrimal: exame moderno que mede a concentração das lágrimas

Tratamentos Disponíveis

O tratamento do olho seco é individualizado e depende da causa e gravidade. As principais opções incluem:

Lágrimas Artificiais

São a primeira linha de tratamento para casos leves a moderados. Existem diversas formulações (com e sem conservantes, em gel, em pomada) que o médico escolherá conforme o perfil do paciente. Para uso frequente (mais de 4 vezes ao dia), recomenda-se versões sem conservantes para evitar toxicidade.

Medicamentos Anti-inflamatórios

Para casos moderados a graves, o oftalmologista pode prescrever colírios de ciclosporina ou lifitegraste, que reduzem a inflamação da superfície ocular e aumentam a produção de lágrimas naturais.

Tampões Punctais

Pequenos dispositivos inseridos nos canais lacrimais para reduzir a drenagem das lágrimas, mantendo-as por mais tempo na superfície ocular.

Tratamento das Glândulas de Meibômio

Para olho seco evaporativo causado por disfunção das glândulas de Meibômio, podem ser indicados: compressas mornas, higiene palpebral, suplementação com ômega-3 e procedimentos como IPL (luz pulsada intensa) ou LipiFlow.

Para casos graves, colírios preparados com o próprio sangue do paciente (soro autólogo) oferecem fatores de crescimento que promovem a regeneração da superfície ocular.

Dicas para Prevenir e Aliviar o Olho Seco no Dia a Dia

  • Faça pausas regulares ao usar telas (regra 20-20-20: a cada 20 minutos, olhe para algo a 20 pés por 20 segundos)
  • Pisque conscientemente com mais frequência
  • Use umidificador de ar nos ambientes
  • Evite ar condicionado diretamente nos olhos
  • Use óculos de proteção em ambientes com vento ou poeira
  • Mantenha-se hidratado (beba pelo menos 2 litros de água por dia)
  • Inclua ômega-3 na dieta (peixes, linhaça, chia)
  • Não esfregue os olhos

Quando Procurar um Oftalmologista?

Se os sintomas persistirem por mais de uma semana, piorarem progressivamente ou interferirem nas atividades diárias, é fundamental consultar um oftalmologista. O olho seco não tratado pode evoluir para complicações como úlceras de córnea e comprometimento permanente da visão.

Na Drudi e Almeida Oftalmologia, nossa equipe especializada realiza avaliação completa da superfície ocular e oferece tratamentos personalizados para cada paciente. Agende sua consulta e cuide da saúde dos seus olhos.

Quando buscar avaliação especializada

Neste tema, a avaliação individualizada com oftalmologista faz diferença porque em saúde ocular geral, o exame oftalmológico completo continua sendo a forma mais segura de diferenciar sinais benignos de doenças que exigem tratamento precoce. Em casos selecionados, o Dr. Fernando Drudi participa da definição diagnóstica e terapêutica, especialmente quando há necessidade de correlação clínica com exames complementares e planejamento de condutas mais complexas.

A Dra. Priscilla Almeida também integra essa abordagem multidisciplinar, reforçando a importância de exame oftalmológico completo, seguimento regular e orientação personalizada conforme idade, sintomas, fatores de risco e impacto funcional descrito pelo paciente.

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

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