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Saúde Ocular

Uveíte: Inflamação Intraocular — Causas, Tipos, Sintomas e Tratamento

Publicado em 14 de fevereiro de 2026 Atualizado em 14 de fevereiro de 2026 6 min de leitura Dr. Fernando Macei Drudi
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Dr. Fernando Macei Drudi
Autor
Dr. Fernando Macei Drudi
CRM-SP 139.300

Resumo em linguagem simples

A uveíte é uma inflamação ocular séria que pode levar à perda de visão. Entenda o que é, suas causas, os principais sintomas e como o tratamento adequado é crucial para a saúde dos seus olhos.

CID-10: H00 — Transtornos do olho e anexos Ver todos os artigos de Saúde Ocular

O que é Uveíte: Uma Inflamação Ocular que Exige Atenção

A uveíte é a inflamação da úvea, a camada média do olho, situada entre a esclera (a parte branca do olho) e a retina. A úvea é rica em vasos sanguíneos e é composta por três partes: a íris (a parte colorida do olho), o corpo ciliar (responsável pela produção do humor aquoso e pelo foco da visão) e a coroide (que nutre a retina). Quando qualquer uma dessas partes inflama, temos um quadro de uveíte. [1]

A Dra. Priscilla de Almeida, da Drudi e Almeida Oftalmologia, alerta que a uveíte é uma das condições que mais exige atenção imediata. "Qualquer olho vermelho acompanhado de dor e sensibilidade à luz deve ser avaliado com urgência — a uveíte pode evoluir rapidamente e causar danos permanentes à visão se não for tratada", explica a especialista.

Trata-se de uma condição oftalmológica séria que pode afetar pessoas de todas as idades e, se não for tratada adequadamente, pode levar a complicações graves, como glaucoma, catarata, edema de mácula e até mesmo a perda permanente da visão. Por isso, o diagnóstico precoce e o tratamento especializado são fundamentais.

Tipos de Uveíte: Entendendo a Classificação

A uveíte é classificada de acordo com a parte da úvea que é afetada:

  • Uveíte Anterior: É o tipo mais comum. A inflamação atinge a íris (irite) ou a íris e o corpo ciliar (iridociclite). Geralmente, é o tipo menos grave, mas pode causar dor intensa e sensibilidade à luz.
  • Uveíte Intermediária: A inflamação se concentra no corpo ciliar e no vítreo (o gel que preenche o globo ocular). Os principais sintomas incluem "moscas volantes" (pontos flutuantes na visão) e visão turva.
  • Uveíte Posterior: Este é o tipo mais grave, pois afeta a coroide e a retina. Pode estar associada a doenças infecciosas ou autoimunes e tem um risco maior de causar perda de visão.
  • Pan-uveíte (ou Uveíte Difusa): Ocorre quando todas as partes da úvea estão inflamadas simultaneamente. É uma forma grave que combina os sintomas e os riscos de todos os outros tipos. [2]

Causas Principais: Uma Condição Multifatorial

As causas da uveíte são variadas e, em muitos casos, a origem exata não é identificada, sendo classificada como idiopática. No entanto, as causas conhecidas podem ser agrupadas em duas categorias principais:

  • Causas Infecciosas: A inflamação pode ser desencadeada por vírus (como herpes simples ou varicela-zoster), bactérias (como tuberculose ou sífilis), fungos ou parasitas (como a toxoplasmose, uma causa muito comum de uveíte posterior no Brasil). [3]
  • Causas Não Infecciosas ou Autoimunes: Em muitos pacientes, a uveíte está associada a doenças sistêmicas em que o sistema imunológico ataca os próprios tecidos do corpo. Exemplos incluem artrite reumatoide, espondilite anquilosante, doença de Behçet, sarcoidose e doença inflamatória intestinal. [4]

Traumas oculares também podem levar a um quadro de uveíte.

Sintomas Comuns: Sinais de Alerta para a Visão

Os sintomas da uveíte podem surgir de forma súbita ou gradual e variar dependendo do tipo e da gravidade da inflamação. Os sinais mais comuns incluem:

  • Olho vermelho
  • Dor ocular (que pode ser intensa)
  • Sensibilidade à luz (fotofobia)
  • Visão turva ou embaçada
  • Percepção de pontos escuros ou "moscas volantes"
  • Diminuição da acuidade visual

É importante notar que, em alguns casos, especialmente na uveíte intermediária e posterior, a dor pode ser mínima ou inexistente, tornando a visão turva o principal sintoma.

Diagnóstico Especializado: A Importância da Avaliação Oftalmológica

O diagnóstico da uveíte é feito por um médico oftalmologista através de um exame oftalmológico completo. O especialista irá avaliar a história clínica do paciente e realizar exames como:

  • Exame de Lâmpada de Fenda: Permite ao médico examinar as estruturas do olho em detalhes e identificar sinais de inflamação.
  • Medida da Pressão Intraocular: Para verificar se há aumento da pressão, um risco associado à uveíte.
  • Mapeamento de Retina: Essencial para avaliar o fundo do olho, especialmente nos casos de suspeita de uveíte posterior.

Dependendo da suspeita clínica, o oftalmologista pode solicitar exames de sangue, testes sorológicos e exames de imagem para investigar a causa subjacente, seja ela infecciosa ou autoimune. Em centros de referência como a Drudi e Almeida Clínicas Oftalmológicas, em São Paulo, uma abordagem multidisciplinar é frequentemente adotada para garantir um diagnóstico preciso e completo.

Opções de Tratamento: Controlando a Inflamação e Preservando a Visão

O tratamento da uveíte tem como objetivo principal controlar a inflamação, aliviar a dor, prevenir danos às estruturas oculares e tratar a causa base, quando identificada. As opções terapêuticas variam conforme o tipo e a gravidade da doença:

  • Colírios Corticoides: São a base do tratamento para a uveíte anterior, ajudando a reduzir a inflamação e a dor.
  • Colírios Midriáticos/Cicloplégicos: Dilatam a pupila para prevenir aderências (sinéquias) e aliviar o espasmo do corpo ciliar, diminuindo a dor.
  • Corticoides Orais ou Injetáveis: Utilizados em casos mais graves, como na uveíte intermediária, posterior ou pan-uveíte, ou quando a uveíte anterior não responde ao tratamento tópico.
  • Imunossupressores: Para casos crônicos ou associados a doenças autoimunes, medicamentos que modulam a resposta do sistema imunológico podem ser necessários para controlar a inflamação a longo prazo.
  • Antibióticos ou Antivirais: Se a causa da uveíte for infecciosa, o tratamento será direcionado para eliminar o agente causador.

O acompanhamento regular com o oftalmologista é crucial para monitorar a resposta ao tratamento e ajustar a medicação conforme necessário.

Prevenção e Cuidados: O que Você Pode Fazer?

Embora nem sempre seja possível prevenir o primeiro episódio de uveíte, especialmente as de causa idiopática ou autoimune, algumas medidas são importantes. Controlar bem as doenças sistêmicas de base é fundamental. Para as uveítes infecciosas, como a toxoplasmose, cuidados com a alimentação e higiene podem reduzir o risco.

Para pacientes que já tiveram uveíte, seguir rigorosamente o tratamento e o acompanhamento médico é a melhor forma de prevenir novas crises e complicações.

O Dr. Fernando Drudi ressalta que o tratamento da uveíte frequentemente requer uma abordagem multidisciplinar. "Dependendo da causa, precisamos trabalhar em conjunto com reumatologistas, infectologistas ou imunologistas para tratar a doença de base e controlar a inflamação ocular", destaca o oftalmologista.

Quando Procurar um Oftalmologista?

Ao apresentar qualquer um dos sintomas mencionados — olho vermelho, dor, sensibilidade à luz ou alteração na visão — procure um oftalmologista imediatamente. A uveíte é uma urgência médica. O diagnóstico e o tratamento rápidos são a chave para evitar danos permanentes à sua visão. Não subestime os sintomas.

FAQ - Perguntas Frequentes

A uveíte tem cura?

Depende da causa. Uveítes infecciosas podem ser curadas com o tratamento adequado do agente causador. As uveítes associadas a doenças autoimunes são condições crônicas que podem ser controladas com tratamento, entrando em remissão, mas podem ter novas crises.

A uveíte é contagiosa?

Não, a inflamação em si não é contagiosa. No entanto, se a causa for uma doença infecciosa, como a tuberculose, a doença de base pode ser transmissível, mas não a inflamação ocular diretamente.

Crianças podem ter uveíte?

A sim, a uveíte pode afetar crianças e está frequentemente associada à artrite idiopática juvenil (AIJ). O acompanhamento oftalmológico regular em crianças com AIJ é essencial, pois a uveíte pode ser assintomática nelas.

Qual a relação entre estresse e uveíte?

Embora o estresse não seja uma causa direta, ele pode atuar como um gatilho para crises em pacientes com doenças autoimunes, que por sua vez podem levar a um episódio de uveíte. Gerenciar o estresse é uma parte importante do cuidado integral da saúde.

Posso usar lentes de contato durante o tratamento da uveíte?

Não. Durante uma crise de uveíte, o uso de lentes de contato é contraindicado. É fundamental seguir as orientações do seu oftalmologista sobre quando é seguro retomar o uso.


Cuidar da saúde dos seus olhos é a nossa prioridade. A equipe da Drudi e Almeida Clínicas Oftalmológicas está preparada para oferecer um diagnóstico preciso e o tratamento mais avançado para a uveíte. Se você está em São Paulo e apresenta algum sintoma, não hesite em agendar uma consulta.


Referências:

1] Signorelli, "O que é uveíte? Conheça as causas, sintomas e tratamentos", [https://signorellioftalmologia.com.br/o-que-e-uveite-conheca-as-causas-sintomas-e-tratamentos/ 2] Saúde Bem Estar, "Uveíte – o que é, causas, sintomas, tratamento, tem cura?", [https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/oftalmologia/uveite/ 3] Sabin, "Diagnóstico e tratamento da uveíte", [https://blog.sabin.com.br/saude/diagnostico-e-tratamento-da-uveite/ 4] MSD Manuals, "Uveíte", [https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-oftalmol%C3%B3gicos/uve%C3%ADte-e-dist%C3%BArbios-relacionados/uve%C3%ADte

Quando buscar avaliação especializada

Neste tema, a avaliação individualizada com oftalmologista faz diferença porque em saúde ocular geral, o exame oftalmológico completo continua sendo a forma mais segura de diferenciar sinais benignos de doenças que exigem tratamento precoce. Em casos selecionados, o Dr. Fernando Drudi participa da definição diagnóstica e terapêutica, especialmente quando há necessidade de correlação clínica com exames complementares e planejamento de condutas mais complexas.

A Dra. Priscilla Almeida também integra essa abordagem multidisciplinar, reforçando a importância de exame oftalmológico completo, seguimento regular e orientação personalizada conforme idade, sintomas, fatores de risco e impacto funcional descrito pelo paciente.

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

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