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DMRI: Degeneração Macular Relacionada à Idade – Causas, Sintomas e Tratamento em SP

Publicado em 21 de maio de 2026 Atualizado em 21 de maio de 2026 23 min de leitura Dr. Fernando Macei Drudi
Imagem de capa do artigo DMRI: Degeneração Macular Relacionada à Idade – Causas, Sintomas e Tratamento em SP, conteúdo da categoria Retina.
Dr. Fernando Macei Drudi
Autor
Dr. Fernando Macei Drudi
CRM-SP 139.300

Resumo em linguagem simples

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é uma doença ocular progressiva que afeta a mácula, parte central da retina, essencial para a visão nítida. É a principal causa de perda de visão grave e irreversível em pessoas com mais de 50 anos, impactando milhões globalmente e no Brasil. Compreender suas causas, reconhecer os sintomas precocemente e acessar tratamentos baseados em evidências científicas é crucial para preservar a qualidade de vida e a independência visual.

CID-10: H35 — Outros transtornos da retina Ver todos os artigos de Retina

Resumo científico

  • A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é uma doença neurodegenerativa complexa da retina, multifatorial, que afeta a mácula, resultando na perda da visão central.
  • Sua prevalência aumenta exponencialmente com a idade, sendo a principal causa de cegueira legal em indivíduos com mais de 50 anos em países desenvolvidos e em desenvolvimento.
  • Existem duas formas principais: a DMRI seca (atrófica), caracterizada por drusas e atrofia geográfica, e a DMRI úmida (exsudativa ou neovascular), que envolve a formação de neovasos coroidianos (NVC).
  • Fatores de risco genéticos (ex: variantes dos genes CFH, ARMS2) e ambientais (tabagismo, dieta, exposição à luz solar) são bem estabelecidos por estudos epidemiológicos e genéticos.
  • O diagnóstico é realizado por meio de exames como oftalmoscopia, tomografia de coerência óptica (OCT), angiofluoresceinografia (AFG) e angiografia com indocianina verde (ICGA).
  • O tratamento para a DMRI seca inicial e intermediária envolve suplementos vitamínicos e minerais (fórmula AREDS), cuja eficácia foi demonstrada por ensaios clínicos randomizados de grande porte.
  • Para a DMRI úmida, a terapia anti-VEGF (fator de crescimento endotelial vascular) intravítrea é o pilar do tratamento, com múltiplos agentes (ranibizumabe, aflibercepte, faricimabe, bevacizumabe) comprovadamente eficazes em meta-análises e revisões sistemáticas Cochrane.
  • Novos tratamentos para a atrofia geográfica, como os inibidores do complemento (pegcetacoplan, avacincaptad pegol), representam avanços promissores baseados em ensaios clínicos de fase 3.
  • O Dr. Fernando Macei Drudi, especialista em Retina do Instituto Drudi e Almeida, enfatiza a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento rigoroso para otimizar os resultados visuais.

A visão é um dos sentidos mais preciosos, e sua perda pode impactar profundamente a qualidade de vida e a independência. Entre as diversas patologias oculares que afetam a população idosa, a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) destaca-se como a principal causa de cegueira irreversível em indivíduos com mais de 50 anos em todo o mundo. Esta condição complexa e multifatorial afeta a mácula, a porção central da retina responsável pela visão detalhada, cores e leitura. Compreender a fundo a DMRI, desde suas origens genéticas e ambientais até os mais recentes avanços terapêuticos, é fundamental para o manejo eficaz e a preservação da visão.

No Brasil, a prevalência da DMRI segue a tendência global, com um número crescente de casos à medida que a população envelhece. Dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) indicam que a DMRI pode afetar até 10% dos brasileiros acima dos 50 anos, tornando-se um desafio significativo para a saúde pública. O impacto socioeconômico é imenso, não apenas para os pacientes e suas famílias, mas também para os sistemas de saúde. O Dr. Fernando Macei Drudi, especialista em Retina do Instituto Drudi e Almeida, ressalta a importância de campanhas de conscientização e acesso facilitado a exames diagnósticos e tratamentos avançados, especialmente em grandes centros como São Paulo.

Este artigo, assinado pelo Dr. Fernando Macei Drudi (CRM-SP 139.300), visa fornecer uma análise aprofundada e baseada em evidências científicas sobre a DMRI, abordando suas causas, sintomas, métodos diagnósticos e as opções de tratamento mais eficazes disponíveis atualmente. Serão priorizadas as fontes de mais alta qualidade metodológica e as pesquisas mais recentes, como revisões sistemáticas Cochrane, meta-análises do PubMed e ensaios clínicos randomizados de alto impacto, garantindo a solidez das informações apresentadas. Nosso objetivo é capacitar pacientes, cuidadores e profissionais de saúde com conhecimento atualizado para enfrentar essa desafiadora condição.

O que é Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI)?

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é uma doença crônica e progressiva que afeta a mácula, uma pequena área no centro da retina. A mácula é crucial para a visão central nítida, que nos permite realizar atividades como ler, reconhecer rostos e dirigir. Na DMRI, ocorre uma degeneração das células fotorreceptoras e do epitélio pigmentar da retina (EPR) na região macular, levando à perda progressiva da visão central, enquanto a visão periférica geralmente permanece intacta.

Fisiopatologia da DMRI: Um Olhar Detalhado

A fisiopatologia da DMRI é complexa e multifatorial, envolvendo uma interação de fatores genéticos, ambientais e relacionados à idade. O envelhecimento natural leva a alterações metabólicas no EPR, uma camada de células que nutre os fotorreceptores e remove seus resíduos. Com o tempo, o EPR pode acumular depósitos lipoproteicos e de proteínas, conhecidos como drusas, sob a retina. Essas drusas são um marco patológico da DMRI e indicam um processo de disfunção do EPR.

A formação de drusas está associada à inflamação crônica de baixo grau e à disfunção do sistema complemento, uma parte do sistema imunológico. Estudos genéticos têm identificado variantes em genes como o Fator H do Complemento (CFH) e o ARMS2/HTRA1 como importantes fatores de risco genéticos, modulando a resposta inflamatória e a susceptibilidade à doença. A disfunção mitocondrial, o estresse oxidativo e a autofagia também desempenham papéis cruciais na patogênese, contribuindo para a degeneração celular na mácula.

Tipos de DMRI: Seca e Úmida

A DMRI é classificada em duas formas principais, cada uma com características distintas e implicações terapêuticas diferentes:

  • DMRI Seca (Atrófica): Esta é a forma mais comum, representando cerca de 85-90% de todos os casos de DMRI. É caracterizada pela presença de drusas e pela atrofia do epitélio pigmentar da retina (EPR) e dos fotorreceptores. A perda de visão na DMRI seca é geralmente gradual e progressiva, embora possa levar à atrofia geográfica (AG), uma forma avançada que causa uma perda de visão central significativa. Uma revisão sistemática da Cochrane publicada em 2023 sobre intervenções para atrofia geográfica ressalta a importância de novas terapias para essa forma da doença.
  • DMRI Úmida (Exsudativa ou Neovascular): Embora menos comum (10-15% dos casos), esta forma é responsável pela maioria dos casos de perda de visão grave associada à DMRI. É caracterizada pelo crescimento anormal de novos vasos sanguíneos (neovasos coroidianos ou NVC) a partir da coroide, a camada vascular abaixo da retina. Esses vasos são frágeis e podem vazar fluidos e sangue, causando inchaço (edema), hemorragias e cicatrização na mácula. A perda de visão na DMRI úmida pode ser súbita e grave, exigindo intervenção imediata.

A compreensão da distinção entre essas duas formas é crucial para o diagnóstico e a escolha do tratamento adequado. O Instituto Drudi e Almeida, com sua equipe de especialistas, incluindo o Dr. Fernando Macei Drudi, está preparado para diagnosticar e tratar ambas as formas da DMRI, utilizando as tecnologias mais avançadas e os protocolos mais recentes.

Causas e Fatores de Risco da DMRI

A DMRI é uma doença multifatorial, o que significa que sua ocorrência é influenciada por uma combinação de fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida. A interação desses elementos determina a suscetibilidade e a progressão da doença. Uma compreensão aprofundada desses fatores é essencial para a prevenção e o manejo.

Fatores de Risco Não Modificáveis

  1. Idade: O fator de risco mais significativo. A prevalência da DMRI aumenta exponencialmente com a idade. A doença é rara antes dos 50 anos, mas sua incidência cresce significativamente após essa idade, afetando cerca de 10% das pessoas acima de 65 anos e até 30% acima de 75 anos, conforme dados epidemiológicos globais.
  2. Genética e Hereditariedade: A predisposição genética desempenha um papel crucial. Múltiplos genes foram identificados como associados ao risco de DMRI. As variantes mais estudadas estão nos genes do sistema complemento, como o Fator H do Complemento (CFH), e no gene ARMS2/HTRA1. Indivíduos com um histórico familiar de DMRI têm um risco significativamente maior de desenvolver a doença. Uma meta-análise publicada no PubMed em 2021, que incluiu mais de 10.000 pacientes, confirmou a forte associação entre essas variantes genéticas e o risco aumentado de DMRI.
  3. Raça/Etnia: A DMRI é mais comum em indivíduos de ascendência caucasiana do que em outras etnias, como africanos ou asiáticos, embora a incidência esteja aumentando em todas as populações.

Fatores de Risco Modificáveis

  1. Tabagismo: O tabagismo é um dos fatores de risco ambientais mais bem estabelecidos e modificáveis para a DMRI. Fumantes ativos têm um risco duas a três vezes maior de desenvolver DMRI em comparação com não fumantes. A exposição à fumaça do cigarro acelera o estresse oxidativo e a inflamação na retina, contribuindo para a patogênese da doença. Uma revisão sistemática publicada no British Journal of Ophthalmology em 2020 reiterou a forte ligação dose-resposta entre o tabagismo e a DMRI.
  2. Dieta e Nutrição: Uma dieta pobre em antioxidantes, vitaminas e minerais essenciais pode aumentar o risco de DMRI. Por outro lado, dietas ricas em frutas, vegetais de folhas verdes escuras, peixes e nozes, que fornecem luteína, zeaxantina, ômega-3 e vitaminas antioxidantes (C e E), estão associadas a um risco reduzido. Os estudos AREDS (Age-Related Eye Disease Study) demonstraram a eficácia de suplementos específicos na redução da progressão para formas avançadas da doença.
  3. Exposição à Luz Solar (UV e Luz Azul): A exposição crônica e desprotegida à luz ultravioleta (UV) e à luz azul de alta energia pode contribuir para o estresse oxidativo e danos à retina. Embora a evidência seja menos robusta do que para o tabagismo, o uso de óculos de sol com proteção UV é frequentemente recomendado.
  4. Obesidade e Sedentarismo: A obesidade e um estilo de vida sedentário estão associados a um risco aumentado de DMRI, possivelmente devido à sua ligação com inflamação sistêmica, estresse oxidativo e disfunção vascular. Um estudo de coorte publicado na JAMA Ophthalmology em 2022 apontou para a associação entre o índice de massa corporal (IMC) elevado na meia-idade e um risco aumentado de DMRI avançada.
  5. Doenças Cardiovasculares e Hipertensão: Condições como hipertensão arterial, aterosclerose e colesterol alto podem comprometer o fluxo sanguíneo para a coroide e a retina, aumentando o risco de DMRI. O controle dessas condições sistêmicas é importante para a saúde ocular geral.

A compreensão desses fatores permite que os pacientes, em conjunto com seus oftalmologistas, adotem estratégias preventivas e de manejo. No Instituto Drudi e Almeida, nossos especialistas, como o Dr. Fernando Macei Drudi, orientam sobre a modificação de fatores de risco para preservar a saúde macular e a visão dos pacientes.

Sintomas e Diagnóstico da DMRI

A DMRI, especialmente em suas fases iniciais, pode ser assintomática ou apresentar sintomas sutis, o que torna o diagnóstico precoce um desafio. No entanto, o reconhecimento dos sinais e a realização de exames oftalmológicos regulares são cruciais para intervir antes que a perda de visão se torne severa e irreversível. O Dr. Fernando Macei Drudi enfatiza que a detecção precoce é a chave para o sucesso do tratamento, especialmente na DMRI úmida.

Sintomas da DMRI

Os sintomas da DMRI afetam principalmente a visão central e podem variar dependendo do tipo e do estágio da doença:

  • Visão Borrada ou Distorcida: Objetos retos podem aparecer ondulados ou tortos (metamorfopsia). Este é um sintoma precoce e importante, especialmente na DMRI úmida.
  • Dificuldade para Ler ou Realizar Tarefas Detalhadas: A visão central comprometida torna atividades como leitura, costura ou reconhecimento de rostos difíceis.
  • Mancha Escura ou Vazia no Centro da Visão (Escotoma Central): À medida que a doença progride, uma área escura ou cega pode aparecer no campo de visão central.
  • Redução da Intensidade das Cores: As cores podem parecer menos vibrantes ou desbotadas.
  • Dificuldade de Adaptação a Mudanças de Iluminação: Transitar de ambientes claros para escuros ou vice-versa pode se tornar mais difícil.
  • Visão Noturna Comprometida: Dificuldade em enxergar em condições de pouca luz.

É importante notar que esses sintomas podem progredir lentamente na DMRI seca e aparecerem de forma mais súbita na DMRI úmida. A autoavaliação regular com a Tela de Amsler pode ajudar a identificar distorções visuais precocemente.

Exames Diagnósticos Essenciais

O diagnóstico da DMRI requer uma avaliação oftalmológica completa, que inclui uma série de exames especializados:

  1. Exame de Fundo de Olho (Oftalmoscopia): O oftalmologista examina a retina e a mácula para detectar a presença de drusas (pequenos depósitos amarelados sob a retina), alterações no epitélio pigmentar da retina (EPR), atrofia geográfica, hemorragias ou sinais de neovasos.
  2. Tela de Amsler: Um teste simples que o paciente pode fazer em casa ou na clínica. Consiste em uma grade quadriculada com um ponto central. Distorções nas linhas ou áreas escuras na grade podem indicar problemas na mácula.
  3. Tomografia de Coerência Óptica (OCT): Este exame não invasivo e de alta resolução fornece imagens transversais detalhadas da retina. É fundamental para identificar drusas, edema macular, fluido sub-retiniano ou intra-retiniano, descolamento do EPR e a presença de neovasos coroidianos. A OCT é crucial para o diagnóstico, monitoramento da atividade da doença e avaliação da resposta ao tratamento na DMRI úmida.
  4. Angiofluoresceinografia (AFG): Um exame que utiliza um contraste (fluoresceína) injetado na veia do braço. O contraste viaja até os vasos sanguíneos do olho, permitindo ao médico visualizar a circulação retiniana e coroidiana. É útil para detectar vazamento de vasos, neovasos coroidianos e áreas de não perfusão.
  5. Angiografia com Indocianina Verde (ICGA): Semelhante à AFG, mas utiliza um contraste diferente (indocianina verde) que permite uma melhor visualização dos vasos da coroide, especialmente útil para identificar tipos específicos de neovasos coroidianos que podem não ser bem visualizados com a AFG.
  6. Autofluorescência do Fundo de Olho (FAF): Avalia a integridade do EPR, detectando áreas de atrofia ou acúmulo de lipofuscina, o que é particularmente útil para monitorar a progressão da atrofia geográfica na DMRI seca.

Critérios Diagnósticos e Estadiamento

A DMRI é estadiada com base na presença e tamanho das drusas, alterações pigmentares e a presença de atrofia geográfica ou neovascularização. A American Academy of Ophthalmology (AAO) em seus Preferred Practice Patterns mais recentes (2020/2021) classifica a DMRI em:

  • DMRI Precoce: Múltiplas drusas pequenas ou poucas drusas intermediárias. Geralmente assintomática.
  • DMRI Intermediária: Múltiplas drusas intermediárias ou pelo menos uma drusa grande, ou atrofia geográfica não central. Pode haver alguma perda de visão central.
  • DMRI Avançada: Inclui a DMRI úmida (neovascular) ou a atrofia geográfica central. Ambas causam perda significativa da visão central.

Um diagnóstico preciso e um estadiamento correto são fundamentais para determinar o prognóstico e planejar a estratégia terapêutica mais adequada. No Instituto Drudi e Almeida, temos infraestrutura completa para realizar todos esses exames diagnósticos com alta precisão, garantindo um cuidado de excelência aos nossos pacientes em São Paulo.

Tratamento Baseado em Evidências para a DMRI

O tratamento da Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) evoluiu significativamente nas últimas décadas, com avanços que permitem estabilizar a doença e, em muitos casos, melhorar a visão. As estratégias terapêuticas variam conforme o tipo e o estágio da DMRI, sempre embasadas nas mais recentes evidências científicas. O Dr. Fernando Macei Drudi e a equipe do Instituto Drudi e Almeida estão comprometidos em oferecer os tratamentos mais eficazes e seguros, seguindo as diretrizes internacionais.

Tratamento para DMRI Seca (Atrófica)

Atualmente, não existe um tratamento curativo para a DMRI seca. No entanto, para as formas intermediária e avançada de DMRI seca, intervenções podem retardar a progressão da doença:

  • Suplementos Nutricionais (Fórmula AREDS): O Age-Related Eye Disease Study (AREDS e AREDS2), grandes ensaios clínicos randomizados, demonstraram que uma combinação específica de vitaminas e minerais antioxidantes pode reduzir o risco de progressão da DMRI intermediária para a forma avançada em cerca de 25% ao longo de cinco anos. A fórmula AREDS inclui Vitamina C, Vitamina E, Betacaroteno (ou Luteína e Zeaxantina no AREDS2 para evitar riscos em fumantes), Zinco e Cobre. Uma revisão sistemática Cochrane publicada em 2020 sobre suplementos nutricionais para DMRI confirmou a evidência de que a suplementação com AREDS pode reduzir o risco de progressão da DMRI para a fase avançada.
  • Novas Terapias para Atrofia Geográfica: Para a atrofia geográfica (AG), uma forma avançada da DMRI seca, surgiram recentemente tratamentos promissores. Inibidores do sistema complemento, como o pegcetacoplan e o avacincaptad pegol, demonstraram em ensaios clínicos de fase 3 (OAKS e DERBY para pegcetacoplan; GATHER1 e GATHER2 para avacincaptad pegol) reduzir a taxa de crescimento das lesões de AG. Esses medicamentos são administrados por injeção intravítrea e representam um avanço significativo, sendo os primeiros a obter aprovação para essa condição. Uma revisão sistemática publicada no PubMed em 2023 destacou o potencial desses inibidores do complemento para retardar a progressão da atrofia geográfica.

Tratamento para DMRI Úmida (Neovascular)

A DMRI úmida é uma condição de emergência oftalmológica, e o tratamento visa inibir o crescimento e o vazamento dos neovasos coroidianos para preservar a visão. A terapia anti-VEGF é o pilar do tratamento:

Terapia Anti-VEGF (Antifator de Crescimento Endotelial Vascular)

Os medicamentos anti-VEGF são administrados por injeção diretamente no olho (intravítrea). Eles agem bloqueando o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), uma proteína que estimula o crescimento e o vazamento de vasos sanguíneos anormais. Uma revisão sistemática da Cochrane publicada em 2020, que comparou ranibizumabe e bevacizumabe para DMRI neovascular, confirmou a eficácia desses agentes na estabilização e melhora da acuidade visual. Os principais medicamentos anti-VEGF incluem:

  • Ranibizumabe (Lucentis®): Foi um dos primeiros anti-VEGF aprovados e demonstrou em ensaios clínicos pivotais (ANCHOR, MARINA) uma melhora significativa da acuidade visual e redução do vazamento.
  • Aflibercepte (Eylea®): Possui uma afinidade de ligação ao VEGF maior e uma duração de ação potencialmente mais longa do que o ranibizumabe. Ensaios clínicos (VIEW 1 e VIEW 2) mostraram eficácia comparável ao ranibizumabe, com a possibilidade de esquemas de tratamento menos frequentes.
  • Bevacizumabe (Avastin®): Originalmente aprovado para câncer colorretal, é amplamente utilizado off-label em oftalmologia devido à sua eficácia e custo-benefício. Meta-análises, como a publicada no JAMA Ophthalmology em 2021, que comparou bevacizumabe, ranibizumabe e aflibercepte, indicaram eficácia e segurança semelhantes entre os três medicamentos para a DMRI úmida.
  • Faricimabe (Vabysmo®): Um anti-VEGF e anti-Angiopoietina-2 (Ang-2) biespecífico, que atua em duas vias patogênicas. Ensaios clínicos de fase 3 (TENAYA e LUCERNE) demonstraram que o faricimabe pode ser administrado com intervalos de até 16 semanas em muitos pacientes, mantendo a eficácia, o que representa um avanço na redução da carga de tratamento. Este é um dos mais recentes avanços terapêuticos, com resultados promissores publicados no New England Journal of Medicine em 2022.
  • Brolucizumabe (Beovu®): Um anti-VEGF com menor peso molecular, que permite maior concentração molar e pode ter uma duração de ação prolongada. Ensaios clínicos (HAWK e HARRIER) mostraram eficácia comparável aos outros anti-VEGFs, com potencial para intervalos de tratamento mais longos.

Esquemas de Tratamento Anti-VEGF

Os esquemas de tratamento variam, mas geralmente incluem uma fase de ataque com injeções mensais, seguida por um regime de manutenção. Os regimes comuns são:

  • Pro Re Nata (PRN): Tratamento apenas quando há sinais de atividade da doença.
  • Treat-and-Extend (T&E): Inicia-se com injeções mensais, e o intervalo entre as injeções é gradualmente estendido se a doença estiver estável, até o máximo possível sem recorrência. Este é o esquema preferido por muitos especialistas, incluindo o Dr. Fernando Macei Drudi, devido à sua eficácia e redução da carga de tratamento.
  • Fixed-Interval (Fixo): Injeções em intervalos regulares (ex: a cada 4 ou 8 semanas), independentemente da atividade da doença.

A escolha do medicamento e do esquema é individualizada, considerando a resposta do paciente, a atividade da doença e outros fatores. O monitoramento rigoroso com OCT é essencial para guiar as decisões de tratamento.

Outras Opções Terapêuticas (Histórico e Complementar)

  • Terapia Fotodinâmica (PDT): Usava-se uma medicação (verteporfina) ativada por laser. Atualmente, é raramente utilizada como monoterapia para DMRI úmida, mas pode ser considerada em casos específicos, como neovasos polipoidais.
  • Fotocoagulação a Laser: Queima os vasos sanguíneos anormais. Contudo, destrói também tecido retiniano saudável, resultando em cicatriz e perda permanente da visão. Seu uso é limitado a neovasos localizados longe do centro da mácula.
  • Cirurgia: Em casos muito específicos de hemorragias submaculares volumosas, pode-se considerar a cirurgia para remover o sangue, mas é uma opção rara e de alto risco.
  • Reabilitação Visual: Para pacientes com perda de visão significativa, independentemente do tratamento, a reabilitação visual com auxílios ópticos e não ópticos é fundamental para otimizar a visão remanescente e melhorar a qualidade de vida.

O Instituto Drudi e Almeida está na vanguarda do tratamento da DMRI em São Paulo, oferecendo acesso aos mais recentes medicamentos anti-VEGF e às novas terapias para atrofia geográfica. Nossos especialistas, liderados pelo Dr. Fernando Macei Drudi, utilizam protocolos baseados nas mais sólidas evidências científicas para proporcionar o melhor cuidado aos pacientes.

Quando Procurar um Especialista

A DMRI é uma condição que exige atenção médica especializada e acompanhamento contínuo. Reconhecer os sinais de alerta e saber quando procurar um oftalmologista é crucial para preservar a visão e garantir o melhor prognóstico. O Dr. Fernando Macei Drudi, especialista em Retina do Instituto Drudi e Almeida, orienta que a proatividade pode fazer toda a diferença.

Critérios de Urgência para Consulta Oftalmológica

Você deve procurar um oftalmologista imediatamente se notar qualquer um dos seguintes sintomas, especialmente se tiver mais de 50 anos ou histórico familiar de DMRI:

  • Início Súbito de Visão Borrada ou Distorcida: Se linhas retas parecerem onduladas, tortas ou quebradas.
  • Mancha Escura ou Cega no Centro da Visão: Uma área central que parece estar faltando ou obscurecida.
  • Perda Rápida da Acuidade Visual: Dificuldade repentina para ler, reconhecer rostos ou ver detalhes.
  • Alteração na Percepção de Cores: Cores que parecem desbotadas ou menos vibrantes.
  • Qualquer Alteração Inexplicável na Visão Central: Mesmo que pareça pequena ou intermitente.

Esses sintomas, particularmente o início súbito de distorção ou perda de visão, podem indicar a transição da DMRI seca para a úmida, que requer tratamento urgente para evitar danos irreversíveis à mácula. O Instituto Drudi e Almeida oferece atendimento de urgência para avaliação de quadros agudos de perda visual em suas unidades de São Paulo.

Acompanhamento Regular e Prevenção

Mesmo na ausência de sintomas, o acompanhamento oftalmológico regular é fundamental, principalmente para indivíduos com fatores de risco para DMRI:

  • Pessoas acima de 50 anos: Recomenda-se um exame oftalmológico completo anualmente ou a cada dois anos, conforme orientação médica, para rastreamento de drusas e outras alterações maculares.
  • Histórico Familiar de DMRI: Se você tem parentes de primeiro grau com DMRI, seu risco é maior, e o rastreamento deve começar mais cedo e ser mais frequente.
  • Fumantes ou Ex-fumantes: Devido ao risco elevado, esses indivíduos devem ser monitorados de perto.
  • Pacientes com DMRI Seca (Estágios Iniciais e Intermediários): O monitoramento deve ser regular, geralmente a cada 6 a 12 meses, para detectar a progressão da doença ou a conversão para a forma úmida. O uso da Tela de Amsler em casa, diariamente, é uma ferramenta valiosa para auto-monitoramento.
  • Pacientes em Tratamento para DMRI Úmida: O acompanhamento é intensivo, com exames de OCT e avaliação da acuidade visual antes de cada injeção intravítrea, para determinar a necessidade e o intervalo do tratamento.

A prevenção e o manejo da DMRI envolvem não apenas o tratamento médico, mas também a adoção de um estilo de vida saudável, incluindo uma dieta rica em antioxidantes, não fumar, controlar doenças sistêmicas como hipertensão e diabetes, e proteger os olhos da exposição excessiva à luz solar. Nossos especialistas no Instituto Drudi e Almeida, com unidades na Lapa, Santana, Tatuapé, São Miguel Paulista e Guarulhos, estão prontos para oferecer um plano de cuidado abrangente, desde a prevenção e o diagnóstico precoce até o tratamento avançado e a reabilitação visual, garantindo que você receba a atenção e a expertise necessárias para sua saúde ocular.

Perguntas Frequentes sobre DMRI

1. A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) tem cura?

Atualmente, não existe uma cura definitiva para a DMRI. No entanto, para a forma úmida (neovascular), os tratamentos com injeções anti-VEGF são altamente eficazes em estabilizar a doença, prevenir a perda de visão e, em muitos casos, até melhorar a acuidade visual. Para a DMRI seca, suplementos nutricionais podem retardar a progressão, e novas terapias para a atrofia geográfica estão mostrando resultados promissores na redução do crescimento das lesões, conforme demonstrado em ensaios clínicos de fase 3.

2. Quais são os principais sintomas da DMRI?

Os sintomas mais comuns da DMRI incluem visão borrada ou distorcida (linhas retas parecem onduladas), dificuldade para ler ou realizar tarefas detalhadas, uma mancha escura ou vazia no centro da visão (escotoma central) e redução da intensidade das cores. É crucial procurar um oftalmologista imediatamente se você notar qualquer alteração súbita na sua visão central, pois isso pode indicar a forma úmida da doença que requer tratamento urgente.

3. O tratamento com injeções anti-VEGF é doloroso?

As injeções intravítreas de anti-VEGF são realizadas sob anestesia tópica (colírios), o que minimiza o desconforto. A maioria dos pacientes relata apenas uma leve sensação de pressão ou um desconforto mínimo durante o procedimento. O Dr. Fernando Macei Drudi e a equipe do Instituto Drudi e Almeida utilizam técnicas avançadas para garantir o máximo conforto e segurança durante as injeções, que são procedimentos rápidos e rotineiros.

4. O que é a fórmula AREDS e quem deve usá-la?

A fórmula AREDS (Age-Related Eye Disease Study) é uma combinação específica de vitaminas e minerais antioxidantes (Vitamina C, Vitamina E, Luteína, Zeaxantina, Zinco e Cobre) que, comprovadamente, pode reduzir o risco de progressão da DMRI intermediária para a forma avançada em cerca de 25%. É recomendada para pacientes com DMRI intermediária em um ou ambos os olhos, ou com DMRI avançada em um olho, mas não para DMRI precoce ou para pessoas sem a doença. Sempre consulte seu oftalmologista antes de iniciar qualquer suplementação.

5. A DMRI afeta ambos os olhos?

A DMRI pode afetar um ou ambos os olhos. Frequentemente, a doença começa em um olho e pode progredir para o outro ao longo do tempo. Mesmo que a perda de visão seja mais notável em um olho, é essencial monitorar ambos, pois a doença é bilateral em muitos casos. O acompanhamento regular com um especialista em retina é fundamental para monitorar a saúde de ambos os olhos.

6. O tratamento da DMRI é coberto por convênios médicos em São Paulo?

Sim, muitos convênios médicos em São Paulo cobrem o diagnóstico e o tratamento da DMRI, incluindo os exames (OCT, AFG) e as injeções intravítreas de anti-VEGF. No Instituto Drudi e Almeida, aceitamos diversos planos de saúde. Recomendamos que você verifique diretamente com seu plano de saúde sobre a cobertura específica para os procedimentos relacionados à DMRI e entre em contato com nossa equipe para obter informações detalhadas e agendar sua consulta.

Referências Científicas

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