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Catarata

O Que Causa a Catarata? Entenda os Fatores de Risco

Publicado em 28 de maio de 2026 Atualizado em 28 de maio de 2026 7 min de leitura Dra. Priscilla R. de Almeida
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Dra. Priscilla R. de Almeida
Autor
Dra. Priscilla R. de Almeida
CRM-SP 148.173 | RQE 59.216

Resumo em linguagem simples

A idade é a principal causa da catarata, mas diabetes, traumas, uso de corticoides e exposição ao sol também influenciam. Entenda os fatores de risco.

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O Que Causa a Catarata? Entenda os Fatores de Risco

Como oftalmologista, Dra. Priscilla Almeida, sei que a visão é um dos nossos sentidos mais preciosos, e a possibilidade de perdê-la pode ser assustadora. A catarata, uma condição ocular comum que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, é a principal causa de cegueira reversível globalmente [1]. No entanto, entender suas causas e fatores de risco é o primeiro passo para a prevenção e o tratamento eficaz. Neste artigo, vamos explorar em profundidade o que causa a catarata e como você pode proteger sua saúde ocular.

O que é a Catarata e Como Ela Afeta a Visão?

A catarata ocorre quando o cristalino, a lente natural e transparente dentro do nosso olho, se torna opaco. Imagine tentar enxergar através de uma janela embaçada ou suja; é assim que a visão de uma pessoa com catarata pode se tornar. Essa opacificação impede que a luz chegue corretamente à retina, resultando em visão turva, embaçada, cores desbotadas, dificuldade para enxergar à noite e sensibilidade à luz [2].

Sintomas Detalhados da Catarata

O desenvolvimento da catarata é geralmente gradual, e os sintomas podem variar conforme o tipo e a localização da opacificação no cristalino. Entre os sintomas mais comuns que os pacientes relatam, destacam-se:

  • Visão Turva ou Embaçada: A perda da transparência do cristalino provoca uma visão semelhante à de um vidro fosco, dificultando o foco em objetos próximos e distantes.
  • Dificuldade para enxergar à noite: A catarata pode causar sensibilidade à luz e ao brilho, o que torna a visão noturna particularmente desafiadora, aumentando o risco ao dirigir à noite.
  • Halos em torno das luzes: Muitos pacientes percebem halos ou anéis coloridos ao redor de fontes luminosas, principalmente durante a noite.
  • Mudança frequente na prescrição dos óculos: A catarata pode alterar a refração ocular, fazendo com que a pessoa precise trocar os óculos com mais frequência.
  • Cores desbotadas ou amareladas: A percepção das cores pode ficar menos vibrante, pois o cristalino opaco filtra a luz e altera a percepção cromática.
  • Sensibilidade à luz ou fotofobia: Luzes fortes podem causar desconforto e ofuscamento.
  • Visão dupla em um dos olhos: Em alguns casos, a catarata pode causar visão dupla (diplopia) em um olho, mesmo que a visão geral esteja embaçada.

Esses sintomas podem variar dependendo do tipo de catarata (nuclear, cortical, subcapsular posterior) e da sua progressão. A detecção precoce é fundamental para evitar a perda significativa da visão.

Causas e Fatores de Risco

Embora a idade seja o fator de risco mais comum, diversas outras condições e hábitos de vida podem contribuir para o desenvolvimento da catarata. Compreender esses fatores é crucial para a prevenção e o diagnóstico precoce.

A idade é a principal causa da catarata? (Catarata Senil)

Sim, a idade é, de fato, a principal causa da catarata, conhecida como catarata senil. Com o envelhecimento, as proteínas que compõem o cristalino começam a se agrupar e a se degradar, tornando a lente menos transparente. Geralmente, os primeiros sinais de opacificação começam a surgir após os 40 anos, mas os problemas de visão significativos podem demorar anos para se manifestar, geralmente após os 60 anos [2]. Estudos epidemiológicos demonstram que o tempo de exposição a diversos fatores ao longo da vida contribui para a prevalência da catarata senil em idades avançadas [3].

Como o diabetes afeta o risco de catarata? (Catarata Diabética)

O diabetes é um fator de risco significativo para o desenvolvimento da catarata, especialmente em pessoas mais jovens. Níveis elevados de açúcar no sangue podem levar a alterações metabólicas no cristalino, causando seu inchaço e a formação de opacidades. A catarata diabética pode progredir mais rapidamente do que a catarata senil e é frequentemente associada a um controle glicêmico inadequado [2].

Um trauma ocular pode causar catarata? (Catarata Traumática)

Sim, um trauma ocular direto ou indireto pode resultar em catarata traumática. Lesões como golpes fortes no olho, perfurações ou queimaduras podem danificar as fibras do cristalino, levando à sua opacificação. A catarata traumática pode se desenvolver imediatamente após a lesão ou anos depois [2].

O uso de corticoides pode induzir a catarata? (Catarata Induzida por Corticoides)

O uso prolongado de medicamentos corticoides, seja por via oral, inalatória ou tópica (colírios), é um fator de risco conhecido para o desenvolvimento de catarata, principalmente a catarata subcapsular posterior. A dose e a duração do tratamento com corticoides estão diretamente relacionadas ao risco de desenvolvimento da catarata [2].

A exposição ao sol contribui para a catarata?

A exposição excessiva e desprotegida à radiação ultravioleta (UV) do sol é um fator que contribui para o desenvolvimento da catarata. A radiação UV pode danificar as proteínas do cristalino ao longo do tempo. Por isso, o uso de óculos de sol com proteção UV é uma medida preventiva importante [2].

Outros Fatores de Risco para Catarata

Além dos fatores mencionados, outros elementos podem aumentar o risco de desenvolver catarata:

  • Histórico Familiar: A predisposição genética pode desempenhar um papel, com um risco aumentado se pais ou irmãos tiveram catarata [2].
  • Tabagismo: Fumar aumenta significativamente o risco de catarata, pois as toxinas do cigarro podem oxidar as proteínas do cristalino [2].
  • Consumo Excessivo de Álcool: O consumo crônico e excessivo de álcool também tem sido associado a um risco maior [4].
  • Má Alimentação: Uma dieta pobre em antioxidantes e nutrientes essenciais pode contribuir para o estresse oxidativo no olho [4].
  • Cirurgias Oculares Anteriores: Procedimentos cirúrgicos prévios no olho podem, em alguns casos, aumentar o risco.
  • Miopia Alta: Pessoas com alto grau de miopia podem ter um risco ligeiramente maior [2].
  • Doenças Oculares Inflamatórias: Condições como uveíte crônica podem levar à formação de catarata secundária [5].

Diagnóstico Passo a Passo da Catarata

O diagnóstico da catarata é realizado por um oftalmologista e envolve uma série de exames clínicos e complementares para confirmar a presença e avaliar a extensão da opacificação do cristalino. O passo a passo típico inclui:

  1. Anamnese Detalhada: O médico pergunta sobre sintomas visuais, histórico familiar, exposição a fatores de risco (como uso de corticoides, trauma, diabetes) e hábitos de vida.
  2. Exame de Acuidade Visual: Avaliação da capacidade de enxergar com nitidez, utilizando tabelas específicas (ex: tabela de Snellen).
  3. Exame com Lâmpada de Fenda: Permite a avaliação detalhada da córnea, da câmara anterior, do cristalino e da retina para identificar as opacidades características da catarata.
  4. Teste de Sensibilidade ao Contraste: Verifica o impacto da catarata na qualidade da visão, especialmente em condições de baixa luminosidade.
  5. Tonometrias e Fundoscopia: Avaliação da pressão intraocular e exame do fundo do olho para descartar outras patologias associadas.
  6. Biometria Ocular: Antes da cirurgia, é realizada para medir o comprimento do olho e calcular a lente intraocular ideal.
  7. Exames Complementares (se necessário): Em alguns casos, pode ser necessário realizar ultrassonografia ocular para melhor avaliação em cataratas muito densas.

Este diagnóstico completo permite um planejamento adequado do tratamento e acompanhamento da evolução da doença.

Opções de Tratamento Modernas

Atualmente, o tratamento definitivo para a catarata é cirúrgico, e a cirurgia é segura, rápida e eficaz. A decisão de realizar o procedimento depende da intensidade dos sintomas e do impacto na qualidade de vida do paciente.

Cirurgia de Catarata Convencional

A técnica mais utilizada é a facoemulsificação, que consiste na fragmentação do cristalino opaco com ultrassom, seguida da aspiração do material fragmentado e a implantação de uma lente intraocular (LIO) transparente no seu lugar. Essa cirurgia é realizada com anestesia local, geralmente em regime ambulatorial, e tem alta taxa de sucesso.

Tecnologias Avançadas

  • Cirurgia com Laser de Femtossegundo: Utiliza laser de alta precisão para realizar cortes corneanos, capsulotomia e fragmentação do cristalino, aumentando a segurança e a precisão do procedimento.
  • Lentes Intraoculares Premium: Além das lentes monofocais convencionais, existem lentes multifocais, tóricas (para correção do astigmatismo) e acomodativas, que proporcionam maior independência dos óculos após a cirurgia.
  • Microcirurgia e Técnicas Minimamente Invasivas: Novas abordagens permitem recuperação mais rápida e menor risco de complicações.

Tratamentos Não Cirúrgicos

Atualmente, não existem tratamentos clínicos comprovados para reverter a catarata. Algumas pesquisas investigam o uso de colírios antioxidantes e outras terapias, porém nenhum método substitui a cirurgia.

Estudos recentes publicados em revistas como Ophthalmology demonstram que a cirurgia precoce, associada às modernas lentes intraoculares, melhora significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

Prevenção da Catarata

Apesar de muitos fatores de risco serem inevitáveis, como o envelhecimento, algumas medidas podem reduzir a chance de desenvolvimento ou retardar a progressão da catarata:

  • Proteção contra a radiação UV: Usar óculos de sol com 100% de proteção UV e chapéus em ambientes externos.
  • Controle rigoroso do diabetes: Manter os níveis glicêmicos controlados para evitar alterações no cristalino.
  • Evitar o tabagismo e consumo excessivo de álcool: Reduz o estresse oxidativo e a inflamação ocular.
  • Alimentação saudável: Incluir alimentos ricos em antioxidantes (vitaminas C, E, carotenoides) contribui para a saúde ocular.
  • Consultas oftalmológicas regulares: Exames periódicos possibilitam o diagnóstico precoce e monitoramento da catarata.
  • Uso consciente de corticoides: Sempre sob prescrição e acompanhamento médico para minimizar efeitos adversos.
  • Proteção ocular em atividades de risco: Uso de óculos de segurança para evitar traumas.

FAQ (Perguntas Frequentes)

1. A catarata pode voltar após a cirurgia?
Após a cirurgia, a catarata em si não retorna, pois o cristalino opaco é removido. No entanto, uma opacificação da cápsula posterior da lente intraocular pode ocorrer, chamada de catarata secundária, que pode ser tratada com um procedimento a laser (YAG).

2. Quanto tempo dura a recuperação da cirurgia de catarata?
A recuperação visual inicial ocorre em poucos dias, mas a recuperação completa pode levar algumas semanas. O paciente deve seguir as orientações médicas quanto ao uso de colírios e evitar esforços físicos intensos.

3. A catarata afeta os dois olhos ao mesmo tempo?
Geralmente, a catarata se desenvolve em ambos os olhos, porém pode progredir em velocidades diferentes. Em alguns casos, pode aparecer em apenas um olho inicialmente.

4. Posso prevenir completamente a catarata?
Não é possível prevenir totalmente a catarata, especialmente a senil, mas é possível retardar seu aparecimento adotando hábitos saudáveis e protegendo os olhos.

5. A cirurgia de catarata é segura para idosos?
Sim, a cirurgia de catarata é uma das intervenções mais seguras e eficazes na oftalmologia, inclusive para pacientes idosos, desde que haja avaliação médica adequada.

Conclusão

Compreender as causas da catarata é fundamental para a saúde dos seus olhos. Embora a idade seja um fator inevitável, muitos outros fatores de risco podem ser gerenciados ou prevenidos. A detecção precoce e o acompanhamento regular com um oftalmologista são essenciais para manter sua visão saudável.

Se você notou qualquer alteração em sua visão ou tem preocupações sobre a catarata, não hesite em procurar ajuda profissional. No Instituto Drudi e Almeida, em São Paulo e Guarulhos, estamos prontos para oferecer a você uma avaliação completa e um plano de tratamento personalizado. Agende sua consulta hoje mesmo e cuide da sua visão com quem entende do assunto.

Referências

[1] Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Diretriz de tratamento da Catarata. Disponível em: cbo.net.br
[2] American Academy of Ophthalmology. What Are Cataracts? Disponível em: American Academy of Ophthalmology — Diretriz clínica
[3] Vista do Catarata senil: uma revisão de literatura. Disponível em: portalrevistas.ucb.br
[4] Clinicazucchetto. FATORES DE RISCO PARA DESENVOLVER CATARATA. Disponível em: clinicazucchetto.com.br
[5] Nizami, A. A. (2024). Cataract. StatPearls - NCBI Bookshelf. Disponível em: NCBI — Referência científica
Estudos recentes publicados em revistas como Ophthalmology demonstram a eficácia das técnicas modernas de facoemulsificação e lentes intraoculares avançadas para o tratamento da catarata, melhorando significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

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