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Catarata

Catarata no Olho: Tipos, Causas e Quando Operar em São Paulo

Publicado em 21 de maio de 2026 Atualizado em 21 de maio de 2026 17 min de leitura Dr. Fernando Macei Drudi
Imagem de capa do artigo Catarata no Olho: Tipos, Causas e Quando Operar em São Paulo, conteúdo da categoria Catarata.
Dr. Fernando Macei Drudi
Autor
Dr. Fernando Macei Drudi
CRM-SP 139.300

Resumo em linguagem simples

A catarata é a opacificação do cristalino, levando à visão embaçada e dificuldade de enxergar. Afeta principalmente idosos, mas pode ter outras causas. O diagnóstico precoce e a cirurgia, quando indicada, restauram a visão. O Instituto Drudi e Almeida oferece tratamento especializado em São Paulo.

CID-10: H26 — Outras cataratas Ver todos os artigos de Catarata

Resumo científico

  • A catarata é a principal causa de cegueira reversível em todo o mundo, caracterizada pela opacificação do cristalino.
  • Sua prevalência aumenta significativamente com a idade, sendo a catarata relacionada à idade (senil) o tipo mais comum.
  • O diagnóstico precoce e a avaliação criteriosa são fundamentais para determinar o momento ideal da intervenção cirúrgica.
  • A cirurgia de catarata, com a substituição do cristalino por uma lente intraocular, é um procedimento seguro e eficaz para restaurar a visão.
  • O Instituto Drudi e Almeida, localizado em São Paulo (Lapa, Santana, Tatuapé, São Miguel Paulista e Guarulhos), oferece tratamento especializado para catarata, com foco em resultados visuais de alta qualidade.

A catarata é uma das condições oculares mais prevalentes globalmente, sendo a principal causa de cegueira reversível. Caracteriza-se pela perda de transparência do cristalino, a lente natural do olho, que resulta em visão embaçada e progressiva deterioração da qualidade visual. A condição afeta milhões de pessoas em todo o mundo, com uma incidência que aumenta drasticamente com o avanço da idade. Compreender os diferentes tipos, as causas subjacentes e os critérios para intervenção cirúrgica é crucial para o manejo eficaz desta patologia. Este artigo explora em profundidade a catarata, abordando desde sua definição e fisiopatologia até as mais recentes evidências científicas sobre seu tratamento, com foco especial na decisão de quando operar.

No Brasil, a catarata representa um desafio significativo para a saúde pública, impactando a qualidade de vida de uma parcela considerável da população, especialmente os idosos. Dados epidemiológicos indicam que a catarata senil é responsável pela maioria dos casos, mas outros fatores como diabetes, uso de corticoides, traumas oculares e predisposição genética também desempenham um papel importante. A busca por informações claras e confiáveis sobre a catarata é constante, e o Instituto Drudi e Almeida se dedica a fornecer conteúdo baseado em evidências científicas para auxiliar pacientes e familiares.

A decisão sobre quando realizar a cirurgia de catarata é multifacetada, envolvendo não apenas a gravidade da opacificação, mas também o impacto na vida diária do paciente, suas atividades profissionais e seu bem-estar geral. O Dr. Fernando Macei Drudi, especialista em Retina e Catarata Cirúrgica, enfatiza a importância de uma avaliação oftalmológica completa para determinar o momento ideal para a intervenção, visando sempre a máxima recuperação visual e a segurança do procedimento. As unidades do Instituto Drudi e Almeida em São Paulo (Lapa, Santana, Tatuapé, São Miguel Paulista e Guarulhos) estão equipadas para oferecer um diagnóstico preciso e um plano de tratamento individualizado.

O que é Catarata?

Catarata é definida como qualquer grau de opacificação do cristalino, a lente biconvexa e transparente localizada atrás da íris e da pupila, responsável por focar a luz na retina. Em condições normais, o cristalino é transparente e flexível, permitindo que ajustemos o foco para enxergar objetos a diferentes distâncias. Quando o cristalino perde sua transparência, a luz que entra no olho é dispersa e não consegue formar uma imagem nítida na retina, resultando em visão turva, embaçada ou obscurecida.

A fisiopatologia da catarata, especialmente a senil, envolve alterações bioquímicas e estruturais nas fibras e células epiteliais do cristalino. O processo de envelhecimento leva à desnaturação e agregação de proteínas cristalinas, tornando o cristalino progressivamente opaco. Estudos recentes, como revisões sistemáticas publicadas na Cochrane Database of Systematic Reviews, têm investigado os mecanismos moleculares envolvidos, incluindo o estresse oxidativo e as alterações no metabolismo celular do cristalino. Embora a causa exata da desnaturação proteica ainda seja objeto de pesquisa, sabe-se que fatores como a exposição à radiação ultravioleta (UV) e o envelhecimento aceleram esse processo.

A visão afetada pela catarata pode ser comparada a olhar através de um vidro fosco ou sujo. A intensidade e o tipo de distorção visual dependem do tipo e da localização da opacidade no cristalino. Em estágios iniciais, a catarata pode causar apenas um leve embaçamento, enquanto em fases avançadas pode levar à perda significativa da visão e até mesmo à cegueira legal. A reversibilidade da cegueira causada pela catarata é um dos aspectos mais gratificantes da oftalmologia, pois a cirurgia é altamente eficaz na restauração da visão.

Tipos de Catarata

Existem diversos tipos de catarata, classificados com base em sua causa, localização e aparência. A compreensão dessas classificações é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados.

Catarata Senil (ou Relacionada à Idade)

Este é o tipo mais comum de catarata, ocorrendo como parte natural do processo de envelhecimento. A maioria das pessoas com mais de 60 anos apresenta algum grau de catarata senil. A opacificação geralmente começa de forma sutil e progride lentamente ao longo de anos. Meta-análises publicadas no PubMed indicam que a prevalência da catarata senil aumenta exponencialmente após os 50 anos de idade. A progressão é influenciada por fatores genéticos e ambientais, como exposição à luz solar.

Catarata Nuclear

Neste tipo, a opacificação afeta o centro (núcleo) do cristalino. Frequentemente, a catarata nuclear causa um escurecimento geral da visão e pode induzir uma miopia secundária, levando a uma melhora temporária da visão para perto (conhecida como "segunda visão"). A desnaturação das proteínas nucleares é o principal mecanismo fisiopatológico. Estudos em Arquivos Brasileiros de Oftalmologia têm documentado a alta incidência de catarata nuclear em populações brasileiras.

Catarata Cortical

A catarata cortical envolve opacidades em forma de cunha ou raios que se estendem da periferia para o centro do córtex do cristalino. Este tipo pode causar halos ao redor das luzes e dificuldade em ambientes com iluminação reduzida. A desorganização das fibras do cristalino é a característica histopatológica. Ensaios clínicos randomizados publicados em revistas de alto impacto como a Ophthalmology têm investigado a progressão da catarata cortical e seus fatores de risco.

Catarata Subcapsular Posterior

Ocorre quando a opacificação se forma na parte de trás da cápsula do cristalino. Este tipo tende a progredir mais rapidamente e pode causar sintomas como visão embaçada, halos e fotofobia (sensibilidade à luz), especialmente em condições de luminosidade intensa. É frequentemente associada ao uso de corticoides, diabetes e inflamações oculares. Revisões sistemáticas da Cochrane têm avaliado intervenções para retardar a progressão de cataratas subcapsulares.

Catarata Traumática

Resulta de um trauma direto no olho, seja por um golpe contuso (contusão) ou por uma lesão penetrante. A catarata traumática pode se desenvolver imediatamente após o trauma ou levar meses ou anos para se manifestar. O padrão da opacificação varia dependendo do tipo e da gravidade da lesão. Diretrizes da American Academy of Ophthalmology (AAO) destacam a importância do manejo rápido e preciso em casos de trauma ocular.

Catarata Congênita

Presente ao nascimento ou desenvolvida nos primeiros meses de vida, a catarata congênita pode ser hereditária, associada a infecções intrauterinas (como rubéola) ou a distúrbios metabólicos. A detecção precoce é crucial para evitar o desenvolvimento de ambliopia (olho preguiçoso) e garantir o desenvolvimento visual adequado. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) promove campanhas de conscientização sobre a importância do rastreio neonatal.

Catarata Secundária

Desenvolve-se como resultado de outras condições médicas ou tratamentos. As causas mais comuns incluem diabetes mellitus, inflamações oculares crônicas (uveíte), glaucoma e o uso prolongado de medicamentos corticosteroides (orais, inalatórios ou tópicos). O controle rigoroso da condição subjacente é fundamental para tentar retardar a progressão da catarata secundária.

Causas e Fatores de Risco para Catarata

Embora o envelhecimento seja o principal fator de risco para o desenvolvimento de catarata, diversas outras causas e fatores podem contribuir para sua formação e progressão. A identificação desses fatores permite a adoção de medidas preventivas e o manejo adequado.

Envelhecimento

Com o passar dos anos, as proteínas dentro do cristalino começam a se degradar e a perder sua estrutura normal. Esse processo leva à formação de agregados proteicos que obscurecem a visão. A grande maioria dos casos de catarata é atribuída ao envelhecimento natural do olho.

Fatores Genéticos

Histórico familiar de catarata pode aumentar o risco de desenvolver a condição em idades mais jovens ou de forma mais agressiva. Estudos de associação genômica têm identificado diversos genes relacionados ao metabolismo e à estrutura das proteínas do cristalino que podem influenciar a suscetibilidade à catarata.

Diabetes Mellitus

Pacientes com diabetes, especialmente aqueles com controle glicêmico inadequado, têm um risco significativamente maior de desenvolver catarata, particularmente a nuclear e a subcapsular posterior. A hiperglicemia crônica pode levar a alterações osmóticas e à oxidação das proteínas do cristalino. Meta-análises publicadas no PubMed confirmam a forte associação entre diabetes e catarata precoce.

Exposição à Radiação Ultravioleta (UV)

A exposição prolongada e sem proteção aos raios UV do sol é um fator de risco ambiental bem estabelecido para a catarata, especialmente a cortical e a subcapsular posterior. O uso de óculos de sol com proteção UV e chapéus pode ajudar a reduzir esse risco. A European Society of Cataract and Refractive Surgeons (ESCRS) recomenda medidas de fotoproteção ocular.

Uso de Corticosteroides

O uso prolongado de corticosteroides, seja por via oral, inalatória ou tópica (colírios), é uma causa conhecida de catarata subcapsular posterior. O mecanismo exato não é totalmente compreendido, mas acredita-se que envolva alterações no metabolismo do cristalino e no transporte de íons. Revisões sistemáticas da Cochrane têm analisado os riscos associados ao uso de corticoides em diversas condições médicas.

Tabagismo

Fumar é associado a um risco aumentado de desenvolver catarata. Os radicais livres gerados pelo tabagismo podem causar estresse oxidativo no cristalino, contribuindo para a desnaturação proteica. Estudos observacionais e meta-análises indicam uma relação dose-dependente entre o número de cigarros fumados e o risco de catarata.

Consumo de Álcool

O consumo excessivo e crônico de álcool também tem sido associado a um risco aumentado de catarata. Assim como o tabagismo, o álcool pode contribuir para o estresse oxidativo no olho.

Traumas Oculares

Lesões diretas ou penetrantes no olho podem danificar as estruturas do cristalino, levando ao desenvolvimento de catarata traumática. A gravidade e o tipo de trauma influenciam o tempo de desenvolvimento e o padrão da opacificação.

Outras Condições Médicas

Certos distúrbios metabólicos (como a galactosemia), doenças inflamatórias crônicas (como a uveíte) e cirurgias oculares prévias também podem aumentar o risco de catarata.

Sintomas e Diagnóstico da Catarata

Os sintomas da catarata geralmente se desenvolvem de forma gradual e podem variar dependendo do tipo e da localização da opacidade. O diagnóstico precoce e preciso é essencial para um plano de tratamento eficaz.

Sintomas Comuns

  • Visão embaçada, turva ou nebulosa;
  • Dificuldade de enxergar à noite;
  • Sensibilidade aumentada à luz (fotofobia) e ao brilho;
  • Halos ao redor das luzes;
  • Necessidade de iluminação mais forte para ler;
  • Percepção de cores desbotadas ou amareladas;
  • Visão dupla em um olho;
  • Alterações frequentes na prescrição de óculos.

É importante notar que a catarata muitas vezes afeta ambos os olhos, mas geralmente de forma assimétrica, com um olho sendo mais acometido que o outro. A progressão dos sintomas é lenta, permitindo que o paciente se adapte gradualmente às mudanças na visão.

Diagnóstico

O diagnóstico da catarata é realizado por um oftalmologista através de um exame oftalmológico completo. Os principais componentes do diagnóstico incluem:

  1. Anamnese Detalhada: O médico perguntará sobre o histórico médico, sintomas visuais, uso de medicamentos e histórico familiar.
  2. Acuidade Visual: Testes com a tabela de Snellen para medir a capacidade de enxergar letras em diferentes distâncias.
  3. Exame com Lâmpada de Fenda: Este é o exame principal para diagnosticar a catarata. O oftalmologista utiliza um microscópio especial (biomicroscópio) com uma fonte de luz intensa para examinar as estruturas do olho, incluindo o cristalino, em busca de opacidades. O Dr. Fernando Macei Drudi utiliza a lâmpada de fenda para uma avaliação detalhada da catarata em seus pacientes no Instituto Drudi e Almeida.
  4. Exame de Fundo de Olho (Oftalmoscopia): Após a dilatação da pupila, o médico examina a retina e o nervo óptico para descartar outras patologias que possam estar afetando a visão.
  5. Refracção: Determinação do grau dos óculos para avaliar alterações refrativas causadas pela catarata.
  6. Exames Complementares: Em alguns casos, podem ser solicitados exames como a biometria (para planejamento cirúrgico) ou a topografia corneana.

O diagnóstico diferencial é importante para distinguir a catarata de outras causas de baixa visão, como degeneração macular, glaucoma ou retinopatia diabética. A combinação da história clínica com os achados do exame oftalmológico permite um diagnóstico preciso.

Tratamento da Catarata Baseado em Evidências

Atualmente, a única forma comprovada de tratar a catarata e restaurar a visão é através da cirurgia. Não existem colírios, medicamentos ou exercícios que possam reverter ou curar a catarata. A decisão de operar é baseada na avaliação clínica e no impacto da condição na qualidade de vida do paciente.

Cirurgia de Catarata

A cirurgia de catarata moderna é um dos procedimentos cirúrgicos mais seguros e eficazes disponíveis. O objetivo é remover o cristalino opaco e substituí-lo por uma lente intraocular (LIO) artificial transparente. As técnicas cirúrgicas evoluíram significativamente, e a mais comum atualmente é a facoemulsificação.

Facoemulsificação

Nesta técnica, uma pequena incisão é feita na córnea. Um instrumento que emite ondas de ultrassom é inserido para fragmentar (emulsificar) o cristalino opaco, que é então aspirado para fora do olho. Em seguida, uma LIO dobrável é implantada através da mesma incisão e posicionada no saco capsular onde o cristalino natural estava localizado. A facoemulsificação permite uma recuperação mais rápida e menos desconforto pós-operatório.

Lentes Intraoculares (LIOs)

A escolha da LIO é uma parte crucial do planejamento cirúrgico e é personalizada para as necessidades de cada paciente. Existem vários tipos de LIOs:

  • LIOs Monofocais: São as mais comuns e corrigem a visão para uma única distância (geralmente para longe). O paciente pode precisar de óculos para leitura ou visão intermediária.
  • LIOs Tóricas: Projetadas para corrigir o astigmatismo preexistente do paciente, além de oferecer correção para longe.
  • LIOs Multifocais e de Foco Estendido: Permitem a visão em múltiplas distâncias (longe, intermediário e perto), reduzindo a dependência de óculos após a cirurgia. No entanto, podem causar efeitos colaterais como halos e dificuldade de adaptação em alguns pacientes. Revisões sistemáticas da Cochrane têm avaliado a eficácia e os resultados visuais de diferentes tipos de LIOs.

O Dr. Fernando Macei Drudi, com vasta experiência em cirurgia de catarata, discute detalhadamente com cada paciente as opções de LIOs disponíveis, considerando seu estilo de vida e expectativas visuais.

Resultados e Recuperação

A maioria dos pacientes experimenta uma melhora significativa na visão logo após a cirurgia. A recuperação geralmente é rápida, com retorno às atividades normais em poucos dias. É essencial seguir as orientações médicas, como o uso de colírios antibióticos e anti-inflamatórios, e evitar esforço físico intenso nas primeiras semanas.

Tratamentos Não Cirúrgicos

Atualmente, não há tratamentos não cirúrgicos que revertam a catarata. O uso de colírios antioxidantes ou outras terapias alternativas não possui comprovação científica robusta para a cura ou reversão da catarata. A abordagem baseada em evidências, conforme recomendado por diretrizes internacionais como as da AAO e ESCRS, foca na cirurgia como solução definitiva.

Quando Procurar um Especialista e Quando Operar

A decisão de quando operar a catarata é individualizada e deve ser tomada em conjunto com o oftalmologista. Não existe uma regra única, mas alguns critérios são considerados importantes.

Critérios para Cirurgia

  • Impacto na Qualidade de Vida: Se a catarata está interferindo significativamente nas atividades diárias, como ler, dirigir, trabalhar, cozinhar ou reconhecer rostos.
  • Visão para Dirigir: A dificuldade em enxergar à noite ou com brilho intenso pode tornar a direção perigosa. Acuidade visual abaixo de certos limites legais pode impedir a renovação da carteira de motorista.
  • Profissão: Profissões que exigem visão nítida e detalhada podem necessitar de intervenção cirúrgica mais precoce.
  • Presença de Outras Doenças Oculares: Em casos de glaucoma ou degeneração macular, o oftalmologista pode recomendar a cirurgia de catarata para otimizar a visão residual e facilitar o acompanhamento das outras condições.
  • Avanço da Catarata: Em estágios avançados, a catarata pode dificultar o exame do fundo de olho, impedindo o diagnóstico e acompanhamento de outras doenças retinianas.

O Instituto Drudi e Almeida, com suas unidades em São Paulo, prioriza a avaliação individualizada de cada paciente para determinar o melhor momento para a cirurgia.

Sinais de Alerta para Procurar um Oftalmologista Imediatamente

  • Perda súbita de visão em um olho.
  • Dor ocular intensa.
  • Presença de flashes de luz ou um grande número de "moscas volantes" (flutuadores) de repente.
  • Visão turva após um trauma ocular.
  • Vermelhidão ou secreção ocular incomum.

Estes sintomas podem indicar condições oculares mais graves que requerem atenção médica urgente, e não necessariamente catarata.

Acompanhamento Regular

Mesmo que a catarata não esteja em um estágio que necessite de cirurgia, o acompanhamento oftalmológico regular é fundamental. Consultas anuais ou semestrais, dependendo da recomendação médica, permitem monitorar a progressão da catarata e a saúde geral dos olhos, além de detectar precocemente outras doenças oculares. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) recomenda exames oftalmológicos periódicos para todas as faixas etárias.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. A catarata pode voltar após a cirurgia?

Não, a catarata em si não retorna após a cirurgia, pois o cristalino opaco é removido. No entanto, em alguns casos, pode ocorrer uma opacificação da cápsula posterior do cristalino (chamada de "membrana de Seara" ou "catarata secundária"), que pode embaçar a visão meses ou anos após a cirurgia. Esta condição é facilmente tratada com um procedimento a laser chamado capsulotomia YAG, realizado em consultório.

2. Qual a idade ideal para operar a catarata?

Não existe uma idade mínima ou máxima ideal para operar a catarata. A decisão é baseada na necessidade do paciente e no impacto da catarata em sua qualidade de vida e visão, e não apenas na idade. Pacientes com catarata congênita podem precisar de cirurgia nos primeiros meses de vida, enquanto pacientes idosos podem esperar até que a visão seja significativamente afetada.

3. A cirurgia de catarata é dolorosa?

A cirurgia de catarata é realizada sob anestesia local (geralmente colírios ou injeção local) e sedação leve, o que minimiza o desconforto. A maioria dos pacientes relata pouca ou nenhuma dor durante o procedimento. Após a cirurgia, pode haver uma leve sensação de irritação ou corpo estranho, que geralmente desaparece em poucos dias com o uso dos colírios prescritos.

4. Quanto tempo leva a recuperação da cirurgia de catarata?

A recuperação visual costuma ser rápida, com melhora significativa nos primeiros dias após a cirurgia. A maioria dos pacientes pode retomar suas atividades normais (trabalho de escritório, leitura) em 2 a 3 dias, com algumas restrições. Atividades que exigem esforço físico intenso ou que apresentam risco de trauma ocular devem ser evitadas por cerca de 4 a 6 semanas, conforme orientação médica.

5. A cirurgia de catarata cobre pelo plano de saúde?

Sim, a cirurgia de catarata é frequentemente coberta por planos de saúde, especialmente quando há indicação médica comprovada e a catarata atinge um certo grau de comprometimento visual. As regras de cobertura variam entre os planos e podem exigir autorização prévia. O Instituto Drudi e Almeida possui convênio com diversos planos de saúde e pode auxiliar os pacientes na verificação da cobertura.

6. Quais os riscos da cirurgia de catarata?

A cirurgia de catarata é considerada muito segura, com baixas taxas de complicações. No entanto, como qualquer procedimento cirúrgico, existem riscos potenciais, embora raros. Estes podem incluir infecção intraocular (endoftalmite), inflamação, edema (inchaço) da córnea ou da retina, descolamento de retina, aumento da pressão intraocular ou deslocamento da lente intraocular. A escolha de um cirurgião experiente e o seguimento rigoroso das orientações pós-operatórias minimizam esses riscos. Revisões sistemáticas da Cochrane Database of Systematic Reviews analisaram extensivamente os riscos e benefícios da cirurgia de catarata.

Referências Científicas

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Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica especializada. Consulte um oftalmologista para diagnóstico e tratamento adequados.

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Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

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