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Exame de Mapeamento de Retina no Instituto Drudi e Almeida — médica posicionando paciente no retinógrafo digital
Exame Diagnóstico — Retina

Mapeamento
de Retina

O mapeamento de retina (retinografia digital) é o exame que fotografa o fundo do olho com alta resolução, permitindo o diagnóstico precoce de retinopatia diabética, DMRI, glaucoma e outras doenças que ameaçam a visão — muitas vezes antes de qualquer sintoma.

5–10 min
Duração
Nenhuma
Dor
Não necessário
Preparo
Geralmente não
Dilatação
O que é

A fotografia do fundo do olho:
o mapa da sua retina

O mapeamento de retina — tecnicamente chamado de retinografia digital — é o exame que fotografa o fundo do olho com alta resolução. O retinógrafo digital captura imagens coloridas detalhadas da mácula (área de visão central e de alta definição), do disco óptico (onde o nervo óptico emerge do olho), dos vasos retinianos (artérias e veias que nutrem a retina) e da periferia retiniana.

Diferente do exame de fundo de olho feito com oftalmoscópio — onde o médico olha diretamente pelo aparelho sem registrar imagens —, o mapeamento com retinógrafo digital documenta fotograficamente o estado da retina. Isso permite comparações precisas ao longo do tempo, identificando mudanças sutis que seriam impossíveis de detectar apenas pela memória do examinador.

O Instituto Drudi e Almeida utiliza o Eyer II Phelcom, o único retinógrafo portátil com inteligência artificial integrada desenvolvido no Brasil, com certificação ANVISA e FDA. O equipamento realiza o exame sem dilatação pupilar na maioria dos casos, com imagens de 45° de campo visual e resolução de 20 megapixels, integrando análise automática por IA para triagem de retinopatia diabética.

Ilustração 3D do mapeamento de retina — oftalmologista examinando retina com equipamento digital
Indicações

Quem deve fazer o
mapeamento de retina?

O exame é indicado para diagnóstico, rastreamento e monitoramento de diversas condições oculares e sistêmicas.

E11.3

Diabetes Mellitus

Rastreamento anual obrigatório de retinopatia diabética em todos os pacientes diabéticos, independentemente de sintomas.

H35.3

Degeneração Macular (DMRI)

Documentação e monitoramento de drusas, atrofia geográfica e neovascularização coroidal.

H40

Glaucoma e Suspeita

Avaliação da escavação do disco óptico (relação C/D), hemorragias peripapilares e fibras nervosas.

H34

Oclusão Vascular Retiniana

Diagnóstico e acompanhamento de oclusões de artéria e veia central da retina e seus ramos.

H33

Risco de Descolamento de Retina

Identificação de degenerações periféricas, rasgos e buracos retinianos antes do descolamento.

H30

Uveíte Posterior

Documentação de focos inflamatórios, cicatrizes coriorretinianas e vasculite retiniana.

H31.1

Nevus Coroidal

Monitoramento de lesões pigmentadas com documentação fotográfica para detecção de crescimento maligno.

Z00.0

Exame Preventivo Anual

Recomendado a partir dos 40 anos ou antes para pacientes com histórico familiar de doenças retinianas.

Passo a passo

Como é feito o
mapeamento de retina?

1

Instilação de colírio (se necessário)

Na maioria dos casos o exame é feito sem dilatação. Quando indicada, colírios midriáticos são aplicados 20–30 minutos antes.

2

Posicionamento no equipamento

O paciente apoia o queixo e a testa no suporte do retinógrafo e olha para o alvo luminoso interno.

3

Captura das imagens

O equipamento emite um flash de luz breve e captura imagens digitais de alta resolução da mácula, disco óptico e vasos retinianos.

4

Análise pelo especialista

O oftalmologista analisa as imagens no monitor, compara com exames anteriores e emite o laudo detalhado.

Diagnóstico precoce

As 3 principais causas de cegueira
detectadas pelo mapeamento de retina

Retinopatia Diabética

A retinopatia diabética é a principal causa de cegueira em adultos em idade produtiva no Brasil. Afeta 1 em cada 3 diabéticos e, nas fases iniciais, é completamente assintomática.

O mapeamento de retina detecta os primeiros sinais da doença: microaneurismas (pequenas dilatações dos vasos), hemorragias puntiformes, exsudatos duros (depósitos de lipídios) e edema macular — antes que o paciente perceba qualquer alteração na visão.

A detecção precoce permite o tratamento com laser ou injeções intravítreas de anti-VEGF, preservando a visão em mais de 90% dos casos.

Recomendação: Anual para todos os diabéticos

Degeneração Macular (DMRI)

A DMRI é a principal causa de perda visual irreversível em maiores de 50 anos no mundo. A forma seca (mais comum) evolui lentamente; a forma úmida (neovascular) pode destruir a visão central em semanas.

O mapeamento identifica drusas (depósitos amarelados sob a mácula) — o primeiro sinal da doença — e atrofia geográfica, permitindo o início do suplemento de vitaminas antioxidantes (AREDS2) antes da progressão.

Na DMRI úmida, o mapeamento detecta hemorragias submaculares e fluido sub-retiniano, indicando urgência para injeções de anti-VEGF.

Recomendação: A partir dos 50 anos, anualmente

Glaucoma

O glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Destrói silenciosamente as fibras do nervo óptico — o paciente só percebe a perda visual quando mais de 40% das fibras já foram destruídas.

O mapeamento avalia o disco óptico (nervo óptico), medindo a relação escavação/disco (C/D). Uma relação C/D > 0,6, assimetria entre os olhos ou hemorragias peripapilares são sinais de alerta que indicam aprofundamento da investigação com OCT e Campo Visual.

A documentação fotográfica serial permite detectar progressão do dano glaucomatoso com precisão milimétrica ao longo dos anos.

Recomendação: Anual para suspeitos e glaucomatosos

Guia completo

7 doenças detectadas pelo
mapeamento de retina

Clique em cada doença para conhecer os sintomas, o tratamento disponível e a frequência recomendada de exame.

Diagnóstico precoce salva visão

Identifique essas doenças antes
de qualquer sintoma

O mapeamento de retina é o único exame capaz de documentar fotograficamente a saúde da sua retina e detectar as 7 doenças acima em estágio inicial — quando o tratamento é mais eficaz e a visão ainda pode ser preservada.

Comparativo

Mapeamento de Retina vs. OCT:
qual a diferença?

Característica Mapeamento de Retina OCT (Tomografia)
O que avalia Superfície da retina em 2D (fotografia) Camadas internas da retina em corte transversal
Analogia Foto aérea do território Fatia geológica do terreno
Melhor para Retinopatia diabética, DMRI seca, glaucoma (disco óptico) Edema macular, DMRI úmida, glaucoma (fibras nervosas)
Dilatação Geralmente não necessária Não necessária
Duração 5–10 minutos 5–10 minutos
São exames substitutos? Não — são complementares Não — são complementares

Na maioria dos casos, o mapeamento de retina e o OCT são solicitados juntos para uma avaliação completa e complementar da saúde retiniana.

Onde fazer

Mapeamento de Retina em São Paulo
nas 5 unidades do Instituto

O exame está disponível nas unidades Tatuapé, Santana, Lapa, São Miguel Paulista e Guarulhos Centro.

Santana

Seg–Sex

Agendar em Santana

Tatuapé

Seg–Sex

Agendar em Tatuapé

Lapa

Seg–Sex

Agendar em Lapa

São Miguel

Seg–Qui

Agendar em São Miguel

Guarulhos Centro

Seg–Sex

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Dúvidas frequentes

Perguntas sobre
mapeamento de retina

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Referências Científicas

  1. [1] American Diabetes Association. Standards of Medical Care in Diabetes — Microvascular Complications and Foot Care. Diabetes Care. 2024. doi:10.2337/dc24-S012
  2. [2] Flaxman SR et al. Global causes of blindness and distance vision impairment 1990-2020: a systematic review and meta-analysis. Lancet Glob Health. 2017. doi:10.1016/S2214-109X(17)30393-5
  3. [3] Tan GS et al. Diabetic macular oedema. Lancet Diabetes Endocrinol. 2017;5(2):143-155. doi:10.1016/S2213-8587(16)30052-3
  4. [4] Lim LS et al. Age-related macular degeneration. Lancet. 2012. doi:10.1016/S0140-6736(12)60282-7

Última revisão médica: 04 de junho de 2026 — conteúdo revisado por Dra. Priscilla Almeida Drudi, CRM-SP 148.173 • RQE 59.216, especialista em Retina e Vítreo.