Mapeamento
de Retina
O mapeamento de retina (retinografia digital) é o exame que fotografa o fundo do olho com alta resolução, permitindo o diagnóstico precoce de retinopatia diabética, DMRI, glaucoma e outras doenças que ameaçam a visão — muitas vezes antes de qualquer sintoma.
A fotografia do fundo do olho:
o mapa da sua retina
O mapeamento de retina — tecnicamente chamado de retinografia digital — é o exame que fotografa o fundo do olho com alta resolução. O retinógrafo digital captura imagens coloridas detalhadas da mácula (área de visão central e de alta definição), do disco óptico (onde o nervo óptico emerge do olho), dos vasos retinianos (artérias e veias que nutrem a retina) e da periferia retiniana.
Diferente do exame de fundo de olho feito com oftalmoscópio — onde o médico olha diretamente pelo aparelho sem registrar imagens —, o mapeamento com retinógrafo digital documenta fotograficamente o estado da retina. Isso permite comparações precisas ao longo do tempo, identificando mudanças sutis que seriam impossíveis de detectar apenas pela memória do examinador.
O Instituto Drudi e Almeida utiliza o Eyer II Phelcom, o único retinógrafo portátil com inteligência artificial integrada desenvolvido no Brasil, com certificação ANVISA e FDA. O equipamento realiza o exame sem dilatação pupilar na maioria dos casos, com imagens de 45° de campo visual e resolução de 20 megapixels, integrando análise automática por IA para triagem de retinopatia diabética.
Quem deve fazer o
mapeamento de retina?
O exame é indicado para diagnóstico, rastreamento e monitoramento de diversas condições oculares e sistêmicas.
Diabetes Mellitus
Rastreamento anual obrigatório de retinopatia diabética em todos os pacientes diabéticos, independentemente de sintomas.
Degeneração Macular (DMRI)
Documentação e monitoramento de drusas, atrofia geográfica e neovascularização coroidal.
Glaucoma e Suspeita
Avaliação da escavação do disco óptico (relação C/D), hemorragias peripapilares e fibras nervosas.
Oclusão Vascular Retiniana
Diagnóstico e acompanhamento de oclusões de artéria e veia central da retina e seus ramos.
Risco de Descolamento de Retina
Identificação de degenerações periféricas, rasgos e buracos retinianos antes do descolamento.
Uveíte Posterior
Documentação de focos inflamatórios, cicatrizes coriorretinianas e vasculite retiniana.
Nevus Coroidal
Monitoramento de lesões pigmentadas com documentação fotográfica para detecção de crescimento maligno.
Exame Preventivo Anual
Recomendado a partir dos 40 anos ou antes para pacientes com histórico familiar de doenças retinianas.
Como é feito o
mapeamento de retina?
Instilação de colírio (se necessário)
Na maioria dos casos o exame é feito sem dilatação. Quando indicada, colírios midriáticos são aplicados 20–30 minutos antes.
Posicionamento no equipamento
O paciente apoia o queixo e a testa no suporte do retinógrafo e olha para o alvo luminoso interno.
Captura das imagens
O equipamento emite um flash de luz breve e captura imagens digitais de alta resolução da mácula, disco óptico e vasos retinianos.
Análise pelo especialista
O oftalmologista analisa as imagens no monitor, compara com exames anteriores e emite o laudo detalhado.
As 3 principais causas de cegueira
detectadas pelo mapeamento de retina
Retinopatia Diabética
A retinopatia diabética é a principal causa de cegueira em adultos em idade produtiva no Brasil. Afeta 1 em cada 3 diabéticos e, nas fases iniciais, é completamente assintomática.
O mapeamento de retina detecta os primeiros sinais da doença: microaneurismas (pequenas dilatações dos vasos), hemorragias puntiformes, exsudatos duros (depósitos de lipídios) e edema macular — antes que o paciente perceba qualquer alteração na visão.
A detecção precoce permite o tratamento com laser ou injeções intravítreas de anti-VEGF, preservando a visão em mais de 90% dos casos.
Recomendação: Anual para todos os diabéticos
Degeneração Macular (DMRI)
A DMRI é a principal causa de perda visual irreversível em maiores de 50 anos no mundo. A forma seca (mais comum) evolui lentamente; a forma úmida (neovascular) pode destruir a visão central em semanas.
O mapeamento identifica drusas (depósitos amarelados sob a mácula) — o primeiro sinal da doença — e atrofia geográfica, permitindo o início do suplemento de vitaminas antioxidantes (AREDS2) antes da progressão.
Na DMRI úmida, o mapeamento detecta hemorragias submaculares e fluido sub-retiniano, indicando urgência para injeções de anti-VEGF.
Recomendação: A partir dos 50 anos, anualmente
Glaucoma
O glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Destrói silenciosamente as fibras do nervo óptico — o paciente só percebe a perda visual quando mais de 40% das fibras já foram destruídas.
O mapeamento avalia o disco óptico (nervo óptico), medindo a relação escavação/disco (C/D). Uma relação C/D > 0,6, assimetria entre os olhos ou hemorragias peripapilares são sinais de alerta que indicam aprofundamento da investigação com OCT e Campo Visual.
A documentação fotográfica serial permite detectar progressão do dano glaucomatoso com precisão milimétrica ao longo dos anos.
Recomendação: Anual para suspeitos e glaucomatosos
7 doenças detectadas pelo
mapeamento de retina
Clique em cada doença para conhecer os sintomas, o tratamento disponível e a frequência recomendada de exame.
Identifique essas doenças antes
de qualquer sintoma
O mapeamento de retina é o único exame capaz de documentar fotograficamente a saúde da sua retina e detectar as 7 doenças acima em estágio inicial — quando o tratamento é mais eficaz e a visão ainda pode ser preservada.
Mapeamento de Retina vs. OCT:
qual a diferença?
| Característica | Mapeamento de Retina | OCT (Tomografia) |
|---|---|---|
| O que avalia | Superfície da retina em 2D (fotografia) | Camadas internas da retina em corte transversal |
| Analogia | Foto aérea do território | Fatia geológica do terreno |
| Melhor para | Retinopatia diabética, DMRI seca, glaucoma (disco óptico) | Edema macular, DMRI úmida, glaucoma (fibras nervosas) |
| Dilatação | Geralmente não necessária | Não necessária |
| Duração | 5–10 minutos | 5–10 minutos |
| São exames substitutos? | Não — são complementares | Não — são complementares |
Na maioria dos casos, o mapeamento de retina e o OCT são solicitados juntos para uma avaliação completa e complementar da saúde retiniana.
Mapeamento de Retina em São Paulo
nas 5 unidades do Instituto
O exame está disponível nas unidades Tatuapé, Santana, Lapa, São Miguel Paulista e Guarulhos Centro.
Santana
Seg–Sex
Tatuapé
Seg–Sex
Lapa
Seg–Sex
São Miguel
Seg–Qui
Guarulhos Centro
Seg–Sex
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Perguntas sobre
mapeamento de retina
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Confirmar via WhatsAppReferências Científicas
- [1] American Diabetes Association. Standards of Medical Care in Diabetes — Microvascular Complications and Foot Care. Diabetes Care. 2024. doi:10.2337/dc24-S012
- [2] Flaxman SR et al. Global causes of blindness and distance vision impairment 1990-2020: a systematic review and meta-analysis. Lancet Glob Health. 2017. doi:10.1016/S2214-109X(17)30393-5
- [3] Tan GS et al. Diabetic macular oedema. Lancet Diabetes Endocrinol. 2017;5(2):143-155. doi:10.1016/S2213-8587(16)30052-3
- [4] Lim LS et al. Age-related macular degeneration. Lancet. 2012. doi:10.1016/S0140-6736(12)60282-7
Última revisão médica: 04 de junho de 2026 — conteúdo revisado por Dra. Priscilla Almeida Drudi, CRM-SP 148.173 • RQE 59.216, especialista em Retina e Vítreo.