Resumo em linguagem simples
A retinopatia diabética pode não causar sintomas no início. O exame de retina identifica alterações, e o tratamento depende do estágio, da mácula e dos resultados dos exames.
Retinopatia diabética é uma complicação do diabetes que altera os pequenos vasos da retina. Ela pode não causar sintomas no início; por isso, o exame de retina e o acompanhamento definido pelo oftalmologista são parte importante do cuidado de quem vive com diabetes.
Nem toda pessoa com diabetes desenvolve perda visual, e nem toda alteração exige procedimento imediato. O que muda a conduta é o conjunto: sintomas, exame de fundo de olho, retinografia, tomografia de coerência óptica (OCT), estágio da doença e condições sistêmicas. Este guia explica o que procurar, como os exames se complementam e por que o plano é individualizado.
O que é retinopatia diabética
A retina é o tecido no fundo do olho que transforma a luz em sinais para o cérebro. Na retinopatia diabética, a exposição prolongada às alterações metabólicas do diabetes compromete a microcirculação retinal. Podem surgir microaneurismas, hemorragias, exsudatos, áreas de não perfusão e, em casos mais avançados, vasos anormais.
O ponto mais importante para o paciente é que a doença pode ser silenciosa. Visão aparentemente boa não substitui o rastreamento. A retinopatia é codificada na CID-10 como H36.0, associada à classificação do diabetes que a acompanha.
Estágios e complicações que o exame procura
Na retinopatia diabética não proliferativa, o médico identifica sinais de lesão dos vasos, como microaneurismas, hemorragias e alterações microvasculares. A gravidade não é definida por uma fotografia isolada: a distribuição das lesões e a presença de sinais de isquemia influenciam o acompanhamento.
Na retinopatia diabética proliferativa, a falta de oxigenação em áreas da retina pode estimular o crescimento de neovasos. Esses vasos são frágeis e podem se associar a hemorragia vítrea, tecido fibrovascular e descolamento tracional da retina. O edema macular diabético, por sua vez, é o acúmulo de fluido na região central da retina e pode ocorrer em diferentes fases da retinopatia.
Sintomas: por que esperar a visão embaçar pode ser tarde
Nas fases iniciais, a retinopatia frequentemente não provoca queixa. Quando surgem sintomas, eles podem incluir visão embaçada ou distorcida, dificuldade para leitura, pontos escuros, moscas volantes, manchas que se movem, piora súbita da visão ou redução de contraste. Esses sinais têm outras causas possíveis e precisam de exame para serem interpretados.
Quem precisa rastrear e em que momento
O rastreamento não segue uma regra única para todos. Em geral, pessoas com diabetes tipo 2 devem fazer avaliação oftalmológica ao diagnóstico, porque a hiperglicemia pode ter existido antes da identificação clínica. Para adultos com diabetes tipo 1, a diretriz brasileira recomenda iniciar o rastreamento após cinco anos de duração da doença. Gestação, retinopatia já conhecida, alteração visual ou mudança clínica podem exigir intervalos mais curtos.
O resultado do exame é que determina a frequência: ausência de lesões, achados leves, edema, doença proliferativa e tratamentos em curso têm calendários diferentes. A recomendação de retorno deve ser escrita pelo profissional que examinou a retina.
Exames usados para diagnosticar e acompanhar
O exame de retina dilatada, também chamado de mapeamento de retina, permite observar vasos, nervo óptico e periferia retinal. A retinografia registra imagens para documentação e comparação. O OCT produz cortes das camadas da retina e é especialmente útil para identificar, quantificar e acompanhar edema macular.
Em casos selecionados, a angiofluoresceinografia ajuda a avaliar vazamentos, áreas de não perfusão e neovascularização. Quando uma hemorragia vítrea ou outra opacidade impede a visualização do fundo do olho, a ultrassonografia ocular pode ser necessária. Cada método responde a uma pergunta clínica diferente.
Como o tratamento é definido
O tratamento não se baseia somente no nome da doença. O especialista considera se há edema envolvendo a mácula, perda visual, neovascularização, hemorragia, tração, possibilidade de acompanhamento frequente e as condições clínicas da pessoa. O controle do diabetes, da pressão arterial e de outros fatores sistêmicos integra o cuidado, em coordenação com a equipe que acompanha o diabetes.
Para edema macular diabético com repercussão visual, medicamentos intravítreos que bloqueiam VEGF são opções frequentes. Ensaios randomizados mostraram ganho visual com aflibercepte, bevacizumabe ou ranibizumabe em edema macular central; os resultados relativos variaram conforme a acuidade visual inicial. 3 Em situações específicas, outras estratégias são consideradas. Leia o guia sobre injeção intravítrea anti-VEGF para entender o procedimento, preparo e seguimento.
A fotocoagulação a laser continua relevante, especialmente na doença proliferativa. Em ensaios clínicos, anti-VEGF foi uma alternativa ao laser pan-retiniano em cenários selecionados, mas a decisão precisa considerar segurança, necessidade de retornos e condições de cada olho. 4 5 6 A vitrectomia pode ser indicada em situações como hemorragia vítrea persistente ou descolamento tracional; é um procedimento cirúrgico avaliado caso a caso.
O que se sabe sobre anti-VEGF, laser e cirurgia
Os medicamentos anti-VEGF reduziram o papel exclusivo do laser em parte dos casos de edema macular e doença proliferativa. Nos estudos RISE e RIDE, ranibizumabe foi associado a melhora visual e anatômica em edema macular diabético; nos estudos VISTA e VIVID, aflibercepte apresentou resultados superiores ao laser no cenário estudado. 1 2 Isso não significa que um medicamento seja automaticamente adequado para toda pessoa nem que o esquema de aplicações seja igual para todos.
Em retinopatia proliferativa, o laser pan-retiniano continua sendo uma estratégia consolidada. Estudos como Protocol S e CLARITY sustentam que anti-VEGF pode ser uma alternativa em olhos selecionados, mas a escolha inclui a capacidade de manter o acompanhamento e a avaliação de riscos e benefícios. 4 6 Se houver sangramento vítreo que não clareia, tração sobre a mácula ou descolamento tracional, o cirurgião de retina avalia a necessidade de vitrectomia.
O cuidado dos olhos também depende do cuidado do diabetes
O acompanhamento ocular não substitui o tratamento sistêmico. Controle glicêmico, pressão arterial, função renal, lipídios, cessação do tabagismo e comparecimento às consultas fazem parte de um plano integrado. A evidência sobre pressão arterial e retina não autoriza transformar uma meta genérica em promessa de prevenção individual; as metas devem ser definidas pela equipe que acompanha o diabetes. 8
Como se preparar para a consulta de retina
Leve a relação de medicamentos, informações recentes sobre o diabetes, exames laboratoriais que a equipe clínica considere relevantes e, se houver, imagens ou laudos oculares anteriores. Informe quando os sintomas começaram, se houve mudança súbita e se existe histórico de laser, injeção ou cirurgia. Se for dilatar a pupila, organize a volta para casa porque a visão pode ficar embaçada e mais sensível à luz por algumas horas.
O exame permite definir se há lesão, qual a gravidade e qual o intervalo de retorno. Se for indicado tratamento, a conversa deve incluir objetivo, alternativas, frequência provável de acompanhamento e sinais que devem motivar contato mais rápido.
Depois do diagnóstico: como organizar o acompanhamento
Receber um laudo de retinopatia não significa que todos os olhos seguirão o mesmo caminho. O primeiro passo é entender qual achado foi visto, se existe edema na mácula, se há sinais de proliferação e qual exame será usado como comparação no retorno. Guarde imagens e laudos anteriores: eles ajudam a observar mudanças ao longo do tempo e evitam que decisões importantes dependam apenas da memória.
Também vale alinhar o cuidado ocular ao acompanhamento clínico. A retina mostra uma parte da circulação de pequenos vasos, mas o plano de saúde não é decidido somente por uma imagem. Resultados de hemoglobina glicada, pressão arterial, função renal, medicações em uso, gestação e dificuldade de acesso às consultas podem modificar a urgência, o intervalo de retorno ou a escolha de uma estratégia. Esse diálogo não substitui o endocrinologista ou o médico de família; ele conecta as informações que ajudam a proteger olhos e saúde geral.
Retinopatia, edema macular e visão: conceitos que não devem ser confundidos
Retinopatia diabética é o termo amplo para lesões da retina associadas ao diabetes. Edema macular diabético é uma complicação em que líquido se acumula na mácula, área central que usamos para ler, reconhecer rostos e enxergar detalhes. Uma pessoa pode ter retinopatia sem edema macular; outra pode apresentar edema mesmo sem estar no estágio proliferativo. Por isso, o OCT complementa o exame de fundo de olho e não deve ser interpretado isoladamente.
Em algumas pessoas, há lesões periféricas importantes com pouca queixa visual. Em outras, uma alteração relativamente pequena na região central gera impacto funcional expressivo. A acuidade visual medida na consulta, a percepção de distorção, o OCT e a anatomia da retina precisam ser avaliados juntos. A mesma palavra — “retinopatia” — não comunica por si só gravidade, urgência ou um tratamento definido.
Fatores que podem mudar o risco e o acompanhamento
Além do tempo de diabetes e do controle metabólico, a presença de hipertensão, doença renal, gravidez e alterações oculares prévias pode alterar o risco de progressão ou a necessidade de retorno. Isso não significa que cada fator determine uma perda visual; significa que a consulta precisa ser personalizada. A revisão Cochrane sobre controle de pressão arterial mostra por que resultados de estudos não devem ser transformados em uma regra única para todos os pacientes. 8
Na gestação, quem já tem diabetes necessita de planejamento conjunto com obstetra, endocrinologista e oftalmologista. Em pessoas com doença renal diabética, o achado ocular merece ainda mais atenção como parte de uma avaliação microvascular integrada. Mudanças rápidas de sintomas, gestação ou início de tratamento sistêmico são motivos para informar a equipe que acompanha seus olhos.
O que esperar quando há indicação de injeção, laser ou cirurgia
Uma indicação de tratamento costuma vir acompanhada de perguntas práticas: quantas aplicações serão necessárias, quando a visão melhora, se o procedimento dói e se haverá pausa no trabalho. As respostas variam conforme diagnóstico e resposta individual. Em injeções intravítreas, o protocolo pode envolver fase inicial, avaliação periódica por OCT e ajustes de intervalo; não há um número universal de aplicações que sirva para todos os olhos. No estudo Protocol T, por exemplo, as estratégias foram avaliadas com algoritmo estruturado e acompanhamento frequente, o que ilustra a importância da adesão ao seguimento. 3
O laser pan-retiniano é aplicado na retina periférica e pode ser escolhido para reduzir o estímulo à formação de neovasos. Os estudos que compararam laser e anti-VEGF não eliminam a necessidade de escolha individual: anti-VEGF pode exigir retornos regulares, enquanto o laser pode ser mais adequado em determinadas situações. 4 6 A vitrectomia não é “o último recurso” de todos os pacientes; é uma solução cirúrgica para problemas específicos que não podem ser resolvidos apenas com observação, injeção ou laser.
Como aproveitar melhor a consulta
Antes de sair da consulta, confirme quatro pontos: qual foi o estágio observado, se há edema macular, quando retornar e quais sinais justificam contato antes da data prevista. Pergunte também qual exame será repetido e qual é o objetivo daquele exame. Essa conversa reduz a chance de confundir acompanhamento preventivo com tratamento ativo.
Se houver indicação de procedimento, informe uso de anticoagulantes, alergias, cirurgias oculares prévias e dificuldade para comparecer em retornos. Leve alguém para acompanhá-lo quando houver dilatação da pupila ou se a visão estiver reduzida. O tratamento da retina depende tanto da decisão técnica quanto da possibilidade real de manter o plano com segurança.
Como interpretar estudos de tratamento sem transformar evidência em promessa
Os estudos clínicos ajudam a entender quais estratégias podem funcionar em grupos de pacientes, mas não substituem a decisão individual. No edema macular diabético, os ensaios RISE e RIDE avaliaram ranibizumabe mensal contra injeção simulada; VISTA e VIVID compararam aflibercepte com laser; e o Protocol T comparou aflibercepte, bevacizumabe e ranibizumabe. Em conjunto, eles mostram que o tratamento intravítreo pode melhorar resultados anatômicos e visuais no cenário estudado. 1 2 3
Esses dados não permitem prever o resultado de um olho específico. A visão inicial, a espessura macular, a presença de isquemia, a tração, a duração do edema e a regularidade dos retornos influenciam o percurso. O estudo de cinco anos do Protocol S reforça que laser e anti-VEGF precisam ser discutidos com atenção ao contexto e à capacidade de manter o seguimento. 5 Na prática, a melhor escolha é a que combina indicação adequada, segurança e um plano possível de cumprir.
Erros comuns que podem atrasar o cuidado
O primeiro erro é esperar a visão embaçar para marcar o primeiro exame. Como a retinopatia pode começar sem sintomas, o rastreamento é a forma de encontrar lesões antes que elas passem a interferir na função visual. O segundo é interromper o acompanhamento quando a visão melhora: melhora de sintoma não informa, por si só, se o edema reduziu ou se a neovascularização está controlada.
Outro erro é comparar tratamentos como se fossem produtos intercambiáveis. A pergunta correta não é “qual é o melhor medicamento para todos?”, mas “qual estratégia se ajusta ao meu tipo de lesão, visão, exames e possibilidade de retorno?”. O mesmo vale para o laser e a cirurgia: não são sinais de fracasso, mas opções com objetivos diferentes. A conversa com o especialista deve explicar a razão da indicação e o que será observado na resposta ao tratamento.
Relação com outros problemas oculares do diabetes
O diabetes pode se associar a outros problemas além da retinopatia, como alterações de refração temporárias quando a glicemia oscila, catarata em determinados contextos e risco aumentado de algumas doenças oculares. Esses temas não devem ser usados para autodiagnóstico. A consulta de rotina permite separar uma queixa de visão causada por grau, olho seco, catarata ou outra alteração daquela que exige investigação da retina.
Se a principal alteração for distorção de linhas, perda de leitura ou mancha central, o OCT ajuda a esclarecer se existe edema e outras alterações maculares. Se houver muitas moscas volantes novas, sombra periférica ou flashes, a avaliação não deve ser adiada. Para compreender sintomas que podem ocorrer em outras doenças da retina, consulte também o guia sobre moscas volantes e sinais de alerta.
Agende uma avaliação de retina
Se você tem diabetes, sintomas visuais novos ou diagnóstico prévio de retinopatia, a avaliação presencial permite correlacionar exame de retina, OCT e seu contexto clínico.
Agendar avaliação com especialista em retinaPerguntas frequentes
1. O que é retinopatia diabética?
É uma complicação do diabetes que afeta os vasos e a circulação da retina. Pode permanecer sem sintomas por um período e, por isso, o acompanhamento oftalmológico regular é importante mesmo quando a visão parece normal.
2. Quem tem diabetes tipo 2 precisa fazer exame de fundo de olho?
Sim. Em geral, a avaliação oftalmológica é indicada já ao diagnóstico do diabetes tipo 2, porque a doença metabólica pode existir há algum tempo antes de ser reconhecida. A periodicidade posterior depende do achado ocular e do controle sistêmico.
3. Quando quem tem diabetes tipo 1 deve começar o rastreamento?
Diretrizes brasileiras recomendam iniciar o rastreamento em adultos com diabetes tipo 1 após cinco anos de duração da doença. O calendário individual deve ser definido com o oftalmologista.
4. A retinopatia diabética causa dor?
Habitualmente não. A ausência de dor ou de embaçamento não exclui lesões na retina; por isso, esperar sintomas não é uma estratégia segura de rastreamento.
5. Quais sintomas exigem avaliação mais rápida?
Piora súbita da visão, muitas manchas ou pontos escuros novos, uma sombra fixa, flashes associados a queda visual ou dor e vermelhidão importantes precisam de avaliação oftalmológica sem demora.
6. Retinopatia diabética e edema macular diabético são a mesma coisa?
Não exatamente. A retinopatia descreve alterações da retina causadas pelo diabetes. O edema macular diabético é o acúmulo de fluido na mácula, região central da retina, e pode ocorrer em diferentes estágios da retinopatia.
7. O OCT substitui o mapeamento de retina?
Não. O OCT detalha as camadas da mácula e é muito útil para detectar e acompanhar edema, mas o exame de retina dilatada avalia o conjunto da retina e a circulação de modo complementar.
8. Para que serve a angiofluoresceinografia?
É um exame com contraste usado em situações selecionadas para estudar vazamentos, áreas de falta de perfusão e neovascularização. Nem todo paciente precisa realizá-lo em todas as consultas.
9. Toda retinopatia diabética precisa de injeção no olho?
Não. Casos leves podem exigir apenas acompanhamento e controle do diabetes. Injeções intravítreas podem ser indicadas principalmente em edema macular com repercussão visual ou em situações específicas de doença proliferativa.
10. O laser ainda é usado na retinopatia diabética?
Sim. A fotocoagulação pan-retiniana continua sendo uma opção importante em diversos casos de retinopatia proliferativa. O laser focal ou em grade pode ter indicações selecionadas para edema macular.
11. O que é vitrectomia?
É uma cirurgia do segmento posterior do olho. Pode ser considerada, por exemplo, em hemorragia vítrea persistente, descolamento tracional de retina ou tração que ameaça a mácula; a indicação depende do exame completo.
12. Controlar a glicemia ajuda os olhos?
O controle do diabetes faz parte do cuidado ocular porque a exposição prolongada à hiperglicemia está associada à progressão das complicações microvasculares. Pressão arterial, função renal e outros fatores sistêmicos também entram na avaliação.
13. Retinopatia diabética pode levar à perda visual?
Pode causar perda visual quando há edema macular, hemorragia vítrea, neovascularização ou descolamento tracional, entre outras complicações. A detecção e o tratamento oportunos buscam reduzir esse risco, mas não permitem prometer um resultado individual.
14. Posso dirigir depois de dilatar a pupila?
A dilatação pode provocar visão borrada para perto e maior sensibilidade à luz por algumas horas. Planeje a ida e a volta com segurança e siga a orientação recebida no dia do exame.
15. Com que frequência devo retornar?
A frequência depende do tipo de diabetes, da gravidade da retinopatia, da presença de edema e da resposta ao tratamento. O intervalo é definido pelo especialista após avaliar retina, OCT e o contexto clínico.
Referências científicas
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- Ministério da Saúde; CONITEC. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Retinopatia Diabética. Brasil; 2021. Acessar documento.
Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.