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Injeção Intravítrea Anti-VEGF: Como Funciona, Medicamentos e Cobertura por Convênio em SP

Publicado em 29 de julho de 2026 Atualizado em 21 de agosto de 2026 Revisão médica: 09 de agosto de 2026 16 min de leitura Dr. Fernando Macei Drudi
Injeção Intravítrea Anti-VEGF: O Que É e Para Que Serve? — ilustração médica de saúde ocular — Instituto Drudi e Almeida Oftalmologia
Dr. Fernando Macei Drudi
Autor Médico
Dr. Fernando Macei Drudi
CRM-SP 139.300 | RQE 50.645

Resumo em linguagem simples

Este artigo explica de forma acessível o que é injeção intravítrea anti-vegf: como funciona, medicamentos e cobertura por convênio em sp, incluindo causas, sintomas, diagnóstico e opções de tratame...

CID-10: H35.3
Resposta rápida: A injeção intravítrea anti-VEGF é o tratamento padrão-ouro na oftalmologia moderna para combater o crescimento de vasos sanguíneos anômalos e reabsorver o líquido acumulado na retina em doenças como a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI úmida), o Edema Macular Diabético (EMD) e a Oclusão Venosa da Retina (OVR). O procedimento é rápido, ambulatorial e indolor, sendo realizado sob anestesia tópica em colírio em ambiente cirúrgico estéril. Medicamentos biológicos modernos como o Vabysmo® (faricimabe), Eylea® (aflibercepte 2mg e Eylea HD 8mg), Lucentis® (ranibizumabe) e Avastin® (bevacizumabe) bloqueiam a proteína VEGF-A e a Angiopoietina-2, promovendo a secagem da mácula e a preservação da visão. De acordo com o Rol de Procedimentos da ANS, todos os planos de saúde são obrigados a cobrir integralmente o tratamento para as indicações aprovadas pela ANVISA.

Injeção Intravítrea Anti-VEGF para Tratamento da Retina


O Que É a Injeção Intravítrea Anti-VEGF e Como Ela Protege Sua Visão?

A introdução dos medicamentos anti-VEGF revolucionou a retinologia nas últimas duas décadas. Antes dessa tecnologia, condições vasculares da retina evoluíam inevitavelmente para cicatrizes disciformes e cegueira central irreversível em poucos meses.

O VEGF (Fator de Crescimento Endotelial Vascular) é uma proteína produzida pela retina quando há hipóxia ou falta de oxigenação. Em excesso, o VEGF estimula a proliferação de vasos sanguíneos frágeis (neovasos) que vazam sangue, lipídios e plasma dentro da mácula — a região da retina responsável pela visão detalhada de leitura e rostos [1].

A injeção intravítrea consiste na aplicação do medicamento biológico diretamente na cavidade vítrea (a substância gelatinosa transparente que preenche o interior do olho). Ao atingir o vítreo, a medicação liga-se ao VEGF, neutralizando-o instantaneamente e interrompendo o ciclo de vazamento e neovascularização.

Mecanismo de Ação Anti-VEGF na Retina


Para Quais Doenças da Retina a Injeção Anti-VEGF É Indicada?

A terapia anti-VEGF é indicada prioritariamente para três grandes doenças retinianas vasculares e exsudativas:

As 3 Principais Indicações de Injeção Anti-VEGF

A. Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI Úmida / Neovascular)

Afeta pessoas acima de 50 anos, caracterizando-se pelo crescimento de neovasos coroidianos sob a mácula. A injeção inativa a membrana neovascular e reabsorve o fluido sub-retiniano (SRF), impedindo a perda visual central [2].

B. Retinopatia Diabética e Edema Macular Diabético (EMD)

A glicemia elevada crônica danifica os capilares retinianos, causando cistos intrarretinianos (IRF) e espessamento da mácula. As injeções anti-VEGF limpam o líquido macular e bloqueiam a neovascularização na forma proliferativa.

C. Oclusão Venosa da Retina (OVR — Ramos e Veia Central)

O bloqueio da drenagem venosa da retina por trombose gera hipertensão vascular maciça e exsudação. O anti-VEGF reduz o edema agudo e acelera a recuperação visual.


O Procedimento É Doloroso? Como É Feita a Injeção no MIRA Hospital

O medo de sentir dor durante a aplicação no olho é uma das maiores dúvidas do paciente na primeira consulta.

Aplicação Intravítrea Indolora em Ambiente Hospitalar

Passo a Passo do Procedimento:

  1. Anestesia Tópica Potente: Instilam-se colírios anestésicos minutos antes. O paciente não sente dor de picada.
  2. Assepsia Rigorosa: A área periocular é higienizada com povidona iodada e utiliza-se um blefarostato estéril para impedir que o paciente pisque.
  3. Aplicação Rápida em 5 Segundos: O retinólogo utiliza uma agulha microscópica ultrafina (30G) para injetar a medicação através da pars plana (região segura do olho). A aplicação leva menos de 5 segundos.
  4. Pós-Procedimento: O olho é lavado e o paciente recebe alta imediata, retornando às suas atividades normais no dia seguinte.

Principais Medicamentos Anti-VEGF Disponíveis no Brasil

A escolha do fármaco é individualizada pelo especialista em retina com base no OCT:

Quadro Comparativo dos Medicamentos Anti-VEGF

Medicamento Nome Comercial Alvo Molecular Intervalo Máximo de Bula Principais Diferenciais
Faricimabe 6mg Vabysmo® VEGF-A + Angiopoietina-2 Até 16 semanas (4 meses) Anticorpo bispecífico; duplo alvo vascular; maior durabilidade e secagem.
Aflibercepte 2mg Eylea® 2mg VEGF-A, VEGF-B e PlGF 8 semanas (Q8W) Proteína de fusão de alta afinidade; referência por uma década.
Aflibercepte 8mg Eylea HD® VEGF-A, VEGF-B e PlGF (High Dose) Até 16 a 20 semanas Concentração molar 4x superior para extensão de dose.
Ranibizumabe Lucentis® Fragmento Fab anti-VEGF-A 4 a 8 semanas Fragmento de alta penetração tecidual e perfil histórico.
Bevacizumabe Avastin® Anticorpo total anti-VEGF-A (Off-label) 4 a 6 semanas Excelente custo-benefício em regime off-label.

Frequência do Tratamento: O Protocolo Treat-and-Extend (T&E)

O tratamento não exige um número fixo indeterminado de injeções. No Instituto Drudi e Almeida, aplicamos o protocolo internacional Treat-and-Extend (T&E) [3]:

Protocolo Treat-and-Extend na Terapia Anti-VEGF

  1. Fase de Indução (Ataque): 3 injeções mensais consecutivas (Mês 1, Mês 2 e Mês 3) para controlar a exsudação ativa e secar a retina.
  2. Avaliação por OCT: No Mês 4, realiza-se o exame de tomografia.
  3. Regra de Extensão:
  4. Se a mácula estiver seca, o intervalo para a próxima injeção é aumentado em +2 a +4 semanas (de 8 para 12 e até 16 semanas).
  5. Se houver recorrência de fluido, o intervalo é reduzido para manter a visão protegida.

Com essa estratégia, pacientes em manutenção estável necessitam de apenas 3 a 4 aplicações por ano.


Cobertura 100% Obrigatória pelos Planos de Saúde (Rol ANS)

Muitos pacientes desconhecem que o tratamento com injeção intravítrea anti-VEGF possui cobertura obrigatória garantida por lei por todos os planos de saúde regulamentados [4].

Cobertura 100% Obrigatória pelos Planos de Saúde

O Que o Convênio Cobre?

  • O medicamento biológico anti-VEGF prescrito.
  • A taxa de sala cirúrgica do MIRA Hospital Oftalmológico.
  • Honorários da equipe médica e exames de acompanhamento (OCT).

Atendimento Direto e Reembolso:

Atendemos beneficiários dos principais planos (Bradesco Saúde, Amil, Prevent Senior, Care Plus, Omint, entre outros). Para planos de livre escolha, realizamos o cálculo de prévia de reembolso gratuito e fornecemos laudos com os códigos TUSS para restituição em até 30 dias.


Onde Tratar Doenças da Retina com Especialista em São Paulo

O sucesso da terapia anti-VEGF exige diagnóstico preciso por Tomografia de Coerência Óptica (OCT), acompanhamento longitudinal pelo mesmo especialista e cirurgia em ambiente estéril.

O Instituto Drudi e Almeida Oftalmologia conta com corpo clínico especializado em retina sob coordenação do Dr. Fernando Macei Drudi (retinólogo pelo HSPE/IAMSPE).

Centro Especializado em Retina na Grande SP

Unidades de Atendimento na Grande São Paulo:

  • Santana (Zona Norte): Rua Dr. César, 130
  • Tatuapé (Zona Leste): Rua Tuiuti, 2429
  • Lapa (Zona Oeste): Rua Barão de Jundiaí, 221
  • São Miguel Paulista: Atendimento para a Zona Leste de São Paulo
  • Guarulhos (Centro): Rua Sete de Setembro, 375

Centro Cirúrgico Parceiro: Aplicações intravítreas são realizadas no MIRA Hospital Oftalmológico.

Canais Diretos de Agendamento:


Perguntas Frequentes sobre Injeção Intravítrea Anti-VEGF

1. A injeção no olho dói?

Não. O procedimento é realizado com anestesia tópica em colírio e anestesia de superfície. O paciente sente apenas uma leve sensação de pressão ocular que dura 2 a 3 segundos durante a infusão.

2. Quantas injeções vou precisar aplicar ao todo?

Depende da resposta da retina no OCT e do medicamento utilizado. Após as 3 doses iniciais de indução, o protocolo Treat-and-Extend permite aumentar o intervalo para até 12 ou 16 semanas nos pacientes estáveis.

3. Posso trabalhar no dia seguinte à aplicação?

Sim. A maioria dos pacientes retorna às suas atividades normais de trabalho e rotina no dia seguinte. Recomenda-se evitar coçar os olhos e não tomar banho de mar ou piscina por 3 dias.

4. O plano de saúde cobre o Vabysmo®, Eylea® e Lucentis®?

Sim. O Rol de Procedimentos da ANS obriga a cobertura das injeções de anti-VEGF para as indicações de bula aprovadas pela ANVISA (DMRI úmida, diabetes e oclusão venosa).

5. Qual a diferença entre o Vabysmo® e o Eylea®?

O Vabysmo® (faricimabe) bloqueia duas vias (VEGF-A e Angiopoietina-2), enquanto o Eylea® tradicional 2mg bloqueia o VEGF. A ação bispecífica do Vabysmo® proporciona maior estabilidade vascular e durabilidade estendida.

6. O que acontece se eu interromper o tratamento por conta própria?

A interrupção das aplicações sem orientação médica pode provocar o reaparecimento do líquido macular, sangramento dos neovasos e perda visual irreversível.

7. Quais os riscos de infecção na injeção no olho?

O risco de endoftalmite (infecção intraocular) é menor do que 0,05% por injeção (menos de 1 em 2.000 aplicações), sendo prevenido com o uso de povidona iodada e ambiente cirúrgico estéril no MIRA Hospital.

8. Enxergarei manchas pretas ou bolinhas após a injeção?

É normal ver uma pequena bolha flutuante ou pontos pretos (floaters) nas primeiras 24 horas. Isso ocorre devido à bolha de ar ou medicação no vítreo e desaparece espontaneamente.

9. A injeção anti-VEGF serve para DMRI seca?

Não. A injeção anti-VEGF é indicada para a forma úmida (neovascular). Para a DMRI seca com atrofia geográfica avançada, as tecnologias envolvidas são os inibidores de complemento e o chip de retina fotovoltaico PRIMA®.

10. Preciso ficar de repouso absoluto após a aplicação?

Não é necessário repouso em cama. O paciente pode caminhar, ver TV e ler normalmente logo após a injeção.

11. O convênio cobre os exames de OCT de acompanhamento?

Sim. A Tomografia de Coerência Óptica (OCT) de retina é um exame coberto obrigatoriamente pelos planos de saúde para monitorar a resposta ao tratamento.

12. Como funciona a prévia de reembolso para injeção anti-VEGF?

Se o seu plano for de livre escolha, emitimos o laudo com o código TUSS 30306027 e auxiliamos na solicitação de prévia de reembolso no aplicativo do seu convênio antes do procedimento.

13. O diabetes descontrolado interfere na eficácia da injeção?

Sim. A glicemia elevada (HbA1c alta) mantém o estresse vascular na retina. O tratamento anti-VEGF deve ser combinado com o controle glicêmico junto ao endocrinologista.

14. O que fazer em caso de dor forte ou olho muito vermelho pós-injeção?

Embora raro, caso apresente dor intensa que não melhora com analgésicos simples, secreção amarelada ou queda súbita de visão, entre em contato imediato com o plantão do Instituto.

15. Como agendar uma consulta com especialista em retina em São Paulo?

Pelo telefone (11) 5430-2421 ou diretamente pelo WhatsApp Oficial do Instituto.


Referências Científicas e Normativas

  1. American Academy of Ophthalmology (AAO). Age-Related Macular Degeneration Preferred Practice Pattern. Ophthalmology, 2020.
  2. Heier JS, et al. Efficacy, durability, and safety of intravitreal faricimab up to every 16 weeks for neovascular age-related macular degeneration (TENAYA and LUCERNE). The Lancet, 2022; 399(10326): 729–740. DOI: 10.1016/S0140-6736(22)00010-1
  3. Wykoff CC, et al. Efficacy, durability, and safety of intravitreal faricimab with extended dosing up to every 16 weeks in patients with diabetic macular edema (YOSEMITE and RHINE). The Lancet, 2022; 399(10326): 741–755. DOI: 10.1016/S0140-6736(22)00018-6
  4. Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde — Resolução Normativa RN nº 465/2021. Ministério da Saúde.

Revisão médica e autoria: Dr. Fernando Macei Drudi — CRM-SP 139.300 · RQE 50.645. Especialista em Retina e Cirurgia Vitreorretiniana pelo HSPE/IAMSPE.

Última atualização médica: 9 de agosto de 2026.

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Ele não substitui a consulta médica presencial, o exame de tomografia de coerência óptica (OCT) e a avaliação individualizada por especialista em retina.

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

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