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Pressão do olho 18, 21 ou 24: quando a pressão ocular é alta

Publicado em 01 de maio de 2026 · Atualizado em 23 de setembro de 2026 · 12 min de leitura

Revisão médica: Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida, médica oftalmologista, CRM-SP 148.173, RQE 59.216 (Oftalmologia), em 23 de setembro de 2026. Como revisamos

Manômetro de pressão ocular marcando 18, 21 e 24 ao lado de um olho ampliado, com a oftalmologista explicando ao paciente
Dr. Fernando Macei Drudi

Autor

Dr. Fernando Macei Drudi

CRM-SP 139.300 | RQE 50.645

Em resumo

A pressão normal do olho vai de 10 a 21 mmHg, então 18 e 19 são valores normais. Acima de 21 o nome é hipertensão ocular, que é um fator de risco e não glaucoma: sem tratamento, cerca de 10% das pessoas desenvolvem glaucoma em 5 anos. A decisão de tratar depende do risco calculado com idade, pressão, espessura da córnea, nervo óptico e campo visual, e não de um número isolado.

CID-10: H40.0 — Suspeita de glaucoma / hipertensão ocular Ver todos os artigos de Glaucoma
Neste artigo

Pressão ocular 18 não é alta. A faixa considerada normal vai de 10 a 21 mmHg, e 18 está dentro dela. A partir de 22 mmHg a medida recebe o nome de hipertensão ocular, que não é glaucoma: é um fator de risco. No maior estudo já feito sobre o assunto, quase metade das pessoas com pressão alta e sem tratamento continuava sem glaucoma depois de 20 anos. O que decide se você precisa tratar é o conjunto: idade, espessura da córnea, aparência do nervo óptico e campo visual, além do valor da pressão.

PONTOS-CHAVE

O que o número da pressão diz, e o que ele não diz

  • A faixa normal é de 10 a 21 mmHg. O limite de 21 é estatístico: é o valor acima do qual ficam só 2,5% das pessoas sem doença, e não uma linha que separa olho saudável de olho doente.
  • Hipertensão ocular é pressão acima de 21 com nervo óptico e campo visual normais. Glaucoma é a lesão do nervo, com ou sem pressão alta.
  • Sem tratamento, cerca de 10% das pessoas com hipertensão ocular desenvolvem glaucoma em 5 anos; com colírio, esse número cai para cerca de 5%.
  • Córnea fina, idade avançada, escavação maior do nervo e pressão mais alta aumentam o risco. A espessura da córnea é medida em um exame rápido chamado paquimetria.
  • Pressão alta no olho não dá sintomas. A sensação de pressão nos olhos quase sempre tem outra causa.
  • Uma medida isolada vale pouco. A pressão muda ao longo do dia, e a decisão de tratar se apoia em várias medidas e no risco calculado.

Qual é a pressão normal do olho?

Entre 10 e 21 mmHg, com média em torno de 15 a 16 mmHg na população adulta.

O olho é preenchido por um líquido transparente, o humor aquoso, produzido atrás da íris e drenado por um filtro na junção entre a córnea e a íris, chamado ângulo. A pressão intraocular é o equilíbrio entre o que entra e o que sai. Ela é medida em milímetros de mercúrio, a mesma unidade da pressão arterial, mas os dois valores não têm relação direta: dá para ter pressão arterial normal e pressão do olho alta, e vice-versa.

O número 21 virou referência porque é o limite estatístico: cerca de 97,5% das pessoas sem doença ocular ficam abaixo dele. Isso quer dizer que 2,5% das pessoas saudáveis medem acima de 21 sem ter nada, e que uma parte dos pacientes com glaucoma mede abaixo de 21 durante toda a doença.12 É por isso que a pressão, sozinha, não faz diagnóstico.1

Pressão ocular 18, 21, 24 ou 30: é alta?

Depende da faixa. A tabela resume o que cada valor costuma significar em uma pessoa adulta, com córnea de espessura comum e sem sintomas.

MedidaO que significaO que costuma ser feito
10 a 21 mmHgDentro da faixa normal. Inclui 15, 17, 18, 19 e 20.Nada, além do exame de rotina. Se houver histórico familiar de glaucoma ou o nervo óptico chamar atenção, o intervalo entre as consultas pode ser menor.
22 a 24 mmHgHipertensão ocular leve. Pode ser variação do dia, córnea espessa ou o começo de um quadro que merece acompanhamento.Repetir a medida em outro horário, medir a espessura da córnea, examinar o nervo óptico. Tratamento só se o risco calculado justificar.
25 a 30 mmHgHipertensão ocular. O risco de desenvolver glaucoma nos anos seguintes é maior, sobretudo com outros fatores presentes.Campo visual, OCT, paquimetria e gonioscopia. A maioria dos oftalmologistas propõe tratamento quando o risco em 5 anos passa de cerca de 10 a 15%.
Acima de 30 mmHgPressão alta o bastante para justificar tratamento na maioria dos casos, mesmo com nervo normal.Tratar e investigar a causa: ângulo estreito, uso de corticoide, inflamação, pigmento ou pseudoesfoliação.
Acima de 40 mmHg com dor, olho vermelho e visão embaçadaSuspeita de crise de glaucoma agudo, que é emergência.Atendimento no mesmo dia. Veja o artigo sobre a crise de glaucoma agudo.

Uma observação sobre o 18 e o 19, que aparecem tanto nas buscas: são valores normais. Eles só ganham peso quando o nervo óptico já mostra sinais de dano, porque nesse caso a meta de pressão passa a ser individual, e um valor que seria normal para outra pessoa pode ser alto demais para aquele olho.10

Pressão alta no olho dá sintomas?

Não. A hipertensão ocular e o glaucoma de ângulo aberto são silenciosos até fases avançadas.

A exceção é a crise de glaucoma agudo, em que a pressão sobe de repente para valores muito altos e provoca dor forte, olho vermelho, visão embaçada, halos ao redor das luzes e, muitas vezes, náusea. Fora dela, a pressão alta não dói, não embaça e não avisa.

A pergunta que mais chega ao consultório é sobre a sensação de pressão nos olhos. Ela costuma ter causa fora do olho ou na superfície dele: dor de cabeça tensional, sinusite, olho seco, esforço visual prolongado, fadiga. A pressão intraocular alta não produz essa sensação. O único jeito de saber o valor é medir.

O que causa pressão ocular alta?

Na maioria das vezes, uma dificuldade de drenagem do humor aquoso pelo ângulo do olho, que vem com a idade e com a herança genética. Há causas específicas que vale investigar:

  • Ângulo estreito, mais comum em pessoas com hipermetropia e em olhos menores. É avaliado na gonioscopia.
  • Corticoides, em colírio, comprimido, pomada, spray nasal ou injeção. Cerca de um terço das pessoas responde com aumento da pressão.
  • Dispersão de pigmento e pseudoesfoliação, em que material se deposita no filtro de drenagem.
  • Inflamação dentro do olho, traumas antigos e cirurgias prévias.
  • Córnea espessa, que faz o aparelho ler um valor maior do que o real. Nesse caso a pressão não é alta de verdade; a leitura é que está inflada.

Quem tem pressão alta no olho tem glaucoma?

Não. Ter hipertensão ocular é ter um fator de risco, e o risco pode ser medido.

O Ocular Hypertension Treatment Study, conhecido como OHTS, acompanhou 1.636 pessoas com pressão entre 24 e 32 mmHg e nervo óptico normal. Metade recebeu colírio; a outra metade ficou em observação. Em 5 anos, 9,5% do grupo sem tratamento desenvolveu glaucoma, contra 4,4% do grupo tratado.2 Dito de outro modo: nove em cada dez pessoas com pressão alta não tiveram glaucoma nesse período, mesmo sem tratar.

O mesmo estudo identificou o que separa quem converte de quem não converte: idade mais avançada, pressão mais alta, córnea mais fina, escavação maior do nervo óptico e um índice do campo visual chamado PSD.3 Esses fatores foram combinados em uma calculadora de risco, validada em um segundo estudo europeu, que estima a chance de glaucoma em 5 anos para cada paciente.4

Quando os participantes foram reavaliados 20 anos depois, cerca de 46% tinham desenvolvido glaucoma em pelo menos um olho: 49% no grupo que começou em observação e 42% no grupo tratado desde o início. Só um quarto dos participantes teve perda de campo visual em algum olho nesse período, e entre os de risco baixo a incidência de glaucoma foi de 32%, contra 60% entre os de risco alto.6 Quem começou a tratar sete anos e meio depois teve mais casos aos 13 anos do que quem tratou desde o início (22% contra 16%), com a maior diferença no grupo de risco alto.5 O estudo europeu equivalente, o EGPS, não encontrou diferença entre o colírio testado e o placebo, o que reforça que a resposta ao tratamento varia e que a decisão precisa ser individual.11

Escala de pressão ocular em mmHg com quatro faixas: normal de 10 a 21, hipertensão leve de 22 a 24, hipertensão de 25 a 30 e acima de 30, com a indicação de que a decisão de tratar depende do conjunto de fatores de risco
Figura 1. As faixas de pressão ocular. O limite de 21 é estatístico; o que muda a conduta é o risco calculado a partir do conjunto de fatores.

A espessura da córnea muda a leitura?

Muda, e por dois motivos diferentes que costumam ser confundidos.

O primeiro é físico. O aparelho que mede a pressão empurra a córnea, e uma córnea mais espessa resiste mais, o que faz o valor sair maior do que a pressão real. O contrário acontece com córneas finas, incluindo as de quem já fez cirurgia a laser para miopia.9

O segundo é biológico. No OHTS, a córnea fina foi um dos fatores de risco mais fortes para desenvolver glaucoma, independentemente de correção matemática.3 Quando os pesquisadores tentaram "corrigir" a pressão pela espessura da córnea, o modelo de previsão não ficou melhor.7 Por isso a orientação atual é usar a espessura como fator de risco em si, e não trocar o número da pressão por um valor ajustado.1 Se alguém lhe disser que "sua pressão corrigida é X", vale entender que isso é uma aproximação, não uma medida.

A pressão do olho varia durante o dia?

Varia, e bastante. Em pessoas com hipertensão ocular acompanhadas no OHTS, a diferença entre duas medidas do mesmo olho em dias diferentes foi de 3 mmHg ou mais em uma parcela relevante dos casos, sem qualquer mudança real na doença.8 Os valores tendem a ser mais altos de manhã e ao deitar.

É por isso que uma medida isolada de 22 ou 23 raramente define algo. Dois recursos ajudam a enxergar o comportamento da pressão ao longo do tempo:

  • Curva diária de pressão ocular: várias medidas em horários diferentes, no mesmo dia, para mapear os picos.
  • Teste de sobrecarga hídrica: a pessoa bebe um volume de água em poucos minutos e a pressão é medida em seguida. O pico provocado pelo teste se relaciona com a chance de progressão do campo visual em quem já tem glaucoma, segundo um estudo brasileiro.13

Como a pressão do olho é medida?

Pela tonometria, um exame indolor de segundos. O padrão de referência é a tonometria de aplanação, feita na lâmpada de fenda com um colírio anestésico e um corante amarelo. Existem alternativas: o tonômetro de sopro, que não toca o olho e serve bem para triagem, e aparelhos portáteis de rebote, que dispensam anestesia.9

Os métodos não dão exatamente o mesmo número. Se você mediu 23 no sopro e 19 na aplanação, não houve "queda": houve mudança de aparelho. Compare medidas feitas com o mesmo método. E leve à consulta o valor anterior, com o método e o horário, sempre que puder.

Pressão ocular alta precisa de tratamento?

Nem sempre. A decisão se apoia no risco de desenvolver glaucoma nos anos seguintes, e não no número isolado.

A diretriz da Academia Americana de Oftalmologia para suspeitos de glaucoma recomenda estimar esse risco com a calculadora derivada do OHTS e conversar com o paciente sobre as opções.1 Quem tem risco baixo pode ser acompanhado com segurança. Quem tem risco alto se beneficia de tratar cedo: no OHTS, o grupo que só começou o colírio depois de sete anos e meio de observação teve mais casos de glaucoma do que o grupo tratado desde o início, embora a diferença tenha sido menor do que se temia.5

Quando tratar, as opções são o colírio ou o laser, e as duas funcionam. O laser SLT tem evidência de qualidade como primeira escolha em hipertensão ocular e glaucoma inicial. Veja os artigos sobre os colírios para glaucoma e sobre o laser SLT.

O acompanhamento de quem não trata inclui medida da pressão, exame do nervo óptico, campo visual e OCT em intervalos definidos pelo risco. Os exames estão descritos em como o glaucoma é diagnosticado.

Cinco fatores que compõem o risco de glaucoma na hipertensão ocular: idade, valor da pressão, espessura da córnea, escavação do nervo óptico e índice do campo visual, convergindo para a decisão entre acompanhar e tratar
Figura 2. O risco é calculado a partir de cinco fatores. O número da pressão é um deles.

Pressão ocular alta causa dor de cabeça ou tontura?

A hipertensão ocular comum, entre 22 e 30 mmHg, não causa dor de cabeça nem tontura. Quem tem dor de cabeça e mede a pressão do olho por precaução costuma encontrar um valor normal, e a dor tem outra origem.

A situação é diferente na crise de glaucoma agudo, em que a pressão sobe acima de 40 ou 50 mmHg em poucas horas. Aí a dor é intensa, no olho e ao redor dele, e vem acompanhada de olho vermelho, visão embaçada e enjoo. É um quadro raro, mais comum em pessoas com ângulo estreito, e exige atendimento no mesmo dia.

O que fazer com o resultado do exame

Se a medida deu acima de 21 pela primeira vez, três passos costumam resolver a dúvida:

  1. Repetir a medida em outro dia e, se possível, em outro horário, com o mesmo método.
  2. Medir a espessura da córnea e examinar o ângulo e o nervo óptico.
  3. Fazer campo visual e OCT se a pressão se confirmar alta ou se o nervo chamar atenção.

Com esses dados, o risco pode ser estimado, e a conversa sobre tratar ou acompanhar passa a ser sobre você, e não sobre um número. Para saber o que o nervo óptico mostra e o que a escavação significa, veja escavação do nervo óptico: o que significa no laudo. Para o quadro geral da doença, o artigo sobre o que é glaucoma.

Se você quer medir a pressão ou já tem um resultado e quer entendê-lo, a consulta pode ser marcada em institutodrudiealmeida.com.br/agendar.

Perguntas frequentes

Pressão ocular 18 é alta?

Não. A faixa normal vai de 10 a 21 mmHg, e 18 está dentro dela. Ela só ganha importância se o nervo óptico já mostra sinais de dano, porque aí a meta de pressão passa a ser individual.

Pressão ocular 21 é alta?

21 é o limite superior da faixa normal e ainda não conta como hipertensão ocular. Em quem tem histórico familiar de glaucoma, córnea fina ou nervo óptico suspeito, vale repetir a medida e completar os exames.

Pressão ocular 24 é alta?

Sim, 24 está na faixa da hipertensão ocular leve. Não é glaucoma. O passo seguinte é repetir a medida, medir a córnea e examinar o nervo. O tratamento depende do risco calculado.

Pressão ocular 30 é perigoso?

É uma pressão que justifica tratamento na maioria dos casos, mesmo com nervo normal, e pede investigação da causa. Sem dor e sem olho vermelho, o quadro pode esperar uma consulta em dias; o que ele não pode é ficar sem acompanhamento.

Qual é a pressão intraocular normal?

Entre 10 e 21 mmHg, com média de 15 a 16. O 21 é um limite estatístico: 2,5% das pessoas saudáveis medem acima dele e parte dos pacientes com glaucoma mede abaixo.

Quem tem pressão ocular alta tem glaucoma?

Não. Hipertensão ocular é pressão alta com nervo e campo visual normais. Sem tratamento, cerca de 10% dessas pessoas desenvolvem glaucoma em 5 anos e cerca de metade em 20 anos. O risco individual pode ser calculado.

Pressão ocular alta: o que fazer?

Repetir a medida com o mesmo método em outro dia, medir a espessura da córnea, examinar o ângulo e o nervo óptico, e fazer campo visual e OCT se a pressão se confirmar. Com isso o risco é estimado e a decisão de tratar ou acompanhar fica clara.

Como diminuir a pressão ocular alta?

Com colírio ou laser, quando o risco justificar. Exercício aeróbico reduz a pressão por algumas horas, mas não substitui tratamento. Não há alimento ou suplemento com efeito comprovado.

Sensação de pressão nos olhos é pressão alta?

Quase nunca. A pressão intraocular alta não produz sensação de pressão. Dor de cabeça tensional, sinusite, olho seco e cansaço visual são causas mais comuns. Só a tonometria diz o valor.

Pressão ocular alta causa dor de cabeça?

A hipertensão ocular comum, não. A crise de glaucoma agudo, com pressão acima de 40 mmHg, causa dor forte no olho e ao redor, com olho vermelho e visão embaçada, e é emergência.

O que é a curva diária de pressão ocular?

Uma série de medidas em horários diferentes do mesmo dia, para mapear os picos. A pressão varia várias unidades ao longo do dia, e a curva mostra o que uma medida isolada esconde.

Córnea espessa aumenta a pressão do olho?

Aumenta a leitura, não a pressão real: o aparelho lê um valor maior porque a córnea resiste mais. A córnea fina faz o contrário e, além disso, é um fator de risco para glaucoma por si só.

Referências científicas e institucionais

  1. Gedde SJ, Lind JT, Wright MM, et al. Primary Open-Angle Glaucoma Suspect Preferred Practice Pattern. Ophthalmology. 2021;128(1):P151-P192. DOI: 10.1016/j.ophtha.2020.10.023. PMID: 34933743.
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  3. Gordon MO, Beiser JA, Brandt JD, et al. The Ocular Hypertension Treatment Study: baseline factors that predict the onset of primary open-angle glaucoma. Arch Ophthalmol. 2002;120(6):714-720. DOI: 10.1001/archopht.120.6.714. PMID: 12049575.
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  6. Kass MA, Heuer DK, Higginbotham EJ, et al. Assessment of Cumulative Incidence and Severity of Primary Open-Angle Glaucoma Among Participants in the Ocular Hypertension Treatment Study After 20 Years of Follow-up. JAMA Ophthalmol. 2021;139(5):1-9. DOI: 10.1001/jamaophthalmol.2021.0341. PMID: 33856434.
  7. Brandt JD, Gordon MO, Gao F, et al. Adjusting intraocular pressure for central corneal thickness does not improve prediction models for primary open-angle glaucoma. Ophthalmology. 2012;119(3):437-442. DOI: 10.1016/j.ophtha.2011.03.018. PMID: 21705084.
  8. Bhorade AM, Gordon MO, Wilson B, et al. Variability of intraocular pressure measurements in observation participants in the ocular hypertension treatment study. Ophthalmology. 2009;116(4):717-724. DOI: 10.1016/j.ophtha.2008.12.036. PMID: 19243824.
  9. Brusini P, Salvetat ML, Zeppieri M. How to Measure Intraocular Pressure: An Updated Review of Various Tonometers. J Clin Med. 2021;10(17):3860. DOI: 10.3390/jcm10173860. PMID: 34501306.
  10. Stein JD, Khawaja AP, Weizer JS. Glaucoma in Adults-Screening, Diagnosis, and Management: A Review. JAMA. 2021;325(2):164-174. DOI: 10.1001/jama.2020.21899. PMID: 33433580.
  11. Miglior S, Zeyen T, Pfeiffer N, et al. Results of the European Glaucoma Prevention Study. Ophthalmology. 2005;112(3):366-375. DOI: 10.1016/j.ophtha.2004.11.030. PMID: 15745761.
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  13. Susanna R Jr, Vessani RM, Sakata L, et al. The relation between intraocular pressure peak in the water drinking test and visual field progression in glaucoma. Br J Ophthalmol. 2005;89(10):1298-1301. DOI: 10.1136/bjo.2005.070649. PMID: 16170120.

Revisão médica: Dr. Fernando Macei Drudi, médico oftalmologista, CRM-SP 139.300 · RQE 50.645. Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui consulta, exame ou orientação médica individual. Os valores de referência citados são populacionais; a meta de pressão de cada paciente é definida pelo médico assistente.

Revisão médica: Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida (CRM-SP 148.173, RQE 59.216), em 23 de setembro de 2026. Como revisamos o conteúdo.

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.