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Retina

Degeneração Macular (DMRI): Tipos, Sintomas e Tratamentos

Publicado em 04 de fevereiro de 2026 Atualizado em 04 de fevereiro de 2026 8 min de leitura Dr. Fernando Macei Drudi
Imagem de capa do artigo Degeneração Macular (DMRI): Tipos, Sintomas e Tratamentos, conteúdo da categoria Retina.
Dr. Fernando Macei Drudi
Autor
Dr. Fernando Macei Drudi
CRM-SP 139.300

Resumo em linguagem simples

Entenda o que é a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), seus tipos (seca e úmida), sintomas como visão torta e manchas, e os tratamentos mais avançados para preservar sua visão.

CID-10: H35 — Outros transtornos da retina Ver todos os artigos de Retina

O que é a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI)?

A Degeneração Macular Relacionada à Idade, conhecida pela sigla DMRI, é uma condição oftalmológica crônica e progressiva que afeta a mácula, a área central e mais nobre da retina. A mácula é a estrutura responsável pela nossa visão de detalhes finos e cores, essencial para atividades como ler, dirigir, reconhecer rostos e trabalhar no computador. Quando a mácula se deteriora, a visão central se torna embaçada, distorcida ou com uma mancha escura, embora a visão periférica (lateral) geralmente permaneça intacta. A DMRI é uma das principais causas de perda de visão central irreversível em pessoas com mais de 60 anos no mundo.

O Dr. Fernando Drudi, especialista em retina da Drudi e Almeida Oftalmologia, explica que a DMRI é a principal causa de perda visual irreversível em pessoas acima de 50 anos. "O diagnóstico precoce é fundamental. Com os tratamentos atuais, especialmente as injeções intravítreas de anti-VEGF, conseguimos estabilizar e até melhorar a visão em muitos casos de DMRI úmida", afirma o especialista.

Existem duas formas principais da doença, que podem ser entendidas como estágios diferentes do mesmo processo degenerativo:

  • DMRI Seca (ou Atrófica): Esta é a forma mais comum, representando cerca de 85% a 90% de todos os casos. Ela progride lentamente ao longo de vários anos. A DMRI seca ocorre devido ao envelhecimento e afinamento dos tecidos da mácula, além do acúmulo de pequenos depósitos amarelados chamados drusas sob a retina. A perda de visão costuma ser gradual e, inicialmente, pode não ser muito perceptível.
  • DMRI Úmida (ou Exsudativa): Embora menos comum, esta forma é responsável pela maioria dos casos de perda de visão grave associada à doença. Ela ocorre quando vasos sanguíneos anormais e frágeis crescem sob a mácula (um processo chamado neovascularização). Esses novos vasos podem vazar fluido e sangue, causando um dano rápido e significativo às células da mácula. A perda de visão na DMRI úmida é geralmente súbita e mais severa do que na forma seca.

Quais são as Causas e Fatores de Risco da DMRI?

A causa exata da DMRI ainda não é totalmente compreendida, mas acredita-se que seja uma combinação complexa de fatores genéticos e ambientais. O processo de envelhecimento é o principal gatilho, mas certos fatores podem aumentar significativamente o risco de uma pessoa desenvolver a condição. Os mais importantes incluem:

  • Idade: O risco aumenta exponencialmente a cada década após os 50 anos.
  • Genética e Histórico Familiar: Pessoas com um parente de primeiro grau (pai, mãe ou irmão) com DMRI têm um risco maior de desenvolver a doença.
  • Tabagismo: Fumar é o fator de risco modificável mais significativo, podendo duplicar ou até triplicar as chances de desenvolver DMRI.
  • Doenças Cardiovasculares: Condições como hipertensão arterial, colesterol alto e obesidade estão associadas a um maior risco, pois afetam a saúde dos vasos sanguíneos que nutrem a retina.
  • Exposição à Luz Solar: A exposição prolongada e desprotegida à radiação ultravioleta (UV) e à luz azul-violeta ao longo da vida pode contribuir para o estresse oxidativo na retina.
  • Dieta: Uma alimentação pobre em antioxidantes, vitaminas (como C e E) e minerais (como zinco), além de baixa ingestão de luteína e zeaxantina (encontradas em vegetais de folhas verdes) e ômega-3 (presente em peixes), pode aumentar a vulnerabilidade da mácula.

Principais Sintomas: Como a DMRI se Manifesta?

Os sintomas da DMRI podem ser sutis no início e variar dependendo do tipo e do estágio da doença. O sinal mais característico é a alteração na visão central. Fique atento a:

  • Metamorfopsia: Uma distorção visual em que linhas retas (como batentes de portas, rodapés ou linhas de um texto) parecem onduladas, tortas ou quebradas.
  • Visão Central Embaçada: Dificuldade para enxergar detalhes finos, exigindo mais luz para ler ou realizar tarefas de perto.
  • Escotoma: O surgimento de uma mancha escura, cinzenta ou vazia no centro do campo de visão, que pode aumentar de tamanho com o tempo.
  • Redução da Sensibilidade ao Contraste e às Cores: As cores podem parecer menos vivas e pode ser difícil distinguir objetos de fundos com tonalidades semelhantes.

Na DMRI seca, esses sintomas evoluem lentamente. Já na DMRI úmida, a perda de visão pode ocorrer de forma abrupta, em questão de dias ou semanas, o que configura uma urgência oftalmológica.

Como é Feito o Diagnóstico da DMRI?

O diagnóstico precoce é fundamental para preservar a visão. Apenas um médico oftalmologista pode diagnosticar a DMRI por meio de um exame oftalmológico completo. Clínicas especializadas, como a Drudi e Almeida Oftalmologia, contam com tecnologia de ponta para uma avaliação precisa. Os principais exames incluem:

  • Mapeamento de Retina: O oftalmologista dilata a pupila para examinar detalhadamente a retina, a mácula e o nervo óptico, procurando por drusas e outras alterações.
  • Teste da Tela de Amsler: Um teste simples com uma grade quadriculada que ajuda a detectar distorções na visão central. É uma ferramenta útil que os pacientes podem usar em casa para monitorar a visão.
  • Tomografia de Coerência Óptica (OCT): Considerado o padrão-ouro, este exame não invasivo gera imagens transversais de alta resolução da retina, semelhantes a um ultrassom. O OCT permite ao médico medir a espessura da mácula, identificar a presença de drusas, áreas de atrofia e, crucialmente, detectar o acúmulo de fluido característico da DMRI úmida.
  • Angiografia com Fluoresceína: Um exame com contraste que fotografa a circulação nos vasos sanguíneos da retina. Ele é essencial para confirmar a DMRI úmida, mostrando a localização exata dos vasos anormais e dos pontos de vazamento.

Opções de Tratamento para a DMRI

Embora ainda não haja uma cura definitiva para a DMRI, os tratamentos disponíveis são altamente eficazes para retardar a progressão da doença, estabilizar e, em muitos casos da forma úmida, até mesmo melhorar a visão.

Tratamento da DMRI Seca

O foco é retardar a progressão. A principal abordagem é a suplementação nutricional com base em estudos científicos (AREDS/AREDS2), que recomendam uma fórmula específica de vitaminas C e E, zinco, cobre, luteína e zeaxantina para pacientes com DMRI intermediária ou avançada em um dos olhos. Além disso, o controle dos fatores de risco, como parar de fumar e adotar uma dieta saudável, é crucial.

Tratamento da DMRI Úmida

O tratamento para a forma úmida revolucionou o prognóstico da doença. A terapia principal consiste em:

  • Injeções Intravítreas de Anti-VEGF: Este é o tratamento mais moderno e eficaz. Medicamentos (como Ranibizumabe, Aflibercepte e Bevacizumabe) são aplicados diretamente no olho com anestesia local. Esses fármacos bloqueiam a proteína VEGF (Fator de Crescimento Endotelial Vascular), que estimula o crescimento dos vasos sanguíneos anormais, reduzindo o inchaço e o vazamento na mácula. O tratamento exige aplicações periódicas para manter a doença sob controle.

Prevenção e Cuidados Contínuos

Adotar um estilo de vida saudável é a melhor maneira de prevenir ou retardar a progressão da DMRI. As medidas mais importantes são:

  • Não fume: Se você fuma, procure ajuda para parar.
  • Alimentação Balanceada: Consuma uma dieta rica em vegetais de folhas verdes escuras (couve, espinafre), frutas e peixes ricos em ômega-3 (salmão, sardinha).
  • Proteção Solar: Use óculos de sol com proteção 100% UVA e UVB sempre que estiver ao ar livre.
  • Controle de Doenças Crônicas: Mantenha a pressão arterial e os níveis de colesterol sob controle.
  • Consultas Oftalmológicas Regulares: Realize exames de rotina anualmente, especialmente após os 50 anos. O acompanhamento regular permite a detecção precoce e o início imediato do tratamento, se necessário.

A Dra. Priscilla de Almeida orienta que pacientes com histórico familiar de DMRI devem iniciar o acompanhamento oftalmológico preventivo a partir dos 45 anos. "A genética é um fator de risco importante para a degeneração macular. Quem tem parentes com a doença deve ser ainda mais cuidadoso com o acompanhamento regular", recomenda a médica.

Quando Procurar um Oftalmologista?

Você deve procurar um oftalmologista imediatamente se notar qualquer um dos sintomas mencionados, especialmente o aparecimento súbito de manchas na visão ou a percepção de que linhas retas estão tortas. Não espere os sintomas piorarem. Um diagnóstico rápido, principalmente na DMRI úmida, é decisivo para o sucesso do tratamento e a preservação da sua qualidade de vida.

Cuidar da saúde dos seus olhos é um investimento no seu futuro. Equipes especializadas, como a da clínica Drudi e Almeida, estão preparadas para oferecer um diagnóstico preciso e as mais avançadas opções de tratamento para a DMRI em São Paulo.


Perguntas Frequentes sobre DMRI

A DMRI pode levar à cegueira total?

Não. A DMRI afeta a visão central, mas geralmente não atinge a visão periférica. Isso significa que, mesmo nos casos mais avançados, a pessoa mantém a capacidade de se locomover e perceber objetos ao seu redor, embora perca a visão de detalhes.

O tratamento com injeções no olho dói?

O procedimento é realizado com anestesia local em gotas, tornando-o praticamente indolor. Os pacientes podem sentir uma leve pressão, mas não dor. O desconforto após a aplicação é mínimo e temporário.

Se eu tenho DMRI seca, ela pode virar úmida?

Sim. Todo caso de DMRI úmida começou como DMRI seca. Por isso, pacientes com a forma seca devem monitorar a visão regularmente com a Tela de Amsler e manter o acompanhamento oftalmológico para detectar qualquer sinal de conversão o mais rápido possível.

Suplementos vitamínicos podem curar a DMRI?

Não. Os suplementos da fórmula AREDS2 não curam a DMRI nem restauram a visão perdida, mas são cientificamente comprovados para ajudar a retardar a progressão da doença em estágios específicos da forma seca, reduzindo o risco de evoluir para a forma avançada.

Qual a frequência das consultas para quem tem DMRI?

A frequência das consultas de acompanhamento depende do tipo e da gravidade da DMRI. Pacientes com a forma seca em estágio inicial podem ser acompanhados anualmente, enquanto aqueles com formas mais avançadas ou com a DMRI úmida em tratamento necessitam de visitas mais frequentes, que podem ser mensais ou trimestrais, a critério do oftalmologista.

Quando buscar avaliação especializada

Neste tema, a avaliação individualizada com oftalmologista faz diferença porque nas doenças da retina, a correlação entre sintomas, OCT, retinografia, angiografia e contexto sistêmico costuma ser decisiva para definir o melhor plano terapêutico. Em casos selecionados, o Dr. Fernando Drudi participa da definição diagnóstica e terapêutica, especialmente quando há necessidade de correlação clínica com exames complementares e planejamento de condutas mais complexas.

A Dra. Priscilla Almeida também integra essa abordagem multidisciplinar, reforçando a importância de exame oftalmológico completo, seguimento regular e orientação personalizada conforme idade, sintomas, fatores de risco e impacto funcional descrito pelo paciente.

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

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