Seg–Sex: 8h–18h  |  Sáb: 8h–12h
saude-ocular

Conjuntivite Viral: Sintomas, Quanto Dura, Tratamento e Quando Ir ao Médico

Publicado em 04 de agosto de 2026 Atualizado em 21 de agosto de 2026 Revisão médica: 08 de agosto de 2026 18 min de leitura Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida
Conjuntivite viral: sintomas, quanto dura e tratamento — ilustração médica — Instituto Drudi e Almeida Oftalmologia
Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida
Autor Médico
Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida
CRM-SP 148.173 | RQE 59.216

Resumo em linguagem simples

Este artigo explica de forma acessível o que é conjuntivite viral: sintomas, quanto dura, tratamento e quando ir ao médico, incluindo causas, sintomas, diagnóstico e opções de tratamento disponívei...

CID-10: B30.9

Resposta rápida: a conjuntivite viral é a forma mais comum e mais contagiosa de conjuntivite — na grande maioria das vezes causada por adenovírus. Começa de repente, geralmente em um olho, com vermelhidão, lacrimejamento e secreção clara, e costuma durar de 1 a 3 semanas, resolvendo sozinha. Não existe colírio que "mate" o adenovírus: o tratamento é de conforto (lágrimas artificiais geladas, compressas frias) e de contenção do contágio — que dura enquanto houver lacrimejamento e secreção, em geral até 14 dias. Antibiótico não funciona contra vírus, e água boricada não deve ser usada. Procure o oftalmologista se houver dor, fotofobia intensa, queda de visão ou se o olho afetado for de um recém-nascido.

O que é a conjuntivite viral?

A conjuntivite viral é a inflamação da conjuntiva — a membrana transparente que reveste o branco do olho e a face interna das pálpebras — causada por vírus. É responsável pela maior parte das conjuntivites infecciosas e é a campeã de surtos: a forma que fecha salas de aula, se espalha pelo escritório e passeia dentro de casa de um olho para o outro e de uma pessoa para outra.

O grande vilão é o adenovírus, por trás de cerca de 90% dos casos (Solano et al., StatPearls). É um vírus resistente, que sobrevive horas a dias em superfícies secas — e é exatamente essa resistência que explica por que a conjuntivite viral é tão difícil de conter quando entra num ambiente coletivo.

A boa notícia: na imensa maioria dos casos, a conjuntivite viral se resolve sozinha e sem sequelas. O papel do médico é confirmar o diagnóstico (nem todo olho vermelho é conjuntivite), aliviar os sintomas, evitar o contágio e identificar as exceções que exigem tratamento específico.

Quais vírus causam conjuntivite

  • Adenovírus (~90% dos casos): do quadro leve à ceratoconjuntivite epidêmica (EKC) — a forma mais intensa, que pode atingir a córnea e deixar infiltrados que embaçam a visão por semanas.
  • Herpes simples (HSV): menos comum, mas importante — pode formar vesículas (bolhinhas) na pálpebra e evoluir para ceratite herpética, com risco para a córnea. Tem tratamento antiviral específico.
  • Varicela-zóster: o herpes zóster ("cobreiro") pode acometer o olho quando atinge o ramo oftálmico do nervo trigêmeo — sempre urgência oftalmológica.
  • Enterovírus e Coxsackie: causam a conjuntivite hemorrágica aguda, com pequenos sangramentos na conjuntiva — aparência dramática, evolução geralmente benigna em 7 a 10 dias.
  • SARS-CoV-2 e outros vírus respiratórios: podem cursar com conjuntivite em uma minoria dos casos, geralmente leve.

Como se pega conjuntivite viral

Quatro vias de transmissão da conjuntivite viral: mãos contaminadas levadas aos olhos, objetos compartilhados como toalhas, fronhas, maquiagem e colírios, gotículas respiratórias e piscinas com cloração inadequada. O adenovírus sobrevive horas a dias em superfícies secas.
As quatro vias de transmissão — e por que ela se espalha tão rápido.
  • Mãos → olhos: a via número um. Você toca uma superfície contaminada (maçaneta, celular, corrimão) e leva a mão ao olho.
  • Objetos compartilhados: toalha, fronha, maquiagem, colírio e óculos de outra pessoa.
  • Gotículas respiratórias: o adenovírus também circula pelas vias aéreas — por isso a conjuntivite costuma vir junto com quadros de resfriado e dor de garganta.
  • Piscinas: água com cloração inadequada já foi origem de surtos.

Um detalhe que surpreende: existe incubação de cerca de 2 a 12 dias entre o contato e os primeiros sintomas — ou seja, é possível transmitir antes de saber que está doente. E o contágio continua enquanto houver lacrimejamento e secreção ativos, o que no adenovírus costuma significar até 14 dias do início dos sintomas.

Sintomas: como a conjuntivite viral se apresenta

  • Olho vermelho de início súbito — geralmente um olho primeiro, com o segundo sendo atingido alguns dias depois (a marca do "autocontágio" pelas mãos).
  • Secreção aquosa e transparente — bem diferente da secreção amarela e espessa da bacteriana.
  • Lacrimejamento abundante.
  • Sensação de areia ou de cisco no olho.
  • Pálpebras inchadas, às vezes com dificuldade de abrir o olho pela manhã (colamento leve).
  • Gânglio na frente da orelha (linfonodo pré-auricular) — um sinal clássico da conjuntivite por adenovírus.
  • Sintomas de resfriado juntos: febre baixa, dor de garganta, coriza — especialmente em crianças.
  • Fotofobia — quando é intensa, sugere acometimento da córnea e muda a conduta (veja os sinais de alarme).

Quanto tempo dura a conjuntivite viral?

A conjuntivite viral dura em média de 7 a 14 dias. Os sintomas costumam ser mais intensos entre o 3º e o 5º dia, melhorando gradativamente depois. O período de contágio é alto enquanto houver secreção, olho vermelho ou lacrimejamento, exigindo afastamento do trabalho ou escola por cerca de uma semana.

Linha do tempo da conjuntivite viral do dia 0 ao dia 21: início súbito em um olho nos dias 1 a 3; pico entre os dias 3 e 7, quando pode passar ao segundo olho; melhora gradual entre os dias 7 e 14, ainda com contágio; e resolução entre os dias 14 e 21. A janela de contágio vai até cerca de 14 dias, enquanto houver secreção.
A evolução típica do adenovírus — do início súbito à resolução.

A evolução típica do adenovírus:

  • Dias 1–3: início súbito, geralmente em um olho.
  • Dias 3–7: pico dos sintomas; o segundo olho costuma ser atingido nessa fase.
  • Dias 7–14: melhora gradual — mas ainda há contágio enquanto houver secreção.
  • Dias 14–21: resolução completa na maioria dos casos.

As exceções: na ceratoconjuntivite epidêmica, infiltrados na córnea podem embaçar a visão e causar fotofobia por semanas a meses após a fase aguda — é o principal motivo para não tratar conjuntivite "que não sara" como caso banal. No herpes, a duração depende do início precoce do antiviral. Na hemorrágica, o quadro assusta, mas costuma resolver em 7 a 10 dias.

Viral, bacteriana ou alérgica?

Quadro comparativo entre conjuntivite viral, bacteriana e alérgica em seis sinais: secreção aquosa na viral, purulenta na bacteriana e mucosa na alérgica; início em um olho na viral; olho colado ao acordar intenso na bacteriana; coceira intensa na alérgica; gânglio pré-auricular frequente na viral; e contágio presente na viral e bacteriana, ausente na alérgica.
Seis sinais que diferenciam os três tipos — e por que o tratamento muda.

A regra prática que ensinamos aos pacientes: vírus lacrimeja, bactéria gruda os cílios, alergia coça.

  • Secreção aquosa e transparente, começando em um olho, com gânglio na frente da orelha → viral.
  • Secreção amarela/purulenta com cílios grudados ao acordar → bacteriana (essa sim pode precisar de colírio antibiótico).
  • Coceira intensa nos dois olhos ao mesmo tempo, com rinite junto → alérgica — leia o artigo completo sobre conjuntivite alérgica.

Quando a conjuntivite não é simples: sinais de alarme

Cinco sinais de alarme na conjuntivite: dor ocular ou fotofobia intensa, que pode ser ceratoconjuntivite epidêmica; bolhas ou vesículas na pálpebra sugerindo herpes; queda da visão; recém-nascido com olho vermelho e secreção, que caracteriza oftalmia neonatal e é urgência; e ausência de melhora após duas semanas.
Sinais de que o caso precisa de oftalmologista — não de espera.
  • Dor ocular ou fotofobia intensa — sugere acometimento da córnea (ceratoconjuntivite).
  • Bolhas/vesículas na pálpebra ou ao redor do olho — suspeita de herpes; o antiviral funciona melhor quando começa cedo.
  • Queda da visão — nunca é esperada numa conjuntivite simples.
  • Recém-nascido com olho vermelho e secreção — a oftalmia neonatal é urgência médica: pode ser infecção grave adquirida no parto e precisa de atendimento imediato.
  • Sem melhora após 2 semanas — hora de reavaliar o diagnóstico.

Qual é o CID da conjuntivite viral?

Diferente da alérgica (H10.1) e da bacteriana (H10), a conjuntivite viral fica no capítulo das doenças virais da CID-10: B30 — Conjuntivite viral. Os códigos específicos: B30.0 (ceratoconjuntivite por adenovírus — a EKC), B30.1 (conjuntivite por adenovírus), B30.3 (conjuntivite hemorrágica aguda) e B30.9 (conjuntivite viral, não especificada — o mais usado). A conjuntivite herpética recebe o código do herpes ocular, B00.5.

Como o diagnóstico é feito

O diagnóstico é clínico na grande maioria dos casos:

  • Biomicroscopia (lâmpada de fenda): o oftalmologista procura folículos na conjuntiva, membranas, hemorragias e — fundamental — sinais de acometimento da córnea, que mudam a conduta e o acompanhamento.
  • História: contato com pessoas com conjuntivite, resfriado recente, piscina, uso de lentes.
  • Testes complementares: testes rápidos de antígeno adenoviral existem em alguns serviços; PCR e cultura ficam reservados para casos atípicos ou graves. Na prática, raramente são necessários.

Tratamento: o que ajuda — e o que piora

Duas colunas sobre o tratamento da conjuntivite viral. O que ajuda: lágrima artificial gelada, compressa fria, limpeza da secreção com gaze e soro fisiológico, lavagem das mãos e consulta com atestado individualizado. O que não fazer: colírio antibiótico por conta própria, água boricada, corticoide sem receita, colírio clareador e lentes de contato ou maquiagem durante a crise.
A conjuntivite viral se resolve sozinha; o papel do tratamento é conforto e segurança.

Não existe colírio que elimine o adenovírus — o tratamento de base é suporte + contenção do contágio (Azari & Barney, 2013):

  • Lágrimas artificiais geladas, várias vezes ao dia: aliviam o desconforto e ajudam a "lavar" a superfície ocular.
  • Compressas frias sobre os olhos fechados.
  • Limpeza da secreção com gaze umedecida em soro fisiológico — sempre do canto interno para fora, com gaze nova a cada passada e para cada olho.
  • Higiene rigorosa das mãos — protege o segundo olho e as outras pessoas.

Recursos do consultório, caso a caso: em pacientes selecionados com conjuntivite adenoviral, utilizamos a povidona-iodina diluída em aplicação única no consultório — um recurso off-label com evidência crescente para reduzir a carga viral — e, quando a EKC deixa infiltrados na córnea que embaçam a visão, podemos prescrever corticoide tópico em regime de desmame supervisionado. As duas condutas exigem exame e acompanhamento — não são para uso por conta própria.

Tratamento específico quando o vírus não é o adenovírus:

  • Herpes simples e zóster oftálmico: antiviral sistêmico — na nossa prática, valaciclovir oral — iniciado o quanto antes, idealmente nas primeiras 72 horas no zóster.

O que NÃO fazer

  • Colírio antibiótico por conta própria: vírus não responde a antibiótico. Além de inútil, atrasa o diagnóstico correto e alimenta a resistência bacteriana.
  • Água boricada: não. O frasco aberto contamina com facilidade, a solução irrita a superfície ocular e não há qualquer benefício comprovado. Para higiene, soro fisiológico.
  • Corticoide sem receita: pode "acalmar" o olho e, ao mesmo tempo, ativar uma ceratite herpética não diagnosticada, além de subir a pressão intraocular. Corticoide ocular é remédio de oftalmologista.
  • Colírios "clareadores" (vasoconstritores): maquiam a vermelhidão sem tratar nada.
  • Lentes de contato e maquiagem: suspensas até a resolução completa.

Atestado, trabalho e escola

Com conjuntivite viral, a recomendação geral é afastar-se enquanto houver lacrimejamento e secreção ativos — o período de maior contágio —, o que no adenovírus costuma significar de uma a duas semanas. Mas não existe número mágico que sirva para todos: a fase da doença, o tipo de vírus e a atividade profissional (saúde, alimentação, creche) mudam a equação.

No Instituto Drudi e Almeida, a liberação para o trabalho e a escola é definida caso a caso, na consulta — com atestado emitido na hora conforme a avaliação clínica. Crianças de creche e escola merecem atenção especial: são o epicentro clássico dos surtos.

Conjuntivite na criança e no bebê

  • Crianças: a conjuntivite adenoviral é frequentíssima na infância e costuma vir com febre baixa e sintomas de resfriado (febre faringoconjuntival). O manejo é o mesmo do adulto — suporte, higiene e afastamento da escola durante a fase de contágio. Nunca use na criança colírio "que sobrou" de outro tratamento.
  • Recém-nascidos são um capítulo à parte: olho vermelho com secreção no primeiro mês de vida (oftalmia neonatal) pode ser infecção grave adquirida no canal de parto (gonococo, clamídia, herpes) e é urgência médica — não se aplica nada em casa; o bebê precisa ser examinado no mesmo dia.

Prevenção: protocolo anti-contágio

Checklist com oito medidas anti-contágio: toalha e fronha separadas com troca diária, lavagem frequente das mãos, não coçar os olhos, colírio, maquiagem e óculos de uso individual, desinfecção de celular e maçanetas, evitar piscina, distância de bebês, idosos e imunossuprimidos, e evitar apertos de mão na fase de secreção. O retorno ao trabalho é definido em consulta.
Oito medidas que protegem sua família e seus colegas.

Quando alguém da casa está com conjuntivite: toalha e fronha separadas (fronha trocada todo dia), lavagem frequente das mãos, nada de coçar os olhos, colírio/maquiagem/óculos de uso estritamente individual, desinfecção diária de celular e maçanetas, piscina suspensa, distância de bebês, idosos e imunossuprimidos — e, na fase de secreção ativa, nem aperto de mão.

Onde tratar conjuntivite em São Paulo

O Instituto Drudi e Almeida realiza o diagnóstico diferencial das conjuntivites (viral × bacteriana × alérgica), o acompanhamento das formas com acometimento de córnea e a emissão de atestado conforme a fase da doença — em 5 unidades na Grande São Paulo: Santana, Tatuapé, Lapa, São Miguel Paulista e Guarulhos, com agendamento em até 48h.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Quanto tempo dura a conjuntivite viral?

Em geral, de 1 a 3 semanas. O quadro típico do adenovírus faz pico entre os dias 3 e 7 e melhora gradualmente até duas ou três semanas. Formas com acometimento da córnea (EKC) podem deixar visão embaçada por mais tempo e exigem acompanhamento.

Conjuntivite viral tem cura?

Sim — a imensa maioria resolve espontaneamente e sem sequelas. As exceções que merecem cuidado são a ceratoconjuntivite epidêmica (infiltrados na córnea) e as conjuntivites herpéticas, que têm tratamento específico.

Como se pega conjuntivite?

Principalmente pelas mãos: você toca uma superfície contaminada e leva a mão ao olho. Também por objetos compartilhados (toalha, fronha, maquiagem, colírio), gotículas respiratórias e piscinas mal cloradas. O adenovírus sobrevive horas a dias em superfícies secas.

Por quanto tempo a conjuntivite viral pega?

Enquanto houver lacrimejamento e secreção ativos — no adenovírus, geralmente até 14 dias do início dos sintomas. E atenção: há incubação de 2 a 12 dias, então é possível transmitir antes mesmo de perceber a doença.

Posso trabalhar com conjuntivite? Preciso de atestado?

Durante a fase de secreção ativa, o afastamento é recomendado — a conjuntivite viral é altamente contagiosa. O tempo exato varia por vírus, fase e tipo de trabalho; no Instituto, a liberação e o atestado são definidos na consulta, caso a caso.

Água boricada serve para conjuntivite?

Não — e é um dos erros mais comuns. O frasco aberto contamina com facilidade e a solução pode irritar a superfície ocular. Para limpar a secreção, use gaze com soro fisiológico; para conforto, lágrimas artificiais geladas.

Posso limpar o olho com soro fisiológico?

Pode — é a forma correta de higiene: gaze umedecida em soro fisiológico, do canto interno para fora, uma gaze nova a cada passada e para cada olho. O soro limpa, mas não trata: o alívio vem das lágrimas artificiais e compressas frias.

Colírio antibiótico resolve conjuntivite viral?

Não. Antibiótico age contra bactérias, não contra vírus. Usar por conta própria não acelera a cura, pode irritar o olho e contribui para a resistência bacteriana. Antibiótico só entra quando o oftalmologista diagnostica conjuntivite bacteriana.

Qual é o CID da conjuntivite viral?

B30 — com os específicos B30.0 (ceratoconjuntivite por adenovírus), B30.1 (conjuntivite por adenovírus), B30.3 (hemorrágica aguda) e B30.9 (viral, não especificada). A herpética é B00.5, e a alérgica fica em outro capítulo (H10.1).

Como sei se minha conjuntivite é viral ou bacteriana?

Pela secreção e pelo conjunto: aquosa e transparente, começando em um olho, com gânglio na frente da orelha e resfriado junto → viral. Amarela/purulenta, com cílios grudados ao acordar → bacteriana. O exame na lâmpada de fenda confirma.

Conjuntivite viral pode afetar a visão?

Na forma comum, não. Na ceratoconjuntivite epidêmica, infiltrados na córnea podem embaçar a visão por semanas a meses — são tratáveis, com corticoide em desmame supervisionado quando indicado, e por isso o acompanhamento importa.

Meu filho está com conjuntivite: quando pode voltar à escola?

Quando não houver mais lacrimejamento e secreção ativos — em geral após uma a duas semanas, conforme avaliação. Escola e creche são o epicentro dos surtos; o retorno precoce costuma significar novos casos na turma (e recaída em casa).

Bebê recém-nascido pode ter conjuntivite?

Pode — e no primeiro mês de vida é sempre urgência. A oftalmia neonatal pode ser causada por bactérias adquiridas no parto (gonococo, clamídia) ou herpes, com risco real para a visão. Nada de remédio caseiro: o bebê deve ser examinado no mesmo dia.

Quem teve conjuntivite fica imune?

Não. Existem dezenas de sorotipos de adenovírus e vários outros vírus causadores — é perfeitamente possível ter conjuntivite mais de uma vez. As medidas de higiene continuam valendo sempre.

Conjuntivite hemorrágica é grave?

O aspecto assusta — o branco do olho fica com manchas de sangue —, mas a conjuntivite hemorrágica aguda costuma resolver em 7 a 10 dias sem sequelas. Ainda assim, merece avaliação para descartar outras causas de hemorragia e acometimento da córnea.

Herpes no olho: como é o tratamento?

Com antiviral sistêmico — na nossa prática, valaciclovir oral — iniciado o quanto antes. O herpes ocular não tratado pode causar ceratite com cicatriz na córnea, por isso vesículas na pálpebra + olho vermelho pedem consulta imediata, não observação.

Referências

  1. Azari AA, Barney NP. Conjunctivitis: a systematic review of diagnosis and treatment. JAMA. 2013;310(16):1721-1729. DOI: 10.1001/jama.2013.280318
  2. Solano D, Fu L, Czyz CN. Viral Conjunctivitis. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing. Disponível em: ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK470271
  3. American Academy of Ophthalmology. Conjunctivitis Preferred Practice Pattern®. Ophthalmology. 2024;131(4):P134-P204. Disponível em: aao.org — Conjunctivitis PPP
  4. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). About Pink Eye (Conjunctivitis). Disponível em: cdc.gov/pink-eye

Revisão médica: este artigo foi escrito pela Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida (CRM-SP 148.173 · RQE 59.216), especialista em córnea e doenças externas oculares e responsável técnica do Instituto, e revisado pelo Dr. Fernando Macei Drudi (CRM-SP 139.300 · RQE 50.645), especialista em retina. Última revisão médica: 08 de agosto de 2026.

Aviso importante: este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

Ficou com dúvidas ou quer agendar uma consulta?

Fale com nossos especialistas

Agendar pelo WhatsApp