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Saúde Ocular

Cirurgia Refrativa LASIK: Como Funciona, Indicações e Resultados em SP

Publicado em 21 de maio de 2026 Atualizado em 21 de maio de 2026 24 min de leitura Dr. Fernando Macei Drudi
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Dr. Fernando Macei Drudi
Autor
Dr. Fernando Macei Drudi
CRM-SP 139.300

Resumo em linguagem simples

A cirurgia refrativa LASIK é um procedimento a laser que corrige erros de refração como miopia, hipermetropia e astigmatismo. Com alta precisão e recuperação rápida, o LASIK oferece uma solução duradoura para a dependência de óculos e lentes de contato. Especialistas como o Dr. Fernando Macei Drudi, no Instituto Drudi e Almeida em São Paulo, utilizam tecnologia de ponta para garantir os melhores resultados visuais.

CID-10: H00 — Transtornos do olho e anexos Ver todos os artigos de Saúde Ocular

Resumo científico

  • A cirurgia refrativa LASIK é um procedimento oftalmológico a laser amplamente utilizado para corrigir erros de refração, como miopia, hipermetropia e astigmatismo.
  • O procedimento envolve a criação de um flap corneano fino e a aplicação de um laser excimer para remodelar o tecido subjacente, alterando o poder óptico da córnea.
  • Estudos recentes, incluindo revisões sistemáticas e meta-análises, demonstram altas taxas de sucesso, com a maioria dos pacientes alcançando acuidade visual corrigida de 20/20 ou melhor.
  • As indicações para LASIK incluem uma variedade de erros refrativos, desde que o paciente possua córneas saudáveis e espessura adequada, e não apresente condições oculares que contraindiquem o procedimento.
  • A recuperação visual é geralmente rápida, com a maioria dos pacientes experimentando melhora significativa em 24-48 horas, embora a estabilização completa possa levar algumas semanas.
  • O Instituto Drudi e Almeida, com unidades em São Paulo (Lapa, Santana, Tatuapé, São Miguel Paulista e Guarulhos), oferece avaliação e tratamento com cirurgia refrativa LASIK, sob a expertise de especialistas como o Dr. Fernando Macei Drudi.

A busca por uma visão nítida e independente de óculos ou lentes de contato é um anseio comum para milhões de pessoas em todo o mundo. A cirurgia refrativa LASIK (Keratomileuse assistida por laser in situ) representa um marco na oftalmologia moderna, oferecendo uma solução eficaz e segura para a correção de erros refrativos como miopia, hipermetropia e astigmatismo. Este artigo explora em profundidade os mecanismos, as indicações precisas, os resultados esperados e as considerações científicas por trás do LASIK, um procedimento que tem transformado a qualidade de vida de inúmeros pacientes.

A correção de erros refrativos tem evoluído significativamente ao longo das décadas, mas o advento do LASIK, no início dos anos 1990, revolucionou a forma como tratamos essas condições. Combinando a precisão do laser excimer com a técnica de criação de um flap corneano, o LASIK permite remodelar a curvatura da córnea de maneira altamente controlada, ajustando seu poder óptico para focalizar a luz corretamente na retina. A segurança e a eficácia deste procedimento são sustentadas por décadas de pesquisa e aprimoramento tecnológico, tornando-o uma das cirurgias eletivas mais realizadas globalmente.

No Brasil, a prevalência de erros refrativos é considerável. Dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) indicam que a miopia afeta uma parcela significativa da população jovem e adulta, enquanto o astigmatismo e a hipermetropia também são comuns. A dependência de óculos ou lentes de contato pode impactar a qualidade de vida, a prática de esportes e até mesmo a autoestima. O LASIK surge como uma alternativa promissora, com o potencial de restaurar a visão natural e proporcionar liberdade visual permanente. O Instituto Drudi e Almeida, com suas unidades estrategicamente localizadas em São Paulo (Lapa, Santana, Tatuapé, São Miguel Paulista e Guarulhos), está na vanguarda da oferta deste tratamento inovador.

O que é Cirurgia Refrativa LASIK?

O LASIK, acrônimo para Laser-Assisted in Situ Keratomileusis, é uma técnica cirúrgica a laser utilizada para corrigir erros de refração do olho. Em termos simples, o objetivo do procedimento é alterar a forma da córnea – a camada transparente na frente do olho – de modo que ela possa focar a luz com precisão na retina, localizada na parte de trás do olho. Uma córnea com um formato adequado permite que as imagens sejam focadas claramente, resultando em uma visão nítida.

A fisiopatologia dos erros refrativos que o LASIK corrige é bem compreendida. Na miopia, o olho é geralmente longo demais, ou a córnea é muito curva, fazendo com que os raios de luz se concentrem antes da retina. Na hipermetropia, o olho é curto demais, ou a córnea é muito plana, levando o foco para trás da retina. No astigmatismo, a córnea tem uma forma irregular (semelhante a uma bola de futebol em vez de uma bola de basquete), causando visão distorcida em todas as distâncias.

O procedimento LASIK é realizado em etapas precisas. Primeiramente, um instrumento chamado microcerátomo ou um laser de femtossegundo é usado para criar um flap fino na camada mais externa da córnea, chamada epitélio. Este flap é delicadamente levantado, expondo o tecido corneano subjacente (o estroma). Em seguida, um laser excimer, programado com base nas medições pré-operatórias detalhadas do olho do paciente, é aplicado para vaporizar com precisão uma pequena quantidade de tecido estromal. A quantidade de tecido removida e a área tratada determinam a mudança na curvatura da córnea e, consequentemente, a correção do erro refrativo. Finalmente, o flap corneano é reposicionado sobre a área tratada, onde adere naturalmente e cicatriza sem a necessidade de pontos.

A precisão do laser excimer é extraordinária. Ele emite pulsos de luz ultravioleta que quebram as ligações moleculares do tecido corneano em um processo chamado ablação por foto-desintegração, sem causar danos térmicos significativos aos tecidos circundantes. Essa capacidade de esculpir a córnea com micrômetros de precisão é o que permite ao LASIK alcançar resultados tão eficazes e previsíveis. O Dr. Fernando Macei Drudi, especialista em Retina e Catarata Cirúrgica no Instituto Drudi e Almeida, frequentemente discute os avanços tecnológicos que beneficiam procedimentos como o LASIK.

Causas e Fatores de Risco para Erros Refrativos

Os erros de refração, como miopia, hipermetropia e astigmatismo, são condições multifatoriais, resultantes de uma complexa interação entre fatores genéticos e ambientais. Compreender essas causas e os fatores de risco associados é crucial para a avaliação pré-operatória e para determinar a elegibilidade para a cirurgia LASIK.

Fatores Genéticos: A hereditariedade desempenha um papel significativo no desenvolvimento de erros refrativos. Estudos de gêmeos e famílias demonstraram consistentemente que a predisposição genética é um forte preditor para o desenvolvimento de miopia e, em menor grau, de astigmatismo e hipermetropia. Quando pais ou parentes próximos possuem erros refrativos significativos, a probabilidade de seus filhos também os desenvolverem aumenta. Uma revisão sistemática publicada em 2022 no *Ophthalmology* analisou estudos genômicos e identificou múltiplos loci genéticos associados à miopia, reforçando a forte base hereditária da condição.

Fatores Ambientais e Comportamentais: Além da genética, fatores ambientais e comportamentais têm sido cada vez mais associados ao aumento da prevalência de miopia, especialmente em populações urbanas. O tempo prolongado gasto em atividades de perto, como leitura, uso de computadores e dispositivos móveis, sem pausas adequadas, é um fator de risco bem documentado. Por outro lado, a exposição à luz natural e o tempo passado ao ar livre têm sido associados a um efeito protetor contra o desenvolvimento e a progressão da miopia. Um estudo publicado na *JAMA Ophthalmology* em 2021, com mais de 2.000 participantes, correlacionou negativamente o tempo passado ao ar livre com a incidência de miopia em crianças.

Idade e Desenvolvimento Ocular: Os erros refrativos geralmente se manifestam e progridem durante a infância e a adolescência, períodos de rápido crescimento e desenvolvimento ocular. A córnea e o comprimento axial do olho estão em constante mudança. A estabilização da refração geralmente ocorre no início da idade adulta, embora a miopia possa continuar a progredir em alguns indivíduos. Para a cirurgia LASIK, é fundamental que o erro refrativo esteja estável há pelo menos um ano, para garantir que os resultados cirúrgicos sejam duradouros.

Condições Oculares e Sistêmicas: Certas condições oculares e sistêmicas podem influenciar a saúde da córnea e a estabilidade refrativa, tornando o paciente inelegível para o LASIK. Isso inclui doenças da córnea como ceratocone, distrofias corneanas, infecções oculares ativas, glaucoma descompensado, catarata avançada e certas doenças autoimunes. A Dra. Priscilla R. de Almeida, especialista em Ceratocone e Estrabismo, enfatiza a importância de um exame oftalmológico completo para descartar essas condições antes de considerar a cirurgia refrativa.

Espessura e Topografia da Córnea: A espessura da córnea e sua topografia (sua curvatura e regularidade) são determinantes cruciais para a elegibilidade do LASIK. O procedimento envolve a remoção de tecido corneano, portanto, é essencial que a córnea tenha espessura suficiente para suportar a criação do flap e a ablação a laser, mantendo uma borda estromal residual adequada para integridade estrutural. Anormalidades na topografia da córnea, como as vistas no ceratocone, podem aumentar o risco de complicações pós-operatórias, como o ectasia corneana.

Sintomas e Diagnóstico da Necessidade de Cirurgia Refrativa

Os sintomas que levam um paciente a procurar uma avaliação para cirurgia refrativa LASIK são, em sua maioria, as manifestações do próprio erro refrativo: dificuldade em enxergar com clareza. No entanto, a identificação da necessidade e elegibilidade para o LASIK vai muito além dos sintomas relatados pelo paciente, exigindo um diagnóstico oftalmológico detalhado.

Sintomas Comuns de Erros Refrativos:

  • Miopia: Visão embaçada para longe, dificuldade em enxergar placas de trânsito, fadiga ocular, apertar os olhos para tentar focar.
  • Hipermetropia: Visão embaçada para perto (especialmente em tarefas prolongadas), dor de cabeça, fadiga ocular, ardência nos olhos, visão embaçada intermitente. Em jovens, a hipermetropia pode ser compensada pelo músculo ciliar, mas isso pode levar a sintomas de astenopia.
  • Astigmatismo: Visão distorcida ou embaçada em todas as distâncias, dificuldade em distinguir letras semelhantes (como H e N), visão dupla em um olho, dores de cabeça e fadiga ocular.
  • Presbiopia (Vista Cansada): Dificuldade progressiva em focar objetos próximos, que geralmente se inicia após os 40 anos. O LASIK tradicional não corrige a presbiopia, embora existam técnicas específicas como o monovisão ou o LASIK para presbiopia que visam mitigar esse problema.

O Diagnóstico Detalhado para Cirurgia Refrativa: Para determinar a elegibilidade para o LASIK, um exame oftalmológico completo é indispensável. Este exame, que deve ser realizado por um oftalmologista experiente, inclui:

  1. Acuidade Visual: Medição da capacidade de enxergar detalhes finos, com e sem correção (óculos/lentes).
  2. Refração: Determinação precisa do grau de miopia, hipermetropia e astigmatismo, utilizando um refrator automático e a subjetividade do paciente.
  3. Biomicroscopia: Exame detalhado das estruturas anteriores do olho (córnea, íris, cristalino) com o uso do lâmpada de fenda para identificar quaisquer anomalias.
  4. Tonometria: Medição da pressão intraocular para rastrear o glaucoma.
  5. Exame de Fundo de Olho: Avaliação da retina e do nervo óptico para descartar patologias que possam contraindicar a cirurgia ou afetar a visão pós-operatória.
  6. Topografia Corneana e Tomografia de Córnea: Estes são exames cruciais para o LASIK. A topografia mapeia a curvatura da superfície da córnea, identificando irregularidades que podem ser sinais de ceratocone ou outras ectasias. A tomografia fornece dados mais detalhados sobre a estrutura tridimensional da córnea, incluindo sua espessura em toda a superfície e a espessura do estroma posterior. Ferramentas como o Pentacam ou Orbscan são frequentemente utilizadas.
  7. Paquimetria: Medição precisa da espessura da córnea em seu ponto mais fino. É essencial para calcular a quantidade de estroma que pode ser abladada com segurança.
  8. Mapeamento de Aberrações Ópticas: Análise das irregularidades ópticas de ordem superior na córnea e no sistema óptico do olho, que podem afetar a qualidade da visão, especialmente em condições de baixa luminosidade.

Critérios de Elegibilidade e Contraindicações: Com base nos exames, o oftalmologista determinará se o paciente é um bom candidato para o LASIK. Geralmente, os critérios incluem:

  • Idade mínima de 18 anos.
  • Erro refrativo estável por pelo menos 1 ano.
  • Córneas com espessura adequada (geralmente, um mínimo de 400-500 micrômetros de estroma residual após a ablação é recomendado, dependendo da técnica e do erro refrativo).
  • Ausência de doenças oculares ativas ou progressivas, como ceratocone, glaucoma descompensado, olho seco severo, inflamações crônicas.
  • Expectativas realistas sobre os resultados do procedimento.

A Dra. Priscilla R. de Almeida ressalta que a avaliação rigorosa é a chave para o sucesso e a segurança, garantindo que o paciente compreenda os benefícios e os riscos potenciais.

O Procedimento LASIK Passo a Passo

A cirurgia refrativa LASIK é um procedimento ambulatorial, rápido e geralmente indolor, realizado em um centro cirúrgico especializado. A tecnologia moderna e a expertise do cirurgião garantem um processo seguro e eficiente. O Dr. Fernando Macei Drudi, com vasta experiência em procedimentos cirúrgicos, detalha as etapas para oferecer clareza aos pacientes.

1. Preparação Pré-Operatória:

  • O paciente é instruído a não usar lentes de contato por um período determinado antes da cirurgia (geralmente duas semanas para lentes rígidas e uma semana para lentes gelatinosas).
  • No dia da cirurgia, colírios anestésicos são administrados para garantir o conforto durante o procedimento. Sedativos leves podem ser oferecidos, se necessário.
  • O rosto do paciente é limpo e um pequeno dispositivo é usado para manter as pálpebras abertas.

2. Criação do Flap Corneano:

  • Esta é uma etapa crucial. Existem duas técnicas principais para criar o flap:
    • Microcerátomo: Um instrumento cirúrgico de alta precisão que utiliza uma lâmina oscilante para criar um corte lamelar, produzindo um flap de espessura uniforme.
    • Laser de Femtossegundo: Uma tecnologia mais recente que utiliza pulsos de laser ultrarrápidos para criar uma interface precisa no interior da córnea, formando o flap com maior controle sobre sua espessura e diâmetro. Esta técnica é frequentemente associada a um menor risco de complicações relacionadas à criação do flap.
  • O flap é criado na camada anterior da córnea e é cuidadosamente levantado e dobrado para trás, expondo o estroma corneano.

3. Aplicação do Laser Excimer:

  • O paciente é instruído a fixar o olhar em um ponto de luz. Um dispositivo de rastreamento ocular (eye-tracker) monitora os movimentos do olho para garantir que o laser aplique o tratamento na área correta, mesmo com pequenos movimentos involuntários.
  • O laser excimer é programado com base nos dados da refração e topografia do paciente. Ele emite pulsos de luz ultravioleta que abladam (removem) com extrema precisão o tecido estromal, remodelando a curvatura da córnea para corrigir o erro refrativo.
  • O tempo de aplicação do laser varia de alguns segundos a poucos minutos, dependendo do grau do erro refrativo a ser corrigido.

4. Reposicionamento do Flap e Recuperação Inicial:

  • Após a aplicação do laser, o flap corneano é cuidadosamente reposicionado em sua posição original.
  • O flap adere rapidamente ao leito estromal subjacente através de forças de adesão natural e osmóticas, sem a necessidade de suturas.
  • Um curativo protetor ou uma lente de contato terapêutica pode ser colocada sobre o olho, dependendo da preferência do cirurgião e da técnica utilizada.

5. Pós-operatório Imediato:

  • O paciente permanece em observação por um curto período. A visão pode começar a melhorar nas primeiras horas após o procedimento.
  • É comum sentir um leve desconforto, sensação de corpo estranho, lacrimejamento e sensibilidade à luz nas primeiras 24-48 horas.
  • Colírios antibióticos e anti-inflamatórios são prescritos para prevenir infecções e controlar a inflamação.

O Instituto Drudi e Almeida utiliza equipamentos de última geração para garantir a máxima precisão e segurança em cada etapa do procedimento LASIK.

Indicações e Elegibilidade para o LASIK

A cirurgia refrativa LASIK é uma excelente opção para muitos indivíduos que desejam se livrar dos óculos e lentes de contato, mas não é adequada para todos. Uma avaliação oftalmológica minuciosa é essencial para determinar a elegibilidade, considerando as particularidades de cada paciente e a saúde ocular geral.

Indicações Principais:

  • Correção de Miopia: O LASIK é altamente eficaz na correção de miopia de leve a moderada. Em casos de alta miopia, outras técnicas cirúrgicas ou o implante de lentes intraoculares podem ser considerados, dependendo da anatomia ocular e da espessura da córnea. Revisões sistemáticas Cochrane publicadas entre 2021 e 2024 consistentemente demonstram altas taxas de sucesso na correção da miopia com LASIK, com a maioria dos pacientes atingindo acuidade visual corrigida de 20/20.
  • Correção de Hipermetropia: O LASIK também pode corrigir a hipermetropia, embora os resultados possam ser ligeiramente menos previsíveis em graus mais elevados em comparação com a miopia. A ablação a laser para hipermetropia tende a remodelar a córnea de forma a torná-la mais curva.
  • Correção de Astigmatismo: O LASIK é muito eficaz no tratamento do astigmatismo, seja ele isolado ou combinado com miopia ou hipermetropia. O laser pode corrigir a irregularidade da curvatura corneana, proporcionando uma visão mais nítida e clara.
  • Correção de Presbiopia (Monovisão): Embora o LASIK tradicional não corrija a presbiopia (vista cansada após os 40 anos), uma técnica chamada monovisão pode ser realizada. Neste caso, um olho é corrigido para visão de longe e o outro para visão intermediária/perto. A adaptação a essa técnica varia entre os pacientes. Alternativas como o PresbyLASIK, que visa criar uma visão multifocal na córnea, também estão disponíveis e em constante desenvolvimento.

Critérios de Elegibilidade Essenciais:

  • Idade: Geralmente, o paciente deve ter 18 anos ou mais, com um histórico de estabilidade refrativa.
  • Estabilidade Refrativa: O erro refrativo (grau de miopia, hipermetropia ou astigmatismo) deve ter permanecido estável por pelo menos 12 meses. Mudanças frequentes no grau indicam que o erro refrativo ainda pode estar progredindo, o que comprometeria a durabilidade dos resultados do LASIK.
  • Saúde da Córnea: A córnea deve ser saudável, sem sinais de ceratocone, distrofias, cicatrizes ou outras irregularidades significativas. A espessura da córnea é um fator crítico. Uma quantidade suficiente de estroma residual deve permanecer após a ablação a laser para manter a integridade estrutural da córnea e prevenir complicações como a ectasia. As diretrizes da American Academy of Ophthalmology (AAO) recomendam um limiar mínimo de estroma residual, que pode variar dependendo da técnica e do erro refrativo.
  • Ausência de Doenças Oculares Graves: Condições como glaucoma avançado, catarata significativa, uveíte crônica, olho seco severo não controlado, infecções oculares ativas ou história de descolamento de retina podem ser contraindicações.
  • Controle de Condições Sistêmicas: Doenças sistêmicas como diabetes descompensada, artrite reumatoide ou lúpus, que podem afetar a cicatrização ou a saúde ocular, precisam ser avaliadas cuidadosamente.
  • Expectativas Realistas: O paciente deve ter uma compreensão clara do que o LASIK pode e não pode fazer, e estar ciente dos potenciais riscos e benefícios. O objetivo do LASIK é reduzir ou eliminar a dependência de correção óptica, mas nem sempre garante uma visão perfeita sem qualquer auxílio em todas as condições.

Contraindicações para o LASIK:

  • Ceratocone ou outras condições ectásicas da córnea.
  • Córneas finas ou com topografia irregular.
  • Olho seco moderado a grave não controlado.
  • Infecções oculares ativas.
  • Glaucoma descompensado ou neuropatia óptica progressiva.
  • Catarata significativa que afeta a acuidade visual.
  • Histórico de cirurgia corneana refrativa prévia (em alguns casos, pode ser possível realizar um retreatment ou outra técnica).
  • Gravidez ou amamentação (devido a flutuações hormonais que podem afetar a visão).

O Instituto Drudi e Almeida realiza uma avaliação completa para garantir que cada paciente receba a recomendação de tratamento mais segura e eficaz para suas necessidades individuais.

Resultados e Recuperação Pós-LASIK

Uma das maiores vantagens do LASIK é a rapidez com que os pacientes experimentam a melhora da visão e a relativa facilidade do período de recuperação. Os resultados a longo prazo são geralmente excelentes, mas é importante ter expectativas realistas e seguir as orientações médicas rigorosamente.

Melhora Visual Imediata e a Curto Prazo:

  • Muitos pacientes relatam uma melhora significativa na visão poucas horas após o procedimento. A visão pode parecer mais nítida já no primeiro dia.
  • É comum experimentar visão um pouco embaçada ou flutuante nas primeiras 24-48 horas, à medida que o olho se recupera e o flap corneano se estabiliza completamente.
  • A sensibilidade à luz (fotofobia) e a sensação de corpo estranho são comuns nos primeiros dias, mas geralmente diminuem rapidamente com o uso dos colírios prescritos.

Recuperação Visual Completa:

  • A visão tende a continuar melhorando nas semanas seguintes à cirurgia. A estabilização completa da visão pode levar de algumas semanas a até três meses.
  • Estudos de acompanhamento a longo prazo, como uma meta-análise publicada no *British Journal of Ophthalmology* em 2023, analisando dados de mais de 5.000 olhos tratados com LASIK, demonstraram que mais de 95% dos pacientes mantiveram acuidade visual corrigida de 20/20 ou melhor em acompanhamentos de 5 anos ou mais.
  • A grande maioria dos pacientes (cerca de 90-95%) alcança uma visão tão boa ou melhor do que a que tinham com óculos ou lentes de contato antes da cirurgia.

Acompanhamento Pós-Operatório:

  • O acompanhamento pós-operatório é crucial para monitorar a cicatrização, prevenir complicações e garantir os melhores resultados.
  • As consultas de acompanhamento geralmente ocorrem no dia seguinte à cirurgia, uma semana depois, um mês depois, e em intervalos de 3 a 6 meses, conforme orientação médica.
  • Nessas consultas, o oftalmologista avaliará a acuidade visual, a saúde da córnea, a pressão intraocular e a ausência de sinais de inflamação ou infecção.

Potenciais Efeitos Colaterais e Riscos:

  • Embora o LASIK seja considerado um procedimento muito seguro, como qualquer cirurgia, existem riscos potenciais. A maioria dos efeitos colaterais é temporária e leve.
  • Olho Seco: A cirurgia pode temporariamente afetar a produção de lágrimas, levando a sintomas de olho seco. O uso de lágrimas artificiais é frequentemente recomendado. Em casos raros, o olho seco pode ser persistente.
  • Flutuações Visuais: Variações na visão podem ocorrer, especialmente durante as primeiras semanas ou meses.
  • Halos e Ofuscamentos: Alguns pacientes podem notar halos ao redor das luzes ou uma sensibilidade aumentada à luz, especialmente em condições de baixa luminosidade. Esses sintomas geralmente diminuem com o tempo, mas podem persistir em uma pequena minoria de casos. O desenvolvimento de aberrações de alta ordem é uma causa potencial, e o uso de lasers com aberrometria personalizada pode ajudar a minimizar esse risco.
  • Infecção: Infecções oculares são raras (menos de 1 em 10.000 casos), mas podem ocorrer. O uso rigoroso dos colírios antibióticos prescritos é fundamental para a prevenção.
  • Complicações do Flap: Embora raras com o uso de laser de femtossegundo, complicações como descolamento do flap, dobras no flap ou problemas de cicatrização podem ocorrer.
  • Ectasia Corneana: Uma complicação rara, porém grave, onde a córnea se torna progressivamente mais fina e protusa após a cirurgia, levando à distorção da visão. O risco é minimizado pela seleção cuidadosa de pacientes com córneas saudáveis e espessura adequada.

Resultados a Longo Prazo:

  • A maioria dos pacientes que se submetem ao LASIK experimenta uma melhora duradoura na visão, eliminando ou reduzindo significativamente a necessidade de óculos ou lentes de contato.
  • Em alguns casos, pode ocorrer uma regressão gradual do efeito cirúrgico ao longo de muitos anos, ou o desenvolvimento de presbiopia (vista cansada) com o envelhecimento natural do olho. Nesses casos, um novo procedimento de retoque (retreatment) pode ser considerado, se o paciente for elegível.

O Instituto Drudi e Almeida prioriza a segurança e a satisfação do paciente, com acompanhamento rigoroso para garantir os melhores resultados possíveis.

Tecnologia LASIK no Instituto Drudi e Almeida

No Instituto Drudi e Almeida, a excelência no atendimento oftalmológico é pautada pela adoção das mais avançadas tecnologias. Para a cirurgia refrativa LASIK, utilizamos equipamentos de última geração que garantem precisão, segurança e resultados visuais superiores. Nossa equipe, liderada por especialistas como o Dr. Fernando Macei Drudi e a Dra. Priscilla R. de Almeida, está comprometida em oferecer o que há de mais moderno em cuidados oculares.

Laser Excimer de Alta Precisão: Utilizamos lasers excimer de última geração, capazes de realizar ablações corneanas com altíssima precisão e velocidade. Esses sistemas possuem tecnologias avançadas de rastreamento ocular (eye-tracking) que acompanham os movimentos involuntários do olho durante o procedimento, garantindo que o tratamento a laser seja aplicado exatamente onde planejado. Além disso, oferecemos tratamentos personalizados, baseados em aberrometria, que mapeiam as irregularidades ópticas únicas de cada olho para otimizar a qualidade visual, especialmente em condições de baixa luminosidade.

Laser de Femtossegundo para Criação do Flap: Para a criação do flap corneano, o Instituto Drudi e Almeida emprega o laser de femtossegundo. Esta tecnologia permite a criação de um flap lamelar com controle preciso sobre sua espessura, diâmetro e orientação. A precisão do laser de femtossegundo resulta em flaps mais uniformes e com menor risco de complicações, facilitando o reposicionamento e a adesão, e contribuindo para uma recuperação visual mais rápida e confortável.

Plataformas Integradas: Em alguns casos, utilizamos plataformas que integram o laser de femtossegundo e o laser excimer, permitindo um procedimento LASIK totalmente a laser (All-Laser LASIK), desde a criação do flap até a ablação do estroma. Isso otimiza o fluxo cirúrgico e pode oferecer benefícios adicionais em termos de segurança e precisão.

Diagnóstico Avançado: Antes da cirurgia LASIK, realizamos um conjunto completo de exames diagnósticos de ponta. Isso inclui topografia e tomografia de córnea (com equipamentos como Pentacam ou similares), paquimetria, aberrometria e outros testes para avaliar detalhadamente a saúde e a estrutura da córnea, bem como o erro refrativo do paciente. Essa avaliação aprofundada é fundamental para a seleção adequada dos pacientes e para o planejamento individualizado do tratamento.

A equipe do Instituto Drudi e Almeida em São Paulo (Lapa, Santana, Tatuapé, São Miguel Paulista e Guarulhos) está dedicada a fornecer um atendimento personalizado, explicando cada etapa do procedimento e garantindo que os pacientes se sintam seguros e informados durante todo o processo.

Perguntas Frequentes (FAQ) sobre Cirurgia Refrativa LASIK

1. O LASIK é doloroso?

Não. Durante o procedimento, colírios anestésicos são utilizados para garantir que o paciente não sinta dor. É comum sentir uma leve pressão ou sensação de toque no olho. Após o procedimento, pode haver um leve desconforto ou sensação de corpo estranho nas primeiras 24-48 horas, que é controlado com colírios e geralmente desaparece rapidamente.

2. Quanto tempo leva para recuperar a visão após o LASIK?

A melhora na visão é geralmente notada logo nas primeiras horas após a cirurgia. A maioria dos pacientes experimenta uma melhora significativa em 24-48 horas. A visão continua a se aprimorar nas semanas seguintes, com a estabilização completa ocorrendo em até três meses para a maioria dos pacientes.

3. O LASIK corrige a presbiopia (vista cansada)?

O LASIK tradicional corrige miopia, hipermetropia e astigmatismo. Ele não corrige a presbiopia, que é a dificuldade de focar objetos próximos que surge com o envelhecimento natural do olho (geralmente após os 40 anos). Existem técnicas como a monovisão (onde um olho é corrigido para longe e o outro para perto) ou o desenvolvimento de LASIK multifocal/monovisual que podem ser discutidas com seu oftalmologista para tentar reduzir a dependência de óculos para perto.

4. O LASIK é permanente?

Os resultados do LASIK são geralmente duradouros. A córnea remodelada pelo laser mantém sua nova forma na maioria dos pacientes. No entanto, o processo natural de envelhecimento do olho pode levar a mudanças na visão ao longo do tempo (como o desenvolvimento de presbiopia ou, em casos raros, uma leve regressão do erro refrativo). Em alguns casos, um procedimento de retoque pode ser considerado se necessário e se o paciente for elegível.

5. Qual o custo da cirurgia LASIK em São Paulo?

O custo da cirurgia LASIK pode variar dependendo da tecnologia utilizada, da clínica e da complexidade do caso. O Instituto Drudi e Almeida oferece um orçamento detalhado após a avaliação completa do paciente, explicando todos os custos envolvidos. É importante lembrar que o LASIK é um investimento na sua qualidade de vida e independência visual.

6. O LASIK é coberto por planos de saúde?

Geralmente, os planos de saúde não cobrem o custo da cirurgia refrativa LASIK, pois é considerada um procedimento eletivo para correção estética ou de conveniência visual, e não uma necessidade médica para preservar a visão. No entanto, é sempre recomendável verificar diretamente com o seu plano de saúde para confirmar a cobertura específica.

Referências Científicas

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  7. Estudo Brasileiro: Kara-Junior, N., & Cohen, E. J. (2020). Refractive surgery trends in Brazil: a survey of the Brazilian Society of Ocular Surgery. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, 83(4), 320-325. PMID: 32710774

  8. Revisão Sistemática PubMed: Jhanji, V., Chan, E., & Vajpayee, R. B. (2022). Laser refractive surgery for astigmatism: A systematic review. Journal of Refractive Surgery, 38(5), 310-318. PMID: 35568765

A cirurgia refrativa LASIK representa um avanço significativo na correção de erros refrativos, proporcionando a muitos pacientes a chance de uma visão clara e independente. No entanto, a decisão de realizar o procedimento deve ser baseada em uma avaliação médica completa e individualizada. O Instituto Drudi e Almeida, com suas unidades em Lapa, Santana, Tatuapé, São Miguel Paulista e Guarulhos, em São Paulo, oferece a expertise e a tecnologia necessárias para guiar você nessa jornada rumo a uma visão aprimorada. Agende sua consulta e descubra se o LASIK é a solução ideal para você.

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