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Glaucoma

Campo Visual (Perimetria): O Que É, Para Que Serve e Como é Feito o Exame

Publicado em 15 de maio de 2026 Atualizado em 15 de maio de 2026 9 min de leitura Dr. Fernando Macei Drudi
Humphrey Field Analyzer 750i — Campo Visual do Instituto Drudi e Almeida
Dr. Fernando Macei Drudi
Autor
Dr. Fernando Macei Drudi
CRM-SP 139.300

Resumo em linguagem simples

O campo visual mede a extensão da visão periférica. É essencial para diagnosticar e acompanhar o glaucoma. Dura cerca de 15 minutos, não precisa dilatar e requer atenção do paciente.

CID-10: H40 — Glaucoma Ver todos os artigos de Glaucoma

O que é o exame de campo visual?

O campo visual (ou perimetria) é um exame que mapeia toda a extensão da visão — central e periférica — de cada olho separadamente. Ele detecta áreas onde a sensibilidade visual está reduzida ou ausente (escotomas), que podem indicar danos ao nervo óptico, à retina ou às vias visuais cerebrais.

No Instituto Drudi e Almeida, utilizamos o Humphrey Field Analyzer 750i (Zeiss), o aparelho de referência mundial para perimetria computadorizada, com o protocolo SITA-Standard (Swedish Interactive Thresholding Algorithm) — o mais validado na literatura científica para glaucoma.

Para que serve o campo visual?

O campo visual é indispensável para:

  • Glaucoma — detecta e quantifica a perda de campo visual funcional; essencial para estadiamento e monitoramento da progressão
  • Neuropatia Óptica — isquêmica, inflamatória, compressiva ou hereditária
  • Retinose Pigmentar — documenta o estreitamento tubular do campo visual
  • Lesões das Vias Visuais — tumores hipofisários, AVC, esclerose múltipla
  • Retinopatia por Hidroxicloroquina — rastreamento de toxicidade macular em pacientes com lúpus ou artrite reumatoide
  • Avaliação de Motoristas — exame obrigatório para renovação da CNH em casos específicos

Como é feito o exame de campo visual?

O paciente senta em frente ao aparelho com um olho ocluído. O olho examinado fica posicionado diante de uma cúpula branca (bowl), com o olhar fixo em um ponto central. O aparelho projeta pontos de luz de diferentes intensidades em posições aleatórias dentro do campo visual, e o paciente pressiona um botão cada vez que percebe um ponto. O computador registra quais pontos foram detectados e com qual intensidade, construindo um mapa de sensibilidade visual.

Como interpretar o resultado?

O laudo inclui vários mapas e índices:

  • Mean Deviation (MD) — desvio médio da sensibilidade em relação ao normal para a idade. Valores mais negativos indicam maior perda.
  • Pattern Standard Deviation (PSD) — variabilidade local da perda. Elevado em glaucoma focal.
  • Visual Field Index (VFI) — percentual de campo visual funcional preservado (100% = normal, 0% = cegueira total).
  • Glaucoma Hemifield Test (GHT) — compara os hemicampos superior e inferior para detectar o padrão assimétrico típico do glaucoma.
Estágio do GlaucomaMD (dB)VFI (%)
Inicial0 a −6> 85%
Moderado−6 a −1250–85%
Avançado< −12< 50%

O exame de campo visual é difícil?

Requer atenção e concentração, mas não é difícil. O maior desafio é manter o olhar fixo no centro enquanto percebe os estímulos periféricos. É normal que o primeiro exame seja menos confiável — o paciente aprende a técnica ao longo do exame. Por isso, o médico frequentemente solicita pelo menos dois exames antes de tomar decisões clínicas baseadas no campo visual.

Com que frequência devo repetir o campo visual?

Para glaucoma, as diretrizes da European Glaucoma Society recomendam pelo menos 2 exames por ano nos primeiros 2 anos após o diagnóstico, para estabelecer a taxa de progressão. Após estabilização documentada, pode ser reduzido para 1 exame anual. Em casos de progressão rápida ou suspeita de progressão, pode ser necessário repetir a cada 3 a 4 meses.

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

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