Entenda a Catarata
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Enquanto isso, leia nossos artigos sobre catarata →O que você vai aprender
Sete lições progressivas que levam você do entendimento básico da catarata até a tomada de decisão informada sobre o tratamento.
O que é catarata e por que ela acontece
Entenda a fisiopatologia do cristalino e os fatores de risco mais comuns.
Sintomas e quando buscar avaliação
Reconheça os sinais precoces e saiba o momento certo de consultar um especialista.
Exames diagnósticos essenciais
Biometria, topografia e exames pré-operatórios explicados de forma simples.
Tipos de cirurgia: facoemulsificação e FLACS
Diferenças entre as técnicas cirúrgicas e qual é mais indicada para cada caso.
Lentes intraoculares: monofocal, trifocal e EDOF
Guia completo para escolher a lente certa para o seu estilo de vida.
Pós-operatório: cuidados e expectativas
O que esperar após a cirurgia, colírios, restrições e retorno às atividades.
Resultados e qualidade de vida
Evidências científicas sobre melhora de visão, independência de óculos e satisfação.
Conteúdo elaborado por especialistas
O curso foi desenvolvido pela equipe médica do Instituto Drudi e Almeida, com base em diretrizes do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, publicações do PubMed e NEJM e na experiência clínica de mais de 30.000 cirurgias realizadas.
O que você precisa saber sobre catarata
A catarata é a opacificação progressiva do cristalino — a lente natural do olho responsável por focar as imagens na retina. Com o envelhecimento, as proteínas do cristalino se desnaturalizam e formam agregados que reduzem a transparência do tecido, causando visão embaçada, sensibilidade aumentada à luz e dificuldade para enxergar à noite. No Brasil, a catarata é a principal causa de cegueira reversível, responsável por aproximadamente 46% dos casos de cegueira evitável segundo dados do Ministério da Saúde.
Embora o envelhecimento seja o principal fator, outros elementos aceleram o desenvolvimento da catarata: exposição crônica à radiação ultravioleta sem proteção ocular, diabetes mellitus descompensado, uso prolongado de corticosteroides, tabagismo, trauma ocular prévio e predisposição genética. A indicação cirúrgica é essencialmente funcional: quando a redução de acuidade visual compromete as atividades cotidianas do paciente ou quando a catarata representa risco de complicações.
A escolha da lente intraocular (LIO) é uma das decisões mais importantes do processo. As lentes monofocais corrigem a visão para uma distância, exigindo óculos para perto. As lentes trifocais e EDOF permitem visão nítida em múltiplas distâncias. As lentes tóricas corrigem o astigmatismo simultaneamente. O Instituto Drudi e Almeida utiliza biometria óptica de alta precisão (IOLMaster 700) para calcular o poder dióptrico ideal de cada lente.
Dúvidas sobre catarata
A cirurgia de catarata dói?
Não. A facoemulsificação é realizada sob anestesia tópica (colírios anestésicos) e sedação leve. O paciente fica acordado, mas não sente dor durante o procedimento, que dura em média 15 a 20 minutos por olho.
Quanto tempo dura a recuperação?
A maioria dos pacientes retorna às atividades leves em 24 a 48 horas. A visão estabiliza completamente em 4 a 6 semanas. Atividades físicas intensas e natação devem ser evitadas por 30 dias.
A catarata pode voltar após a cirurgia?
A catarata em si não recidiva, pois o cristalino natural é removido. Porém, em 20 a 40% dos casos, a cápsula posterior pode opacificar (catarata secundária), tratada com laser YAG em poucos minutos, sem cirurgia.
Convênio cobre a cirurgia de catarata?
Sim. A maioria dos planos de saúde cobre a cirurgia com lente monofocal. Lentes premium (trifocais, EDOF, tóricas) geralmente exigem coparticipação. Nossa equipe orienta sobre as opções de cada convênio.
É possível operar os dois olhos no mesmo dia?
Não é a prática recomendada. Operamos um olho por vez, com intervalo mínimo de 7 a 14 dias, para garantir segurança e permitir ajustes no cálculo da segunda lente.
Qual é a taxa de sucesso da cirurgia?
A facoemulsificação tem taxa de sucesso superior a 98% quando realizada por cirurgiões experientes. A grande maioria dos pacientes atinge acuidade visual de 20/40 ou melhor após o procedimento.
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