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Glaucoma

Glaucoma de Ângulo Fechado: Sintomas de Emergência e Como Agir

Publicado em 02 de março de 2026 Atualizado em 02 de março de 2026 7 min de leitura Dr. Fernando Macei Drudi
Glaucoma de Ângulo Fechado: Sintomas de Emergência e Como Agir
Dr. Fernando Macei Drudi
Autor
Dr. Fernando Macei Drudi
CRM-SP 139.300

Resumo em linguagem simples

A crise aguda de glaucoma de ângulo fechado é uma emergência oftalmológica. Saiba reconhecer os sintomas e o que fazer para evitar a perda permanente da visão.

CID-10: H40 — Glaucoma Ver todos os artigos de Glaucoma

O Que é o Glaucoma de Ângulo Fechado?

O glaucoma é uma doença do nervo óptico, geralmente associada ao aumento da pressão intraocular. Existem dois tipos principais: o glaucoma de ângulo aberto (mais comum, crônico e silencioso) e o glaucoma de ângulo fechado (menos comum, mas potencialmente mais urgente).

No glaucoma de ângulo fechado, a íris bloqueia o ângulo de drenagem do humor aquoso (líquido interno do olho), causando aumento súbito e grave da pressão intraocular. Quando isso ocorre de forma aguda, constitui uma emergência oftalmológica que pode causar cegueira permanente em horas se não tratada.

Fatores de Risco

Algumas características anatômicas e condições aumentam o risco de glaucoma de ângulo fechado:

  • Hipermetropia: olhos mais curtos têm câmara anterior mais rasa
  • Idade: o cristalino aumenta com a idade, estreitando o ângulo
  • Sexo feminino: mulheres têm maior prevalência
  • Ascendência asiática: maior predisposição anatômica
  • Histórico familiar
  • Uso de certos medicamentos: anticolinérgicos, antidepressivos, descongestionantes nasais
  • Ambientes escuros: a pupila dilata em locais escuros, podendo desencadear a crise

Sintomas da Crise Aguda de Glaucoma

A crise aguda de glaucoma de ângulo fechado é dramática e inconfundível:

  • Dor ocular intensa e súbita (frequentemente descrita como "a pior dor da vida")
  • Visão turva ou embaçada
  • Halos coloridos ao redor de luzes
  • Olho vermelho
  • Pupila dilatada e não reativa à luz
  • Olho duro ao toque
  • Náuseas e vômitos (podem ser tão intensos que o paciente pensa em problema gastrointestinal)
  • Dor de cabeça intensa

Atenção: Os sintomas sistêmicos (náusea, vômito, dor de cabeça) podem desviar o diagnóstico para causas neurológicas ou gastrointestinais, atrasando o tratamento. Se houver dor ocular associada, procure imediatamente um pronto-socorro oftalmológico.

O Que Fazer em uma Crise Aguda?

A crise aguda de glaucoma é uma emergência médica. Siga estas orientações:

  1. Procure imediatamente um pronto-socorro oftalmológico ou emergência hospitalar
  2. Não espere — cada hora conta para preservar a visão
  3. Informe o médico sobre todos os medicamentos em uso
  4. Não use colírios sem prescrição médica

O tratamento de emergência inclui colírios para reduzir a pressão intraocular, medicamentos sistêmicos (acetazolamida, manitol) e, após estabilização, iridotomia a laser para criar uma abertura na íris e prevenir novas crises.

Glaucoma de Ângulo Fechado Crônico

Nem todo glaucoma de ângulo fechado se apresenta como crise aguda. Existe também a forma crônica, que evolui lentamente e pode ser assintomática por anos — similar ao glaucoma de ângulo aberto. Por isso, o exame oftalmológico regular é fundamental para detectar o estreitamento do ângulo antes que ocorra uma crise.

Prevenção: Iridotomia Profilática

Pacientes com ângulo estreito identificado no exame oftalmológico podem se beneficiar da iridotomia a laser profilática — um procedimento simples e ambulatorial que cria uma pequena abertura na íris, eliminando o risco de bloqueio pupilar e crise aguda.

Acompanhamento no Instituto do Glaucoma

O Instituto do Glaucoma da Drudi e Almeida oferece diagnóstico avançado com topografia do nervo óptico, campimetria computadorizada e OCT, além de tratamento clínico e cirúrgico para todas as formas de glaucoma. Agende sua avaliação preventiva.

Quando buscar avaliação especializada

Neste tema, a avaliação individualizada com oftalmologista faz diferença porque no glaucoma, a interpretação conjunta da pressão intraocular, paquimetria, campo visual e OCT do nervo óptico é essencial para reduzir o risco de progressão silenciosa. Em casos selecionados, o Dr. Fernando Drudi participa da definição diagnóstica e terapêutica, especialmente quando há necessidade de correlação clínica com exames complementares e planejamento de condutas mais complexas.

A Dra. Priscilla Almeida também integra essa abordagem multidisciplinar, reforçando a importância de exame oftalmológico completo, seguimento regular e orientação personalizada conforme idade, sintomas, fatores de risco e impacto funcional descrito pelo paciente.

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

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