Resumo em linguagem simples
Entenda como é feita a cirurgia de catarata, quanto tempo dura o procedimento, como é a anestesia e o que esperar da recuperação em 2026.
A cirurgia de catarata é o tratamento indicado quando a opacificação do cristalino começa a comprometer a visão, a leitura, a direção, a percepção de contraste e a autonomia do paciente no dia a dia. Em termos simples, o procedimento consiste em remover o cristalino que ficou opaco e substituí-lo por uma lente intraocular transparente, devolvendo nitidez visual e previsibilidade refracional em boa parte dos casos [1] [2] [3].
Na prática clínica, essa é uma das cirurgias oftalmológicas mais realizadas no mundo e, quando bem indicada, costuma oferecer recuperação relativamente rápida, com execução ambulatorial e anestesia local na maioria dos casos [1] [3] [4]. No Instituto Drudi e Almeida, tanto o Dr. Fernando Drudi quanto a Dra. Priscilla Almeida reforçam que o sucesso da cirurgia não depende apenas do ato cirúrgico em si, mas também de uma avaliação pré-operatória criteriosa, escolha correta da lente e acompanhamento pós-operatório individualizado.
O que é a catarata e quando a cirurgia passa a ser indicada
A catarata acontece quando o cristalino perde a transparência. Isso geralmente ocorre com o envelhecimento, razão pela qual a catarata relacionada à idade é a forma mais comum. O paciente costuma perceber visão embaçada, piora da sensibilidade ao contraste, halos ao redor das luzes, maior dificuldade para dirigir à noite, troca frequente do grau dos óculos e necessidade de mais luz para ler [1] [4].
A indicação cirúrgica não depende apenas de um número na tabela de acuidade visual. Diretrizes e revisões destacam que a decisão deve considerar sintomas, impacto funcional, necessidades visuais do paciente e expectativa realista de resultado [1] [2]. Em outras palavras, há pacientes com catarata moderada que já não conseguem dirigir com segurança, enquanto outros toleram melhor alterações semelhantes. É por isso que a avaliação precisa ser personalizada.
Como é feita a cirurgia de catarata
Hoje, a técnica mais consagrada é a facoemulsificação, na qual o cirurgião faz microincisões na córnea, acessa o cristalino opaco, fragmenta o núcleo com energia ultrassônica e aspira esse material. Em seguida, implanta uma lente intraocular dobrável dentro da cápsula do cristalino, que é preservada como suporte da nova lente [1] [3].
“During cataract surgery, your cloudy natural lens is removed and replaced with a clear artificial lens. That lens is called an intraocular lens (IOL).” [3]
Em linguagem do paciente, o procedimento costuma seguir esta sequência:
| Etapa | O que acontece |
|---|---|
| Preparação | O olho recebe colírios, antissepsia e monitorização clínica |
| Anestesia | Geralmente anestesia local, tópica e/ou complementar, com sedação conforme o caso |
| Microincisão | São feitas pequenas incisões corneanas, normalmente autosselantes |
| Remoção da catarata | O cristalino opaco é fragmentado e aspirado |
| Implante da lente | A lente intraocular é posicionada dentro do olho |
| Recuperação imediata | O paciente permanece em observação breve e, em muitos casos, recebe alta no mesmo dia |
A literatura recente reforça que a facoemulsificação segue como técnica padrão, enquanto o laser de femtossegundo ainda não demonstrou superioridade consistente sobre ela para fragmentação nuclear em ensaios randomizados [1]. Isso é importante porque muitos pacientes acreditam que toda tecnologia “a laser” é necessariamente superior, o que nem sempre é verdade do ponto de vista científico.
A cirurgia dói?
Na maioria dos casos, não. Como o olho é anestesiado e o paciente costuma receber medicação para relaxar, o procedimento tende a ser bem tolerado [1] [3]. O que muitos pacientes relatam não é dor, mas sensação de luz intensa, manipulação suave e desconforto leve. Em situações específicas, como maior ansiedade, dificuldade de cooperação ou condições clínicas particulares, a equipe adapta a estratégia anestésica.
Quanto tempo dura a cirurgia de catarata
A duração pode variar de acordo com a densidade da catarata, anatomia ocular, experiência da equipe, necessidade de recursos adicionais e presença de outras doenças oculares. Em muitos casos, o tempo cirúrgico é curto, frequentemente na faixa de minutos, com permanência total maior por causa do preparo, dilatação, monitorização e recuperação imediata [3].
Para o paciente, o mais importante é entender que “quanto dura a cirurgia” envolve duas medidas distintas:
| Pergunta | Resposta prática |
|---|---|
| Quanto dura o ato cirúrgico? | Em geral, é um procedimento rápido, muitas vezes concluído em poucos minutos a dezenas de minutos |
| Quanto tempo fico no hospital ou centro cirúrgico? | Normalmente algumas horas, considerando preparo e observação após a cirurgia |
O que esperar no dia do procedimento
Em geral, o paciente comparece em jejum conforme orientação anestésica, leva exames prévios e passa por conferência de dados, lateralidade e lente programada. Depois, o olho é preparado com antissepsia e a cirurgia é realizada com monitorização. Após um curto período de recuperação, a maioria dos pacientes recebe alta no mesmo dia com prescrição de colírios e orientações de proteção ocular [3] [4].
No atendimento, o Dr. Fernando Drudi e a Dra. Priscilla Almeida costumam explicar que o grande diferencial não é apenas operar, mas orientar corretamente. Saber o que esperar reduz ansiedade, melhora adesão aos colírios e ajuda o paciente a perceber mais cedo qualquer sinal de alerta.
Como costuma ser a visão logo após a cirurgia
A recuperação visual não é idêntica para todos. Alguns pacientes já percebem melhora importante nas primeiras 24 a 48 horas, enquanto outros precisam de alguns dias ou semanas para estabilização maior, especialmente quando havia catarata muito densa, astigmatismo, olho seco, edema corneano transitório ou doença de retina associada [1] [3] [4].
A OMS destaca que o seguimento pós-operatório deve ser estruturado conforme o risco de cada paciente. Em diretrizes internacionais, é comum reavaliação nas primeiras 24 a 48 horas, em cerca de uma semana e novamente entre 4 e 6 semanas para análise visual final e necessidade de correção residual [4].
Quais exames são importantes antes da cirurgia
O pré-operatório de catarata não se resume à marcação da data. Diretrizes brasileiras destacam o valor da biometria, topografia corneana e OCT em cenários apropriados para reduzir erro refrativo e melhorar previsibilidade, além de exame oftalmológico completo para avaliar córnea, retina, pressão intraocular e comorbidades [2].
| Exame ou avaliação | Para que serve |
|---|---|
| Biometria | Calcular o poder da lente intraocular |
| Topografia corneana | Avaliar astigmatismo e regularidade da córnea |
| OCT | Identificar alterações maculares que podem impactar o resultado visual |
| Fundo de olho | Avaliar retina, nervo óptico e doenças associadas |
| Avaliação clínica dirigida | Ajustar riscos anestésicos e condições sistêmicas relevantes |
O resultado é definitivo?
A lente intraocular implantada não “vence”, mas o resultado visual final pode depender de fatores que vão além da catarata. Pacientes com glaucoma, degeneração macular, retinopatia diabética, córnea irregular ou altas ametropias podem ter melhora importante, porém não necessariamente visão perfeita [1] [4] [5]. Além disso, meses ou anos depois pode ocorrer opacificação da cápsula posterior, condição conhecida como “catarata secundária”, tratável com YAG laser em muitos casos [3].
Perguntas que vale fazer ao cirurgião antes de operar
Em vez de decidir apenas pelo medo ou pelo preço, o melhor caminho é sair da consulta com respostas objetivas. Entre as perguntas mais úteis estão: qual técnica será usada, qual lente é mais adequada ao meu perfil visual, tenho doença de retina ou glaucoma que limita o resultado, quanto tempo devo ficar sem dirigir e qual recuperação esperar no meu caso específico.
Quando agendar uma avaliação
Se a catarata já atrapalha sua leitura, o uso de telas, a direção, o reconhecimento de rostos ou a independência nas tarefas diárias, vale passar por avaliação especializada. A boa decisão cirúrgica nasce de uma indicação correta e de uma conversa franca sobre expectativa visual, tipo de lente e segurança do procedimento.
No Instituto Drudi e Almeida, o planejamento conduzido pelo Dr. Fernando Drudi e pela Dra. Priscilla Almeida busca justamente isso: alinhar ciência, previsibilidade e a necessidade real do paciente, sem promessas irreais e com foco na melhor escolha individual.
FAQ
A cirurgia de catarata é a laser?
Nem sempre. A técnica padrão continua sendo a facoemulsificação por ultrassom. Em alguns serviços, etapas podem ser associadas ao laser de femtossegundo, mas isso não significa superioridade automática em todos os casos [1].
A cirurgia de catarata precisa de internação?
Na maioria das vezes, não. O procedimento costuma ser ambulatorial, com alta no mesmo dia [1] [3].
Posso operar os dois olhos no mesmo dia?
Em situações selecionadas isso pode ser discutido, mas a decisão deve ser individualizada, considerando riscos, protocolo do serviço e segurança do paciente [2] [4].
Quanto tempo demora para voltar a enxergar bem?
Muitos pacientes já percebem melhora nos primeiros dias, mas a estabilização visual pode levar semanas, a depender do olho e da lente escolhida [3] [4].
Referências
- Lapp T, et al. Cataract Surgery-Indications, Techniques, and Intraocular Lens Selection. Europe PMC, 2023
- Conselho Brasileiro de Oftalmologia, AMB e ABCCR. Diretriz de tratamento da Catarata
- American Academy of Ophthalmology. Cataract Surgery: Risks, Recovery, Costs
- World Health Organization. Summary of recommendations for quality of care in cataract surgery management
- American Academy of Ophthalmology. Factors to Consider in Choosing an IOL for Cataract Surgery
Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.
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