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Catarata

Anestesia na Cirurgia de Catarata: Tipos, Segurança e o Que o Paciente Sente

Publicado em 25 de abril de 2026 Atualizado em 25 de abril de 2026 8 min de leitura Dr. Fernando Macei Drudi
Imagem de capa do artigo Anestesia na Cirurgia de Catarata: Tipos, Segurança e o Que o Paciente Sente, conteúdo da categoria Catarata.
Dr. Fernando Macei Drudi
Autor
Dr. Fernando Macei Drudi
CRM-SP 139.300

Resumo em linguagem simples

Entenda quais tipos de anestesia podem ser usados na cirurgia de catarata, quando cada estratégia é indicada e por que o procedimento costuma ser bem tolerado.

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A cirurgia de catarata dói?

Essa é uma das perguntas mais comuns no consultório. De forma geral, a cirurgia de catarata não costuma ser dolorosa. O procedimento é realizado com anestesia planejada para bloquear desconforto e reduzir ansiedade, preservando segurança e colaboração do paciente durante a operação.

Na rotina do Dr. Fernando Drudi e da Dra. Priscilla Almeida, a explicação pré-operatória sobre anestesia costuma mudar completamente a experiência do paciente. Quando ele entende o que vai sentir — e, principalmente, o que não deve sentir — o nível de tranquilidade no dia da cirurgia aumenta muito.

Quais tipos de anestesia podem ser usados?

A forma mais comum é a anestesia tópica, feita com colírios anestésicos. Em muitos casos, ela pode ser associada a sedação leve monitorada pelo anestesista, o que ajuda o paciente a permanecer mais relaxado. Dependendo do perfil clínico, da cooperação esperada e das características do olho, outras técnicas podem ser consideradas.

  • Anestesia tópica: colírios anestésicos, com recuperação rápida e boa tolerabilidade;
  • Sedação venosa leve: usada para conforto adicional, sem necessidade de anestesia geral na maioria dos casos;
  • Bloqueios locorregionais: reservados para situações específicas, quando é importante reduzir movimentos oculares de forma mais intensa;
  • Anestesia geral: incomum em adultos, indicada apenas em circunstâncias especiais.

O que o paciente costuma sentir durante o procedimento?

O mais habitual é sentir luz, movimentação da equipe, presença de líquido e leve manipulação, mas não dor propriamente dita. Alguns pacientes descrevem pressão discreta ou sensação de toque, o que é diferente de dor forte. Caso apareça desconforto relevante, a equipe ajusta a condução imediatamente.

Por isso, o aspecto mais importante não é “aguentar a cirurgia”, e sim manter comunicação simples com a equipe. O procedimento é curto, monitorado e pensado para ser tolerável mesmo por pessoas muito apreensivas.

Quem precisa de avaliação anestésica mais cuidadosa?

Pacientes com doenças cardíacas, pulmonares, tremores, ansiedade intensa, dificuldade para permanecer deitado ou alterações neurológicas merecem planejamento ainda mais individualizado. Nesses casos, a conversa prévia com a equipe e o anestesista ajuda a decidir o melhor equilíbrio entre conforto e segurança.

Também é importante revisar medicações em uso, alergias, anticoagulantes e o histórico de cirurgias anteriores. Esse preparo reduz surpresas no dia do procedimento e contribui para uma experiência mais previsível.

Por que a cirurgia moderna tolera anestesia mais leve?

A facoemulsificação moderna é feita por microincisão, com tempo cirúrgico curto e menor agressão tecidual do que técnicas antigas. Isso permite que muitos casos sejam realizados com anestesia tópica e sedação leve, sem necessidade de recuperação anestésica prolongada.

Em outras palavras, a evolução da técnica cirúrgica ajudou a tornar também o cuidado anestésico mais confortável para o paciente.

Conclusão

A anestesia da cirurgia de catarata é, na maioria das vezes, simples, segura e bem tolerada. O procedimento geralmente não dói, e o tipo de anestesia é definido conforme o perfil do paciente e a estratégia cirúrgica. Entender isso antes da operação costuma diminuir muito o medo e melhorar a experiência como um todo.

Para uma decisão mais completa, veja também nosso conteúdo sobre sintomas e momento de procurar avaliação e sobre recuperação dia a dia após a cirurgia.

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

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