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Glaucoma

SLT para Glaucoma: o que é, como funciona e quanto custa em São Paulo

Publicado em 11 de abril de 2026 Atualizado em 11 de abril de 2026 8 min de leitura Dr. Fernando Drudi e Dra. Priscilla Almeida
SLT para Glaucoma: o que é, como funciona e quanto custa em São Paulo
Dr. Fernando Drudi e Dra. Priscilla Almeida
Autor
Dr. Fernando Drudi e Dra. Priscilla Almeida
CRM-SP 139.300

Resumo em linguagem simples

A trabeculoplastia seletiva a laser (SLT) é o tratamento de primeira linha para o glaucoma recomendado pela Academia Americana de Oftalmologia. Saiba como funciona, quem pode fazer e quanto custa na Drudi e Almeida.

CID-10: H40 — Glaucoma Ver todos os artigos de Glaucoma

O que é o SLT (Trabeculoplastia Seletiva a Laser)?

A trabeculoplastia seletiva a laser, conhecida pela sigla SLT (do inglês Selective Laser Trabeculoplasty), é um procedimento ambulatorial que utiliza pulsos de laser Nd:YAG de 532 nm para reduzir a pressão intraocular em pacientes com glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão ocular. Ao contrário dos colírios, que dependem da adesão diária do paciente, o SLT transfere o controle do tratamento para as mãos do especialista — e os resultados falam por si.

O procedimento foi aprovado pelo FDA em 2001 e, desde então, acumulou mais de duas décadas de evidências científicas de altíssima qualidade. Em 2022, o National Institute for Health and Care Excellence (NICE) do Reino Unido tornou o SLT obrigatório como primeira opção terapêutica para o glaucoma — uma decisão baseada no maior estudo já realizado sobre o tema, o LiGHT Trial, publicado no The Lancet.

Na Drudi e Almeida Clínicas Oftalmológicas, o Dr. Fernando Drudi e a Dra. Priscilla Almeida oferecem o SLT como parte do protocolo do Instituto do Glaucoma, com avaliação individualizada para cada paciente. O procedimento está disponível a partir de R$ 1.500, valor que inclui a sessão de laser e o acompanhamento pós-procedimento.

Como o SLT funciona: a ciência por trás do laser

Para entender o SLT, é preciso compreender o mecanismo do glaucoma. Na grande maioria dos casos, a doença resulta de um desequilíbrio entre a produção e o escoamento do humor aquoso — o líquido que circula dentro do olho. Quando o trabeculado, a estrutura responsável por drenar esse líquido, não funciona adequadamente, a pressão intraocular sobe e começa a comprimir o nervo óptico.

O SLT age diretamente nesse ponto crítico. O laser emite pulsos extremamente curtos — de apenas 3 nanossegundos — que atingem seletivamente as células pigmentadas do trabeculado (melanócitos), sem causar dano térmico ao tecido adjacente. Esse é o diferencial fundamental em relação à trabeculoplastia de argônio (ALT), técnica mais antiga que causava cicatrizes irreversíveis e não podia ser repetida.

A ação do SLT desencadeia uma resposta biológica: macrófagos são recrutados para a região, o tecido trabecular é remodelado e o fluxo de saída do humor aquoso aumenta — reduzindo a pressão intraocular de forma sustentada. O procedimento aplica entre 50 e 100 disparos ao longo de 180° ou 360° do trabeculado e dura, em média, de 5 a 7 minutos.

O que diz a ciência: dados do LiGHT Trial

O LiGHT Trial (Laser in Glaucoma and Ocular Hypertension) é o maior estudo randomizado já conduzido sobre o tratamento inicial do glaucoma. Publicado originalmente no The Lancet em 2019 e com resultados de 6 anos divulgados em 2022, o estudo acompanhou 718 pacientes em 6 hospitais do NHS britânico, comparando o SLT como primeira linha versus colírios hipotensores.

Os resultados foram inequívocos: 74,2% dos pacientes tratados com SLT estavam livres de qualquer medicação ou cirurgia após 3 anos, e 69,8% após 6 anos. A progressão da doença foi significativamente menor no grupo SLT (19,6% versus 26,8%), assim como a necessidade de trabeculectomia (13 olhos versus 32 olhos) e de cirurgia de catarata (57 olhos versus 95 olhos).

Um estudo publicado no JAMA Ophthalmology em fevereiro de 2025, analisando a extensão do LiGHT Trial com 524 pacientes acompanhados por 72 meses, demonstrou que o SLT secundário (realizado após o uso de colírios) também é altamente eficaz: 60,5% dos olhos que fizeram a transição para o SLT ficaram sem necessidade de qualquer medicação ou cirurgia, e a carga medicamentosa caiu de 1,38 para 0,59 princípios ativos (p<0,001).

No contexto brasileiro, um ensaio clínico randomizado publicado na Revista Brasileira de Oftalmologia em 2024 (DOI: 10.37039/1982.8551.20240027) comparou o SLT com Nd:YAG ao latanoprosta como tratamento inicial do glaucoma. O resultado: redução de PIO de 23,4% com SLT versus 23,6% com latanoprosta — eficácia estatisticamente equivalente, com a vantagem de que o SLT não exige adesão diária.

Quem pode fazer o SLT?

O SLT é indicado para uma ampla gama de pacientes com glaucoma ou hipertensão ocular. Os candidatos ideais incluem portadores de glaucoma primário de ângulo aberto, que representa a forma mais comum da doença, bem como pacientes com glaucoma pseudoexfoliativo e glaucoma pigmentar, condições em que o trabeculado apresenta pigmentação aumentada e responde particularmente bem ao laser.

Pacientes que enfrentam dificuldades de adesão ao tratamento com colírios — seja por esquecimento, efeitos colaterais como irritação ocular, olho seco ou hiperemia, ou pelo custo mensal dos medicamentos — são candidatos especialmente beneficiados. Estudos mostram que a não-adesão a colírios para glaucoma pode chegar a 60%, e que até 90% dos pacientes não renovam as prescrições de forma contínua. O SLT elimina essa variável ao transferir o tratamento para o consultório.

As contraindicações incluem glaucoma de ângulo fechado sem iridotomia prévia, uveíte ativa, neovascularização do ângulo e trabeculado com pigmentação muito baixa, situações que o Dr. Fernando Drudi e a Dra. Priscilla Almeida avaliam criteriosamente durante a consulta de triagem.

Como é o procedimento na prática?

O SLT é realizado em ambiente ambulatorial, sem necessidade de internação ou anestesia geral. O paciente recebe colírio anestésico tópico e uma lente de gonioscopia é posicionada sobre o olho para permitir a visualização do trabeculado. O laser é então aplicado em 50 a 100 pontos ao longo do ângulo camerular, em uma sessão que dura entre 5 e 7 minutos por olho.

Após o procedimento, é comum uma leve sensação de desconforto, visão levemente turva e hiperemia transitória, que geralmente se resolvem em 24 a 48 horas. O paciente recebe colírio anti-inflamatório por alguns dias e retorna para avaliação da pressão intraocular em 1 a 4 semanas. A redução da PIO começa a ser observada nas primeiras semanas e atinge seu pico em torno de 1 a 3 meses.

Uma das grandes vantagens do SLT é a sua repetibilidade. Ao contrário da trabeculoplastia de argônio, que causava dano térmico irreversível, o SLT pode ser reaplicado quando o efeito diminui ao longo dos anos — geralmente após 3 a 5 anos. No LiGHT Trial, 90% dos pacientes do grupo SLT precisaram de apenas uma ou duas sessões em 6 anos de acompanhamento.

SLT versus colírios: uma comparação honesta

A decisão entre SLT e colírios não é binária — em muitos casos, as duas abordagens se complementam. Mas para pacientes com glaucoma inicial ou moderado, o SLT como primeira linha oferece vantagens que vão além da eficácia comparável. A Academia Americana de Oftalmologia (AAO), a Sociedade Europeia de Glaucoma (EGS) e o NICE britânico já incorporaram o SLT como opção de primeira linha em suas diretrizes.

Em termos de eficácia, o SLT reduz a PIO em 20 a 30%, comparável aos análogos de prostaglandina. A diferença fundamental está na adesão: enquanto os colírios exigem uso diário e os estudos mostram que até 60% dos pacientes não aderem adequadamente ao tratamento, o SLT é realizado uma única vez no consultório, eliminando completamente essa variável.

Do ponto de vista econômico, um colírio de análogo de prostaglandina custa entre R$ 60 e R$ 150 por mês. Em 12 meses, o gasto varia de R$ 720 a R$ 1.800 — sem considerar consultas de acompanhamento e outros medicamentos associados. O SLT, com efeito que dura em média 3 a 5 anos, pode representar uma economia real e significativa para o paciente.

Quanto custa o SLT em São Paulo?

Na Drudi e Almeida Clínicas Oftalmológicas, o SLT está disponível a partir de R$ 1.500 — um valor que, quando comparado ao custo acumulado de colírios ao longo de anos, representa uma alternativa economicamente vantajosa e clinicamente superior para muitos pacientes.

Além disso, é importante verificar a cobertura do plano de saúde. Muitos planos cobrem o SLT quando há indicação médica documentada para glaucoma, o que pode reduzir ou eliminar o custo para o paciente. A equipe da Drudi e Almeida orienta cada paciente sobre as possibilidades de cobertura durante a consulta de avaliação.

SLT na Drudi e Almeida: estrutura e expertise

O Instituto do Glaucoma da Drudi e Almeida conta com equipamentos de última geração para diagnóstico e tratamento do glaucoma, incluindo tomografia de coerência óptica (OCT) de nervo óptico, campimetria computadorizada e o laser Nd:YAG para realização do SLT. O protocolo de atendimento segue as diretrizes internacionais mais atuais, com avaliação individualizada do risco de progressão, metas de PIO personalizadas e acompanhamento longitudinal.

O Dr. Fernando Drudi e a Dra. Priscilla Almeida acreditam que o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são as únicas formas de preservar a visão do paciente com glaucoma — uma doença silenciosa que, quando diagnosticada tardiamente, já causou danos irreversíveis ao nervo óptico. Por isso, a triagem para glaucoma faz parte de toda consulta oftalmológica de rotina nas cinco unidades da rede.

Perguntas frequentes sobre o SLT

O SLT dói? O procedimento é realizado com anestesia tópica (colírio) e a grande maioria dos pacientes relata apenas leve pressão ou desconforto durante a aplicação da lente de gonioscopia. A dor é mínima e transitória.

Preciso parar os colírios antes do SLT? Não necessariamente. O Dr. Fernando Drudi avalia caso a caso se é mais adequado manter, reduzir ou suspender a medicação antes do procedimento. Após o SLT, muitos pacientes conseguem reduzir ou eliminar os colírios gradualmente, conforme a resposta ao laser.

O SLT funciona para todos os tipos de glaucoma? O SLT tem melhor indicação para o glaucoma de ângulo aberto. Para glaucoma de ângulo fechado, outros procedimentos a laser (como a iridotomia periférica) são preferidos. A avaliação do ângulo camerular por gonioscopia é indispensável antes de indicar o SLT.

Quanto tempo dura o efeito do SLT? A maioria dos estudos mostra que o efeito hipotensor do SLT dura entre 3 e 5 anos. Quando o efeito diminui, o procedimento pode ser repetido com eficácia semelhante à primeira sessão.

O SLT tem cobertura de plano de saúde? Muitos planos de saúde cobrem o SLT quando há indicação médica para glaucoma. Recomendamos verificar com seu plano antes da consulta. Nossa equipe pode auxiliar na documentação necessária para solicitação de cobertura.

Como agendar sua avaliação

Se você tem diagnóstico de glaucoma, hipertensão ocular, ou histórico familiar da doença, agende uma consulta com os especialistas do Instituto do Glaucoma da Drudi e Almeida. A avaliação inclui medida da pressão intraocular, gonioscopia, avaliação do nervo óptico e, quando indicado, campimetria e OCT de nervo óptico.

O SLT está disponível a partir de R$ 1.500 nas unidades da Drudi e Almeida em São Paulo (Santana, Tatuapé, Lapa, São Miguel Paulista) e Guarulhos. Entre em contato pelo WhatsApp (11) 91654-4653 ou pelo telefone (11) 5026-8521 para agendar sua avaliação.

Referências científicas

[1] Gazzard G, et al. Selective laser trabeculoplasty versus eye drops for first-line treatment of ocular hypertension and glaucoma (LiGHT): a multicentre randomised controlled trial. The Lancet. 2019;393(10180):1505-1516.

[2] Konstantakopoulou E, Gazzard G, et al. Selective Laser Trabeculoplasty After Medical Treatment for Glaucoma or Ocular Hypertension. JAMA Ophthalmology. 2025;143(2):e240095. doi:10.1001/jamaophthalmol.2024.0095

[3] Schehlein EM. Selective Laser Trabeculoplasty as First-Line Therapy. Glaucoma Today. Jan-Feb 2025.

[4] Eficácia da trabeculoplastia seletiva a laser versus latanoprosta como tratamento inicial no glaucoma. Revista Brasileira de Oftalmologia. 2024;83:e0027. doi:10.37039/1982.8551.20240027

[5] LiGHT Trial: 6-year results of primary selective laser trabeculoplasty versus eye drops for the treatment of glaucoma and ocular hypertension. UCL Discovery. 2022.

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

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