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Retina

Sintomas de Descolamento de Retina: Sinais de Emergência

Publicado em 28 de maio de 2026 Atualizado em 28 de maio de 2026 7 min de leitura Dr. Fernando Macei Drudi
Imagem de capa do artigo Sintomas de Descolamento de Retina: Sinais de Emergência, conteúdo da categoria Retina.
Dr. Fernando Macei Drudi
Autor
Dr. Fernando Macei Drudi
CRM-SP 139.300

Resumo em linguagem simples

Moscas volantes e flashes de luz podem ser sintomas de descolamento de retina. Conheça os sinais de alerta e saiba quando procurar o oftalmologista urgente.

CID-10: H35 — Outros transtornos da retina Ver todos os artigos de Retina

O descolamento de retina é uma condição oftalmológica grave que exige atenção médica imediata. Compreender os sintomas de descolamento de retina é crucial para a preservação da visão, pois a detecção precoce e o tratamento adequado podem fazer toda a diferença no prognóstico. Neste artigo, o Dr. Fernando Drudi, especialista em retina do Instituto Drudi e Almeida, abordará de forma aprofundada os sinais de alerta, as causas e as opções de tratamento, sempre com base em evidências médicas atualizadas.

O que é o Descolamento de Retina?

A retina é uma fina camada de tecido nervoso sensível à luz localizada na parte posterior do olho. Ela é responsável por converter a luz em sinais elétricos que são enviados ao cérebro, formando as imagens que vemos. O descolamento de retina ocorre quando essa camada se separa da sua posição normal, perdendo o suprimento de oxigênio e nutrientes essenciais. Essa separação pode levar à perda permanente da visão se não for tratada rapidamente [1].

Quais são os tipos de Descolamento de Retina?

Existem três tipos principais de descolamento de retina, cada um com suas características e causas específicas:

Tipo de Descolamento de Retina Descrição Causas Comuns
Regmatogênico É o tipo mais comum. Ocorre quando há uma ruptura (rasgo ou buraco) na retina, permitindo que o fluido vítreo (gel que preenche o olho) passe por essa abertura e se acumule sob a retina, separando-a do epitélio pigmentar subjacente. Degeneração vítrea relacionada à idade, miopia elevada, trauma ocular.
Tracional Acontece quando tecidos cicatriciais na superfície da retina se contraem e puxam a retina, afastando-a da sua posição normal. Retinopatia diabética proliferativa, retinopatia da prematuridade, trauma ocular.
Exsudativo Ocorre quando fluidos vazam dos vasos sanguíneos e se acumulam sob a retina sem que haja uma ruptura. Esse acúmulo de fluido empurra a retina para fora. Doenças inflamatórias (uveíte), tumores (melanoma de coroide), doenças vasculares da retina.

Quais são os sintomas do Descolamento de Retina?

Os sintomas de descolamento de retina podem surgir de forma súbita e, muitas vezes, são indolores. É fundamental estar atento a qualquer alteração visual e procurar um oftalmologista imediatamente caso perceba um ou mais dos seguintes sinais [1, 2]:

  • Moscas Volantes (miodesopsias): Pequenas manchas escuras, pontos, fios ou teias de aranha que parecem flutuar no campo de visão e se movem quando os olhos se movem. Um aumento súbito no número ou tamanho das moscas volantes pode ser um sinal de alerta.
  • Flashes de Luz (fotopsias): Percepção de luzes piscando ou faíscas, especialmente na visão periférica, mesmo em ambientes escuros. Esses flashes de luz no olho são causados pela tração do vítreo na retina.
  • Visão Embaçada ou Reduzida: Uma diminuição repentina na acuidade visual ou uma sensação de que a visão está turva.
  • Sombra ou Véu Escuro: O aparecimento de uma sombra escura, cortina ou véu que avança progressivamente sobre o campo de visão. Este é um sinal de que o descolamento está progredindo e afetando uma área maior da retina.

É importante ressaltar que, em alguns casos, especialmente quando o descolamento é pequeno e não afeta a mácula (região central da retina), a pessoa pode não apresentar sintomas evidentes. Por isso, exames oftalmológicos de rotina são essenciais para a detecção precoce.

Quando as moscas volantes e flashes de luz são preocupantes?

Embora moscas volantes e flashes de luz possam ser sintomas comuns e, por vezes, benignos, especialmente com o envelhecimento natural do vítreo, a sua aparição súbita, o aumento significativo em quantidade ou intensidade, ou a associação com outros sintomas visuais, como a perda de campo visual, são indicativos de uma emergência oftalmológica. A Academia Americana de Oftalmologia (AAO) enfatiza que pacientes com descolamento de vítreo posterior agudo e sem rupturas retinianas ainda têm uma pequena chance de desenvolver rupturas nas semanas seguintes, sendo recomendado um acompanhamento rigoroso [3].

Quais são as causas do Descolamento de Retina?

Diversos fatores podem contribuir para o descolamento de retina, sendo alguns mais prevalentes que outros [1]:

  • Envelhecimento Natural: Com o tempo, o vítreo pode se liquefazer e se separar da retina (descolamento do vítreo posterior), o que pode causar tração e, consequentemente, rupturas na retina.
  • Miopia Elevada: Pessoas com alta miopia têm olhos mais longos e retinas mais finas, o que as torna mais suscetíveis a rupturas e descolamentos.
  • Trauma Ocular: Pancadas fortes ou lesões no olho podem causar rupturas ou descolamentos da retina.
  • Cirurgias Oculares Anteriores: Cirurgias como a de catarata, embora seguras, podem aumentar ligeiramente o risco de descolamento em alguns casos.
  • Retinopatia Diabética Proliferativa: Em pacientes com diabetes mal controlado, novos vasos sanguíneos anormais podem crescer na retina e no vítreo, formando tecido cicatricial que pode puxar a retina.
  • Doenças Inflamatórias ou Tumores Oculares: Condições como uveíte ou tumores podem levar ao acúmulo de fluido sob a retina, causando descolamento exsudativo.
  • Histórico Familiar: A predisposição genética pode aumentar o risco.

Como é feito o diagnóstico do Descolamento de Retina?

O diagnóstico do descolamento de retina é realizado por um oftalmologista através de um exame oftalmológico completo. O principal procedimento é o exame de fundo de olho com a pupila dilatada, que permite ao médico visualizar a retina e identificar qualquer ruptura ou área de descolamento. Em alguns casos, exames complementares como a ultrassonografia ocular, a retinografia e a tomografia de coerência óptica (OCT) podem ser necessários para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão do problema [1].

O Descolamento de Retina tem cura?

Sim, o descolamento de retina tem cura, e as taxas de sucesso do tratamento são elevadas, especialmente quando a condição é diagnosticada e tratada precocemente. A cirurgia de retina é o tratamento principal para a maioria dos casos, com técnicas como a vitrectomia via pars plana e a introflexão escleral sendo as mais comuns. Em casos de pequenas rupturas sem descolamento significativo, o laser ou a crioterapia podem ser utilizados para "colar" a retina e prevenir o avanço do problema [1].

É crucial entender que a rapidez no tratamento impacta diretamente a recuperação visual. Quanto mais tempo a retina permanecer descolada, especialmente se a mácula for afetada, menor será a chance de recuperação total da visão. Em casos não tratados, o descolamento de retina pode levar à perda permanente e irreversível da visão no olho afetado [1].

Conclusão

O descolamento de retina é uma emergência oftalmológica que exige vigilância e ação rápida. As moscas volantes e os flashes de luz no olho são sinais de alerta que nunca devem ser ignorados, especialmente se surgirem de forma súbita ou acompanhados de outros distúrbios visuais. A boa notícia é que, com o diagnóstico e a cirurgia de retina realizados em tempo hábil, o descolamento de retina tem cura e a visão pode ser preservada.

No Instituto Drudi e Almeida, em São Paulo e Guarulhos, contamos com uma equipe de oftalmologistas especializados e tecnologia de ponta para oferecer o melhor diagnóstico e tratamento para condições da retina. Se você notar qualquer um desses sintomas, não hesite. Agende uma avaliação conosco o mais rápido possível para proteger a sua visão.

Referências

[1] Tua Saúde. Descolamento de retina: o que é, sintomas, causas e tratamentos. Disponível em: tuasaude.com
[2] American Academy of Ophthalmology. Detached Retina. Disponível em: American Academy of Ophthalmology — Diretriz clínica
[3] American Academy of Ophthalmology. Posterior Vitreous Detachment, Retinal Breaks, and Lattice Degeneration PPP 2024. Disponível em: American Academy of Ophthalmology — Diretriz clínica

<h2>Diagnóstico e Exames Complementares</h2>
<p>O diagnóstico do descolamento de retina é essencialmente clínico, realizado por meio de um exame oftalmológico detalhado com o uso de instrumentos específicos. A oftalmoscopia indireta é o exame padrão para a avaliação da retina, permitindo ao médico visualizar diretamente a superfície retiniana e identificar áreas de descolamento, rasgos ou buracos. Durante essa avaliação, o oftalmologista pode também utilizar a biomicroscopia com lente de contato para um exame ainda mais minucioso da retina, especialmente nas regiões periféricas onde as lesões costumam ocorrer.</p>
<p>Além do exame clínico, existem exames complementares importantes que auxiliam na confirmação do diagnóstico e no planejamento do tratamento. A ultrassonografia ocular, especialmente quando a visão está comprometida devido a hemorragias vítreas ou outras opacidades, é fundamental para detectar o descolamento e avaliar sua extensão. Este exame é não invasivo e permite a visualização do segmento posterior do olho mesmo quando o exame direto está prejudicado.</p>
<p>Em situações específicas, exames de imagem avançados como a tomografia de coerência óptica (OCT) podem ser utilizados para avaliar com mais detalhes a integridade das camadas da retina, principalmente em casos de descolamento macular ou quando há dúvidas diagnósticas. A angiografia fluoresceínica, embora menos comum para o diagnóstico inicial do descolamento, pode ser indicada para avaliar a circulação retiniana e auxiliar na identificação de áreas isquêmicas ou neovasculares associadas. A combinação desses exames proporciona um diagnóstico preciso e permite a escolha da melhor estratégia terapêutica para cada paciente.</p>

<h2>Opções de Tratamento Modernas</h2>
<p>O tratamento do descolamento de retina deve ser iniciado o mais rápido possível para minimizar o risco de perda visual permanente. Atualmente, as opções terapêuticas são variadas e dependem do tipo, extensão e localização do descolamento, bem como do estado geral do olho e da saúde do paciente. A cirurgia é o tratamento padrão e pode ser realizada por diferentes técnicas, cada uma indicada para um perfil específico de descolamento.</p>
<p>Uma das técnicas mais utilizadas é a retinopexia pneumática, que consiste na injeção de uma bolha de gás no interior do olho para tamponar e fechar a ruptura retiniana, promovendo a reabsorção do líquido sub-retiniano e a reaproximação da retina ao epitélio pigmentado subjacente. Este procedimento é minimamente invasivo e pode ser realizado em consultório, mas é indicado principalmente para descolamentos pequenos e localizados.</p>
<p>Para descolamentos mais extensos, a vitrectomia pars plana é a técnica cirúrgica moderna mais empregada. Ela consiste na remoção do gel vítreo que exerce tração sobre a retina, seguida pela aplicação de laser ou crioterapia para selar as rupturas e a colocação de gases expansíveis ou silicone para manter a retina posicionada durante a cicatrização. Além disso, a cirurgia de indentação escleral, que envolve a colocação de um explante de silicone na superfície externa do globo ocular para aliviar tração e aproximar a retina, ainda é utilizada em casos selecionados. O avanço tecnológico e a experiência cirúrgica têm aumentado significativamente as taxas de sucesso e a recuperação visual dos pacientes submetidos a esses procedimentos.</p>

<h2>Perguntas Frequentes</h2>

<h3>Quais são os sintomas iniciais do descolamento de retina?</h3>
<p>Os sintomas iniciais geralmente incluem o aparecimento súbito de moscas volantes (pequenos pontos ou linhas que flutuam no campo visual), flashes de luz (fotopsias) e uma sombra ou cortina escura que começa a obscurecer uma parte do campo visual. É importante destacar que esses sinais podem ocorrer isoladamente ou em combinação e indicam necessidade de avaliação oftalmológica urgente para evitar a progressão do descolamento.</p>

<h3>O descolamento de retina pode ocorrer em ambos os olhos ao mesmo tempo?</h3>
<p>Embora seja mais comum que o descolamento de retina ocorra em um olho, pacientes com fatores de risco, como miopia elevada, histórico familiar ou descolamento prévio em um dos olhos, têm maior probabilidade de desenvolver a condição em ambos. Por isso, o acompanhamento regular com o oftalmologista e a avaliação cuidadosa da retina do olho contralateral são fundamentais para a detecção precoce e prevenção de complicações.</p>

<h3>É possível prevenir o descolamento de retina?</h3>
<p>Não existe uma forma definitiva de prevenir o descolamento de retina

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

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