Seg–Sex: 8h–18h  |  Sáb: 8h–12h
glaucoma

Campo visual (perimetria): como funciona o exame

Publicado em 01 de maio de 2026 Atualizado em 21 de agosto de 2026 Revisão médica: 17 de agosto de 2026 14 min de leitura Dr. Fernando Macei Drudi
Capa em animação 3D mostrando paciente realizando exame de campo visual em uma cúpula de perimetria, acompanhado por profissional de oftalmologia.
Dr. Fernando Macei Drudi
Autor Médico
Dr. Fernando Macei Drudi
CRM-SP 139.300 | RQE 50.645

Resumo em linguagem simples

A perimetria mede como cada olho percebe luzes em diferentes pontos enquanto o olhar permanece fixo. Ela ajuda a acompanhar a função visual, sobretudo no glaucoma, mas um resultado só ganha significado quando é comparado ao exame ocular, aos sintomas e aos registros anteriores.

GUIA CLÍNICO

Revisão médica: Dr. Fernando Macei Drudi, CRM-SP 139.300 | RQE 50.645

Resposta rápida: a perimetria, também chamada de exame de campo visual, mede como cada olho percebe pequenos estímulos luminosos em diferentes pontos enquanto a pessoa mantém o olhar em uma referência central. Ela é particularmente útil no acompanhamento do glaucoma, mas também pode ajudar a investigar alterações de retina, nervo óptico e vias visuais. Um mapa alterado não deve ser interpretado isoladamente: a confiabilidade do teste, os sintomas, o exame ocular e os resultados anteriores fazem parte da leitura clínica.

Prancha clínica mostrando pessoa posicionada em uma cúpula de perimetria, com orientações para fixar o olhar, responder ao estímulo luminoso e interpretar o resultado junto aos demais exames.
Figura clínica em destaque. A perimetria é uma tarefa de atenção visual: manter o olhar no ponto central e responder aos estímulos percebidos ajuda a equipe a avaliar a qualidade do registro.

O que é campo visual?

Campo visual é a área que cada olho consegue perceber quando a pessoa mantém o olhar direcionado para frente. Ele inclui a visão central, importante para leitura e reconhecimento de detalhes, e a visão periférica, que participa da orientação espacial e da percepção de movimento. No cotidiano, porém, a experiência visual é formada pelos dois olhos e pelo cérebro; por isso, alterações discretas em um setor podem passar despercebidas.

O exame de campo visual transforma essa função em um mapa. Em vez de perguntar apenas se a visão parece boa, a perimetria testa pontos definidos do espaço visual com estímulos luminosos de intensidades diferentes. O objetivo não é medir somente acuidade visual, que é a capacidade de distinguir detalhes em uma tabela de letras. Trata-se de avaliar se um estímulo pode ser percebido em determinada posição enquanto a pessoa mantém a fixação central.

O resultado pode mostrar áreas com sensibilidade esperada, áreas que precisam ser reavaliadas e padrões que merecem correlação com outras informações. A perimetria não “enxerga” diretamente o nervo óptico ou a retina: ela registra uma função visual. Por isso, seu valor aumenta quando é comparada ao exame oftalmológico, à pressão ocular quando indicada, a fotografias do nervo óptico, à tomografia de coerência óptica (OCT) e ao histórico da pessoa.

Esquema com ponto central de fixação, estímulos em diferentes posições e cartões sobre o que o exame registra.
Figura 1. A perimetria organiza a percepção de estímulos em um mapa de função visual; o laudo é interpretado no contexto clínico.

Perimetria e campo visual são a mesma coisa?

Os termos costumam aparecer juntos, mas descrevem coisas diferentes. Campo visual é a função que se quer avaliar. Perimetria é a técnica usada para medir essa função. Também é comum encontrar a expressão “campimetria” em pedidos e laudos.

Na forma automatizada mais usada em consultório, a pessoa se posiciona diante de uma cúpula clara. Um olho é examinado por vez. Enquanto mantém o olhar em uma luz ou ponto central, a pessoa aperta um botão quando percebe pequenos estímulos luminosos que surgem em posições variadas. O equipamento registra as respostas e calcula um mapa. A estratégia escolhida, a região examinada e o tempo necessário podem variar conforme a pergunta clínica.

Há outras modalidades. A perimetria cinética, por exemplo, movimenta o estímulo de fora para dentro e pode ser útil em situações específicas. A microperimetria associa pontos testados à retina central em cenários selecionados. Esses exames não são intercambiáveis automaticamente; a escolha depende da condição a ser investigada e da avaliação oftalmológica.

TermoO que significaComo deve ser usado
Campo visualÁrea percebida sem mover o olharFunção visual avaliada
Perimetria automatizadaTeste com estímulos luminosos apresentados por equipamentoMapa funcional e índices de qualidade
LaudoRepresentação gráfica e estatística das respostasInterpretação médica integrada
Comparação seriadaLeitura de exames sucessivos, quando indicadosAjuda a avaliar consistência e mudança ao longo do tempo

Como é feito o exame de campo visual?

Antes de começar, a equipe ajusta a altura da cadeira e os apoios de queixo e testa. A posição precisa ser confortável porque o teste exige que o rosto permaneça relativamente estável. Óculos ou lentes de correção podem ser usados quando a equipe orientar. Em geral, não há contato do aparelho com o olho e não é necessário jejum para a perimetria automatizada padrão.

O examinador explica a tarefa antes de iniciar. A orientação principal é simples: olhar continuamente para o ponto central e apertar o botão apenas quando perceber uma luz, mesmo que ela seja fraca. Não é preciso procurar a luz com os olhos nem tentar adivinhar quando ela aparecerá. Responder sem ter percebido o estímulo pode diminuir a confiabilidade do mapa; não responder a alguns estímulos também pode ocorrer quando há cansaço, dificuldade de atenção ou alteração visual. O próprio sistema registra indicadores que ajudam o profissional a interpretar essas situações.

O teste é feito em cada olho separadamente. A duração depende do programa usado e de como a pessoa responde. Se o paciente estiver cansado, ansioso, com dor, visão embaçada importante ou dificuldade para manter a atenção, deve avisar a equipe. Em determinadas circunstâncias, uma pausa ou uma nova tentativa pode ser mais útil do que insistir em um registro pouco representativo.

Linha do tempo com as etapas de ajuste, fixação, resposta aos estímulos e revisão técnica da perimetria.
Figura 2. A preparação e a comunicação com a equipe são parte do exame; não é necessário procurar os estímulos luminosos com o olhar.

Como se preparar para a perimetria?

Uma preparação simples costuma ser suficiente. Leve os óculos que usa habitualmente e informe se houve mudança recente de visão, cirurgia ocular, início de algum tratamento ou desconforto relevante no dia do teste. A equipe pode orientar a correção adequada para o exame. Não interrompa colírios ou medicamentos por conta própria para realizar a perimetria.

Chegar com algum tempo de antecedência pode ajudar a reduzir pressa e tensão. Caso esteja muito sonolento, com cefaleia intensa, dor ocular, náusea ou visão subitamente pior, informe antes de iniciar. Essas informações podem mudar a decisão de realizar o teste naquele momento ou podem ser importantes para orientar o atendimento. O objetivo não é “passar” no exame; é obter um registro que represente o estado visual naquele contexto.

Quatro cartões orientam a levar óculos, informar sintomas recentes, avisar se houver cansaço e pedir pausa se necessário.
Figura 3. Comunicação clara e posição confortável favorecem a colaboração durante o teste.

Para que serve o campo visual?

A indicação mais conhecida é o glaucoma. Nessa doença, alterações do nervo óptico podem afetar o campo visual de modo progressivo. Como as mudanças iniciais podem não ser percebidas no dia a dia, a perimetria fornece uma medida funcional que pode ser comparada ao longo do acompanhamento. Entretanto, a perimetria não confirma glaucoma sozinha e um campo visual aparentemente normal não elimina, por si só, uma suspeita clínica.

O exame também pode ser solicitado em outras situações. Alterações do nervo óptico, doenças de retina, alguns padrões de queixa visual e condições neurológicas que envolvem as vias ópticas podem demandar avaliação do campo visual. O programa empregado e a interpretação mudam de acordo com a hipótese clínica. Uma alteração periférica, central ou que respeita determinado lado do campo pode ter significados diferentes, e a correlação depende do restante da avaliação.

Em pessoas que usam medicamentos com risco ocular específico, a estratégia de acompanhamento é definida pelo profissional responsável conforme a condição e as diretrizes aplicáveis. Não é adequado concluir, a partir de um laudo isolado, se um medicamento causou alteração ou se deve ser interrompido.

O resultado pode variar? Entenda a confiabilidade

Sim. A perimetria é um exame funcional e interativo: a resposta depende de o estímulo ser percebido, de a pessoa compreender a tarefa, de manter a fixação e de apertar o botão no momento apropriado. Estudos mostram que fatores como respostas falso-positivas, experiência do técnico, horário do dia e variabilidade entre exames podem influenciar medidas como o desvio médio (MD) em séries de pacientes com glaucoma.[1]

Por essa razão, o laudo inclui indicadores de confiabilidade. Eles não funcionam como uma nota simples de aprovado ou reprovado. Perdas de fixação, respostas antecipadas e respostas ausentes precisam ser analisadas junto com a gravidade suspeita, a duração do teste e o padrão do mapa. Em uma análise de mais de 10 mil campos visuais, respostas falso-positivas tiveram impacto relevante sobre a medida de desvio médio, enquanto a utilidade dos indicadores variou com a gravidade do glaucoma.[2]

O primeiro exame também pode refletir aprendizado. Uma série clássica observou mudança média entre as duas primeiras perimetrias de pacientes com glaucoma de ângulo aberto, reforçando que, em alguns cenários, uma medida de referência precisa ser confirmada.[3] Isso não significa que todo resultado inicial seja inválido nem que uma repetição deva ser feita automaticamente para todos. A decisão é individualizada.

Tabela explicando indicadores de qualidade da perimetria, como fixação, resposta antecipada e falta de resposta.
Figura 4. Indicadores técnicos orientam a leitura, mas um número isolado não confirma nem exclui glaucoma.

Como ler o laudo sem tirar conclusões precipitadas

Relatórios de perimetria costumam apresentar mapas em escala de cinza, gráficos de desvio, índices globais e mensagens geradas pelo equipamento. O mapa mostra onde os estímulos foram percebidos com mais ou menos facilidade. Em muitos programas, o desvio total compara a sensibilidade medida a valores de referência para a idade; o desvio de padrão ajuda a destacar irregularidades localizadas; e o MD resume parte da diferença global. Essas medidas são úteis, mas não substituem a revisão das respostas e do padrão espacial.

Uma área escura em um relatório não é automaticamente uma lesão definitiva. Catarata, pupila pequena, erro de correção, fadiga, dificuldade de fixação e variabilidade do próprio teste podem influenciar o resultado. Em estágios mais avançados de dano glaucomatoso, algumas regiões com sensibilidade muito baixa tornam-se particularmente variáveis, o que também limita inferências simples sobre piora ponto a ponto.[4]

O oftalmologista procura coerência: o padrão faz sentido para a história clínica, para o aspecto do nervo óptico, para o OCT e para os exames anteriores? Há qualidade suficiente para usar a informação? Existe necessidade de repetir, de mudar a estratégia do exame ou de avaliar outra causa? A resposta raramente depende de uma cor, de um número ou de uma frase automática do aparelho.

Por que a comparação ao longo do tempo é importante?

Quando a perimetria é usada para acompanhar glaucoma ou outra condição crônica, o interesse não está apenas em saber se um ponto respondeu naquele dia. Séries de exames com técnica comparável permitem avaliar consistência e possíveis tendências. Recomendações metodológicas para glaucoma ressaltam que o número de testes e o intervalo necessário para detectar mudança dependem da variabilidade e da velocidade de alteração clinicamente relevante.[5]

Modelos de pesquisa podem estimar ritmos regionais de perda em grupos de pacientes acompanhados por anos.[6] Na prática individual, isso não autoriza prever o futuro de uma pessoa a partir de um mapa único. A utilidade do acompanhamento é justamente reduzir o risco de confundir variação do teste com mudança real e permitir que a conduta seja discutida com base em evidências mais consistentes.

Linha do tempo mostrando linha de base, repetição indicada, comparação com outros achados e definição de conduta em consulta.
Figura 5. A frequência e a comparação de exames são definidas de acordo com o risco e a avaliação individual.

Quando a perimetria é urgente?

A perimetria é, em geral, um exame programado. No entanto, sintomas visuais agudos não devem esperar apenas pela realização de um campo visual ambulatorial. Procure atendimento oftalmológico urgente diante de queda visual súbita, dor ocular intensa, olho vermelho associado a náuseas ou vômitos, halos ao redor das luzes com mal-estar, sombra ou “cortina” no campo de visão, ou outro sintoma ocular novo importante. A prioridade nesses casos é a avaliação clínica imediata; o exame complementar será escolhido conforme a situação.

Se você recebeu um resultado alterado sem sintomas agudos, evite buscar uma interpretação definitiva na internet ou comparar o próprio mapa com relatórios de outras pessoas. Guarde o laudo, leve exames anteriores e converse com o profissional que solicitou a perimetria. Isso permite integrar a informação de forma segura.

O que acontece depois do exame?

Após o teste, a equipe entrega ou registra o laudo e o oftalmologista define se ele é suficiente para a pergunta clínica. Dependendo do caso, a conclusão pode ser manter o acompanhamento habitual, repetir a perimetria em outra data, associar exames de nervo óptico ou retina, investigar sintomas específicos ou encaminhar para avaliação complementar. Não há uma periodicidade universal: pessoas com glaucoma conhecido, suspeita de glaucoma, doenças de retina ou alterações neurológicas podem ter necessidades diferentes.

Fluxo educativo mostrando resultado do exame, interpretação pelo oftalmologista e plano individualizado de acompanhamento.
Figura 6. O mapa da perimetria integra uma avaliação maior e orienta próximos passos individualizados.

Precisa organizar uma avaliação oftalmológica? O exame adequado e o momento de realizá-lo são definidos após orientação individualizada.

Agendar avaliação oftalmológica

Perguntas frequentes sobre campo visual e perimetria

1. O exame de campo visual dói?

Não. A perimetria automatizada é indolor e não invasiva. Algumas pessoas sentem cansaço pela atenção necessária, principalmente em testes mais longos.

2. Preciso dilatar a pupila para fazer perimetria?

Na perimetria automatizada padrão, a dilatação não costuma ser necessária. Se houver outros exames previstos na consulta, a equipe informará se a dilatação será indicada.

3. Posso usar meus óculos durante o exame?

Leve seus óculos. Dependendo do protocolo e do grau, a equipe pode orientar uma correção específica para manter a imagem nítida durante o teste.

4. O que devo fazer quando aparece uma luz?

Aperte o botão somente quando perceber a luz. Mantenha o olhar no ponto central e não tente procurar o estímulo com os olhos.

5. E se eu não vir algumas luzes?

Siga o exame normalmente. Os estímulos são apresentados com intensidades diferentes; o equipamento e a equipe analisam o padrão de respostas.

6. O primeiro campo visual pode dar alterado?

Pode haver efeito de aprendizado ou cansaço, sobretudo em quem nunca realizou o teste. Quando necessário, o oftalmologista indica repetição para confirmar a utilidade clínica do registro.

7. Um resultado alterado significa glaucoma?

Não necessariamente. O resultado pode ser influenciado por condições oculares, técnicas e pela própria qualidade do teste. O diagnóstico exige correlação médica.

8. A perimetria substitui o OCT?

Não. A perimetria mede função visual; o OCT avalia estruturas oculares. Em situações como glaucoma, os exames podem se complementar.

9. Quanto tempo dura o exame?

A duração varia conforme o programa e a resposta durante o teste. A equipe informa a estimativa antes de iniciar e pode orientar pausas quando apropriado.

10. Posso dirigir após a perimetria?

Em geral, sim, quando apenas a perimetria é realizada. Se houver dilatação pupilar ou outro procedimento na consulta, siga a orientação recebida no local.

11. Qual é a diferença entre visão periférica e visão central?

A visão central é usada para detalhes finos, leitura e reconhecimento; a periférica ajuda na orientação e na percepção lateral. A perimetria testa pontos de diferentes regiões.

12. Por que o teste é feito um olho por vez?

Porque cada olho pode apresentar um padrão próprio. Avaliá-los separadamente ajuda a interpretar o campo visual de forma mais precisa.

13. Quem precisa fazer campo visual com mais frequência?

A frequência depende da condição, do risco e dos achados anteriores. Pessoas com glaucoma ou suspeita da doença podem necessitar acompanhamento mais próximo, conforme orientação médica.

14. Posso parar meus colírios antes do teste?

Não interrompa colírios ou outros medicamentos por conta própria. Informe o que utiliza e siga a orientação do profissional responsável.

15. Quando devo procurar atendimento antes do retorno?

Procure avaliação urgente diante de perda visual súbita, dor ocular intensa, halos com mal-estar, sombra no campo de visão ou outro sintoma ocular novo importante.

Referências científicas

  1. Junoy Montolio FG, Wesselink C, Gordijn M, Jansonius NM. Factors that influence standard automated perimetry test results in glaucoma: test reliability, technician experience, time of day, and season. Invest Ophthalmol Vis Sci. 2012;53(11):7010-7017. doi: 10.1167/iovs.12-10268. PMID: 22952121.
  2. Yohannan J, Wang J, Brown J, et al. Evidence-based criteria for assessment of visual field reliability. Ophthalmology. 2017;124(11):1612-1620. doi: 10.1016/j.ophtha.2017.04.035. PMID: 28676280.
  3. Kulze JC, Stewart WC, Sutherland SE. Factors associated with a learning effect in glaucoma patients using automated perimetry. Acta Ophthalmol (Copenh). 1990;68(6):681-686. doi: 10.1111/j.1755-3768.1990.tb01694.x. PMID: 2080698.
  4. Gardiner SK, Swanson WH, Goren D, Mansberger SL, Demirel S. Assessment of the reliability of standard automated perimetry in regions of glaucomatous damage. Ophthalmology. 2014;121(7):1359-1369. doi: 10.1016/j.ophtha.2014.01.020. PMID: 24629617.
  5. Chauhan BC, Garway-Heath DF, Goñi FJ, et al. Practical recommendations for measuring rates of visual field change in glaucoma. Br J Ophthalmol. 2008;92(4):569-573. doi: 10.1136/bjo.2007.135012. PMID: 18211935.
  6. Caprioli J, Mock D, Bitrian E, et al. A method to measure and predict rates of regional visual field decay in glaucoma. Invest Ophthalmol Vis Sci. 2011;52(7):4765-4773. doi: 10.1167/iovs.10-6414. PMID: 21467178.
  7. Rao HL, Yadav RK, Begum VU, et al. Role of visual field reliability indices in ruling out glaucoma. JAMA Ophthalmol. 2015;133(1):40-44. doi: 10.1001/jamaophthalmol.2014.3609. PMID: 25256758.
  8. Scuderi GL, Cesareo M, Perdicchi A, Recupero SM. Standard automated perimetry and algorithms for monitoring glaucoma progression. Prog Brain Res. 2008;173:77-99. doi: 10.1016/S0079-6123(08)01107-2. PMID: 18929103.

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.