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Colírio para glaucoma e pressão ocular: quais existem, como usar e efeitos

Publicado em 01 de maio de 2026 · Atualizado em 23 de setembro de 2026 · 11 min de leitura

Revisão médica: Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida, médica oftalmologista, CRM-SP 148.173, RQE 59.216 (Oftalmologia), em 23 de setembro de 2026. Como revisamos

Frasco de colírio ao lado de um olho ampliado e oftalmologista mostrando como aplicar a gota
Dr. Fernando Macei Drudi

Autor

Dr. Fernando Macei Drudi

CRM-SP 139.300 | RQE 50.645

Em resumo

Cinco classes de colírio baixam a pressão do olho, e a primeira escolha para a maioria é uma prostaglandina uma vez à noite. A meta de pressão é individual, em geral 25% a 30% abaixo da inicial. A técnica importa: uma gota, deitado, com o canto interno pressionado por 2 a 3 minutos. O timolol é gratuito na Farmácia Popular e as outras classes são fornecidas pelo SUS a quem se enquadra no protocolo do Ministério da Saúde.

CID-10: H40 — Glaucoma Ver todos os artigos de Glaucoma
Neste artigo

Não existe "o melhor colírio para glaucoma". Existe o colírio que baixa a sua pressão até a meta definida para o seu nervo óptico, com efeitos que você consegue tolerar todos os dias. Para a maioria das pessoas, o tratamento começa com uma prostaglandina em dose única à noite, a classe de maior efeito: reduz a pressão em torno de 30%. Timolol, dorzolamida, brimonidina e as combinações fixas entram quando a meta não é alcançada ou quando a primeira escolha não pode ser usada. No Brasil, o timolol é gratuito na Farmácia Popular e as demais classes são fornecidas pelo SUS a quem se enquadra no protocolo do Ministério da Saúde.

PONTOS-CHAVE

O que decide qual colírio você vai usar

  • A meta é individual: o protocolo do Ministério da Saúde define a pressão-alvo como a pressão em que a doença não progride, em geral 25% a 30% abaixo da pressão inicial, mais baixa quanto maior o dano e quanto mais jovem a pessoa.1
  • Cinco classes fazem o trabalho: prostaglandinas, betabloqueadores, inibidores da anidrase carbônica, alfa-agonistas e colinérgicos.
  • O colírio só funciona se cair no olho. Em um estudo com 102 pacientes, a gota chegou ao lugar certo na primeira tentativa em 50% das vezes na posição sentada e em 64,7% deitado.7
  • Metade das pessoas com glaucoma não usa o colírio como prescrito. Um programa de acompanhamento elevou a adesão de 58% para 77,6% em seis meses.8
  • Cílios que crescem, olheira e olho vermelho são efeitos conhecidos das prostaglandinas, não sinal de alergia. Falta de ar, cansaço e pulso lento com timolol são efeitos do corpo, e merecem aviso ao médico.
  • Quando o colírio não basta ou não é tolerado, o laser SLT é uma alternativa com seis anos de evidência.9

Qual colírio baixa a pressão ocular?

Cinco classes, cada uma por um caminho diferente. O olho produz continuamente um líquido chamado humor aquoso e o drena por uma malha no ângulo entre a córnea e a íris. Os colírios reduzem a pressão diminuindo a produção desse líquido, aumentando a saída, ou as duas coisas.

ClasseExemplos (nome genérico)Como ageQuanto baixaVezes ao dia
Prostaglandinas e prostamidaslatanoprosta, travoprosta, bimatoprostaAumentam a saída pela via uveoescleralCerca de 30%11, à noite
Betabloqueadorestimolol, betaxololReduzem a produçãoCerca de 25%11 a 2
Inibidores da anidrase carbônicadorzolamida, brinzolamida (colírio); acetazolamida (comprimido)Reduzem a produção18% a 22% em 24 h12 a 3
Alfa-agonistasbrimonidinaReduzem a produção e aumentam a saídaMenor que as prostaglandinas12 a 3
ColinérgicospilocarpinaContraem o músculo ciliar e abrem a malhaCerca de 20%13 a 4

Os números de redução são médias de estudos e não preveem o seu resultado. A pressão é medida de novo quatro semanas depois de começar ou trocar um colírio, e é essa medida que diz se o remédio funcionou para você.1

As combinações fixas juntam duas classes em um frasco, quase sempre com timolol: timolol com dorzolamida, com brimonidina ou com uma prostaglandina. Elas existem para reduzir o número de gotas do dia, o que ajuda a não esquecer. O protocolo brasileiro registra que a combinação de timolol com dorzolamida tem efeito semelhante ao de uma prostaglandina sozinha.1

Existe "o melhor colírio para glaucoma"?

Não como resposta única. O que existe é uma primeira escolha para a maioria e uma sequência lógica quando ela não basta.

A primeira escolha costuma ser uma prostaglandina, por três razões: é a classe que mais reduz a pressão, é usada uma vez ao dia e tem poucos efeitos fora do olho. O timolol é o betabloqueador mais estudado e o protocolo do Ministério da Saúde o descreve como primeira escolha de tratamento em diversos países, mas ele tem contraindicações que a prostaglandina não tem: asma, doença pulmonar obstrutiva e bradicardia.1

As diretrizes europeia e americana dizem a mesma coisa de formas diferentes: a escolha depende da meta de pressão, das doenças que a pessoa já tem, dos efeitos colaterais que tolera e do custo.2 3 Se a pressão não chega à meta com um colírio, o médico troca a classe ou associa outra. Se chega, o trabalho passa a ser manter a rotina.

Por que este artigo não cita marcas

Porque a Resolução CFM nº 2.336/2023 veda ao médico anunciar marcas comerciais e fabricantes, e este texto é assinado por um médico.11 Mas isso não deixa você sem resposta. Todo colírio tem na caixa o nome genérico da substância, em letras menores, logo abaixo da marca. É esse nome que aparece na tabela acima, e é por ele que você identifica a classe do seu remédio, pede o genérico na farmácia e confere a lista da Farmácia Popular e do SUS.

Se a sua receita traz uma marca, procure o nome genérico na embalagem. Se ele terminar em "prosta", é uma prostaglandina. Se for timolol ou betaxolol, um betabloqueador. Dorzolamida e brinzolamida são inibidores da anidrase carbônica. Brimonidina é um alfa-agonista.

Como pingar o colírio do jeito certo

Uma gota que escorre pela bochecha é dose perdida. Uma gota que cai no olho e é seguida de 2 a 3 minutos com o canto interno pressionado é dose completa e com menos remédio caindo na corrente sanguínea. A técnica importa mais do que parece.

  1. Lave as mãos. O frasco não pode tocar o olho, os cílios nem a pálpebra.
  2. Deite ou incline bem a cabeça para trás. No estudo de Naito e colaboradores com 102 pacientes, a gota chegou ao olho na primeira tentativa em 64,7% das aplicações deitado, contra 50% sentado.7
  3. Puxe a pálpebra inferior com o indicador, formando uma bolsa, e olhe para cima.
  4. Pingue uma gota. Só uma. O olho não comporta mais, e a segunda escorre.
  5. Feche o olho sem apertar e pressione o canto interno, junto ao nariz, por 2 a 3 minutos. Isso fecha a via de drenagem para o nariz e reduz o quanto do remédio vai para o corpo.
  6. Espere cinco minutos entre colírios diferentes. Se usa lubrificante, ele vem depois do colírio de pressão.

Se você mora com alguém, peça que observe uma aplicação. Em um ensaio com 62 pacientes, ver o próprio vídeo aplicando o colírio melhorou a técnica mais do que assistir a um vídeo educativo, sobretudo no item "não encostar o frasco no olho".8

Seis passos para pingar o colírio: lavar as mãos, deitar, puxar a pálpebra inferior, pingar uma gota, fechar o olho e pressionar o canto interno por dois minutos, esperar cinco minutos entre colírios
Figura 1. A pressão no canto interno depois da gota reduz a passagem do remédio para o nariz e para o sangue. É o passo que mais gente pula.

Esqueci o colírio. E agora?

Pingue assim que lembrar, a menos que já esteja perto do horário da próxima dose. Nesse caso, pule a esquecida e siga o horário normal. Nunca pingue duas para compensar.

O problema não é o esquecimento de um dia. É a soma. Um ensaio clínico com 235 pessoas com glaucoma e adesão baixa mediu eletronicamente as doses tomadas: no grupo que recebeu um programa de acompanhamento com educação personalizada, ligações e lembretes, a adesão em seis meses foi de 77,6%; no grupo que recebeu só material impresso, 58%.8 A diferença de quase 20 pontos veio de organização, não de força de vontade.

O que funciona na prática: amarrar a gota a um hábito fixo (escovar os dentes, o café da manhã), alarme no celular com o nome do colírio, frasco sempre no mesmo lugar e uma receita com data de validade longa para não ficar sem remédio. No SUS, a receita de glaucoma para a Farmácia Popular vale 180 dias.

Efeitos colaterais: o que é esperado e o que precisa de aviso

Todo colírio de pressão tem efeitos. Alguns são só incômodos, outros exigem troca. Saber qual é qual evita duas coisas ruins: parar o tratamento por medo e continuar um remédio que está fazendo mal.

Prostaglandinas: cílios que crescem, olheira e olho vermelho

O crescimento e o escurecimento dos cílios são efeitos reais e reversíveis: param quando o colírio para. O escurecimento da íris acontece em olhos claros e mistos e não regride. A vermelhidão é comum no início e tende a diminuir.

O efeito que menos gente conhece é a chamada periorbitopatia: o olho parece mais fundo e a pálpebra superior mais cavada, por perda de gordura ao redor do olho. Em um estudo com 86 pacientes que usavam prostaglandina em um olho só, 67,4% tinham ao menos uma alteração periorbital no olho tratado. Idade acima de 60 anos, uso por mais de um ano e os fármacos bimatoprosta e travoprosta foram fatores independentes de formas mais intensas.4 Se você percebe o olho "afundando", diga ao médico: há como trocar a substância.

Timolol: o efeito é no corpo

O timolol quase não incomoda o olho. O problema é que parte da gota vai para o sangue pelo nariz, e a dose que chega ao coração e aos pulmões não é desprezível. A revisão de Farkouh e colaboradores descreve por que colírios têm concentração alta em relação ao volume e por que a absorção pela mucosa nasal escapa do metabolismo do fígado.6 O resultado clínico: pulso mais lento, cansaço, falta de ar em quem tem asma ou doença pulmonar, e queda de pressão arterial.

Por isso a pressão no canto interno depois da gota não é um detalhe com o timolol. E por isso o médico pergunta sobre asma, bronquite, arritmia e outros remédios antes de prescrevê-lo.

Dorzolamida, brimonidina e pilocarpina

Dorzolamida e brinzolamida ardem ao pingar e deixam gosto amargo na boca por alguns minutos. A brimonidina causa alergia ocular com frequência (olho vermelho, coceira, pálpebra inchada) e sonolência; é evitada em crianças pequenas. A pilocarpina reduz a pupila e escurece a visão em ambientes com pouca luz, e pode dar dor de cabeça na testa no início.

O conservante: o efeito que aparece com os anos

A maioria dos colírios contém cloreto de benzalcônio, um conservante que impede a contaminação do frasco. Usado por anos, várias vezes ao dia, ele agride a superfície do olho: instabilidade da lágrima, perda das células que produzem muco, inflamação da conjuntiva. Baudouin e colaboradores reuniram a evidência experimental e clínica e concluíram que se deve preferir soluções sem benzalcônio sempre que possível, sobretudo em quem usa vários colírios, tem olho seco ou já apresenta sintomas de superfície.5

Isso responde a uma pergunta frequente: qual lubrificante usar quando se tem glaucoma? Um sem conservante, em flaconetes de dose única ou em frasco com sistema que dispensa conservante, e sempre pingado depois do colírio de pressão, com intervalo de cinco minutos.

Quanto custa e como conseguir de graça

O custo mensal varia muito entre classes e entre marca e genérico, e é uma das causas de abandono do tratamento. Há dois caminhos públicos.

  • Farmácia Popular. O maleato de timolol, nas concentrações de 2,5 mg e 5 mg, está na lista do programa e é retirado sem custo nas farmácias credenciadas, com receita (válida por 180 dias para glaucoma), documento com foto e CPF.10
  • Componente Especializado do SUS. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Glaucoma, aprovado pela Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 28, de 6 de dezembro de 2023, define quem tem direito e a quais medicamentos. No Estado de São Paulo a lista inclui timolol, latanoprosta, travoprosta, bimatoprosta, dorzolamida, brinzolamida, brimonidina, pilocarpina e acetazolamida.1 12 O pedido é feito com laudo médico, exames e receita, nas farmácias de alto custo da rede estadual.

A consulta com oftalmologista pelo SUS é a porta de entrada dos dois caminhos. Na Drudi e Almeida, a consulta particular custa R$ 180 no Pix ou dinheiro e R$ 200 no cartão, e os convênios atendidos estão listados na página de agendamento. Um médico particular pode emitir a receita aceita na Farmácia Popular e o laudo do Componente Especializado.

Quando o colírio não basta

Há três situações: a pressão não chega à meta mesmo com dois ou três colírios; os efeitos não são toleráveis; ou a pessoa não consegue manter a rotina de gotas. Nas três, o laser SLT entra na conversa.

No ensaio LiGHT, com 718 pessoas recém-diagnosticadas, quem começou pelo laser em vez de colírio manteve a pressão na meta sem nenhum tratamento adicional em 69,8% dos olhos após seis anos, com menos progressão do glaucoma (19,6% contra 26,8%) e menos cirurgias de trabeculectomia (13 olhos contra 32).9 O laser não é para todos os tipos de glaucoma e não substitui o acompanhamento, mas é uma opção que muita gente ainda não conhece. O que ele faz e para quem serve está em SLT para glaucoma; quando a cirurgia passa a ser considerada está em cirurgia de glaucoma.

Para entender por que a meta de pressão é diferente de pessoa para pessoa, leia pressão ocular alta e hipertensão ocular.

O Instituto é para quem já tem diagnóstico de glaucoma e pedido médico. O agendamento é pelo WhatsApp do Instituto: no horário de atendimento, a consultora responde no (11) 91654-4653; fora dele, a Central, no (11) 91298-8844, com atendimento por inteligência artificial, marca pelo Instituto. Veja valores, convênio e unidades em Tratamento de glaucoma em São Paulo.

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Perguntas frequentes

Qual é o colírio mais usado para glaucoma?

Uma prostaglandina em dose única noturna, como a latanoprosta, é a primeira escolha para a maioria: reduz a pressão em torno de 30% e tem poucos efeitos fora do olho. O timolol é o segundo mais usado e o mais antigo, mas tem contraindicações em asma, doença pulmonar e bradicardia.

Qual colírio usar para pressão ocular alta sem glaucoma?

Os mesmos do glaucoma, quando o médico decide tratar. Hipertensão ocular sem dano no nervo nem sempre exige colírio: a decisão considera o valor da pressão, a espessura da córnea, a idade e outros fatores de risco. Não existe colírio de venda livre para baixar a pressão do olho.

É verdade que o colírio para glaucoma faz os cílios crescerem?

Sim, as prostaglandinas (latanoprosta, travoprosta, bimatoprosta) alongam e escurecem os cílios. O efeito é reversível ao suspender o colírio. Podem também escurecer a íris em olhos claros, de forma permanente, e afundar o olho com o uso prolongado.

Por que o colírio de glaucoma deixa o olho vermelho?

Prostaglandinas dilatam os vasos da conjuntiva, e a vermelhidão é esperada, sobretudo nas primeiras semanas. Vermelhidão com coceira, secreção e pálpebra inchada sugere alergia, mais comum com a brimonidina, e pede troca do colírio.

Posso parar o colírio se a pressão normalizou?

Não. A pressão normalizou porque o colírio está agindo. O glaucoma é uma doença crônica; suspender o tratamento devolve a pressão ao valor anterior e retoma o dano ao nervo óptico, que não se recupera. Qualquer mudança é decidida com o médico, que pode propor laser ou outra estratégia.

Quantas gotas devo pingar?

Uma. O saco lacrimal comporta cerca de uma gota; a segunda escorre ou vai para o nariz, sem benefício e com mais efeito no corpo. Se não tiver certeza de que a gota entrou, espere um minuto e repita.

Quanto tempo esperar entre dois colírios?

Cinco minutos. Menos que isso, o segundo lava o primeiro. Lubrificantes vêm por último. Pomadas, se houver, sempre depois de todos os colírios.

O colírio de glaucoma é de graça?

O timolol (2,5 mg e 5 mg) é gratuito na Farmácia Popular, com receita válida por 180 dias. Prostaglandinas, dorzolamida, brinzolamida, brimonidina, pilocarpina e acetazolamida são fornecidas pelo Componente Especializado do SUS a quem se enquadra no protocolo do Ministério da Saúde, com laudo e exames.

Quem usa colírio para glaucoma pode beber álcool?

Não há interação direta entre os colírios e o álcool. O cuidado é com o timolol em quem tem pressão arterial baixa ou toma outros remédios para o coração, porque o álcool também baixa a pressão. Em dúvida, pergunte ao médico que prescreveu.

Qual lubrificante usar quando se tem glaucoma?

Um sem conservante, de preferência em dose única, pingado cinco minutos depois do colírio de pressão. O cloreto de benzalcônio dos colírios comuns agride a superfície do olho com o uso prolongado; somar mais conservante piora o olho seco.

Colírio de glaucoma pode causar falta de ar e cansaço?

O timolol e os outros betabloqueadores podem, porque parte da gota vai para o sangue. Falta de ar, chiado, pulso lento, tontura ou cansaço novo depois de começar o colírio são motivos para procurar o médico. Não pare por conta própria; há alternativas na mesma consulta.

O colírio cura o glaucoma?

Não. Ele controla a pressão, que é o único fator de risco que se consegue modificar, e com isso reduz a velocidade de perda das fibras do nervo. O que já foi perdido não volta. Por isso o tratamento é contínuo e o acompanhamento com campo visual e OCT continua mesmo com a pressão controlada.

Referências científicas e institucionais

  1. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Glaucoma, aprovado pela Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 28, de 6 de dezembro de 2023.
  2. European Glaucoma Society. European Glaucoma Society Terminology and Guidelines for Glaucoma, 5th Edition. Br J Ophthalmol. 2021;105(Suppl 1):1-169. DOI: 10.1136/bjophthalmol-2021-egsguidelines. PMID: 34675001.
  3. Gedde SJ, Vinod K, Wright MM, et al. Primary Open-Angle Glaucoma Preferred Practice Pattern. Ophthalmology. 2021;128(1):P71-P150. DOI: 10.1016/j.ophtha.2020.10.022. PMID: 34933745.
  4. Altın Ekin M, Arıkan G, Yagmurlu E, et al. Predictors of severity in prostaglandin-associated periorbitopathy. Cutan Ocul Toxicol. 2025;44(1):126-134. DOI: 10.1080/15569527.2025.2475450. PMID: 40055901.
  5. Baudouin C, Labbé A, Liang H, et al. Preservatives in eyedrops: the good, the bad and the ugly. Prog Retin Eye Res. 2010;29(4):312-334. DOI: 10.1016/j.preteyeres.2010.03.001. PMID: 20302969.
  6. Farkouh A, Frigo P, Czejka M. Systemic side effects of eye drops: a pharmacokinetic perspective. Clin Ophthalmol. 2016;10:2433-2441. DOI: 10.2147/OPTH.S118409. PMID: 27994437.
  7. Naito T, Yoshikawa K, Namiguchi K, et al. Comparison of success rates in eye drop instillation between sitting position and supine position. PLoS One. 2018;13(9):e0204363. DOI: 10.1371/journal.pone.0204363. PMID: 30235323.
  8. Newman-Casey PA, Niziol LM, Lu MC, et al. Effect of the Support, Educate, Empower Personalized Glaucoma Coaching Program on Medication Adherence: The SEE Program Randomized Clinical Trial. JAMA Ophthalmol. 2026;144(4):299-306. DOI: 10.1001/jamaophthalmol.2026.0001. PMID: 41746659. Técnica de instilação com vídeo: Lee TE, Cho Y, Yoo HH. The effects of self-video feedback on the eyedrop instillation techniques of glaucoma patients. Int Ophthalmol. 2024;44(1):7. PMID: 38316676.
  9. Gazzard G, Konstantakopoulou E, Garway-Heath D, et al. Laser in Glaucoma and Ocular Hypertension (LiGHT) Trial: Six-Year Results of Primary Selective Laser Trabeculoplasty versus Eye Drops for the Treatment of Glaucoma and Ocular Hypertension. Ophthalmology. 2023;130(2):139-151. DOI: 10.1016/j.ophtha.2022.09.009. PMID: 36122660.
  10. Ministério da Saúde. Programa Farmácia Popular do Brasil: lista de medicamentos, atualizada em 5 de março de 2026 (maleato de timolol 2,5 mg e 5 mg, indicação glaucoma).
  11. Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.336, de 13 de setembro de 2023, sobre publicidade e propaganda médicas, art. 9º, XVIII, "c".
  12. Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Componente Especializado da Assistência Farmacêutica: medicamentos para tratamento de glaucoma. Consultado em 23 set. 2026.

Revisão médica: Dr. Fernando Macei Drudi, médico oftalmologista, CRM-SP 139.300 · RQE 50.645. Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui consulta, exame ou orientação médica individual. A escolha e a troca de colírios são decisões do médico que acompanha o seu glaucoma.

Revisão médica: Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida (CRM-SP 148.173, RQE 59.216), em 23 de setembro de 2026. Como revisamos o conteúdo.

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

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