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Catarata

Cirurgia de Catarata: O Que É, Como Funciona e O Que Realmente Muda na Visão

Publicado em 29 de abril de 2026 Atualizado em 29 de abril de 2026 10 min de leitura Dr. Fernando Macei Drudi
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Dr. Fernando Macei Drudi
Autor
Dr. Fernando Macei Drudi
CRM-SP 139.300

Resumo em linguagem simples

Entenda o que é a cirurgia de catarata, como o cristalino opaco é substituído pela lente intraocular e o que costuma mudar na visão antes, durante e depois do procedimento.

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O que é a cirurgia de catarata?

A cirurgia de catarata é o tratamento indicado quando a opacificação do cristalino começa a comprometer a qualidade visual e passa a interferir nas atividades do dia a dia. Em vez de tentar “limpar” a catarata, o procedimento remove o cristalino que perdeu transparência e o substitui por uma lente intraocular, planejada conforme as medidas do olho e os objetivos visuais do paciente.

Na prática, isso significa que a cirurgia não trata apenas um embaçamento. Ela reorganiza a óptica do olho. Por esse motivo, o planejamento pré-operatório é tão importante quanto o ato cirúrgico em si. O Dr. Fernando Drudi e a Dra. Priscilla Almeida costumam reforçar que um bom resultado depende de indicar a cirurgia no momento certo, alinhar expectativas e escolher a estratégia de lente mais coerente com a rotina visual da pessoa.

Por que a catarata prejudica tanto a visão?

O cristalino saudável é transparente e ajuda a focalizar a luz sobre a retina. Quando ele se torna opaco, a luz deixa de atravessar de forma adequada e a visão passa a parecer nublada, amarelada ou sem contraste. Além disso, muitos pacientes relatam maior sensibilidade ao brilho, piora para dirigir à noite, dificuldade para reconhecer rostos e sensação de que os óculos “não resolvem mais”.

Esse processo costuma ser progressivo. Em alguns casos, a queixa principal é a perda de nitidez; em outros, o que mais incomoda é o ofuscamento, a mudança frequente de grau ou a piora para leitura. É justamente essa repercussão funcional que costuma orientar a decisão cirúrgica.

Como a cirurgia costuma ser feita?

Na maior parte dos casos, o procedimento é realizado por facoemulsificação, técnica na qual o cristalino opaco é fragmentado e aspirado por uma incisão pequena. Em seguida, é implantada a lente intraocular. A cirurgia costuma ser ambulatorial, com anestesia local, e o paciente geralmente recebe alta no mesmo dia.

Embora a descrição técnica pareça complexa, para o paciente o processo costuma ser muito mais simples do que se imagina. O objetivo é tornar o procedimento seguro, previsível e com recuperação relativamente rápida. Ainda assim, segurança não significa banalização: cada caso precisa considerar córnea, retina, pupila, pressão ocular, uso de medicamentos e histórico clínico geral.

A lente implantada é igual para todo mundo?

Não. Existem lentes monofocais, tóricas, multifocais, trifocais e EDOF, entre outras possibilidades. A melhor escolha depende de fatores como presença de astigmatismo, doenças de retina, tolerância a halos, prioridade para visão de longe, intermediária ou perto e expectativa em relação à independência de óculos.

Esse é um dos pontos em que a conversa pré-operatória faz mais diferença. Nem sempre a lente mais sofisticada no papel é a que entrega o melhor resultado para aquele paciente específico. Em muitos olhos, uma monofocal bem planejada oferece previsibilidade excelente. Em outros, uma lente premium pode fazer sentido. O importante é que a indicação seja clínica, não apenas comercial.

O que costuma mudar na visão depois do procedimento?

Muitos pacientes relatam melhora importante da claridade, da nitidez e do contraste já nos primeiros dias. Cores podem parecer mais vivas, o brilho costuma incomodar menos e tarefas antes difíceis voltam a ser possíveis com mais conforto. No entanto, a recuperação não é idêntica para todos. Doenças de retina, olho seco, astigmatismo residual e adaptação à nova lente podem influenciar o ritmo da melhora.

Outro ponto importante é entender que a cirurgia remove a catarata, mas não corrige automaticamente todos os outros problemas visuais do olho. Quando existe glaucoma avançado, retinopatia diabética, degeneração macular ou alterações corneanas relevantes, o ganho pode ser mais limitado. Explicar isso com honestidade é parte do bom cuidado.

Conclusão

A cirurgia de catarata é um dos procedimentos mais transformadores da oftalmologia porque devolve transparência ao sistema óptico e permite um novo planejamento refrativo com lente intraocular. Quando bem indicada, ela pode melhorar de forma significativa a autonomia e a qualidade de vida.

Se você quer aprofundar o tema, vale complementar esta leitura com nossos conteúdos sobre como funciona a facoemulsificação, quais exames entram no pré-operatório e Instituto da Catarata.

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

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