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Catarata

Catarata Congênita em Bebês: Diagnóstico Precoce e Tratamento Cirúrgico

Publicado em 13 de fevereiro de 2025 Atualizado em 13 de fevereiro de 2025 18 de leitura Dr. Fernando Drudi
Catarata Congênita em Bebês: Diagnóstico Precoce e Tratamento Cirúrgico
Dr. Fernando Drudi
Autor
Dr. Fernando Drudi
CRM-SP 139.300

Resumo em linguagem simples

A visão é um dos sentidos mais preciosos, e seu desenvolvimento adequado nos primeiros anos de vida é crucial para a formação cognitiva e social de uma criança. No entanto, algumas condições podem comprometer esse processo fundamental, e a catarata congênita é uma delas. Esta condição, que afeta...

CID-10: H26 — Outras cataratas Ver todos os artigos de Catarata

A visão é um dos sentidos mais preciosos, e seu desenvolvimento adequado nos primeiros anos de vida é crucial para a formação cognitiva e social de uma criança. No entanto, algumas condições podem comprometer esse processo fundamental, e a catarata congênita é uma delas. Esta condição, que afeta bebês desde o nascimento ou logo após, representa uma opacificação do cristalino – a lente natural do olho – impedindo que a luz chegue à retina de forma clara. Sem um diagnóstico precoce e tratamento adequado, a catarata congênita pode levar a uma perda visual irreversível, conhecida como ambliopia.

No Instituto Drudi e Almeida Oftalmologia, com a expertise do Dr. Fernando Drudi (CRM-SP 139.300) e da Dra. Priscilla Almeida, compreendemos a urgência e a delicadeza de cada caso de catarata congênita. Nosso compromisso é oferecer um cuidado oftalmológico pediátrico de excelência, baseado nas mais recentes evidências científicas e em uma abordagem humanizada, garantindo que cada pequeno paciente tenha a melhor chance de desenvolver seu potencial visual.

Este artigo visa esclarecer o que é a catarata congênita, suas causas, a importância vital do diagnóstico precoce e as opções de tratamento cirúrgico, bem como a reabilitação visual subsequente. Nosso objetivo é munir pais e cuidadores com informações precisas e confiáveis para que possam agir rapidamente em prol da saúde ocular de seus filhos.

Entendendo a Catarata Congênita: O Que é e Como Afeta a Visão Infantil

A catarata congênita é definida como qualquer opacidade do cristalino presente ao nascimento ou que se desenvolve nos primeiros meses de vida. O cristalino, uma estrutura transparente localizada atrás da íris, tem a função de focar a luz na retina. Quando ele se torna opaco, como ocorre na catarata, a luz não consegue passar livremente, resultando em uma imagem embaçada ou distorcida.

A gravidade do impacto visual depende de diversos fatores, incluindo o tamanho, a localização e a densidade da opacidade. Uma catarata pequena e periférica pode não causar problemas significativos. No entanto, uma catarata densa e central pode bloquear completamente a passagem da luz, impedindo a formação de uma imagem nítida na retina. Este bloqueio visual, especialmente durante os primeiros meses de vida, é extremamente prejudicial, pois o cérebro da criança está em um período crítico de desenvolvimento visual. Se o olho não receber estímulos visuais adequados, ele não aprenderá a "ver", levando ao desenvolvimento de ambliopia, ou "olho preguiçoso", que pode ser irreversível se não tratada a tempo.

De acordo com a American Academy of Ophthalmology (AAO), a catarata congênita é uma das principais causas de cegueira tratável na infância, afetando aproximadamente 1 a 6 em cada 10.000 nascidos vivos globalmente. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOPE) também enfatiza a importância de conscientizar sobre a condição, dada a sua prevalência e o potencial de impacto devastador na vida da criança.

Classificação da Catarata Congênita

As cataratas congênitas podem ser classificadas de diversas formas, seja pela sua morfologia, localização no cristalino ou etiologia:

  • Polar Anterior/Posterior: Opacidades localizadas na parte frontal ou posterior da cápsula do cristalino.
  • Lamellar/Zonular: Opacidades que afetam uma ou mais camadas do cristalino, com camadas claras ao redor. São as mais comuns.
  • Nuclear: A opacidade está no núcleo embrionário ou fetal do cristalino.
  • Cortical: Afeta o córtex do cristalino.
  • Total: O cristalino inteiro está opaco.
  • Membranosa: O cristalino está liquefeito e a cápsula posterior e anterior estão aderidas.

A avaliação precisa do tipo de catarata é fundamental para o planejamento do tratamento e para a investigação de possíveis causas subjacentes.

Causas e Fatores de Risco: Desvendando as Origens da Catarata em Crianças

As causas da catarata congênita são diversas e, em muitos casos, permanecem idiopáticas (sem causa conhecida). No entanto, uma investigação minuciosa é essencial para identificar fatores etiológicos que possam influenciar o tratamento e o prognóstico, além de permitir o aconselhamento genético quando aplicável. O Dr. Fernando Drudi e a Dra. Priscilla Almeida guiam essa investigação com rigor e cuidado, buscando entender o quadro completo de cada paciente.

Fatores Genéticos e Hereditários

Aproximadamente 25% das cataratas congênitas são de origem genética, muitas vezes transmitidas de forma autossômica dominante. Isso significa que apenas um dos pais precisa ter o gene para transmiti-lo ao filho. Mutações em genes específicos que codificam proteínas do cristalino (como as cristalinas) ou fatores de transcrição importantes para o desenvolvimento ocular podem causar a condição. Um histórico familiar de catarata congênita é um fator de risco significativo.

Infecções Intrauterinas (Síndrome TORCH)

Certas infecções contraídas pela mãe durante a gravidez podem atravessar a placenta e afetar o desenvolvimento fetal, incluindo o desenvolvimento ocular. O complexo TORCH é um acrônimo para os principais patógenos associados a malformações congênitas, incluindo catarata:

  • Toxoplasmose: Causada pelo parasita Toxoplasma gondii.
  • Outros (Other): Inclui sífilis, varicela-zoster, parvovírus B19 e Zika vírus.
  • Rubéola: A infecção materna por rubéola, especialmente no primeiro trimestre, é uma causa bem conhecida de catarata congênita, frequentemente associada a outras anomalias cardíacas e auditivas (Síndrome da Rubéola Congênita).
  • Citomegalovírus (CMV): Uma infecção viral comum que pode ser assintomática na mãe, mas causar problemas graves no feto.
  • Herpes Simples: Embora menos comum, pode causar catarata.

A triagem pré-natal e a vacinação contra rubéola são medidas importantes de prevenção.

Doenças Metabólicas

Algumas condições metabólicas raras podem levar ao desenvolvimento de catarata congênita. A mais notável é a galactosemia, um distúrbio genético que impede o corpo de processar o açúcar galactose. O acúmulo de galactose e seus metabólitos tóxicos pode danificar o cristalino. Outras condições incluem hipoglicemia, hipocalcemia e síndrome de Lowe.

Anomalias Cromossômicas e Síndromes Genéticas

A catarata congênita pode ser parte de um quadro mais amplo de síndromes genéticas ou anomalias cromossômicas, como a Síndrome de Down (Trissomia do 21), Síndrome de Patau (Trissomia do 13) e Síndrome de Edwards (Trissomia do 18). Nesses casos, a catarata é apenas uma das múltiplas manifestações da síndrome.

Outros Fatores

  • Trauma: Embora menos comum em recém-nascidos, um trauma ocular durante o parto pode, em casos raros, levar à formação de catarata.
  • Medicações Maternas: Certos medicamentos tomados durante a gravidez, como corticosteroides, podem aumentar o risco.
  • Idiopáticas: Em cerca de 50% dos casos, a causa exata da catarata congênita não pode ser determinada, mesmo após uma investigação completa.

A investigação etiológica é um processo detalhado que pode incluir exames de sangue para a criança e a mãe (sorologias para TORCH, testes metabólicos), avaliação genética e consulta com pediatras e geneticistas. No Instituto Drudi e Almeida Oftalmologia, trabalhamos em equipe multidisciplinar para oferecer um diagnóstico abrangente.

Diagnóstico Precoce: A Urgência na Identificação da Catarata Congênita

O diagnóstico precoce da catarata congênita é, sem dúvida, o fator mais crítico para o sucesso do tratamento e a preservação da visão. A janela de oportunidade para intervenção eficaz é estreita, especialmente nos primeiros meses de vida, quando o sistema visual está em rápido desenvolvimento. A detecção tardia pode resultar em ambliopia profunda e permanente.

O Teste do Olhinho (Teste do Reflexo Vermelho)

O primeiro e mais importante passo no diagnóstico precoce é o "Teste do Olhinho", ou Teste do Reflexo Vermelho, que deve ser realizado por um pediatra ou neonatologista em todos os recém-nascidos, preferencialmente na maternidade, antes da alta. Este teste simples e não invasivo consiste em iluminar os olhos do bebê com um oftalmoscópio direto a uma distância de aproximadamente 30 cm. Em um olho saudável, espera-se ver um reflexo vermelho-alaranjado simétrico em ambas as pupilas, semelhante ao "olho vermelho" em fotos com flash.

  • Reflexo Vermelho Ausente ou Anormal: A ausência, assimetria ou presença de um reflexo branco (leucocoria) em vez do vermelho pode indicar a presença de catarata, mas também outras condições sérias como retinoblastoma, persistência do vítreo primário hiperplásico ou descolamento de retina.
  • Encaminhamento Imediato: Qualquer anormalidade no Teste do Olhinho exige um encaminhamento imediato a um oftalmologista pediátrico para uma avaliação mais aprofundada. O tempo é crucial.

No Instituto Drudi e Almeida Oftalmologia, o Dr. Fernando Drudi e a Dra. Priscilla Almeida reforçam que, embora o Teste do Olhinho seja uma triagem valiosa, ele não substitui o exame oftalmológico completo realizado por um especialista.

Sinais e Sintomas que os Pais Devem Observar

Mesmo que o Teste do Olhinho tenha sido normal, os pais e cuidadores devem estar atentos a qualquer sinal de problema visual no bebê. A observação atenta pode ser a chave para um diagnóstico oportuno:

  • Leucocoria: É o sinal mais clássico da catarata congênita. Refere-se a um reflexo branco na pupila, que pode ser percebido em fotos com flash ou em certas condições de iluminação. É frequentemente descrito como "pupila branca".
  • Nistagmo: Movimentos oculares involuntários e rítmicos. Pode indicar baixa visão significativa em um ou ambos os olhos, geralmente devido à privação visual precoce.
  • Estrabismo: Desalinhamento dos olhos. Embora nem sempre relacionado à catarata, a ambliopia resultante da catarata pode causar estrabismo.
  • Ausência de Fixação Ocular: O bebê não fixa o olhar em objetos ou rostos, ou não segue objetos em movimento após os primeiros meses de vida.
  • Fotofobia: Sensibilidade excessiva à luz.
  • Olho "Preguiçoso" (Ambliopia): Se a catarata for unilateral, o bebê pode favorecer o olho bom e o olho com catarata pode parecer "desinteressado" ou não se desenvolver visualmente.

Ao notar qualquer um desses sinais, os pais devem procurar atendimento oftalmológico pediátrico imediatamente. Nossas unidades na Lapa, Guarulhos, Santana, Tatuapé e São Miguel Paulista estão preparadas para atender a essas emergências.

Exame Oftalmológico Pediátrico Detalhado

Quando um bebê é encaminhado com suspeita de catarata, o oftalmologista pediátrico realiza um exame completo que inclui:

  • Anamnese Detalhada: Histórico familiar, pré-natal, perinatal e desenvolvimento do bebê.
  • Avaliação da Acuidade Visual: Em bebês, isso é feito observando a fixação, o seguimento e a preferência visual.
  • Exame do Reflexo Vermelho: Repetido pelo especialista.
  • Biomicroscopia: Com a ajuda de um aparelho especial (lâmpada de fenda adaptada para crianças), o médico examina o cristalino sob dilatação pupilar para avaliar a morfologia, densidade e localização da catarata.
  • Oftalmoscopia Indireta: Para examinar a retina e o nervo óptico, descartando outras patologias associadas.
  • Ultrassonografia Ocular: Pode ser necessária para avaliar a integridade da parte posterior do olho se a catarata for muito densa e impedir a visualização do fundo de olho.
  • Biometria: Medida do comprimento axial do olho, essencial para o cálculo da lente intraocular (LIO) se houver indicação cirúrgica.

Este exame detalhado permite ao Dr. Fernando Drudi e à Dra. Priscilla Almeida determinar a necessidade de cirurgia e planejar a abordagem mais adequada para cada caso.

O Tratamento Cirúrgico: Restabelecendo a Visão e Prevenindo a Ambliopia

Uma vez diagnosticada a catarata congênita clinicamente significativa – ou seja, aquela que compromete a visão e o desenvolvimento visual – o tratamento de escolha é cirúrgico. A decisão de operar e o momento da cirurgia são cruciais e dependem de vários fatores, incluindo a densidade da catarata, se é unilateral ou bilateral, e a idade do bebê.

Indicação e Timing da Cirurgia

O principal objetivo da cirurgia é remover a opacidade do cristalino para permitir a passagem de luz e estimular o desenvolvimento visual. O timing da cirurgia é de suma importância devido ao período crítico de desenvolvimento visual:

  • Catarata Unilateral Densa: Idealmente, deve ser operada o mais rápido possível, preferencialmente entre 4 a 6 semanas de vida. A demora pode levar à ambliopia profunda e irreversível no olho afetado, pois o cérebro suprime a imagem do olho "ruim" em favor do olho "bom".
  • Catarata Bilateral Densa: Recomenda-se operar o primeiro olho entre 4 a 6 semanas e o segundo olho dentro de uma semana após o primeiro, ou ambos os olhos na mesma sessão cirúrgica em casos selecionados.
  • Cataratas Parciais ou Menos Densa: Em alguns casos, cataratas menores que não afetam significativamente o eixo visual podem ser apenas acompanhadas. No entanto, se houver progressão ou impacto visual, a cirurgia será indicada.

A decisão é sempre individualizada e discutida em detalhes com os pais, considerando os riscos e benefícios. Dr. Fernando Drudi e Dra. Priscilla Almeida utilizam as diretrizes mais atualizadas da AAO e da SBO para determinar o melhor curso de ação.

A Cirurgia de Catarata em Bebês

A cirurgia de catarata em bebês é um procedimento delicado e tecnicamente exigente, realizado sob anestesia geral por um oftalmologista pediátrico experiente. O procedimento mais comum é a aspiração do cristalino, que envolve a remoção do material opaco do cristalino através de uma pequena incisão.

Diferente da cirurgia em adultos, a abordagem em crianças tem algumas particularidades:

  • Remoção da Cápsula Posterior e Vitrectomia Anterior: Em bebês e crianças pequenas, a cápsula posterior do cristalino (onde a LIO seria implantada) tende a opacificar rapidamente após a cirurgia. Para prevenir isso, é comum realizar uma abertura na cápsula posterior (capsulotomia posterior) e, em muitos casos, uma vitrectomia anterior (remoção de uma pequena porção do vítreo) para manter o eixo visual claro.
  • Implante de Lente Intraocular (LIO): A decisão de implantar uma LIO no momento da cirurgia é complexa e depende da idade do bebê.
    • Em Recém-Nascidos e Bebês Muito Jovens (abaixo de 1 ano): O olho está em rápido crescimento, e o poder da LIO precisaria ser ajustado frequentemente. Além disso, há um risco maior de complicações. Muitos cirurgiões optam por deixar o bebê afácico (sem LIO) e corrigir a visão com lentes de contato ou óculos.
    • Em Crianças Maiores (acima de 1 ano, idealmente acima de 2 anos): O implante de LIO pode ser considerado. O cálculo da LIO é um desafio devido ao crescimento ocular contínuo, exigindo alta precisão e, por vezes, um ajuste futuro.

A escolha entre implante de LIO e correção da afacia com lentes de contato ou óculos é uma decisão crucial que o Dr. Fernando Drudi e a Dra. Priscilla Almeida discutem amplamente com os pais, explicando os prós e contras de cada abordagem.

Riscos e Complicações

Como qualquer procedimento cirúrgico, a cirurgia de catarata em bebês apresenta riscos, embora as taxas de sucesso sejam altas nas mãos de cirurgiões experientes. As possíveis complicações incluem:

  • Glaucoma secundário (aumento da pressão intraocular).
  • Descolamento de retina.
  • Inflamação intraocular.
  • Infecção (endoftalmite, rara).
  • Opacificação da cápsula posterior (já abordada com capsulotomia/vitrectomia).
  • Necessidade de cirurgias adicionais.

Um acompanhamento rigoroso no pós-operatório é fundamental para monitorar e gerenciar essas complicações.

Reabilitação Visual Pós-Cirúrgica e Manejo da Ambliopia

A cirurgia de remoção da catarata é apenas o primeiro passo no longo e complexo processo de reabilitação visual para bebês e crianças. O sucesso a longo prazo depende criticamente do manejo pós-operatório e da prevenção/tratamento da ambliopia. No Instituto Drudi e Almeida Oftalmologia, enfatizamos a importância de um programa de reabilitação visual contínuo e personalizado.

Correção Óptica

Após a remoção do cristalino, o olho se torna afácico (sem lente natural) e precisa de correção óptica para focar a luz na retina. A correção pode ser feita de três maneiras:

  • Lentes de Contato: São a opção preferencial para bebês afácicos, especialmente após cirurgia de catarata unilateral, pois proporcionam uma imagem de tamanho mais natural e um campo de visão mais amplo do que os óculos. Exigem manejo e higiene rigorosos pelos pais.
  • Óculos: Podem ser usados para correção bilateral ou como complemento às lentes de contato. São mais fáceis de manusear, mas podem distorcer o tamanho da imagem e limitar o campo de visão.
  • Lente Intraocular (LIO): Se implantada durante a cirurgia, a LIO corrige a maior parte do erro refrativo, mas óculos adicionais geralmente são necessários para otimizar a visão de perto e de longe, e para compensar o crescimento do olho.

A prescrição da correção óptica é ajustada frequentemente, à medida que o olho do bebê cresce e se desenvolve.

Tratamento da Ambliopia (Oclusão)

A ambliopia é a complicação mais comum e grave da catarata congênita não tratada ou tratada tardiamente. Mesmo após a remoção da catarata e correção óptica, o olho que sofreu privação visual pode ainda não "aprender" a ver corretamente. O tratamento da ambliopia é vital e geralmente envolve a oclusão do olho "bom" (patching) por um período determinado a cada dia, forçando o cérebro a usar o olho operado. A frequência e duração da oclusão são cuidadosamente monitoradas pelo oftalmologista pediátrico e ajustadas de acordo com a resposta visual da criança.

O Dr. Fernando Drudi e a Dra. Priscilla Almeida orientam os pais sobre a importância da aderência ao tratamento de oclusão, que pode ser desafiador, mas é fundamental para o desenvolvimento da melhor acuidade visual possível.

Acompanhamento Regular e Multidisciplinar

O acompanhamento pós-operatório é um compromisso de longo prazo. As crianças com catarata congênita precisam de exames oftalmológicos regulares e frequentes, que podem incluir:

  • Avaliação da acuidade visual.
  • Verificação da correção óptica e ajuste conforme necessário.
  • Monitoramento da pressão intraocular para detectar glaucoma secundário.
  • Exame do fundo de olho.
  • Avaliação do desenvolvimento visual geral.

O cuidado desses pacientes frequentemente envolve uma equipe multidisciplinar, incluindo oftalmologistas pediátricos, pediatras, geneticistas, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas, para garantir um desenvolvimento holístico e abordar quaisquer outras necessidades que a criança possa ter.

No Instituto Drudi e Almeida Oftalmologia, nossas unidades em Lapa, Guarulhos, Santana, Tatuapé e São Miguel Paulista estão equipadas para oferecer este acompanhamento abrangente, com profissionais dedicados a cada etapa do cuidado do seu filho.

Tabela Comparativa: Tipos Comuns de Catarata Congênita e Suas Características

Compreender os diferentes tipos de catarata congênita pode ajudar a contextualizar a condição e as abordagens de tratamento. Abaixo, apresentamos uma tabela que resume as características de alguns dos tipos mais comuns:

Tipo de Catarata Localização no Cristalino Aparência Típica Impacto Visual Potencial Causas Comuns
Nuclear Núcleo central (embrionário ou fetal) Pequena opacidade central e densa Geralmente significativo, especialmente se denso, pois bloqueia o eixo visual central. Idiopática, genética, Rubéola congênita.
Lamellar (Zonular) Afeta uma ou mais camadas do cristalino, com camadas claras ao redor Opacidades concêntricas, como "anéis de cebola" Variável, de leve a severo, dependendo da densidade e extensão. Idiopática, genética, hipocalcemia, galactosemia.
Polar Anterior Pequena opacidade na parte frontal da cápsula Ponto branco pequeno e bem definido na parte frontal da pupila Geralmente mínimo, a menos que seja grande e cause astigmatismo. Idiopática, genética (autossômica dominante).
Polar Posterior Opacidade na parte posterior da cápsula Ponto branco na parte posterior da pupila, muitas vezes com projeções em forma de "estrela" Pode ser significativo, pois está mais próximo do nódulo posterior e pode impactar a visão central. Idiopática, genética, associada à persistência da artéria hialoide.
Cortical Córtex do cristalino (camada externa) Opacidades em forma de raios ou cunhas na periferia do cristalino Variável, muitas vezes assintomático no início, mas pode progredir e afetar a visão central. Idiopática, genética, galactosemia.
Total Todo o cristalino O cristalino inteiro está opaco, resultando em leucocoria densa Severo, causa cegueira funcional se não tratada precocemente. Genética, Rubéola congênita, Síndrome de Lowe, galactosemia, trauma.

Perguntas Frequentes (FAQ) sobre Catarata Congênita em Bebês

1. O que é catarata congênita?

Catarata congênita é uma condição em que o cristalino, a lente natural do olho, apresenta uma opacidade desde o nascimento ou que se desenvolve nos primeiros meses de vida. Essa opacidade impede a passagem adequada da luz para a retina, podendo comprometer o desenvolvimento visual do bebê e levar à ambliopia (olho preguiçoso) se não for tratada precocemente.

2. Quais são os sinais de que meu bebê pode ter catarata congênita?

O sinal mais comum é a leucocoria, que é um reflexo branco na pupila do bebê, visível em fotos com flash ou em certas condições de luz. Outros sinais incluem nistagmo (movimentos involuntários dos olhos), estrabismo (olhos desalinhados), falta de fixação ocular ou de acompanhamento de objetos após os primeiros meses, e fotofobia. Qualquer um desses sinais exige uma avaliação oftalmológica pediátrica urgente.

3. O Teste do Olhinho é suficiente para diagnosticar a catarata congênita?

O Teste do Olhinho (Teste do Reflexo Vermelho) é uma triagem inicial fundamental realizada pelo pediatra ou neonatologista no recém-nascido. Ele pode identificar anomalias que sugerem a presença de catarata ou outras condições oculares. No entanto, um resultado anormal ou a presença de sinais suspeitos pelos pais exigem um exame oftalmológico pediátrico completo com um especialista, como o Dr. Fernando Drudi ou a Dra. Priscilla Almeida, para um diagnóstico definitivo e detalhado.

4. A cirurgia de catarata em bebês é segura?

Sim, a cirurgia de catarata em bebês é um procedimento seguro e eficaz quando realizada por um oftalmologista pediátrico experiente. Embora seja um procedimento delicado e com particularidades em comparação com adultos, os avanços técnicos e o manejo pós-operatório adequado garantem altas taxas de sucesso na restauração da clareza do eixo visual. Os riscos e benefícios são sempre cuidadosamente avaliados e discutidos com os pais pela equipe do Instituto Drudi e Almeida Oftalmologia.

5. Qual a importância do acompanhamento pós-cirúrgico?

O acompanhamento pós-cirúrgico é tão crucial quanto a cirurgia em si. Ele envolve a correção óptica contínua (com lentes de contato, óculos ou LIO), o tratamento da ambliopia (geralmente com oclusão do olho bom), e exames oftalmológicos regulares para monitorar o desenvolvimento visual, ajustar a correção óptica e detectar e gerenciar possíveis complicações, como glaucoma secundário. É um processo de longo prazo que exige dedicação dos pais e da equipe médica.

Conclusão: Um Futuro com Visão Clara para Nossos Pequenos Pacientes

A catarata congênita é uma condição séria que exige atenção imediata e especializada. No entanto, com o diagnóstico precoce e o tratamento cirúrgico adequado, seguido por uma reabilitação visual rigorosa, a grande maioria dos bebês afetados tem a oportunidade de desenvolver uma visão funcional e levar uma vida plena.

A expertise e o cuidado dedicados do Dr. Fernando Drudi (CRM-SP 139.300) e da Dra. Priscilla Almeida no Instituto Drudi e Almeida Oftalmologia garantem que cada criança receba a melhor atenção possível, desde o diagnóstico até o acompanhamento de longo prazo. Nossas unidades na Lapa, Guarulhos, Santana, Tatuapé e São Miguel Paulista estão preparadas para oferecer um ambiente acolhedor e tecnologia de ponta para cuidar da saúde ocular de seus filhos.

Se você suspeita que seu bebê possa ter catarata congênita ou se o Teste do Olhinho indicou alguma alteração, não hesite. A rapidez na ação pode fazer toda a diferença no futuro visual da criança. Entre em contato conosco e agende uma consulta. Estamos

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

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