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Cirurgias Oculares

Vitrectomia posterior: o que esperar antes, durante e depois

Publicado em 05 de junho de 2026 Atualizado em 05 de junho de 2026 Revisão médica: 05 de junho de 2026 6 min de leitura Instituto Drudi e Almeida
Cirurgia de vitrectomia posterior no MIRA Hospital com sistema Alcon Constellation
Instituto Drudi e Almeida
Autor
Instituto Drudi e Almeida
CRM-SP 148.173

Resumo em linguagem simples

Tudo o que você precisa saber sobre a vitrectomia posterior, cirurgia avançada de retina realizada no MIRA Hospital Oftalmológico com tecnologia Alcon Constellation.


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metaTitle: "Vitrectomia Posterior: Indicações, Procedimento e Recuperação"
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author: "Dra. Priscilla Rodrigues de Almeida"
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keywords: "vitrectomia posterior, cirurgia de retina, descolamento de retina, retinopatia diabética, buraco macular, MIRA Hospital"

A vitrectomia posterior (ou pars plana) é uma das cirurgias oftalmológicas mais complexas e avançadas, dedicada ao tratamento de doenças que afetam a retina e o humor vítreo (o gel que preenche o interior do olho).

Devido à sua complexidade, exige equipamentos de altíssima tecnologia e um centro cirúrgico impecável, como a estrutura que o Instituto Drudi e Almeida dispõe no MIRA Hospital Oftalmológico. Neste artigo, explicamos as indicações, como o procedimento é realizado e o que esperar da recuperação.

Quando a Vitrectomia é Indicada?

A vitrectomia é indicada para diversas condições graves que ameaçam a visão, incluindo:

  • Descolamento de Retina: Uma emergência médica onde a retina se solta da parede do fundo do olho. A cirurgia reposiciona a retina.
  • Retinopatia Diabética Proliferativa: Quando o diabetes causa sangramento intenso dentro do olho (hemorragia vítrea) ou tração na retina.
  • Buraco Macular: Uma falha na mácula (área central da retina responsável pela visão de detalhes).
  • Membrana Epirretiniana: Formação de um tecido cicatricial sobre a mácula que distorce a visão.
  • Traumas Oculares e Infecções Graves (Endoftalmite).

Antes da Cirurgia

O preparo para a vitrectomia envolve exames detalhados do fundo do olho, como o mapeamento de retina, a tomografia de coerência óptica (OCT) e, em alguns casos, a ultrassonografia ocular (especialmente se houver muito sangramento impedindo a visualização da retina).

Como é um procedimento cirúrgico, também são solicitados exames de sangue e avaliação cardiológica (risco cirúrgico). O paciente deve fazer jejum de 8 horas antes da cirurgia.

Durante o Procedimento no MIRA Hospital

No MIRA Hospital, a vitrectomia é realizada sob anestesia local com sedação ou anestesia geral, dependendo da complexidade do caso e do perfil do paciente, sempre com o acompanhamento contínuo de um médico anestesiologista.

Utilizamos o sistema Alcon Constellation Vision System, um dos equipamentos mais modernos do mundo para cirurgias vitreorretinianas. O procedimento segue os seguintes passos básicos:

  1. Microincisões: O cirurgião faz três microincisões na esclera (a parte branca do olho), menores que 1 milímetro.
  2. Remoção do Vítreo: O gel vítreo (que pode estar opaco por sangue ou puxando a retina) é cuidadosamente cortado e aspirado.
  3. Tratamento da Retina: Dependendo da doença, o cirurgião pode aplicar laser (endolaser) para selar rasgos, remover membranas cicatriciais ou drenar fluidos sob a retina.
  4. Substituição do Vítreo: O olho não pode ficar vazio. O espaço deixado pelo vítreo é preenchido com uma solução salina especial, gás expansor ou óleo de silicone. A escolha do substituto depende da doença tratada.

O Que Esperar Depois da Cirurgia (Pós-operatório)

A recuperação da vitrectomia exige paciência e disciplina do paciente.

  • Posicionamento da Cabeça: Se for utilizado gás ou óleo de silicone para manter a retina no lugar, o médico exigirá que o paciente mantenha a cabeça em uma posição específica (geralmente olhando para baixo) por vários dias ou até semanas. Essa é a parte mais desafiadora, mas crucial para o sucesso da cirurgia.
  • Visão Embaçada: A visão não melhora imediatamente. Se houver gás no olho, a visão ficará muito embaçada até que o gás seja reabsorvido naturalmente pelo corpo (o que pode levar de 2 a 8 semanas).
  • Viagens de Avião: Pacientes com gás no olho não podem voar de avião ou subir a grandes altitudes, pois a diferença de pressão fará o gás expandir, causando aumento perigoso da pressão ocular e dor intensa.
  • Colírios e Repouso: O uso rigoroso de colírios antibióticos e anti-inflamatórios é obrigatório, assim como evitar esforços físicos.

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Doenças da retina exigem diagnóstico rápido e tratamento preciso. O Instituto Drudi e Almeida conta com especialistas em retina e a estrutura cirúrgica de ponta do MIRA Hospital para oferecer o melhor cuidado possível.

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Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.

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