Resumo em linguagem simples
O ultrassom ocular usa ondas sonoras para ver o interior do olho quando a visão óptica está bloqueada por catarata densa ou hemorragia. É essencial para avaliar a retina antes de cirurgias. Causa leve desconforto mas não é doloroso.
O que é o ultrassom ocular (USG)?
O ultrassom ocular — também chamado de ecografia ocular ou USG A/B-scan — é um exame de imagem que utiliza ondas sonoras de alta frequência (8 a 10 MHz) para criar imagens do interior do olho. Ao contrário dos exames ópticos (OCT, retinografia, Pentacam), o ultrassom não depende da transparência dos meios oculares — ele atravessa qualquer opacidade, incluindo cataratas densas, hemorragias vítreas e membranas opacas.
No Instituto Drudi e Almeida, utilizamos o Nidek US-500, sistema digital de alta resolução que realiza tanto o modo A (amplitude — para medidas) quanto o modo B (brilho — para imagens bidimensionais).
Quando o USG ocular é indicado?
- Catarata densa — quando a opacidade do cristalino impede a visualização da retina, o USG avalia se há descolamento de retina, hemorragia ou tumor antes da cirurgia
- Hemorragia vítrea — sangue no vítreo bloqueia a visão óptica; o USG identifica a causa (rotura retiniana, descolamento, proliferação diabética)
- Suspeita de descolamento de retina — especialmente quando a retinoscopia não é possível
- Tumores intraoculares — melanoma de coroide, metástases, hemangioma; o padrão de eco é diagnóstico
- Corpo estranho intraocular — localização precisa antes da cirurgia
- Biometria em catarata densa — quando a biometria óptica falha, o A-scan mede o comprimento axial para cálculo da LIO
- Avaliação de próteses oculares — verifica a posição e integridade de implantes
Como é feito o exame?
Existem duas técnicas:
- Técnica de contato direto — a sonda é aplicada diretamente sobre a córnea anestesiada com colírio. Permite maior resolução e é usada para o A-scan e B-scan de alta resolução.
- Técnica transpalpebral — a sonda é aplicada sobre a pálpebra fechada com gel de contato. Mais confortável, usada para avaliação geral do polo posterior.
O exame dura de 10 a 20 minutos. O paciente pode sentir leve pressão, mas não dor (o colírio anestésico elimina a sensação).
USG A-scan vs. B-scan: qual a diferença?
| Modalidade | Tipo de Imagem | Principal Uso |
|---|---|---|
| A-scan | Gráfico de amplitude (1D) | Biometria — mede comprimento axial para cálculo de LIO |
| B-scan | Imagem bidimensional (2D) | Avaliação de retina, vítreo, tumores, corpos estranhos |
O USG ocular dói?
Na técnica transpalpebral, não há desconforto significativo. Na técnica de contato direto, o colírio anestésico elimina a dor. O paciente pode sentir a pressão da sonda, mas não é doloroso. Após o exame, o efeito do anestésico dura cerca de 30 minutos — durante esse período, o paciente não deve coçar o olho.
Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico oftalmologista. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre sua saúde ocular, procure atendimento médico especializado.